Friday, September 4, 2026
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Conferência e Exposição de Mineração, Petróleo e Gás e Energia de Moçambique – MMEC

Moçambique será palco da 7ª edição do MMEC*, entre os dias 21 e 22 de Abril. Um evento que expõe a industria no sector de mineração, petróleo, gás e energia.

O objectivo é atrair investimentos, promover parcerias, ouvir decisores políticos e partilhar conhecimento sobre o sector.

Este evento deverá atrair expositores de cerca de 30 países. Além do sector privado, contará também, com a participação de quadros do governo como Ministros e Directores de empresas públicas.

A organização do evento desenvolveu um aplicativo para interacção dos participantes. A app permite ficar a par do programa do evento e até ver a lista de participantes. Conversar com os participante bem como marcar reuniões, são também duas funcionalidades a aplicação.

Caso esteja interessado em participar como espectador ou expositor, as inscrições podem ser feitas aqui.

*Em parceria com a ENH

Mozambique CEO Summit

A cidade de Maputo irá acolher o maior evento de negócios no país, que conecta executivos de nível “C”, o chamado Mozambique CEO Summit.

A decorrer no dia 25 de Fevereiro de 2021, numa modalidade híbrida (online e presencial), este evento promete promover partilha de experiência, oportunidades de negócios e investimentos nas áreas de GNL, agro-negócios, imobiliário e de inteligência artificial.

No evento, mais de 20 oradores nacionais e internacionais compartilharão a sua experiência e conhecimento. O Mozambique CEO Summit também promete ser uma plataforma de networking entre empresários nacionais e internacionais.

Caso queira participar, pode adquirir os bilhetes aqui.

Millennium Bim diz adeus às formas de pagamento convencionais com o Pay IZI

Foi recentemente disponibilizado o serviço Pay IZI do Millennium Bim, que se apresenta como alternativa moderna e ecológica aos pagamentos via cartão e dinheiro.

Através da parceria com o serviço de carteira móvel da Vodacom, M-Pesa, os comerciantes poderão receber pagamentos de usuários do Millennium IZI, do aplicativo Smart IZI e do M-Pesa, “sem custos de adesão, manutenção e de consumíveis associados”, segundo explica o comunicado de imprensa do Banco.

Além da adesão gratuita, outras vantagens do novo serviço incluem a notificação de todos os pagamentos, bem como a possibilidade de consultar o histórico de transacções.

Para José Reino da Costa, PCE do Millennium bim, “com este serviço, firmamos também o nosso compromisso de continuar a promover, de forma efectiva, a nossa estratégia de inclusão financeira dos moçambicanos”, lê-se no comunicado.

Já o Director Geral da Vodafone M-Pesa S.A, Gulamo Nabi, afirma que “um passo muito importante foi dado rumo ao objectivo de permitir que os clientes M-Pesa possam efectuar todas as suas transacções do dia-a-dia sem necessidade de recurso ao dinheiro físico”.

Esta iniciativa “deverá também ter um impacto positivo na aceleração da actividade económica no país”, acrescentou Nabi.

O canal de pagamento Pay IZI está disponível para download na Play Store para dispositivos Android.

Esta iniciativa é apresentada num momento em que o mundo enfrenta uma pandemia e recorre à tecnologia para conceder soluções que auxiliem na redução do risco de contágio.

Outras inovações tecnológicas que estarão em alta, neste ano, estão descritas neste artigo do Profile.

Millennium Bim prevê inflação acelerada e juros brandos em 2021

A área de estudos económicos do Millennium Bim prevê que a inflação no país continuará a acelerar em 2021, rondando os 5.6%.

A previsão admite que esta aceleração está condicionada a vários factores como o mercado cambial, a oferta e procura de bens e serviços e a situação económica dos principais parceiros de Moçambique como a África do Sul.

Num documento publicado nesta quarta-feira, o Banco faz uma previsão de abrandamento das taxas de juro, pelo Banco Central, até segundo trimestre do próximo ano devido a “riscos inflacionários elevados”.

