Tuesday, May 19, 2026
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Millennium bim reforça posicionamento estratégico nos sectores de energia e mineração no MMEC 2026

O Millennium bim participou na 12.ª edição da Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC 2026), realizada nos dias 6 e 7 de Maio, em Maputo, reforçando o seu posicionamento junto dos principais intervenientes dos sectores de energia e mineração, num contexto de crescente relevância destas indústrias para a economia nacional.

Num contexto em que Moçambique aprofunda a valorização dos seus recursos naturais e acelera a industrialização, o MMEC 2026 afirmou-se como uma plataforma de diálogo relevante para a discussão de soluções concretas, mobilização de investimento e articulação entre os principais intervenientes do sector.

Ao longo do evento, o Millennium bim participou em sessões dedicadas ao financiamento de megaprojectos e à articulação entre os sectores de energia e mineração, contribuindo para a reflexão sobre modelos financeiros mais ajustados à complexidade, risco e horizonte de maturação destes investimentos.

Na Sessão 4, dedicada ao tema “Mobilização de financiamento para a nova geração de megaprojectos em Moçambique”, o Millennium bim esteve representado por Liliana Catoja, Administradora Executiva, que participou como oradora no painel de Project Finance, tendo sido evidenciada a necessidade de reforço de parcerias entre investidores, entidades governamentais e instituições financeiras na estruturação e execução dos projectos, bem como, na partilha de risco num contexto de crescente exigência e maior escrutínio sobre a sua viabilidade e sustentabilidade a longo prazo.

Já na Sessão 6, dedicada às sinergias entre mineração e energia, o painel contou com a moderação de Ducla Dos Santos, Directora Comercial para o Sector de Energia e Infraestruturas (CIB), tendo sido sublinhada a importância de uma abordagem integrada entre estes sectores, como condição para maior eficiência, previsibilidade e coerência no desenvolvimento dos projectos.

Para Liliana Catoja, Administradora Executiva do Millennium bim, “Moçambique tem hoje uma oportunidade clara de se afirmar como um polo relevante nos sectores de energia e mineração. Contudo, a materialização dessa oportunidade impõe mais do que o capital: exige capacidade para estruturar e executar projectos sólidos e credíveis, o alinhamento de interesses, criação de estabilidade/previsibilidade e assegurar a sua viabilidade ao longo do tempo.

O sector financeiro tem aqui um papel determinante, não apenas na estruturação do financiamento, mas também na apresentação de soluções integradas que permitem a viabilização, incluindo fazer a ligação com a economia local.” A participação do Millennium bim no MMEC 2026 enquadra-se na estratégia do Banco de reforçar o seu posicionamento junto dos sectores estratégicos para o desenvolvimento económico do país, através da estruturação de soluções financeiras adaptadas à realidade do mercado, às necessidades de projectos de grande escala e ao reforço da participação do conteúdo local na cadeia de valor destes sectores.

Conselho de Ministros renova liderança do IGEPE, da ENH e do FFH

Três presidentes de conselhos de administração substituídos em simultâneo. No caso do IGEPE, a saída de Ana Coanai encerra uma liderança de uma década. Na ENH, Ludovina Bernardo deixa o cargo menos de um ano após a posse.

A 12.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada a 6 de Maio, formalizou a substituição simultânea dos presidentes dos conselhos de administração de três entidades públicas com peso significativo na arquitectura económica do Estado: o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e o Fundo de Fomento e Habitação (FFH).

A mudança de maior impacto institucional é a do IGEPE. Ana Isabel Senda Coanai, que dirigia o instituto desde 2015, foi exonerada após mais de uma década à frente da entidade responsável pela gestão das participações financeiras do Estado resultantes do processo de reestruturação do sector empresarial público. O seu mandato, renovado em 2020, havia caducado em 2025. Em seu lugar, o Executivo nomeou Danilo Mussá Nalá.

Na ENH, a exoneração de Ludovina Bernardo é a mais breve da série. Empossada em Agosto de 2024, a gestora estava no cargo há menos de dez meses. Antes de assumir a presidência da petrolífera pública, exercera funções de vice-ministra da Indústria e Comércio. O Governo nomeou Rudêncio Morais para liderar a empresa.

No FFH, Armindo José Munguambe encerrou uma liderança que durava desde Dezembro de 2018. Quadro de carreira do fundo, Munguambe foi substituído por Amorim Remígio Manuel Pery.

