Sunday, March 29, 2026
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Índice de robustez empresarial sobe para 31% no primeiro semestre de 2024, revela CTA

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou na Quarta-feira, 14 de Agosto, em Maputo, a 15.ª edição do Economic Briefing. O evento focou-se na análise da dinâmica de negócios e investimentos durante o primeiro semestre de 2024, destacando uma leve melhoria no Índice de Robustez Empresarial.

De acordo com Agostinho Vuma, presidente da CTA, o índice de robustez empresarial aumentou em 1 ponto percentual, fixando-se em 31%. Este índice, que reflete a média ponderada dos índices provinciais, foi impulsionado por factores como o início da campanha de comercialização agrícola e a época de exportação de produtos como algodão e camarão.

Vuma sublinhou que, apesar da melhoria, alguns desafios continuam a impactar o ambiente empresarial, destacando-se a falta de emissão de certificados fitossanitários, o aumento dos custos de insumos agrícolas e de logística, e as restrições cambiais impostas pelo Banco de Moçambique (BdM). “O agravamento do acesso a divisas no mercado nacional tem sido um factor bastante negativo e que influencia as transacções empresariais, particularmente aquelas que dependem do comércio internacional”, explicou o líder da CTA.

Essas restrições cambiais, introduzidas pelo BdM, têm dificultado o pagamento de facturas de importações pelas empresas, resultando numa tendência de queda no volume de importações. Vuma apontou que, entre Janeiro e Fevereiro, houve uma queda média mensal de 2,3% nas importações, tendência que se acentuou para 2,5% no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023.

Ele ainda destacou a importância das exportações como fonte de geração de moeda externa para o país, notando que a cobertura das exportações sobre as importações, excluindo os grandes projectos, está estimada em apenas 20%. “Isso significa que o déficit da oferta de divisas sem os grandes projectos atinge os 80%”, alertou.

O Economic Briefing da CTA serve como um importante barómetro para medir a saúde do sector empresarial moçambicano, oferecendo uma visão detalhada dos desafios e oportunidades enfrentados pelos negócios no contexto macroeconómico actual.

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