Sábado, Junho 15, 2024
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Conferência e Exposição de Mineração, Petróleo e Gás e Energia de Moçambique – MMEC

Moçambique será palco da 7ª edição do MMEC*, entre os dias 21 e 22 de Abril. Um evento que expõe a industria no sector de mineração, petróleo, gás e energia.

O objectivo é atrair investimentos, promover parcerias, ouvir decisores políticos e partilhar conhecimento sobre o sector.

Este evento deverá atrair expositores de cerca de 30 países. Além do sector privado, contará também, com a participação de quadros do governo como Ministros e Directores de empresas públicas.

A organização do evento desenvolveu um aplicativo para interacção dos participantes. A app permite ficar a par do programa do evento e até ver a lista de participantes. Conversar com os participante bem como marcar reuniões, são também duas funcionalidades a aplicação.

Caso esteja interessado em participar como espectador ou expositor, as inscrições podem ser feitas aqui.

*Em parceria com a ENH

Mozambique CEO Summit

A cidade de Maputo irá acolher o maior evento de negócios no país, que conecta executivos de nível “C”, o chamado Mozambique CEO Summit.

A decorrer no dia 25 de Fevereiro de 2021, numa modalidade híbrida (online e presencial), este evento promete promover partilha de experiência, oportunidades de negócios e investimentos nas áreas de GNL, agro-negócios, imobiliário e de inteligência artificial.

No evento, mais de 20 oradores nacionais e internacionais compartilharão a sua experiência e conhecimento. O Mozambique CEO Summit também promete ser uma plataforma de networking entre empresários nacionais e internacionais.

Caso queira participar, pode adquirir os bilhetes aqui.

Millennium Bim diz adeus às formas de pagamento convencionais com o Pay IZI

Foi recentemente disponibilizado o serviço Pay IZI do Millennium Bim, que se apresenta como alternativa moderna e ecológica aos pagamentos via cartão e dinheiro.

Através da parceria com o serviço de carteira móvel da Vodacom, M-Pesa, os comerciantes poderão receber pagamentos de usuários do Millennium IZI, do aplicativo Smart IZI e do M-Pesa, “sem custos de adesão, manutenção e de consumíveis associados”, segundo explica o comunicado de imprensa do Banco.

Além da adesão gratuita, outras vantagens do novo serviço incluem a notificação de todos os pagamentos, bem como a possibilidade de consultar o histórico de transacções.

Para José Reino da Costa, PCE do Millennium bim, “com este serviço, firmamos também o nosso compromisso de continuar a promover, de forma efectiva, a nossa estratégia de inclusão financeira dos moçambicanos”, lê-se no comunicado.

Já o Director Geral da Vodafone M-Pesa S.A, Gulamo Nabi, afirma que “um passo muito importante foi dado rumo ao objectivo de permitir que os clientes M-Pesa possam efectuar todas as suas transacções do dia-a-dia sem necessidade de recurso ao dinheiro físico”.

Esta iniciativa “deverá também ter um impacto positivo na aceleração da actividade económica no país”, acrescentou Nabi.

O canal de pagamento Pay IZI está disponível para download na Play Store para dispositivos Android.

Esta iniciativa é apresentada num momento em que o mundo enfrenta uma pandemia e recorre à tecnologia para conceder soluções que auxiliem na redução do risco de contágio.

Outras inovações tecnológicas que estarão em alta, neste ano, estão descritas neste artigo do Profile.

Millennium Bim prevê inflação acelerada e juros brandos em 2021

A área de estudos económicos do Millennium Bim prevê que a inflação no país continuará a acelerar em 2021, rondando os 5.6%.

A previsão admite que esta aceleração está condicionada a vários factores como o mercado cambial, a oferta e procura de bens e serviços e a situação económica dos principais parceiros de Moçambique como a África do Sul.

Num documento publicado nesta quarta-feira, o Banco faz uma previsão de abrandamento das taxas de juro, pelo Banco Central, até segundo trimestre do próximo ano devido a “riscos inflacionários elevados”.