O Millennium Bim publica seu estudo na sequência da divulgação do Índice de Preços no Consumidor, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), cujo resultado foi reportado pelo Profile.

Banco alemão doa €6M para apoiar MPME’s moçambicanas

Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME’s) moçambicanas terão acesso a um fundo de apoio emergencial de seis milhões de euros.

O valor é parte de um total de €17.5 milhões disponibilizados pela Cooperação Financeira Alemã através do Banco de Desenvolvimento daquele país – kfW.

Os seis milhões serão canalizados às empresas através do Banco de Moçambique, conforme anunciado pelo mesmo, nesta terça-feira, através de um comunicado.

O objectivo deste apoio é ajudar as empresas a mitigarem os efeitos negativos da COVID-19 e garantirem sua sobrevivência.

Sengundo o comunicado, este valor é destinado à “cobrir necessidades decorrentes do fluxo de caixa, incluindo, mas, não se limitando a, pagamentos de salários e outros custos fixos durante a pandemia”.

Nove milhões de Euros serão destinados à uma linha de crédito para MPME’s e finanças agrícolas.

Os restantes 2.5 milhões estarão alocados à assistência técnica que irão beneficiar as instituições financeiras participantes na linha de crédito para as MPME’s e finanças agrícolas.

A referida assistência servirá para “conferir maior rigor, transparência e fiabilidade da informação no processo de avaliação e monitoria”, lê-se no documento.

Total eleva comércio externo em Cabo Delgado

De acordo com Osvaldo Silva, director regional norte da Autoridade Tributária, de Janeiro a Outubro deste ano, no geral, a zona Norte do país registou uma redução nas importações e exportações.

Esta análise foi feita em comparação como o mesmo período do ano anterior.

Contudo, Silva afirmou, durante uma entrevista ao Jornal Notícias, que na província de Cabo Delgado, a situação foi diferente, tendo registado um aumento de mais de 100%.

Em termos concretos, no período em análise, foram importados 1124 contentores neste ano, contra 556 em 2019.

Para Silva, este aumento deve-se ao projecto de petróleo e gás da Total em Afungi.

Apesar de não ter se especificado a contribuição da petrolífera nestes números, em sua página web, a Total já havia se comprometido em trazer benefícios sócio-económicos ao país desde a fase da implanatação do projecto à exploração.

Financiador da Área 1 promete deixar de apoiar projectos de petróleo e gás

Reino Unido, um dos maiores financiadores do projecto da Área 1 da Total, deixará de financiar projectos de petróleo e gás.

Com isso, o país tornar-se-á o primeiro a dar este passo com vista a combater os efeitos das mudanças climáticas.

Esta promessa foi feita no Sábado, durante uma cimeira das Nações Unidas onde outros grandes países deverão apresentar as suas.

O Reino Unido, através da sua agência Finance Export, já havia dado garantias em milhares de milhões para ajudar companhias britânicas a se expandirem.

Moçambique estava no mapa do financiamento britânico no projecto de gás natural liquefeito da Total na Área 1.

O apoio planeado era de 20 mil milhões de dólares, assim sendo, a nação era um dos maiores financiadores do projecto.

É prematuro afirmar que o financiamento está em risco pois ainda não foi informada a data de implementação da medida.

Contudo, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou que a entrada em vigor deverá acontecer “o mais rápido possível”.

Johnson ainda adiantou que haverá algumas excepções à nova regra, no que diz respeito a centrais eléctricas alimentadas a gás desde que estejam nos parâmetros do Acordo de Paris.

Ncondezi Energy angaria £750mil para projecto em Tete

Foi a partir de uma emissão de acções que a empresa de energia Ncondezi Energy conseguiu angariar o valor de £0.75 milhões.

Segundo a StockMarketWire, a empresa afirmou que este valor servirá “para o desenvolvimento de um projecto de energia alimentada a carvão em Tete, Moçambique”.

