Saturday, April 11, 2026
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MRG Metals e MOZSHAQ firmam parceria para avaliação ambiental e social do projecto Corridor Sands 

MRG Metals

A MRG Metals, por meio de sua joint venture com a Sinowin Lithium e a Sinowin Lithium Cobalt, firmou um contrato com a MOZSHAQ para a realização de uma avaliação ambiental e social, bem como para o plano de ação de reinstalação do Projecto Corridor Sands, localizado em Moçambique.

A informação foi divulgada nesta Segunda-feira, 11 de Novembro, pelo portal de notícias Mining, que detalhou o compromisso das empresas em avançar com a etapa de aprovação formal do projecto. O contrato terá uma duração de nove meses e está orçado em 31,6 milhões de meticais (aproximadamente 500 mil dólares).

O Projecto Corridor Sands, que faz parte do portfólio da MRG Metals, abrange dois terrenos contíguos no Sul de Moçambique, totalizando uma área de 387 quilómetros quadrados. De acordo com a empresa, o projecto central cobre 179 quilómetros quadrados, enquanto a área do projecto sul se estende por 208 quilómetros quadrados. O empreendimento já identificou 13 alvos de alta prioridade dentro da área de concessão.

capital bancário

O presidente da MRG Metals, Andrew Van Der Zwan, destacou que o contrato com a MOZSHAQ é um passo crucial para garantir a obtenção da licença mineira, um processo que deverá ser iniciado no início do período contratual.

“A experiência da MOZSHAQ em avaliações ambientais e socioeconómicas será essencial à medida que avançamos na formalização do projecto. Estamos confiantes de que seu conhecimento local, aliado à adesão às normas internacionais, resultará em avaliações de alta qualidade”, afirmou Van Der Zwan. O executivo também ressaltou o compromisso da MRG Metals e de seus parceiros com práticas mineiras sustentáveis, alinhadas com as directrizes internacionais de saúde, segurança e protecção ambiental.

A MOZSHAQ, por sua vez, se compromete a fornecer consultoria, auditoria e formação, optimizando as operações do projecto e assegurando a conformidade com as normas nacionais e internacionais. A MOZSHAQ é uma empresa especializada em soluções integradas de consultoria e auditoria nas áreas de saúde, segurança, meio-ambiente e qualidade. Com uma abordagem focada na assistência técnica e nos serviços de conformidade com normas internacionais, a MOZSHAQ tem sido um parceiro estratégico para várias empresas do sector, contribuindo para a implementação de projectos com impacto positivo tanto no ambiente quanto nas comunidades locais.

O contrato, que será integralmente financiado pela Sinowin Lithium e Sinowin Lithium Cobalt, exige pagamentos parcelados ao longo de sua vigência. A MRG Metals, que possui uma capitalização de mercado de 602,9 milhões de meticais (9,54 milhões de dólares), segue com o projecto em parceria com a Sinowin, que tem sido responsável pelo financiamento da joint venture.

Com a assinatura deste acordo, as empresas envolvidas no Projecto Corridor Sands reforçam seu compromisso com a responsabilidade socioambiental e com o desenvolvimento sustentável em Moçambique. A avaliação de impacto ambiental e social é vista como uma etapa estratégica para o avanço do projecto, que tem o potencial de gerar novos investimentos e oportunidades de emprego no país, além de contribuir para o fortalecimento da indústria mineral local.

MRG Metals and MOZSHAQ Sign Partnership for Environmental and Social Assessment of Corridor Sands Project

MRG Metals

MRG Metals, through its joint venture with Sinowin Lithium and Sinowin Lithium Cobalt, has signed a contract with MOZSHAQ to carry out an environmental and social assessment, as well as the resettlement action plan for the Corridor Sands Project, located in Mozambique.

The information was released on Monday, November 11, by the Mining news portal, which detailed the companies’ commitment to move forward with the formal approval stage of the project. The contract will last nine months and is budgeted at 31.6 million meticais (approximately 500 thousand dollars). The Corridor Sands Project, which is part of MRG Metals’ portfolio, covers two contiguous plots of land in southern Mozambique, totaling 387 square kilometers. According to the company, the central project covers 179 square kilometers, while the southern project area extends to 208 square kilometers. The venture has already identified 13 high-priority targets within the concession area.

The president of MRG Metals, Andrew Van Der Zwan, pointed out that the contract with MOZSHAQ is a crucial step towards securing the mining license, a process that should begin at the start of the contract period. “MOZSHAQ’s experience in environmental and socio-economic assessments will be essential as we move forward with formalizing the project. We are confident that their local knowledge, combined with their adherence to international standards, will result in high-quality assessments,” said Van Der Zwan. The executive also stressed the commitment of MRG Metals and its partners to sustainable mining practices, in line with international health, safety and environmental protection guidelines. MOZSHAQ, for its part, is committed to providing consultancy, auditing and training, optimizing project operations and ensuring compliance with national and international standards. MOZSHAQ is a company specializing in integrated consulting and auditing solutions in the areas of health, safety, the environment and quality. With an approach focused on technical assistance and compliance services with international standards, MOZSHAQ has been a strategic partner for several companies in the sector, contributing to the implementation of projects with a positive impact on both the environment and local communities.