O Millennium Bim publica seu estudo na sequência da divulgação do Índice de Preços no Consumidor, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), cujo resultado foi reportado pelo Profile.

Banco alemão doa €6M para apoiar MPME’s moçambicanas

Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME’s) moçambicanas terão acesso a um fundo de apoio emergencial de seis milhões de euros.

O valor é parte de um total de €17.5 milhões disponibilizados pela Cooperação Financeira Alemã através do Banco de Desenvolvimento daquele país – kfW.

Os seis milhões serão canalizados às empresas através do Banco de Moçambique, conforme anunciado pelo mesmo, nesta terça-feira, através de um comunicado.

O objectivo deste apoio é ajudar as empresas a mitigarem os efeitos negativos da COVID-19 e garantirem sua sobrevivência.

Sengundo o comunicado, este valor é destinado à “cobrir necessidades decorrentes do fluxo de caixa, incluindo, mas, não se limitando a, pagamentos de salários e outros custos fixos durante a pandemia”.

Nove milhões de Euros serão destinados à uma linha de crédito para MPME’s e finanças agrícolas.

Os restantes 2.5 milhões estarão alocados à assistência técnica que irão beneficiar as instituições financeiras participantes na linha de crédito para as MPME’s e finanças agrícolas.

A referida assistência servirá para “conferir maior rigor, transparência e fiabilidade da informação no processo de avaliação e monitoria”, lê-se no documento.

Total eleva comércio externo em Cabo Delgado

De acordo com Osvaldo Silva, director regional norte da Autoridade Tributária, de Janeiro a Outubro deste ano, no geral, a zona Norte do país registou uma redução nas importações e exportações.

Esta análise foi feita em comparação como o mesmo período do ano anterior.

Contudo, Silva afirmou, durante uma entrevista ao Jornal Notícias, que na província de Cabo Delgado, a situação foi diferente, tendo registado um aumento de mais de 100%.

Em termos concretos, no período em análise, foram importados 1124 contentores neste ano, contra 556 em 2019.

Para Silva, este aumento deve-se ao projecto de petróleo e gás da Total em Afungi.

Apesar de não ter se especificado a contribuição da petrolífera nestes números, em sua página web, a Total já havia se comprometido em trazer benefícios sócio-económicos ao país desde a fase da implanatação do projecto à exploração.

Financiador da Área 1 promete deixar de apoiar projectos de petróleo e gás

Reino Unido, um dos maiores financiadores do projecto da Área 1 da Total, deixará de financiar projectos de petróleo e gás.

Com isso, o país tornar-se-á o primeiro a dar este passo com vista a combater os efeitos das mudanças climáticas.

Esta promessa foi feita no Sábado, durante uma cimeira das Nações Unidas onde outros grandes países deverão apresentar as suas.

O Reino Unido, através da sua agência Finance Export, já havia dado garantias em milhares de milhões para ajudar companhias britânicas a se expandirem.

Moçambique estava no mapa do financiamento britânico no projecto de gás natural liquefeito da Total na Área 1.

O apoio planeado era de 20 mil milhões de dólares, assim sendo, a nação era um dos maiores financiadores do projecto.

É prematuro afirmar que o financiamento está em risco pois ainda não foi informada a data de implementação da medida.

Contudo, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou que a entrada em vigor deverá acontecer “o mais rápido possível”.

Johnson ainda adiantou que haverá algumas excepções à nova regra, no que diz respeito a centrais eléctricas alimentadas a gás desde que estejam nos parâmetros do Acordo de Paris.

Ncondezi Energy angaria £750mil para projecto em Tete

Foi a partir de uma emissão de acções que a empresa de energia Ncondezi Energy conseguiu angariar o valor de £0.75 milhões.

Segundo a StockMarketWire, a empresa afirmou que este valor servirá “para o desenvolvimento de um projecto de energia alimentada a carvão em Tete, Moçambique”.

Dentre as despesas previstas estão as negociações tarifárias com a Electricidade de Moçambique (EDM) e outros acordos importantes como compra e concessão de energia.