O Executivo não apresentou justificações públicas para as exonerações além da caducidade dos mandatos. A coincidência das três substituições numa única sessão aponta para uma revisão mais ampla da governação das empresas e institutos públicos sob tutela do Estado.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou o decreto que cria a Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico – ANDITUR. FP, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa, financeira e patrimonial. O porta-voz Salim Valá descreveu a nova entidade como um instrumento para transformar o sector turístico num motor de crescimento inclusivo e de geração de emprego, posicionando o país para atrair investimento estruturado nesta área.

O Executivo aprovou igualmente o Projecto de Resgate do Património e Turismo de Moçambique (PREPT-MOZ), que enquadra a valorização do património edificado, histórico, cultural e natural do país como activos económicos sustentáveis.

Em matéria fiscal e aduaneira, foram aprovadas alterações às Regras Gerais de Desembaraço Aduaneiro em conformidade com a Lei n.º 8/2025, de 29 de Dezembro e ao Regulamento do Código do Imposto sobre Consumos Específicos (ICE), alinhando os instrumentos regulatórios com as revisões legislativas aprovadas no final do exercício anterior.

Vodacom promove formação para Mulheres Jornalistas sobre cobertura digital

A Vodacom Moçambique, em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas, realizou uma formação dirigida a mulheres jornalistas, centrada em técnicas de cobertura jornalística em tecnologia e inovação digital. A iniciativa teve como objectivo reforçar competências e promover uma abordagem mais informada, ética e crítica no tratamento de temas ligados ao ambiente digital.

Na abertura da iniciativa, a Directora de Relações Governamentais e Engajamento Institucional da Vodacom Moçambique, Cláudia Manjate, destacou a relevância do encontro num contexto marcado por desafios crescentes, tanto para as mulheres como para o exercício do jornalismo. A responsável sublinhou que a combinação dessas realidades exige maior preparação e consciência do papel social da profissão, afirmando que “o jornalismo não se trata apenas de informar, trata-se de influenciar percepções, moldar comportamentos e contribuir para uma sociedade mais consciente, crítica e inclusiva”.

Num cenário em que o digital ganha cada vez mais espaço na produção e disseminação de conteúdos, foi igualmente enfatizada a importância de mecanismos que garantam maior segurança e equilíbrio no acesso à informação.

Neste contexto, a representante do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, Dalila Morais, destacou o papel da regulação na protecção dos cidadãos, referindo que “o papel do regulador é assegurar que o ambiente digital seja mais seguro e equilibrado, o que exige também um jornalismo responsável e alinhado com princípios éticos”.

A formação foi também enquadrada como uma oportunidade de fortalecimento do papel das mulheres no sector da comunicação, num momento em que se assinalam datas relevantes para a classe e para a valorização do contributo feminino na sociedade.

A Vereadora da Mulher, Assistência Social e Familiar do Município de Maputo, Anabela Inguame, reforçou esta perspectiva, ao considerar que “fortalecer as competências das mulheres jornalistas é também contribuir para uma sociedade mais informada, participativa e inclusiva”.

Ao longo da sessão, foram abordados temas como a segurança digital, ética na produção de conteúdos e o impacto da informação na sociedade. As participantes destacaram a pertinência dos conteúdos e a sua aplicabilidade no exercício da profissão.

Janet Mondlane, uma das formandas sublinhou o valor prático da iniciativa, afirmando que “esta formação permitiu-nos abordar temas tecnológicos com mais segurança e responsabilidade, sem perder de vista o impacto que a informação tem na vida das pessoas”.

A iniciativa enquadra-se no compromisso da Vodacom Moçambique de contribuir para o desenvolvimento do sector da comunicação e para a promoção de um ecossistema digital mais seguro, inclusivo e orientado para o conhecimento.

TRAC quer continuar a gerir EN4 além de 2028

Trans African Concession (TRAC), concessionária sul-africana da Estrada Nacional Nº 4, manifesta a intenção de continuar a gerir a rodovia, além de Fevereiro de 2028, data em que expira o actual contrato de concessão de 30 anos. A informação foi avançada, há dias, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da concessionária, Alex Van Niekerk, em exclusivo à “Carta”.

