Thursday, April 16, 2026
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Moçambique lança estratégia inovadora para o Desenvolvimento Sustentável da Economia Azul

Num passo decisivo para a gestão sustentável dos recursos aquáticos, Moçambique lançou oficialmente a sua Estratégia de Desenvolvimento da Economia Azul. O Presidente Filipe Jacinto Nyusi destacou que a estratégia visa gerir de forma responsável os recursos aquáticos do país, em consonância com os compromissos internacionais até 2030.

A Economia Azul coloca os oceanos, mares e recursos marinhos no centro do desenvolvimento sustentável, reconhecendo sua importância vital para o bem-estar humano, a segurança alimentar e a estabilidade climática. Com vastos recursos marinhos e de água doce, Moçambique enfrenta desafios significativos, como a pesca ilegal, a poluição e as alterações climáticas, que ameaçam a biodiversidade. A nova estratégia procura enfrentar estas questões, equilibrando a necessidade de segurança alimentar com a proteção ambiental.

Desde a sua participação na conferência global da Economia Azul em Nairobi, em 2018, e o acolhimento das conferências “Crescendo Azul”, Moçambique tem se consolidado como líder na gestão sustentável dos recursos aquáticos. Estas conferências estabeleceram o país como um actor chave na busca de soluções para a exploração sustentável e a governação dos recursos marinhos e interiores.

A Estratégia de Desenvolvimento da Economia Azul de Moçambique está estruturada em seis pilares fundamentais: pescas e aquacultura, energias renováveis e indústria extractiva marinha, capital natural, ambiente e economia circular, turismo e cultura, transporte marítimo e infraestruturas portuárias, e segurança marítima.

A UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), através do programa “Global Market Access Programme” (GMAP), financiado pela Norad (Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento), aplaude esta iniciativa de Moçambique.

O programa GMAP Moçambique complementa a estratégia nacional ao promover a gestão sustentável dos recursos oceânicos, reforçando as capacidades dos recursos marinhos e costeiros e apoiando indústrias amigas do ambiente. Esses esforços visam impulsionar indústrias locais, como a pesca e o turismo, assegurando tanto o crescimento económico quanto a preservação ambiental.

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