As acções foram emitidas a £4.5 cada, o que, “segundo a Ncondezi Energy, foi um valor baixo para o preço médio ponderado do volume de 30 dias”, de acordo com a fonte supracitada.

Saiba como o CHatGPT pode influenciar nas carreiras do futuro

ChatGPT

Nos últimos anos, avanços em inteligência artificial (IA) têm despertado uma série de debates sobre o futuro do trabalho. O surgimento de tecnologias como o ChatGPT, um modelo de linguagem natural desenvolvido pela OpenAI, trouxe consigo tanto promessas quanto preocupações sobre como essas inovações moldarão o cenário profissional. Neste artigo, exploramos o impacto potencial do ChatGPT nas carreiras do futuro, desde os receios iniciais sobre perda de empregos até as oportunidades emergentes e as habilidades necessárias para navegar nesse novo ambiente.

1. Ameaça ou oportunidade: O medo da automatização

Inicialmente, muitos indivíduos temiam que o avanço da IA, incluindo modelos como o ChatGPT, pudesse levar à substituição de trabalhadores humanos por sistemas automatizados. A preocupação com a perda de empregos permeou muitas indústrias, desde atendimento ao cliente até redacção de textos e até mesmo tarefas criativas. No entanto, enquanto a automação certamente traz mudanças, ela também cria novas oportunidades.

Não há como não falar do fato da novidade ter uma resposta para praticamente tudo, ela pode escrever textos e até dar conselhos. Funciona tão bem que você pensaria que tem um amigo ou parente te escrevendo do outro lado, excepto que é um robô com senso de humor.

2. Redefinição das funções profissionais: colaboração homem-máquina

À medida que a IA se torna mais integrada em diversas áreas, surge um novo paradigma de colaboração entre humanos e máquinas. No contexto do ChatGPT, por exemplo, vemos profissionais de diversas áreas aproveitando a capacidade da IA para automatizar tarefas repetitivas, gerar insights rápidos e até mesmo expandir suas habilidades criativas. Essa parceria homem-máquina não apenas aumenta a eficiência, mas também abre caminho para novas formas de inovação e crescimento.

3. transformação de Sectores tradicionais

Sectores tradicionais, como jornalismo, marketing e serviço ao cliente, estão passando por uma transformação significativa impulsionada pela IA. O ChatGPT, por exemplo, pode auxiliar jornalistas na redacção de artigos, ajudar profissionais de marketing na geração de conteúdo e até mesmo servir como um assistente virtual em serviços de atendimento ao cliente. Enquanto alguns temem a obsolescência de certas profissões, aqueles que abraçam a mudança e desenvolvem habilidades complementares estão posicionados para prosperar nesse novo ambiente.

4. educação e aprendizado contínua

Com a rápida evolução da tecnologia, a importância da educação e do aprendizado contínuo nunca foi tão evidente. À medida que o ChatGPT e outras ferramentas de IA se tornam mais difundidas, os profissionais precisam estar preparados para adquirir novas habilidades e se adaptar às demandas do mercado de trabalho em constante mudança. Isso inclui não apenas conhecimento técnico em IA e ciência de dados, mas também habilidades como pensamento crítico, criatividade e comunicação eficaz.

5. Ética e responsabilidade

Por fim, à medida que exploramos o potencial do ChatGPT e outras tecnologias de IA, é crucial considerar as implicações éticas e sociais de seu uso. Questões relacionadas à privacidade, viés algorítmico e impacto na sociedade exigem uma abordagem cuidadosa e responsável. Os profissionais do futuro devem ser não apenas habilidosos em usar essas tecnologias, mas também conscientes de seu impacto e comprometidos com práticas éticas em sua aplicação.

