A ExxonMobil está a concluir os preparativos para anunciar, ainda em 2026, a Decisão Final de Investimento (DFI) do projecto Rovuma LNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. Avaliado em cerca de 30 mil milhões de dólares, o empreendimento prevê o desenvolvimento de instalações de produção de gás natural liquefeito (GNL) em larga escala, constituindo um dos maiores investimentos industriais previstos para Moçambique.
A informação foi avançada pelo director-geral da ExxonMobil em Moçambique, Arne Gibbs, na semana passada, em Maputo, à margem de um evento dedicado às olimpíadas de soldadura. Segundo o responsável, a empresa está a trabalhar para reunir as condições necessárias à tomada da decisão que permitirá avançar para a fase de implementação do projecto.
A DFI constitui uma etapa determinante na viabilização do Rovuma LNG, uma vez que formaliza o compromisso de investimento e abre caminho ao desenvolvimento das infra-estruturas necessárias para produzir, processar e exportar gás natural liquefeito. O projecto integra a Área 4, concessionada a um consórcio liderado pela Mozambique Rovuma Venture, que reúne a ExxonMobil, a Eni e a CNPC.
O projecto prevê, na sua primeira fase, a instalação de 12 módulos de liquefacção, com capacidade total de produção de 18,6 milhões de toneladas de GNL por ano. O plano de desenvolvimento inclui ainda 18 poços submarinos, ligados às instalações terrestres de processamento em Afungi, Cabo Delgado. A primeira produção está projectada para 2030, de acordo com a informação disponibilizada pela ExxonMobil.