The contract, which will be fully funded by Sinowin Lithium and Sinowin Lithium Cobalt, calls for installment payments over its term. MRG Metals, which has a market capitalization of 602.9 million meticais (9.54 million dollars), is proceeding with the project in partnership with Sinowin, which has been responsible for financing the joint venture.

With the signing of this agreement, the companies involved in the Corridor Sands Project reinforce their commitment to social and environmental responsibility and sustainable development in Mozambique. The environmental and social impact assessment is seen as a strategic step for the progress of the project, which has the potential to generate new investments and job opportunities in the country, as well as contributing to the strengthening of the local mineral industry.

 

CIP questiona estimativa da receita diária na fronteira de Ressano Garcia e aponta discrepâncias fiscais

Uma análise feita pelo Centro de Integridade Pública (CIP) nega que a fronteira de Ressano Garcia produza 1,5 mil milhões de Meticais por dia, tal como avançou há dias a Autoridade Tributária de Moçambique. Para organização, aquele valor gera uma aparente discrepância quando comparado com a receita fiscal anual projectada no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2024, que é de 348,3 mil milhões de Meticais, ou uma média diária de 950 milhões de Meticais.

De acordo com o documento, essa estimativa implica que, caso as perdas referidas pela AT sejam fiscais, a receita anual somente da fronteira de Ressano Garcia superaria em 157% a receita total estimada no PESOE para o país, o que indica uma possível superestimação ou uma confusão entre movimentação económica e arrecadação directa.

“A nossa análise, baseada no PESOE 2024, estima que a perda fiscal diária, devido às paralisações, seria de 277,9 milhões de Meticais, resultando numa perda acumulada de aproximadamente 833,8 milhões de Meticais nos três dias de paralisação. Esse valor é substancialmente inferior ao de 1,5 mil milhões de Meticais diários apresentados pela AT. Isso sugere que as declarações da AT podem incluir a movimentação económica total na fronteira e não apenas a receita fiscal directa”, lê-se no documento.

Para o CIP, essa inconsistência levanta questões sobre a precisão e a transparência das estimativas, especialmente num contexto económico e social crítico em que informações financeiras precisam de ser baseadas em dados rigorosos e claramente comunicados.

O CIP concluiu que o impacto das manifestações pós-eleitorais na economia é de cerca de 24,5 mil milhões de Meticais para um período de 10 dias, representando aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) projectado para 2024.

Para a organização, essa cifra supera significativamente as estimativas divulgadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que calculou perdas de 10 mil milhões de Meticais para o mesmo período.

“A diferença de cerca de 14,5 mil milhões de Meticais sugere uma discrepância de 156,4% entre as duas abordagens, indicando que as metodologias utilizadas pela CTA podem ser mais restritas, possivelmente focando-se apenas em determinados sectores ou num conjunto limitado de empresas. Em contraste, a metodologia empregue neste estudo é abrangente e incorpora múltiplos sectores, destacando um panorama mais holístico das perdas”, lê-se no documento.

Dada a relevância dessas estimativas para a formulação de políticas públicas e para a planificação de empresas e investidores, o CIP recomenda que o Governo e a CTA adoptem uma abordagem mais fundamentada e transparente na análise e na divulgação dos dados económicos.

Especificamente, sugere-se uma metodologia que seja clara e publicamente acessível, especificando as premissas e as variáveis utilizadas para os cálculos das perdas e um alinhamento com dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Banco de Moçambique e pelo PESOE.

Além disso, a organização recomenda que o Tribunal Administrativo conduza uma auditoria independente nas estimativas de perdas económicas e fiscais para garantir que os dados reflictam com precisão a realidade económica e fiscal do país. Apela ainda para que, em tempos de crise, se torne essencial não apenas relatar perdas, mas comunicar de forma equilibrada e fiável de modo a manter a confiança pública e dos investidores.

Independentemente das metodologias ou valores reais, a organização diz ser fundamental considerar que factores como as alegações de fraude eleitoral e a instabilidade política envolvendo o partido Frelimo e os órgãos eleitorais (STAE e CNE) podem afectar de forma significativa a economia moçambicana. Esse impacto é particularmente notável num trimestre que tradicionalmente apresenta performances económicas positivas, intensificando as incertezas e minando a confiança de investidores e do público.

“A clareza e a transparência na comunicação dos dados, bem como a neutralidade das instituições envolvidas, são indispensáveis para evitar a manipulação das informações em benefício de interesses específicos e para promover uma gestão económica e fiscal mais robusta e confiável em Moçambique”, concluiu a fonte.

Exportações agrícolas superaram um bilião de USD nos últimos cinco anos

Durante os cinco anos de implementação do Plano Quinquenal do Governo (2020-2024), o sector registou um crescimento assinalável, tendo o Produto Interno Bruto Agrário saído de 1.2% em 2019 para 5.7% em 2024, o que tem resultado na redução da Insegurança Alimentar Aguda. Além disso, as exportações agrícolas registaram uma subida de 33%, “tendo superado a marca de um bilião de USD pela primeira vez na história”, revelou esta segunda-feira (11), em Maputo, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, durante a abertura do quinto Conselho Coordenador da instituição.