Em conclusão, o ChatGPT e outras tecnologias de IA têm o potencial de transformar profundamente o cenário profissional. Enquanto alguns veem essas inovações como uma ameaça, outros reconhecem as oportunidades significativas que elas oferecem para melhorar a eficiência, impulsionar a inovação e capacitar os profissionais a alcançar novos patamares de sucesso. No entanto, para aproveitar ao máximo esse potencial, é essencial adoptar uma abordagem proativa, focada na aprendizagem contínua, na colaboração e na reflexão ética. O futuro do trabalho está em constante evolução, e cabe a nós moldá-lo de forma positiva e inclusiva.

MRG Metals cria Joint Venture com Sinowin para exploração de areias pesadas no país

exploracao de areias

A MRG Metals, listada na ASX (Bolsa de Valores da Austrália), firmou um acordo vinculativo de joint venture (JV) com as empresas chinesas de investimento, Sinowin Lithium e Sinowin Lithium Cobalt (SLC), para o desenvolvimento de projectos de areias pesadas no Corredor de Moçambique, incluindo áreas no Centro e Sul do país, além de outros projectos de areias minerais pesadas (HMS – Heavy Metal Sands) em Moçambique, conforme relata o portal de notícias Engineering News nesta Quinta-feira, 13 de Junho.

Conforme estabelecido no acordo da JV, a MRG estará isenta de todas as despesas de capital e operacionais até que a produção atinja 440 mil toneladas por ano (t/ano).

Inicialmente, a mineradora deterá uma participação de 30% na JV durante a fase inicial, com uma produção de 110 mil toneladas por ano de concentrado, reduzindo para 20% à medida que a produção aumentar para 440 mil toneladas por ano.

Antes deste acordo vinculativo, MRG e SLC haviam assinado um memorando de entendimento não vinculativo (MoU) em 6 de Março. Em seguida, equipes geológicas, de construção e de design da SLC foram enviadas a Moçambique em Abril para realizar a diligência e iniciar o trabalho de design.

A diligência foi concluída com sucesso no início de Maio, e as partes trabalharam em conjunto para finalizar o acordo formal da JV, garantindo que estivesse alinhado com os termos do MoU. “A SLC traz uma experiência significativa em mineração e capacidade de capital após seu investimento bem-sucedido na mina de lítio Moblan, buscando novas oportunidades de desenvolvimento com escopo e vantagens ainda maiores para replicar esse sucesso”, disse o presidente da MRG, Andrew van der Zwan.

Van der Zwan destacou que, apesar dos desafios, a MRG manteve seu foco no avanço dos projetos ‘Corridor Sands’, que possuem vastos recursos e uma infra-estrutura sólida, incluindo acesso à água, electricidade, mão-de-obra e proximidade com o porto.

A SLC efectuara um pagamento inicial de cinco milhões de meticais (80 mil dólares) ao longo de dois meses para apoiar as operações da empresa, destinado a obter licenças mineiras e desenvolver o projecto. Após a formalização da JV, a SLC fará um investimento inicial de 189 milhões de meticais (três milhões de dólares), seguido por outro investimento de igual valor.

 Demanda por petróleo pode atingir novos recordes em 2024, prevê EIA

petróleo
A Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) revelou na passada Terça-Feira, 11/06, que tanto a produção de petróleo dos Estados Unidos quanto a demanda global de petróleo estão projectadas para alcançar recordes maiores este ano do que as previsões anteriores.

A agência agora espera que a produção de petróleo dos EUA cresça aproximadamente 310.000 barris por dia (bpd) para 13,24 milhões de bpd em 2024, um aumento de cerca de 40.000 bpd em relação à previsão anterior em Maio. Para o próximo ano, a produção dos EUA é estimada em cerca de 13,71 milhões de bpd, ligeiramente abaixo da previsão anterior de 13,73 milhões de bpd.

Além disso, a demanda global de petróleo este ano também deve superar as estimativas anteriores, atingindo máximos históricos, segundo as perspectivas energéticas a curto prazo da EIA de Junho.

O consumo mundial de petróleo bruto e combustíveis líquidos deverá aumentar em 1,1 milhão de bpd para 103 milhões de bpd em 2024, comparado com uma previsão anterior de cerca de 102,8 milhões de bpd. Para o próximo ano, a previsão é de uma demanda global de 104,5 milhões de bpd, ligeiramente acima da previsão anterior de 104,3 milhões de bpd.