Dentre as despesas previstas estão as negociações tarifárias com a Electricidade de Moçambique (EDM) e outros acordos importantes como compra e concessão de energia.

As acções foram emitidas a £4.5 cada, o que, “segundo a Ncondezi Energy, foi um valor baixo para o preço médio ponderado do volume de 30 dias”, de acordo com a fonte supracitada.

Economia moçambicana cresce 1,7% no segundo trimestre de 2026

A economia moçambicana cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo sector terciário, que avançou 2,5%, com destaque para Hotéis e Restaurantes, que cresceram 14,5%, e Serviços Financeiros, com 4,2%.

O sector primário registou uma expansão de 1,8%, apoiado pela agricultura, que cresceu 2,0%, e pela indústria extractiva, com 1,7%. A pesca recuou 1,1%.

Em sentido contrário, o sector secundário contraiu 6,0%, penalizado pela queda de 11,2% na indústria transformadora. A electricidade, gás e água cresceram 7,1%, enquanto a construção avançou 0,8%.

A agricultura continuou a ser o ramo com maior peso na economia, representando 31,6% do PIB, seguida pela indústria extractiva, com 15,0%. Transportes e comunicações responderam por 8,0% e comércio e reparação por 7,3%.

Montepuez Ruby Mining entra no top 3 das maiores exportadoras mineiras do país

A Montepuez Ruby Mining (MRM) foi distinguida como a terceira maior exportadora do sector mineiro em Moçambique em 2025, reconhecimento atribuído pelo Governo durante a 61.ª edição da FACIM.

A empresa recebeu o prémio numa cerimónia presidida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, consolidando a sua posição entre os principais actores do sector extractivo nacional.

Apesar do reconhecimento, a classificação representa uma descida face aos quatro anos anteriores, período em que a MRM ocupou consecutivamente o segundo lugar entre as maiores exportadoras mineiras do País.

Segundo a empresa, o desempenho de 2025 foi condicionado pela menor produção de rubis premium e pela redução das receitas, num contexto marcado pelo aumento do contrabando ilegal de rubis.

Ainda assim, a presença da MRM no top 3 reforça o seu peso nas exportações mineiras de Moçambique e a importância do rubi na geração de receitas para o sector, noticiou Integrity Magazine.

Maximo Microbanco, M-Pesa e CEDSIF firmam parceria para reforçar inclusão financeira

A Maximo Microbanco, a Vodacom M-Pesa e o CEDSIF assinaram um Memorando de Entendimento durante a 61.ª edição da FACIM, com o objectivo de reforçar a inclusão financeira e acelerar a digitalização dos serviços destinados aos Funcionários e Agentes do Estado.

A parceria pretende aproximar os serviços financeiros dos seus beneficiários através de soluções tecnológicas mais simples, integradas e acessíveis.

O acordo insere-se no esforço de modernização do ecossistema financeiro moçambicano, promovendo maior eficiência nos processos e ampliando o acesso a serviços digitais.

Para a Maximo Microbanco, a iniciativa reforça a aposta numa banca digital e inclusiva, orientada para a melhoria da experiência financeira dos moçambicanos.

Cobrança de impostos cresce 11,9% no primeiro semestre de 2026

A cobrança de impostos em Moçambique aumentou 11,9% no primeiro semestre de 2026, atingindo 167,5 mil milhões de meticais, impulsionada sobretudo pelo crescimento do IVA, dos impostos sobre bens e serviços e das taxas.

Segundo o relatório de execução orçamental do Ministério das Finanças, o valor corresponde a 47,5% da previsão anual, acima dos 149,7 mil milhões de meticais arrecadados no mesmo período de 2025.

A receita total do Estado atingiu 183,3 mil milhões de meticais, um crescimento homólogo de 6,7%, depois de deduzidos 9,9 mil milhões de meticais em reembolsos de IVA.