De entre vários factores, o Ministro destacou que concorreu para os referidos resultados o aumento da área média de pequenas explorações de 1,4 hectares para 1,7 hectares, que traduz o surgimento da agricultura familiar orientada para o mercado. Apontou também o crescimento do número de grandes explorações de 873 para 1.131, que marca um crescimento significativo da agricultura comercial, bem como o aumento da produção de semente certificada de 3.2 mil toneladas em 2019, para 9 mil toneladas em 2024, que marca um crescimento de 189%.

Num balanço dos últimos cinco anos, Correia apontou igualmente o aumento de uso de semente certificada de 3.7 mil toneladas em 2019 para 15 mil toneladas em 2024, em grande medida influenciado pelos beneficiários do Programa SUSTENTA; aumento de uso de fertilizantes de 68.3 mil toneladas em 2019 para 164 670 toneladas em 2024, igualmente por conta do Programa SUSTENTA.

Apontou igualmente o crescimento da produção de cereais em 37% de 1.9 milhões de toneladas para 2,6 toneladas; o crescimento da produção de leguminosas em 65% de 470 mil toneladas para 871 toneladas, bem como o crescimento da Produção de Oleaginosas em 46%, de 213 mil toneladas em 2019 para 335 mil toneladas em 2024.

No seu discurso de abertura, o Ministro explicou que concorreu igualmente para o crescimento do sector agrícola o aumento da produção de raízes de tubérculos em 25%; o aumento na produção de frutas em 44%, com destaque para a banana que cresceu de 258 mil toneladas para 371 mil toneladas; o crescimento na produção de Amêndoas em 11%, com destaque para o crescimento na produção da macadâmia de 2.418 toneladas para 5.192 toneladas, bem como o crescimento do efectivo de gado bovino de 2 000 118 cabeças em 2019 para 2 444 142 cabeças em 2024.

Correia destacou ainda o crescimento da produção de frango. Disse que, em 2019, o país produzia 120 mil toneladas, mas a quantidade aumentou para 152 mil toneladas, sendo Moçambique o segundo maior produtor da SADC. Dados apresentados pelo governante indicam ainda que, durante cinco anos, a produção de ração animal de aves aumentou de 196 mil toneladas para 254 mil toneladas e o crescimento da produção foi ainda acompanhado do aumento da produtividade das principais culturas, com destaque para o milho que passou de 803 kg por hectare para 967 kg por hectare, bem como a produção de feijões que passou de 466 kg por hectare para 555 kg por cada hectare.

Com base nesses resultados, o Governante mostrou optimismo para a próxima campanha agrária, lançada na passada sexta-feira, que projecta alcançar um crescimento, na ordem dos 5%, encaminhando o sector agro-pecuário para a posição de principal condutor da estabilidade económica no país.

Eni Rovuma Basin entrega novas instalações de Cuidados Intensivos e de Radiologia no Hospital Provincial de Pemba

A Eni Rovuma Basin em nome dos Parceiros da Área 4, procedeu hoje Juntamente com o Ministro da Saúde, Dr. Armindo Tiago e o Secretário de Estado da Província de Cabo Delgado, António Supeia, à entrega e inauguração das novas instalações de Cuidados Intensivos e de Radiologia no Hospital Provincial de Pemba.

Este projecto foi implementado no âmbito do Memorando de Entendimento assinado com o Ministério da Saúde (MISAU) em Dezembro de 2022, com o objectivo de apoiar o Governo no fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde e consistiu na expansão dos Serviços de Radiologia e instalação se um aparelho de Tomografia Axial Computarizada (TAC), na ampliação da Unidade de Cuidados Intensivos para acomodar mais 4 camas totalmente equipadas com tecnologia moderna, na construção de um novo bloco de farmácia e uma sala de espera para os utentes do hospital.

“O acesso a saúde é fundamental para o fortalecimento das comunidades e é com bastante orgulho que entregamos hoje a província de Cabo Delgado o primeiro aparelho TAC, que vai permitir que os doentes tenham um acesso rápido aos exames médicos que antes eram realizados fora da província. Com este gesto reafirmamos uma vez mais o nosso compromisso de continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentável de Cabo Delgado”. afirmou Marica Calabrese, Directora Geral da Eni Rovuma Basin.

Para além das obras de reabilitação e de instalação de equipamento médico, o apoio inclui também a formação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem dos serviços de radiologia, com vista a dotá-los de maiores competências para a utilização dovnovo equipamento. Esta parceria com as autoridades de Saúde de Moçambique, vem reafirmar o compromisso da Eni e dos Parceiros da Área 4 de continuar a promover o bem-estar das comunidades e contribuir para um maior acesso aos cuidados de saúde primários, em linha com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

Qatar Airways Aterra A350-1000 em Maputo

A Qatar Airways realizou recentemente, a primeira aterragem do Airbus A350-1000 no Aeroporto Internacional de Maputo, ampliando a gama de aeronaves que a infraestrutura pode receber.

A aeronave chegou com 347 passageiros e 19 tripulantes a bordo. O A350-1000 tem uma capacidade máxima de 410 passageiros e foi concebido para voos de longo curso, apresentando um consumo de combustível mais eficiente e níveis de ruído reduzidos em comparação com aeronaves de gerações anteriores.

A Qatar Airways, que mantém cinco voos semanais para Maputo (operando todos os dias excepto terças e quintas-feiras), demonstra assim confiança na infraestrutura aeroportuária modernizada do país. Este desenvolvimento surge na sequência dos investimentos realizados pelos Aeroportos de Moçambique na modernização de instalações essenciais, incluindo pistas, sistemas de navegação aérea e tecnologias de comunicação.