Apesar das preocupações recentes com a desaceleração do consumo, as revisões para cima do crescimento da demanda tornaram o relatório da EIA modestamente positivo para os mercados de petróleo, de acordo com o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

Staunovo observou também que a agência reduziu suas previsões para a produção mundial de petróleo para este ano, agora estimada em cerca de 102,6 milhões de bpd, em comparação com a previsão anterior de 102,8 milhões de bpd em Maio. Essa revisão foi atribuída aos planos da OPEP+ de aumentar a produção a partir do quarto trimestre, enquanto a EIA esperava um avanço mais precoce por parte do grupo de produtores.

A expectativa de um aumento mais lento nos suprimentos da OPEP+ deve resultar em uma redução nos estoques globais de petróleo durante o primeiro trimestre do próximo ano, potencialmente impulsionando os preços do petróleo para cima, afirmou a EIA.

Cenário Fiscal de Médio Prazo (2025-2027): Despesas públicas mantém pressão sobre as finanças públicas

Projecções económicas
O Produto das medidas em curso de consolidação orçamental indica que a receita do Estado permanecerão média 25,7% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano até 2027, conforme revelado pelo recentemente aprovado Cenário Fiscal de Médio Prazo (2025-2027) pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o plano orçamentário, essa previsão abrange as receitas provenientes do Gás Natural Liquefeito (GNL), com uma média de 5,751 milhões de meticais por ano até 2027, provenientes do projecto Coral Sul na Bacia do Rovuma. Entretanto, o governo alerta para a volatilidade dos preços do petróleo, o que pode impactar as receitas efectivas.

A receita de GNL considerada reflete 60% da receita projectada, conforme proposto na Lei do Fundo Soberano, onde apenas uma parte da receita prevista será direccionada para financiar a despesa pública de investimento.

O governo prevê uma redução da despesa pública de 33,2% do PIB em 2023 para 27,5% em 2027, reflectindo a crescente pressão sobre as finanças públicas.

No entanto, as despesas de funcionamento, salários, remunerações, pensões e dívida continuarão a exercer uma pressão significativa sobre as finanças públicas no médio prazo. O governo prioriza projectos iniciados, financiados externamente com participação estatal e novos projectos com alto potencial de crescimento e impacto económico imediato.

O governo estabeleceu metas fiscais ambiciosas até 2027, visando manter um rácio fiscal de 25,7% do PIB, reduzir o rácio de salários e remunerações para 11,3% do PIB e garantir um superavit primário em cerca de 4,0% do PIB para favorecer uma trajectória decrescente da dívida pública.

Embora reconheça os desafios substanciais, o Executivo acredita que o cenário fiscal de médio prazo também oferece oportunidades para promover o crescimento económico sustentável e a estabilidade fiscal. A implementação de políticas prudentes e reformas estruturais será crucial para garantir a resiliência das finanças públicas e o bem-estar económico a longo prazo.

Indicadores prudenciais e económico-financeiros da carteira móvel: M-Pesa, E-Mola e MKesh

O Banco de Moçambique (BdM) divulgou a avaliação dos indicadores prudenciais financeiros das principais carteiras móveis no país: M-Pesa, E-Mola e MKesh. A análise apresenta uma visão detalhada da capitalização, solvabilidade, liquidez, custos operacionais e rendibilidade do património líquido dessas empresas.

O M-Pesa mostra-se moderadamente capitalizado com um índice de capitalização de 42,67%, indicando a necessidade de monitoramento para garantir a capacidade de absorver perdas inesperadas. O índice de solvabilidade de 108,67% revela que a empresa é solvente e apresenta um baixo risco de inadimplência. Além disso, o índice de liquidez de 95,43% sugere excelente capacidade de cumprir obrigações de curto prazo. A M-Pesa também demonstra eficiência na gestão de custos operacionais com um rácio de 25,60%, e alta lucratividade, refletida em uma rendibilidade do patrimônio líquido (ROE) de 21,91%, proporcionando um bom retorno sobre o investimento dos acionistas.

