A Gapi – Sociedade de Investimentos vai reforçar o financiamento às micro, pequenas e médias empresas (MPME) e expandir a sua presença nacional através do Plano Estratégico Gapi2030, aprovado pelos accionistas em Setembro de 2026.
A nova estratégia prevê mobilizar cerca de 80 milhões de dólares em financiamento combinado, apoiar aproximadamente 9.700 MPME e contribuir para a criação de mais de 57 mil empregos directos e 199 mil indirectos até 2030.
A instituição pretende ainda aumentar de 37 para 50 unidades a sua rede de financiamento e formação e elevar os fundos próprios para cerca de 1,6 mil milhões de meticais. Até ao final de 2025, a Gapi contava com 15 agências, 10 unidades e 12 incubadoras, cobrindo 110 distritos.
Em 2025, concedeu 1.123 novos créditos, num valor aproximado de 380 milhões de meticais, com a região Norte a concentrar 47% do financiamento, sobretudo para actividades de agro-negócio.
Gapi gere linha de 17 milhões de dólares para recuperação pós-cheias
Entre as intervenções recentes está a gestão de uma linha de crédito de aproximadamente 17 milhões de dólares, contratada pelo Governo para apoiar a recuperação de actividades agrícolas e pecuárias afectadas pelas cheias de 2026.
O financiamento abrange produtores e empresas ligadas a cadeias agro-industriais em dez províncias e é implementado em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS).
A estratégia Gapi2030 inclui ainda programas como o INCUBOX II, dedicado ao empreendedorismo jovem no Norte, e o AgroVida, que apoia pequenos produtores em Cabo Delgado.
No âmbito do reforço da estrutura accionista, o Estado realizou uma injecção adicional de 36 milhões de meticais, elevando a sua participação de 8,9% para cerca de 18,7%, com possibilidade de chegar aos 30%.
Com o Gapi2030, a instituição pretende consolidar-se como uma plataforma nacional de financiamento de impacto, combinando crédito, capacitação empresarial, inovação financeira e mobilização de recursos públicos, privados e internacionais para apoiar o desenvolvimento produtivo e a inclusão económica.



