Thursday, October 8, 2026
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IMOPETRO diz que mercado de combustíveis está resiliente, apesar da pressão  

Segundo João Macanja que falava durante um seminário sobre o financiamento relativo à importação de combustível, no âmbito da 58.ª edição da Feira Agropecuária, Comercial e Industrial (FACIM), o banco central comparticipava com cerca de 50 por cento na factura de importação de combustíveis, tendo deixado de o fazer há alguns meses.

A fonte do IMOPETRO explicou que, com a saída do Banco de Moçambique (BM) deste processo, nota-se uma limitação na disponibilização do dólar no mercado para a viabilização das importações.

O responsável frisou haver limitações na disponibilização de garantias bancárias, uma dificuldade que é mais notória quando há uma subida generalizada de preços no mercado internacional.

“Assim, quando os preços sobem, os bancos comerciais dizem que o financiamento da importação de combustível é feito de acordo com as capacidades de reembolso das empresas envolvidas no negócio, uma vez que o risco de crédito transfere-se para as instituições financeiras”, apontou.

Segundo a Petróleos de Moçambique (Petromoc), os desafios do mercado de abastecimento de combustíveis começaram na altura em que o processo era liderado por um sindicato bancário e perduraram até hoje, num cenário de liberalização.

Nos últimos anos, o sector desembolsou 27,3 milhões de dólares norte-americanos em garantias bancárias, o que entende ser razoável, porque a liberalização trouxe ganhos, sobretudo relativamente ao reforço do poder de negociação das empresas comparativamente ao período do sindicato bancário.

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