Os impostos sobre bens e serviços cresceram 28,6%, para 71,7 mil milhões de meticais, enquanto o IVA líquido aumentou 40,3%, para 50 mil milhões de meticais. Já os impostos sobre o comércio externo subiram 16,1%, beneficiando do aumento das importações, noticiou a Lusa.

Em sentido contrário, os impostos sobre o rendimento recuaram 5,2%, com o IRPC a cair 9,2% e o IRPS a crescer apenas 0,5%.

O desempenho fiscal do semestre foi, assim, sustentado sobretudo pela tributação sobre o consumo e o comércio externo.

Porto de Maputo investe 13,2 milhões de dólares em novos guindastes

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) colocou em operação dois novos guindastes móveis portuários Liebherr, num investimento de 13,2 milhões de dólares, elevando para oito o número de equipamentos deste tipo no terminal.

Os novos guindastes integram o processo de modernização e renovação da frota, substituindo progressivamente equipamentos mais antigos. Cada unidade tem capacidade de manuseamento entre 360 e 400 toneladas por hora.

Na cerimónia de inauguração, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, defendeu que o aumento da capacidade portuária deve ser acompanhado por melhorias na ferrovia, fronteira de Ressano Garcia, circulação rodoviária e integração dos sistemas logísticos.

A MPDC pretende ultrapassar 17 milhões de toneladas movimentadas este ano, acima dos mais de 15 milhões actualmente registados, apostando também na digitalização, qualificação das equipas e reforço das infra-estruturas do corredor logístico, noticiou o Diário Económico.

FINTECH MZ defende novas soluções de financiamento para MPMEs na FACIM 2026

A FINTECH MZ participou no IV Diálogo sobre Pequenos Negócios e Empreendedorismo da CPLP.

Representada pelo seu Presidente, João Gaspar, a associação destacou o papel da tecnologia, dos dados e de novos instrumentos financeiros na criação de soluções de financiamento mais acessíveis e ajustadas às necessidades das micro, pequenas e médias empresas.

O debate centrou-se nos desafios de acesso ao financiamento e nas oportunidades criadas pela crescente digitalização dos serviços financeiros.

Para a FINTECH MZ, o principal desafio passa agora por transformar a infra-estrutura digital existente em novas formas de inclusão financeira, capazes de apoiar o crescimento das MPMEs em Moçambique e nos restantes países da CPLP.

Chapo destaca papel da Índico Seguros na independência económica de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou na abertura do simpósio comemorativo dos 15 anos da Índico Seguros, onde destacou a importância estratégica do sector segurador para o fortalecimento da economia moçambicana.

Na ocasião, o Chefe do Estado defendeu um sector mais inclusivo, inovador e acessível, capaz de responder às necessidades da economia real e de contribuir não apenas para a protecção de pessoas, empresas e activos, mas também para a mobilização de recursos e financiamento de investimentos.

Daniel Chapo sublinhou que, num contexto em que Moçambique procura reforçar a produção nacional e reduzir vulnerabilidades externas, os seguros devem assumir um papel mais relevante na gestão de riscos, promoção do investimento e apoio ao crescimento económico sustentável.

O Presidente enquadrou o fortalecimento do sector segurador na estratégia de construção da independência económica do País, defendendo maior inclusão, inovação e capacidade de financiamento ao desenvolvimento.

CENFIM assinala 40 anos de formação e reforça contributo para qualificação industrial em Moçambique

O CENFIM, Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, assinala 40 anos de actividade, marcados pela formação técnica, inovação e cooperação internacional, com uma presença crescente em Moçambique e noutros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Criado em 1985, em Portugal, o CENFIM consolidou-se como uma instituição de referência na qualificação de profissionais para a indústria metalúrgica, metalomecânica e electromecânica, alargando posteriormente a sua intervenção para projectos de cooperação e transferência de conhecimento.

Em Moçambique, a instituição mantém uma parceria com o Centro de Formação Profissional Metalomecânica (CFPM), em Maputo, através da qual tem contribuído para a criação de novas áreas de formação, capacitação de formadores, assistência técnica e implementação de programas ajustados às necessidades da indústria nacional.