Após analisar o Relatório de Avaliação da Concessão da EN4, o Governo moçambicano publicou um anúncio de concurso de pré-qualificação em meados de Abril passado. A TRAC diz estar a analisar o documento, mas com a finalidade de concorrer para continuar a gerir a EN4.

“Estamos ainda a analisar o documento e, com base nos requisitos nele contidos, precisaremos de avaliar a nossa situação e verificar se será possível participarmos no processo à medida que este se desenrolar e no futuro. Mas vamos certamente considerar isso e analisar a situação com atenção”, disse o PCA da TRAC.

Caso a TRAC ganhe o concurso, Niekerk avançou que existem planos para melhorar ainda mais a EN4 com a construção de faixas adicionais entre a fronteira de Ressano Garcia e a Cidade de Maputo, pois, como é consabido “há estrangulamentos dentro de Maputo, como o acesso ao porto e não só. E há certamente formas de melhorar isso”.

Todavia, o gestor disse que tudo dependerá também das expectativas e dos requisitos da candidatura apresentada pelo Governo. “E embora tenhamos as nossas opiniões sobre isso e sobre o que pode ser feito, precisamos obviamente de discutir as expectativas do anúncio de concurso”, acrescentou Niekerk.

Em relação às obras em curso, de Ressano Garcia à Matola, o PCA da TRAC, que falava à margem da IX Conferência Bienal do Porto de Maputo, disse que deverão estar concluídas no segundo semestre de 2027. “Depois também vamos analisar, mas trata-se apenas do projecto de reabilitação do pavimento, onde iremos melhorar o revestimento, entre o Centro Comercial Novare e o cruzamento com a Shopprite”, avançou o PCA da TRAC.

Após apreciar o Relatório de Avaliação da Concessão da EN4 à TRAC, durante a quarta Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, disse que o Executivo “decidiu adoptar o relatório da Comissão Técnica que vai orientar os próximos passos a serem seguidos para o lançamento do concurso público para a selecção da futura concessão para a continuação do desenvolvimento da exploração da EN4 no contexto desse projecto”.

Impissa acrescentou que “do trabalho da Comissão conclui-se que o contrato de concessão da EN4 está a ser regularmente cumprido, com os objectivos alcançados ao longo do período de vigência”.

Refira-se que o objecto do contrato de concessão é a construção, financiamento, operação e manutenção da EN4 numa extensão de 600 km, desde o cruzamento de Solomon, em Gauteng, na África do Sul, até ao Porto de Maputo, dos quais a extensão em Moçambique tem 97 km, de Maputo a Ressano Garcia, num parceria público-privada.

Dados do Governo indicam que o investimento inicial realizado pela TRAC foi de 6.5 biliões de Rands, tendo 40% desse valor aplicado no território nacional. Quase no fim da gestão da EN4, a TRAC tem vindo nos últimos anos a investir em obras de melhoria da estrada entre Maputo e Ressano Garcia.

Projecto Mozambique LNG atinge 42% de execução

O projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, atingiu 42% de execução e conta actualmente com mais de 6.000 trabalhadores no terreno, numa fase de retoma que reforça o seu peso estratégico no portefólio global da petrolífera.

A informação foi avançada pelo director executivo da empresa, Patrick Pouyanné, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, ocasião em que confirmou que o início da produção de gás natural liquefeito (LNG) está previsto para 2029.

Retoma do projecto consolida estratégia de diversificação

A decisão de retomar as actividades de construção, em Janeiro deste ano, insere-se numa estratégia mais ampla de diversificação geográfica dos activos energéticos da empresa, num contexto internacional marcado por volatilidade e tensões geopolíticas.

Segundo Pouyanné, a aposta em Moçambique permite reduzir a exposição a regiões mais instáveis, reforçando a resiliência do portefólio da multinacional.

“Mais do que nunca, a decisão de reiniciar a construção do Mozambique LNG pode ser plenamente apreciada, porque representa uma forma de diversificação que será benéfica para o nosso portefólio até 2029”, afirmou o responsável.

O responsável destacou ainda o potencial transformador do projecto para a economia nacional e para o posicionamento de Moçambique no mercado internacional de energia.

“Há quem diga que Moçambique será o Qatar de África, e estamos orgulhosos de desenvolver estes projectos no país”, referiu, numa alusão ao potencial do país para se afirmar como um dos principais produtores globais de gás natural.