“A chegada do Airbus A350-1000 demonstra o estatuto emergente de Moçambique na aviação global”, afirmou José Candrinho, Diretor de Operações dos Aeroportos de Moçambique. “Esta operação valida os nossos esforços de modernização e demonstra as nossas capacidades operacionais. A decisão da Qatar Airways em operar esta aeronave aqui reflecte a sua confiança nas nossas instalações”.

A significativa capacidade de carga desta aeronave fortalece o posicionamento de Maputo como hub regional de aviação em crescimento, proporcionando maior conectividade e novas oportunidades comerciais. Este desenvolvimento representa um impulso importante para o sector da aviação no país e para o fortalecimento das relações comerciais internacionais, especialmente considerando o potencial de aumento no volume de exportações e importações por via aérea.

 

Nota: Aeroportos de Moçambique é a empresa pública responsável pela gestão dos aeroportos do país.

Raimundo Zandamela: “Nosso propósito é claro: servir os nossos clientes de forma simplificada e totalmente digitalʺ

Nesta entrevista exclusiva ao Profile, Raimundo Zandamela, CEO do Grupo Maximo, compartilha a trajectória e os valores centrais que sustentam a visão de uma das empresas mais inovadoras e dinâmicas do mercado moçambicano. Com uma abordagem 100% digital, o Grupo Maximo tem como propósito transformar o sector de seguros e serviços bancários, oferecendo soluções simplificadas e acessíveis, especialmente voltadas para o segmento de retalho e pequenas e médias empresas (PMEs).

Fundado há mais de 15 anos, o grupo evoluiu de uma consultoria especializada para um conglomerado diversificado, consolidado sob a marca Maximo.

Profile Mozambique: Pode-nos falar um pouco sobre a origem e evolução da Maximo?

Raimundo Zandamela: O grupo vem de uma caminhada de 15 anos, no entanto passou por diversas transformações ao longo do tempo. Iniciamos a nossa jornada em 2010 como uma cosultoria, chamada:  Tree Consulting, focada em serviços de contabilidade, assessoria financeira, empresarial e investimentos. A partir dessa base, fomos identificando novas oportunidades e começamos a expandir para outras áreas de mercado, sempre com o objectivo de agregar valor às necessidades do nosso público-alvo.

Com o tempo, começamos a diversificar nossas operações. emergimos para a área de educação, onde criamos o Instituto Médio Politécnico, e em seguida, entramos nos sectores de seguros e banca. Essas duas últimas áreas são especialmente relevantes para nós, pois passaram a fazer parte da nossa identidade através da marca Maximo, que combina as vertentes de seguros e de serviços bancários. Nosso propósito é claro: servir os nossos clientes de forma simplificada e totalmente digital. Focamos em dois segmentos principais de actuação: o segmento de retalho e o segmento de PMEs.

PM: A Maximo é conhecida por actuar em vários segmentos. Poderia descrever os principais segmentos de actuação e os serviços oferecidos?

RZ: Nosso foco está em dois segmentos principais: as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e o sector de retalho, que atende principalmente famílias. Esses dois segmentos são fundamentais para o nosso modelo de negócio.

Primeiro, em relação ao segmento das PMEs, sabemos que esse sector é importante para a economia do país, e há uma grande oportunidade de oferecer soluções personalizadas e adequadas às suas necessidades específicas. No que diz respeito ao retalho, estamos a falar de famílias de classe média e baixa, que representam uma parcela significativa da população.

Acreditamos que cerca de 70% da economia no nosso país é informal, e boa parte dessa população está composta por famílias de média e baixa renda. Percebemos que, nesse contexto, há um descompasso entre as necessidades dessa base populacional e a oferta de produtos no mercado. Muitas das soluções disponíveis são genéricas e não atendem de forma eficaz as especificidades desse público. Por isso, o Grupo Maximo (www.maximo.co.mz) decidiu focar nesses dois segmentos de forma mais especializada.

PM: O que distingue a Maximo dos outros grupos do sector? Quais são os elementos ou valores que sustentam a visão e a operação do grupo?

RZ: O principal diferencial do Grupo Maximo está na nossa capacidade de atender de forma personalizada às necessidades dos nossos clientes, especialmente em um mercado como o nosso, que apresenta diversos desafios. Por exemplo, ainda enfrentamos desafios, relacionados as questões regulatórias e altos custos de adesão aos serviços financeiros, o que, por sua vez, limita o acesso da população a esses serviços. Isso cria um cenário em que muitos players oferecem produtos e serviços semelhantes, mas nem sempre conseguem atender adequadamente a esse público, que precisa de soluções mais acessíveis e eficientes.

Segundo, um dos nossos maiores diferenciais é sermos uma empresa 100% digital. Isso nos permite oferecer uma experiência mais ágil e personalizada, com serviços segmentados de acordo com as reais necessidades dos nossos clientes. Além disso, essa abordagem digital nos permite reduzir custos operacionais, o que se traduz em preços mais competitivos. Com isso, conseguimos oferecer soluções de seguros e serviços financeiros que cabem no orçamento de famílias e PMEs, tornando esses serviços mais acessíveis a um público maior.