Em contrapartida, o E-Mola enfrenta desafios significativos. Com um índice de capitalização de apenas 0,05%, a empresa está severamente subcapitalizada e apresenta alto risco de insolvência. O índice de solvabilidade de 0,26% confirma este risco elevado de inadimplência. Embora a liquidez esteja em um nível razoável, com um índice de 84,59%, é crucial que o E-Mola monitore de perto sua capacidade de atender às obrigações de curto prazo. Os custos operacionais relativamente altos, com um rácio de 40,40%, indicam a necessidade de reduzir despesas para melhorar a eficiência. Um valor de ROE extremamente alto, de 7981,79%, sugere um possível erro na contabilização dos resultados ou na apuração do património líquido, necessitando de uma revisão dos relatórios financeiros para garantir a precisão dos dados.

O MKesh, por sua vez, está bem capitalizado, com um índice de capitalização de 115,15%, indicando um baixo risco de insolvência. No entanto, a empresa enfrenta um alto risco de inadimplência, como indicado pelo índice de solvabilidade negativo de -83,80%. A liquidez é moderada, com um índice de 34,04%, e a empresa deve tomar medidas para garantir a capacidade de atender às obrigações de curto prazo.

Os indicadores prudenciais e económico-financeiros do BdM revelam diferentes desafios e pontos fortes para M-Pesa, E-Mola e MKesh. Enquanto a M-Pesa se posiciona bem em termos de solvabilidade e liquidez, o E-Mola e o MKesh enfrentam desafios significativos, especialmente em termos de solvabilidade e capitalização. Medidas correctivas são necessárias para assegurar a estabilidade financeira dessas empresas no futuro.

Novo horário de trabalho proposto para Maputo visa descongestionar o trânsito

A cidade e província de Maputo poderão adoptar novos horários de funcionamento dos serviços públicos para mitigar a pressão sobre o sistema de transporte, melhorar o tráfego e aumentar a eficiência comercial. A proposta, avançada pelo Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), sugere o escalonamento dos horários de abertura para diversos sectores.

Segundo o plano do MTC, os serviços públicos terão um horário de funcionamento das 8:30 às 16:30, enquanto que a indústria e construção civil começarão às 7:30 e terminarão às 15:30. As escolas e universidades abrirão entre as 7:00 e as 8:00. Este escalonamento estende-se a outros sectores, incluindo as unidades sanitárias, que funcionarão das 6:30 às 17:30, o comércio retalhista das 9:00 às 19:00, e os grandes estabelecimentos como hipermercados e supermercados, que estarão abertos das 9:00 às 20:00.

A medida também se aplica ao ensino primário e secundário, com horários ajustados de acordo com o sector privado, assegurando que as instituições de ensino e unidades sanitárias funcionem de maneira eficiente. A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) acolheu positivamente a proposta, com o respectivo secretário executivo, Joaquim Chacate, destacando a importância da iniciativa na redução do tempo de deslocação e na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

A implementação do escalonamento tem como objectivo aliviar a congestão nas estradas, principalmente durante as manhãs, diminuindo os engarrafamentos e o stress dos condutores. Um estudo realizado pelo proponente mostrou que, nos últimos dez anos, o número de veículos na Área Metropolitana do Grande Maputo aumentou significativamente, tornando esta medida essencial para o bem-estar da população.

Eni Rovuma Basin assina um Memorando de Entendimento com a USAID para a implementação de projectos de sustentabilidade

A Eni Rovuma Basin e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) assinaram hoje um Memorando de Entendimento (MoU) para identificar áreas de cooperação e criar sinergias para a implementação de iniciativas sociais em Moçambique.