Nos últimos anos, esta cooperação foi reforçada através do projecto +Emprego, promovido pelo Instituto Camões, com acções de apoio a instituições de formação em Cabo Delgado. As iniciativas abrangem áreas como soldadura, electricidade industrial, automação industrial e tecnologias CNC, procurando melhorar as competências dos formadores e aumentar a empregabilidade dos jovens.

O CENFIM tem igualmente apoiado empresas portuguesas na identificação, formação e qualificação de trabalhadores moçambicanos, num contexto de crescente mobilidade profissional entre os dois países e de maior procura por mão-de-obra especializada.

A dimensão da cooperação ficou também evidenciada com a realização, em Maputo, da 4.ª Assembleia da The Welding Federation e da 3.ª Competição Continental de Soldadura, eventos nos quais o CENFIM assumiu o papel de parceiro técnico, contribuindo para a organização, definição técnica das provas e participação do júri internacional.

Mais do que formar profissionais, a instituição pretende continuar a utilizar a cooperação como instrumento para reforçar competências locais, apoiar a modernização da indústria e aproximar os sistemas de formação profissional das necessidades reais das empresas.

Ao completar quatro décadas de actividade, o CENFIM reafirma, assim, a aposta em Moçambique como um dos mercados onde a transferência de conhecimento, a qualificação técnica e a cooperação institucional podem contribuir para o desenvolvimento de uma indústria mais competitiva e preparada para os desafios tecnológicos.

ExportaMoz e AIMO firmam parceria para impulsionar indústria e exportações

A ExportaMoz e a Associação Industrial de Moçambique (AIMO) assinaram um Memorando de Entendimento destinado a reforçar a ligação entre a industrialização e o crescimento das exportações nacionais.

O acordo, celebrado no âmbito do MOZINDUS dura a 61a edição da FACIM, prevê a identificação conjunta de sectores, indústrias e cadeias de valor com maior potencial exportador, bem como a promoção do acesso ao financiamento e a transformação de oportunidades em projectos empresariais concretos.

A parceria assenta na necessidade de aumentar a produção nacional, promover a transformação local e acrescentar mais valor aos produtos antes da sua colocação nos mercados externos.

No quadro do Programa Moçambique Exportador, a AIMO deverá ainda integrar o Comité Técnico responsável pela avaliação e reconhecimento das empresas industriais que se destacam no ecossistema nacional de exportação.

A iniciativa pretende, assim, aproximar a política de industrialização da estratégia de promoção das exportações, reforçando a competitividade das empresas moçambicanas nos mercados regionais e internacionais.

Carteira móvel acelera inclusão financeira em Moçambique

O acesso das mulheres aos serviços financeiros digitais registou um forte crescimento em Moçambique nos últimos seis anos, reduzindo significativamente a diferença face aos homens e reforçando o papel do dinheiro móvel na inclusão financeira.

Dados do Banco de Moçambique indicam que, em 2020, existiam apenas 48 contas de moeda electrónica por cada 100 mulheres adultas, contra 84 entre os homens. Actualmente, o indicador subiu para 113 contas por cada 100 mulheres e 140 por cada 100 homens.

A evolução mostra uma expansão significativa do acesso feminino aos serviços financeiros, permitindo que mais mulheres realizem pagamentos, transferências e outras operações sem depender de uma conta bancária tradicional.

O dinheiro móvel tornou-se, entretanto, o principal canal de acesso aos serviços financeiros no País. Em Março, Moçambique contabilizava 125,8 contas de moeda electrónica por cada 100 adultos, quase quatro vezes mais do que as 33,4 contas bancárias registadas por cada 100 adultos.

Os números evidenciam a crescente importância das plataformas móveis na inclusão financeira, sobretudo para populações com menor acesso à rede bancária convencional e residentes fora dos principais centros urbanos.