Outro ponto importante é que, apesar de o país contar com cerca de 27 seguradoras e 20 bancos, apenas 2% da população tem acesso a seguros, e menos de 30% tem acesso a serviços bancários. Essa realidade abre um grande espaço para nós, e a nossa actuação focada nesse nicho de mercado, especialmente nas classes de média e baixa renda, nos dá uma vantagem competitiva clara. A nossa oferta e o modelo de negócio que estamos a implementar, surge como uma resposta a necessidade urgente de inclusão financeira e de seguros no nosso país.

Portanto, o nosso valor agregado está na combinação de um serviço mais eficiente, mais acessível e altamente segmentado, que visa preencher uma lacuna importante no mercado, com soluções que realmente fazem a diferença para quem mais precisa.

PM: Como o Grupo Maximo lida com a questão da literacia financeira e de seguros, especialmente nas comunidades de baixa renda e no segmento micro, que são mais desafiados pela falta de conhecimento sobre esses produtos?

RZ: No Grupo Maximo, reconhecemos que, para realmente atender às necessidades da população, especialmente nas camadas de baixa renda e no mercado informal, é fundamental trabalhar a educação financeira. Estamos particularmente focados no segmento micro de seguros, que é, sem dúvida, o que mais exige educação e capacitação. Esse segmento enfrenta desafios em termos de compreensão e acesso a produtos financeiros, incluindo seguros, o que torna a literacia financeira um componente essencial da nossa estratégia.

Desenvolvemos uma série de actividades voltadas para a educação financeira, integradas ao nosso modelo de negócio. Nosso portfólio abrange diferentes segmentos, como o corporate, o de retalho e o micro, e trabalhamos com vários parceiros. O nosso objectivo é garantir que, ao oferecer os nossos produtos de seguros e serviços bancários, também ofereçamos um processo educativo que ajude a população a compreender a importância de garantir o seu futuro financeiro.

Quando nos aproximamos das comunidades, não estamos apenas a oferecer um produto ou serviço específico. Começamos sempre com a educação, mostrando a importância da gestão de riscos e do planeamento financeiro. Falamos sobre a necessidade de seguros de vida, seguros de saúde, seguros pessoais, entre outros, e como esses produtos podem ser uma ferramenta fundamental para a protecção do futuro das pessoas e suas famílias.

PM: Com base no trabalho desenvolvido pelo Grupo Maximo em educação financeira e literacia de seguros, é possível avaliar o nível de entendimento da população sobre esses serviços? Estamos em um processo em que as pessoas estão começando a compreender melhor a importância dos seguros?

RZ: Ainda temos um longo caminho a percorrer. Quando olhamos para o histórico de outros sectores, como o da carteira móvel, por exemplo, vemos que em Moçambique esse mercado já está em operação há cerca de 10 a 15 anos, e foi um processo gradual até atingir o nível de consciência que vemos hoje, onde as pessoas já entendem que podem movimentar os seus valores através de um simples número de telefone. No sector de seguros, estamos em um estágio semelhante, mas precisamos de mais tempo e esforço para que a população entenda a importância de aderir a uma apólice de seguro.

Observamos uma aceitação crescente, embora ainda tímida, por parte da população. Quando realizamos nossas campanhas de educação financeira, percebemos que as pessoas começam a entender a necessidade de gerenciar riscos. No entanto, quando chega o momento de adquirir um seguro, especialmente um seguro de vida, há uma resistência. Muitas vezes, outras prioridades acabam sendo colocadas à frente, como o pagamento de despesas imediatas ou necessidades mais urgentes, em detrimento da adesão a uma apólice de seguro.

Isso, para nós, é um desafio. Desde o início de nossas operações, tivemos que adaptar diversos modelos de negócio para acompanhar a dinâmica cultural e o nível de educação financeira da população. O mercado é muito diverso, e precisamos moldar nossas abordagens de forma a se alinhar com a realidade dos nossos clientes. Portanto, posso afirmar que estamos em um estágio de evolução, e ainda temos muito a fazer. No entanto, já podemos perceber um progresso.

Papel das Seguradoras no Financiamento às PMEs

PM: Na sua visão, quais são os principais desafios enfrentados pelas PMEs no acesso ao financiamento?

RZ: O nosso foco está totalmente voltado para as pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente no que diz respeito ao acesso aos serviços financeiros. Este é um dos pilares do nosso trabalho, e, já há 15 anos, temos nos dedicado a apoiar esse segmento. Ao longo do tempo, fizemos um levantamento detalhado sobre os desafios enfrentados pelas PMEs, e alguns dos principais obstáculos que identificamos são os seguintes:

  • Falta de garantias históricas de crédito: Cerca de 70% do nosso mercado é informal, o que significa que muitos empreendedores não têm histórico de crédito ou garantias formais suficientes para acessar financiamento. Isso limita severamente a capacidade dessas PMEs de obter crédito junto aos bancos, que geralmente exigem comprovações financeiras para a concessão de empréstimos.
  • Burocracia e exigências documentais: A burocracia excessiva e as exigências documentais dos bancos. Muitas vezes, as PMEs operam em um regime informal e não possuem a documentação financeira necessária para atender às exigências dos bancos. A falta de estrutura para gerar esses documentos, que são essenciais no processo de solicitação de crédito, impede que muitas PMEs consigam dar esse primeiro passo.
  • Taxas de juros elevadas: As taxas de juros no mercado de crédito são extremamente altas, o que torna o financiamento inacessível para muitas PMEs. Em muitos casos, o custo da prestação do empréstimo supera a capacidade de geração de receita das empresas, tornando difícil para essas empresas, manterem a operação viável.
  • Informação limitada sobre opções de financiamento: Muitos empreendedores acreditam que a única opção de financiamento disponível é recorrer a um banco ou a uma microfinança. No entanto, existem outras alternativas, como o capital de risco ou os investimentos através da Bolsa de Valores. No entanto, essas alternativas ainda são limitadas e acessíveis apenas a um grupo reduzido de PMEs.