O Memorando foi assinado pela Sra. Helena Patakis, Directora da Missão da USAID em Moçambique e pela Sra. Marica Calabrese, Directora Geral da Eni Rovuma Basin e vai permitir que as instituições cooperem nas de acesso a energia, agricultura, desenvolvimento e diversificação económica, educação profissional e formação vocacional, saúde, segurança alimentar e nutrição, água, saneamento e higiene.

Na ocasião, a Directora Geral Marica Calabrese afirmou: “esta parceria ajudará a ampliar o nosso horizonte considerando a larga experiência da USAID na área e contribuirá positivamente para a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais em Mocambique”.

A Directora da Missão da USAID fez o seguinte comentário: “Este memorando reflecte o nosso compromisso comum em colaborar com o sector privado com vista ao alcance dos nossos objectivos comuns de desenvolvimento. Colaborar com o sector privado e empresas como a Eni vai nos permitir criar soluções escaláveis e impactantes, promovendo o crescimento económico e melhorando a vida das comunidades que servimos.

Sobre a Eni

A Eni está presente em Moçambique desde 2006. Entre 2011 e 2014, descobriu vastos recursos de gás natural na bacia do Rovuma, nos reservatórios Coral, Complexo Mamba e Agulha, com cerca de 2.400 biliões de metros cúbicos de gás no local. A Eni é a operadora do Projecto Coral South, o primeiro a produzir GNL na bacia do Rovuma em Moçambique. Desde o arranque da produção em 2022, a instalação Coral Sul FLNG já exportou 59 carregamentos de GNL.

Sobre a USAID

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) é uma entidade governamental federal independente que recebe orientações gerais em matéria de política externa do Secretário de Estado dos Estados Unidos. Em nome do povo americano, a USAID promove e demonstra valores democráticos no estrangeiro e promove um mundo livre, pacífico e próspero.

Moçambique responde ao GAFI com avaliação de ONGs: uma medida contra o financiamento ao terrorismo

branqueamento

O lançamento do relatório de avaliação de risco das Organizações da Sociedade Civil Sem Fins Lucrativos (OSFL) em Moçambique é uma resposta às recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), visando identificar e mitigar possíveis vulnerabilidades ao abuso de financiamento do terrorismo e crimes de branqueamento de capitais.

O director nacional adjunto de Assuntos Jurídicos e Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), Miguel Nunes, afirmou que o lançamento do relatório busca atender às recomendações do GAFI, que colocou Moçambique sob vigilância reforçada, conhecida como “lista cinzenta”. O relatório visa identificar organizações potencialmente vulneráveis ao abuso financeiro, sem perturbar suas operações essenciais.

Luís Cezerilo, coordenador nacional de Políticas de Prevenção, Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, destacou a importância das OSFL, que complementam as actividades governamentais, enquanto o lançamento do relatório está alinhado com a Lei n.º 15/2023, de 18 de Agosto, sobre prevenção e combate ao financiamento ao terrorismo.

A pré-avaliação do relatório em Cape Town, África do Sul, é um passo importante para a remoção de Moçambique da vigilância reforçada do GAFI. Espera-se que nos dias 23 e 24 de Junho, em Singapura, o relatório seja ratificado. Esses esforços visam fortalecer as instituições moçambicanas e eliminar especulações prejudiciais.

Paula Monjane, directora-executiva do Centre of Learning and Capacity Building of Civil Society, enfatizou que o objectivo do relatório não é perseguir as OSFL, mas identificar vulnerabilidades e implementar medidas de mitigação. Até o momento, não há evidências de organizações usadas para financiar o terrorismo, embora três casos suspeitos estejam sob investigação.

O relatório de avaliação de risco das OSFL em Moçambique é uma medida proativa para combater o financiamento ao terrorismo e garantir a integridade do sector civil. Com o apoio internacional e o compromisso das autoridades e organizações da sociedade civil, o país busca fortalecer suas instituições e promover uma resposta eficaz aos desafios de segurança financeira.

