Moçambique e Tanzânia, dois dos principais produtores de caju da África Oriental, assinaram um acordo bilateral para reforçar a cooperação no desenvolvimento dos respectivos sectores do caju.
O acordo foi assinado durante a Conferência e Exposição Anual da African Cashew Alliance (ACA), realizada em Acra, no Gana. O documento foi rubricado pelo director-geral do Cashew Nuts Board of Tanzania (CBT), Francis Alfred, e pelo director-geral do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), Jorge Vidigal Fole.
A parceria resulta de vários anos de contactos e discussões entre intervenientes da indústria do caju dos dois países e estabelece um quadro para aprofundar a colaboração regional.
Entre as áreas previstas estão a investigação e desenvolvimento, comercialização e comércio, partilha de variedades melhoradas, transferência de tecnologia, processamento, capacitação, controlo de pragas e doenças, bem como qualidade e padrões do caju.
Após a assinatura, Francis Alfred destacou a importância do acordo para aproximar os dois países e contribuir para uma indústria regional mais resiliente e sustentável.
Jorge Vidigal Fole, por sua vez, considerou a parceria relevante para o desenvolvimento dos sectores do caju de Moçambique e Tanzânia, manifestando o compromisso do IAM em aprofundar a cooperação e avançar em áreas de interesse comum.
O presidente do Conselho da ACA, Ibrahim Sanfo, felicitou os dois países pelo acordo, considerando-o um passo importante para o reforço da cooperação regional. Segundo Sanfo, a capacidade dos países produtores para enfrentar desafios comuns dependerá cada vez mais da colaboração entre si.
O caju constitui uma importante actividade agrícola na África Oriental, gerando meios de subsistência para milhões de pequenos produtores e contribuindo para o emprego rural, comércio e receitas de exportação.
A Tanzânia, actualmente o maior produtor de caju da região, estabeleceu a meta de atingir cerca de um milhão de toneladas de castanha de caju em bruto até 2030, apostando também no aumento da produtividade, no fortalecimento da cadeia de valor e na expansão do processamento local.
Moçambique, que possui uma longa tradição na produção de caju, procura igualmente aumentar a produção e a produtividade e recuperar a capacidade de processamento nacional, como forma de elevar o valor acrescentado e os benefícios económicos gerados pelo sector.
A cooperação entre os dois países poderá abranger, entre outros aspectos, investigação, tecnologia, material de plantio melhorado, processamento e intercâmbio de conhecimentos, num esforço para fortalecer a competitividade da indústria regional do caju.
Fonte: African Cashew Alliance