PM: Como as soluções de seguro da Maximo podem apoiar as PMEs na obtenção de financiamento? Existem produtos ou serviços específicos voltados para esse segmento?

RZ: Sim, no Grupo Maximo, trabalhamos para criar um ecossistema que integre tanto serviços bancários quanto seguros. O que queremos dizer com isso é que, ao abordarmos o risco e oferecer soluções para mitigar esses riscos, conseguimos ajudar as PMEs a se tornarem mais aptas a obter financiamento. Actualmente, temos algumas soluções de seguros que podem apoiar as PMEs no acesso ao crédito:

  • Seguro de crédito: Em parceria com microbancos e microfinanças, oferecemos o seguro de crédito, que ajuda a credibilizar as PMEs e oferece uma camada adicional de segurança para as instituições financeiras. Esse seguro garante que o risco de inadimplência seja coberto, o que facilita a concessão de crédito.
  • Seguro de acidentes pessoais: Sabemos que muitas PMEs são unipessoais, geridas por um único empreendedor. Se esse empreendedor sofrer um acidente e ficar incapacitado, o seguro de acidentes pessoais pode garantir a continuidade do pagamento das dívidas e a operação do negócio, fornecendo uma compensação financeira durante o período de recuperação.
  • Seguro de saúde: As PMEs muitas vezes enfrentam situações em que um membro da família ou funcionário adoece, o que pode afectar o fluxo de caixa do negócio. O seguro de saúde para os empreendedores e suas equipas ajuda a proteger a continuidade do negócio, permitindo que os custos com saúde não desvirtuem os recursos do negócio.

PM: Quais são os planos do Grupo Maximo para os próximos anos, especialmente no que se refere ao crescimento e à inovação nos serviços para PMEs?

RZ: Para os próximos anos, o Grupo Maximo tem focos bem definidos de expansão e evolução. O principal deles é a personalização dos nossos produtos, especialmente voltados para o segmento de PMEs. Embora actualmente estejamos a enfrentar algumas limitações, estamos a trabalhar para superá-las. Assim que essas barreiras forem resolvidas, poderemos expandir ainda mais nossos produtos de seguros e serviços bancários, ajustando-os de forma mais personalizada para atender às necessidades específicas de cada cliente.

Outro ponto central é a nossa abordagem 100% digital. Investimos constantemente a investir em tecnologia para aprimorar a oferta de serviços e a experiência do usuário. O objectivo é tornar os nossos processos mais eficientes, simples e acessíveis, para que o cliente tenha uma experiência mais satisfatória ao utilizar nossos produtos, seja em seguros ou em serviços bancários.

A educação financeira continua sendo uma prioridade. Sabemos que a nossa base de clientes precisa de mais capacitação, especialmente no segmento de PMEs, para que possam tomar decisões financeiras informadas. Essa programação de educação financeira será expandida nos próximos anos, com foco em maior alcance e efectividade.

Ademais, temos planos de expansão regional. Actualmente, estamos focando em dois novos mercados: Tanzânia e Zâmbia, que estão no nosso roadmap. Esperamos activar um desses mercados até o final deste ano, com o objectivo de expandir a nossa presença na África.

PM: Para finalizar, há algum aspecto que gostava de referenciar ou destacar?

RZ: Gostaria de convidar todos a se aproximarem do Grupo Maximo para conhecerem os serviços que temos a oferecer. Temos uma grande variedade de soluções, tanto no sector de seguros quanto de serviços bancários, com novidades e produtos personalizados para atender melhor às necessidades de PMEs e famílias. Estamos a investir fortemente em tecnologia, educação financeira e expansão regional, e acredito que os nossos clientes irão perceber as mudanças positivas em breve. Então, convido a todos, a ficarem atentos às nossas novas ofertas e a se beneficiarem das soluções inovadoras que estamos a trazer para o mercado.

 

Acompanhe o percurso profissional de Raimundo Zandamela, através da sua página oficial do LinkedIN: Raimundo Zandamela

Raimundo Zandamela: “Our purpose is clear: to serve our customers in a simplified and totally digital wayʺ

In this exclusive interview with Profile, Raimundo Zandamela, CEO of Grupo Máximo, shares the trajectory and core values that underpin the vision of one of the most innovative and dynamic companies in the Mozambican market. With a 100% digital approach, Grupo Máximo aims to transform the insurance and banking services sector, offering simplified and accessible solutions, especially aimed at the retail segment and small and medium-sized enterprises (SMEs).

Founded more than 15 years ago, the group has evolved from a specialized consultancy into a diversified conglomerate, consolidated under the Máximo brand.

Profile Mozambique: Can you tell us a little about the origin and evolution of Máximo Grupo?

