O Governo de Moçambique recebe, entre 9 e 18 de Setembro de 2026, em Maputo, uma missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) para discutir um potencial novo programa ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada.
Segundo o Ministério das Finanças, a visita enquadra-se na cooperação de longa data entre o país e o FMI e tem como objectivo avaliar o desempenho macroeconómico recente, o avanço das reformas em curso e as perspectivas de futura cooperação técnica e financeira.
Durante a missão, a delegação do FMI deverá reunir-se com diferentes ministérios, o Banco de Moçambique, representantes do sector privado e instituições financeiras.
A possível retoma de um programa com o FMI surge seis meses depois de Moçambique ter liquidado antecipadamente a sua dívida junto da instituição, no valor aproximado de 700 milhões de dólares. O Governo justificou a decisão com a necessidade de reforçar a estabilidade macroeconómica e proteger o balanço do Banco de Moçambique.
O pagamento antecipado da dívida, que tinha vencimento previsto até 2031, abriu espaço para a negociação de um novo programa de apoio financeiro com o Fundo.
Analistas, contudo, levantaram reservas sobre a decisão, considerando que a dívida do FMI apresentava condições favoráveis e que o reembolso poderia limitar a disponibilidade de recursos num contexto de pressão sobre as finanças públicas e necessidades sociais.
A eventual assinatura de um novo acordo com o FMI poderá reforçar a confiança dos investidores, apoiar reformas estruturais e facilitar o acesso a financiamento externo para o desenvolvimento económico do país.