Conheça os sectores que influenciaram nos níveis da inflação no mês de Maio

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Moçambique testemunhou uma redução na taxa de inflação, que caiu para 3% no mês de Maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O relatório do Índice de Preços no Consumidor (IPC) destacou aumentos nos preços dos sectores de educação, restauração e alimentação, enquanto o país experimentou uma diminuição geral nos preços durante o período em análise.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação em Moçambique diminuiu para 3% em Maio, representando uma queda em comparação com os meses anteriores, que registaram taxas de 4,19% em Janeiro, 4% em Fevereiro, 3,03% em Março e 3,26% em Abril.

O relatório do IPC destacou que as divisões de educação, restauração, hotéis, cafés e similares, bem como alimentação e bebidas não alcoólicas, foram os sectores que apresentaram os maiores aumentos de preços, variando entre 10,57%, 5,06% e 4,91%, respectivamente.

Além disso, o documento revelou uma queda nos preços em Maio, com uma diminuição de 0,38% em relação ao mês anterior, quando se registou um aumento de 0,37% em Abril.

Dados anteriores do INE indicaram que a inflação homóloga em Moçambique, medida ao longo de 12 meses, foi de 5,30% em 2023, com uma média anual de 7,1%, superando as previsões governamentais. O crescimento económico do país em 2023 foi de 5%, impulsionado por diversos sectores, incluindo as Indústrias Extractivas, Turismo, Agricultura, Transporte e Comunicações.

Segundo Ludovina Bernardo, porta-voz do Executivo, as políticas e reformas implementadas durante o ano, especialmente aquelas voltadas para a dinamização do sector privado e a atracção de investimentos, contribuíram significativamente para esse crescimento. A inflação média ficou em 7,1%, em contraste com a previsão inicial de 11,5%, demonstrando uma tendência positiva na economia. As Reservas Internacionais Líquidas também se mantiveram robustas, superando as projecções e fortalecendo a credibilidade económica do país.

A queda na taxa de inflação em Maio reflete uma dinâmica económica em evolução em Moçambique, com políticas e reformas direccionadas para promover o crescimento e estabilidade económica. O governo continua comprometido em fortalecer a economia do país, impulsionando sectores-chave e garantindo uma gestão eficaz dos recursos financeiros para o benefício de toda a população.

MEF: Sector mineiro registou um crescimento 33% no primeiro trimestre de 2024

ouro ouro

O Ministério da Economia e Finanças (MEF) anunciou um aumento na produção de ouro em Moçambique, com mais de 461 quilogramas registados no primeiro trimestre deste ano, marcando um aumento de 33% em comparação com o mesmo período de 2023.

Segundo informações divulgadas pelo MEF, a produção de ouro no país no primeiro trimestre de 2024 superou os 461 quilogramas, representando um notável crescimento em relação aos 346,3 quilogramas registados no mesmo período do ano anterior. Este marco corresponde a cerca de 29% da produção total de 1,5 toneladas projectadas para o ano de 2024.

O relatório elaborado pela instituição destaca ainda que o valor de cada quilograma de ouro no mercado internacional está estimado em cerca de 68 mil euros, o que coloca a produção total moçambicana do período em referência em aproximadamente 31,5 milhões de euros.

Além disso, dados recentemente divulgados pelo Banco de Moçambique (BdM) revelam que as reservas de ouro do país aumentaram em 13,4% no ano de 2023, atingindo um valor superior a 261,1 milhões de dólares. Essas reservas, que incluem ouro amoedado, em barra ou lingote, fazem parte das reservas cambiais do banco central.

Ao final de 2023, as reservas cambiais moçambicanas totalizavam mais de 229,6 mil milhões de meticais, mostrando uma diminuição em relação ao ano anterior. Esse dado reflete uma tendência de variação no valor das reservas ao longo do tempo, influenciada por factores económicos globais e locais.

O aumento na produção de ouro em Moçambique sinaliza uma tendência positiva para a economia do país, fortalecendo as reservas cambiais e contribuindo para o crescimento económico. O governo e as autoridades relevantes continuam a monitorar de perto esses desenvolvimentos, visando promover um ambiente propício para o sector minerador e garantir benefícios duradouros para a população moçambicana.