Raimundo Zandamela: The group comes from a 15-year journey, however it has undergone several transformations over time. We began our journey in 2010 as a consultancy called Tree Consulting, focused on accounting, financial, business and investment advisory services. From this base, we identified new opportunities and began to expand into other market areas, always with the aim of adding value to the needs of our target audience. From this base, we identified new opportunities and began to expand into other market areas, always with the aim of adding value to the needs of our target audience.

Over time, we began to diversify our operations. We emerged into the field of education, where we created the Polytechnic Institute, and then entered the insurance and banking sectors. These last two areas are especially relevant to us, as they have become part of our identity through the Máximo brand, which combines insurance and banking services. Our purpose is clear: to serve our clients in a simplified and totally digital way. We focus on two main segments: the retail segment and the SME segment.

PM: Máximo is known for operating in several segments. Could you describe your main segments and the services you offer?

RZ: Our focus is on two main segments: small and medium-sized enterprises (SMEs) and the retail sector, which mainly serves families. These two segments are fundamental to our business model.

Firstly, with regard to the SME segment, we know that this sector is important for the country’s economy, and there is a great opportunity to offer customized solutions tailored to their specific needs. As far as retail is concerned, we’re talking about middle and lower class families, who represent a significant portion of the population.

We believe that around 70% of the economy in our country is informal, and a large part of this population is made up of middle- and low-income families. We realize that, in this context, there is a mismatch between the needs of this population base and the products on the market. Many of the solutions available are generic and do not effectively meet the specific needs of this public. That’s why Grupo Máximo (www.maximo.co.mz) decided to focus on these two segments in a more specialized way.

MP: What sets Maximo apart from other groups in the sector? What are the elements or values that underpin the group’s vision and operation?

RZ: Grupo Máximo’s main differentiator lies in our ability to meet our clients’ needs in a personalized way, especially in a market like ours, which presents a number of challenges. For example, we still face challenges related to regulatory issues and the high cost of subscribing to financial services, which in turn limits the population’s access to these services. This creates a scenario in which many players offer similar products and services, but are not always able to adequately serve this audience, which needs more accessible and efficient solutions.

Secondly, one of our biggest differentiators is that we are a 100% digital company. This allows us to offer a more agile and personalized experience, with services segmented according to our clients’ real needs. In addition, this digital approach allows us to reduce operating costs, which translates into more competitive prices. As a result, we are able to offer insurance and financial services solutions that fit into the budget of families and SMEs, making these services more accessible to a wider audience.

Another important point is that, although the country has around 27 insurance companies and 20 banks, only 2% of the population has access to insurance, and less than 30% has access to banking services. This reality opens up a great deal of space for us, and our focus on this niche market, especially the middle and low-income classes, gives us a clear competitive advantage. Our offer and the business model we are implementing are a response to the urgent need for financial inclusion and insurance in our country.

Therefore, our added value lies in the combination of a more efficient, more accessible and highly segmented service, which aims to fill an important gap in the market, with solutions that really make a difference to those who need it most.

PM: How does Grupo Máximo deal with the issue of financial and insurance literacy, especially in low-income communities and in the micro segment, which are most challenged by the lack of knowledge about these products?

RZ: At Grupo Máximo, we recognize that in order to really meet the needs of the population, especially in the low-income strata and the informal market, it is essential to work on financial education. We are particularly focused on the micro insurance segment, which is undoubtedly the one that requires the most education and training. This segment faces challenges in terms of understanding and accessing financial products, including insurance, which makes financial literacy an essential component of our strategy.

We have developed a series of activities aimed at financial education, integrated into our business model. Our portfolio covers different segments, such as corporate, retail and micro, and we work with various partners. Our aim is to ensure that, when we offer our insurance products and banking services, we also offer an educational process that helps people understand the importance of securing their financial future.

When we approach communities, we’re not just offering a specific product or service. We always start with education, showing the importance of risk management and financial planning. We talk about the need for life insurance, health insurance, personal insurance, among others, and how these products can be a fundamental tool for protecting the future of people and their families.

PM: Based on the work carried out by Grupo Máximo on financial education and insurance literacy, is it possible to assess the population’s level of understanding of these services? Are we in a process where people are beginning to better understand the importance of insurance?

RZ: We still have a long way to go. When we look at the history of other sectors, such as the mobile wallet, for example, we see that in Mozambique this market has already been in operation for around 10 to 15 years, and it was a gradual process to reach the level of awareness we see today, where people already understand that they can move their valuables through a simple phone number. In the insurance sector, we are at a similar stage, but we need more time and effort for the population to understand the importance of taking out an insurance policy.

We are seeing growing acceptance, albeit still timid, on the part of the population. When we run our financial education campaigns, we notice that people are beginning to understand the need to manage risks. However, when the time comes to buy insurance, especially life insurance, there is resistance. Often, other priorities end up coming first, such as paying for immediate expenses or more urgent needs, to the detriment of taking out an insurance policy.

This is a challenge for us. Since the beginning of our operations, we have had to adapt various business models to keep up with the cultural dynamics and the level of financial education of the population. The market is very diverse, and we need to shape our approaches to align with our clients’ realities. Therefore, I can say that we are at a stage of evolution, and we still have a lot to do. However, we can already see progress.

The Role of Insurers in Financing SMEs
PM: In your view, what are the main challenges faced by SMEs in accessing finance?

RZ: Our focus is entirely on small and medium-sized enterprises (SMEs), especially when it comes to access to financial services. This is one of the pillars of our work, and we have been dedicated to supporting this segment for 15 years. Over time, we have carried out a detailed survey of the challenges faced by SMEs, and some of the main obstacles we have identified are as follows:

  • Lack of historical credit guarantees: Around 70% of our market is informal, which means that many entrepreneurs do not have sufficient credit history or formal guarantees to access financing. This severely limits the ability of these SMEs to obtain credit from banks, which generally require financial proof to grant loans.
  • Bureaucracy and documentary requirements: banks’ excessive bureaucracy and documentary requirements. SMEs often operate on an informal basis and don’t have the necessary financial documentation to meet the banks’ requirements. The lack of structure to generate these documents, which are essential in the credit application process, prevents many SMEs from being able to take this first step.

  • High interest rates: Interest rates on the credit market are extremely high, which makes financing unaffordable for many SMEs. In many cases, the cost of the loan installment exceeds the company’s ability to generate revenue, making it difficult for these companies to maintain viable operations.

  • Limited information on financing options: Many entrepreneurs believe that the only financing option available is to turn to a bank or microfinance. However, there are other alternatives, such as venture capital or investments through the stock exchange. However, these alternatives are still limited and only accessible to a small group of SMEs.

PM: How can Maximo’s insurance solutions support SMEs in obtaining financing? Are there specific products or services aimed at this segment?

RZ: Yes, at Grupo Máximo we work to create an ecosystem that integrates both banking and insurance services. What we mean by this is that by addressing risk and offering solutions to mitigate these risks, we are able to help SMEs become better able to obtain financing. We currently have a number of insurance solutions that can support SMEs in accessing credit:

  • Credit insurance: In partnership with microbanks and microfinance, we offer credit insurance, which helps to make SMEs more credible and offers an additional layer of security for financial institutions. This insurance ensures that the risk of default is covered, which makes it easier to grant credit.

  • Personal accident insurance: We know that many SMEs are one-man businesses, run by a single entrepreneur. If this entrepreneur suffers an accident and becomes incapacitated, personal accident insurance can guarantee the continued payment of debts and the operation of the business, providing financial compensation during the recovery period.

  • Health insurance: SMEs often face situations where a family member or employee falls ill, which can affect the business’s cash flow. Health insurance for entrepreneurs and their teams helps protect business continuity, allowing health costs not to detract from business resources.

PM: What are Grupo Máximo’s plans for the coming years, especially with regard to growth and innovation in services for SMEs?

RZ: For the next few years, Grupo Máximo has well-defined focuses for expansion and evolution. The main one is the customization of our products, especially aimed at the SME segment. Although we are currently facing some limitations, we are working to overcome them. Once these barriers are resolved, we will be able to further expand our insurance and banking products, tailoring them in a more personalized way to meet the specific needs of each client.

Another key point is our 100% digital approach. We are constantly investing in technology to improve our service offering and user experience. The aim is to make our processes more efficient, simple and accessible, so that the customer has a more satisfying experience when using our products, whether in insurance or banking.

Financial education remains a priority. We know that our customer base needs more training, especially in the SME segment, so that they can make informed financial decisions. This financial education program will be expanded in the coming years, with a focus on greater reach and effectiveness.

In addition, we have plans for regional expansion. We are currently focusing on two new markets: Tanzania and Zambia, which are on our roadmap. We hope to activate one of these markets by the end of this year, with the aim of expanding our presence in Africa.

PM: Finally, is there anything you’d like to mention or highlight?

RZ: I would like to invite everyone to approach Grupo Máximo to find out about the services we have to offer. We have a wide variety of solutions, both in the insurance and banking sectors, with novelties and customized products to better meet the needs of SMEs and families. We are investing heavily in technology, financial education and regional expansion, and I believe our customers will soon notice the positive changes. So I invite you all to keep an eye on our new offerings and benefit from the innovative solutions we are bringing to the market.

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Maputo Airport receives 2nd largest aircraft in the world

On Saturday, Maputo International Airport received the second largest aircraft in the world, with capacity for 400 passengers.

According to the Director of Operations at Aeroportos de Moçambique, José Candrino, this milestone demonstrates the capacity of the country’s airports, which are seeing an increase in air traffic.

José Candrino, quoted by Rádio Moçambique (RM), argues that an operation on this scale opens up space for economic gains at different levels.

The AIRBUS A35K 350-1000 aircraft arrived in Maputo with 347 passengers and 19 crew members on board.

PIB expande em 4,5% no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) expandiu em 4,5%, no segundo trimestre, deste ano, mercê do desempenho da indústria extractiva, na sequência da contínua recuperação da economia e estabilidade dos preços e do sistema financeiro.

Por seu turno, a inflação anual manteve a tendência de desaceleração fixando-se em 2,5%, em Setembro último, após 5% em Dezembro do ano passado.

Os dados foram partilhados, sexta-feira, pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, na abertura da sessão pública do 49º Conselho Consultivo do Banco Central.

O Governador do Banco de Moçambique lamentou, na ocasião, a perda de vidas humanas e materiais ao longo de todo o país, na sequência das manifestações pós-eleitorais.