Contexto global reforça importância do LNG

A retoma do projecto surge num momento em que o sistema energético global enfrenta perturbações significativas, em particular devido ao conflito no Médio Oriente, que afectou cerca de 15% da produção de petróleo e gás da empresa.

A disrupção no Estreito de Ormuz, por onde circula uma parte significativa das exportações globais de energia, veio evidenciar a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento e a necessidade de diversificação das fontes e rotas de fornecimento.

Neste cenário, activos como o Mozambique LNG assumem um papel estratégico na garantia de maior estabilidade e segurança energética.

Durante a mesma intervenção, Pouyanné sublinhou que o actual contexto reforça a importância dos contratos de longo prazo no mercado de LNG, sobretudo na Ásia, onde a procura continua elevada.

Apesar do crescimento das energias renováveis, o gás natural continua a ser visto como uma solução de transição, assegurando flexibilidade e fiabilidade no sistema energético global.

Investimento de grande escala com impacto nacional

Avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, o Mozambique LNG posiciona-se como um dos maiores projectos energéticos em África, com potencial para gerar impactos significativos na economia moçambicana.

Entre os principais benefícios esperados destacam-se o aumento das receitas fiscais, o reforço das exportações, a criação de emprego e o desenvolvimento de cadeias de valor locais.

A evolução do projecto é considerada determinante para o posicionamento de Moçambique como hub energético regional, num contexto internacional em que se intensifica a procura por fontes diversificadas de gás natural.

Num cenário global marcado por incerteza e reconfiguração dos fluxos energéticos, o país emerge como um actor com potencial crescente no mercado internacional de LNG, consolidando a sua relevância estratégica no panorama energético mundial.

Moçambique, África do Sul e Suazilândia renovam o compromisso regional de combate a malária

A Subvenção Regional MOSASWA reforça a acção transfronteiriça e a parceria para acelerar a eliminação da malária na África Austral

Moçambique, África do Sul e o Reino da Suazilândia reafirmaram o seu compromisso comum com a eliminação da malária através do lançamento da nova subvenção MOSASWA, uma iniciativa transfronteiriça coordenada concebida para reduzir a transmissão da malária e proteger os ganhos conseguidos à custa de muito esforço em toda a África Austral.

A iniciativa MOSASWA, que abrange Moçambique, África do Sul e Suazilândia, reconhece que a malária não pára nas fronteiras. A transmissão desloca-se com as pessoas, os parasitas e, cada vez mais, com os fenómenos meteorológicos extremos, tornando a coordenação regional indispensável para atingir a eliminação.

A nova fase do MOSASWA é apoiada por um investimento catalítico de 24 milhões de dólares, reunindo 8 milhões de dólares do Fundo Global, 12 milhões de dólares da Fundação Gates e 5,5 milhões de dólares de apoio da Goodbye Malaria, sob um mecanismo único e unificado. Este alinhamento visa reforçar o impacto, melhorar a coordenação e manter o impulso rumo à eliminação da malária na região.

O lançamento decorreu em Maputo, Moçambique, e foi liderado pelo Ministro da Saúde de Moçambique, Dr. Ussene Hilário Isse. O evento contou com a presença de representantes dos Ministérios da Saúde de Moçambique, África do Sul e Suazilândia, bem como de líderes regionais de saúde, parceiros técnicos, sociedade civil, doadores, parceiros de implementação e representantes do sector privado.

Este renovado compromisso aprofunda a colaboração transfronteiriça no corredor MOSASWA, uma das áreas mais estrategicamente importantes para a eliminação da malária na África Austral. A acção coordenada entre países vizinhos é determinante para combater a transmissão transfronteiriça da malária, reforçar a vigilância e chegar às populações móveis e mais isoladas.

De acordo com Sherwin Charles, Director Executivo da Goodbye Malaria, “a iniciativa MOSASWA demonstra que eliminar a malária exige mais do que acção nacional; exige uma coordenação eficaz entre países, o alinhamento dos investimentos e a utilização estratégica dos dados.”

Charles sublinhou que, quando o controlo da malária é coordenado em ambos os lados de uma fronteira, o impacto deixa de ser incremental para se tornar exponencial. O modelo MOSASWA demonstra que é possível traduzir financiamento, parceria e foco operacional em resultados concretos e sustentáveis, mesmo perante desafios como a mobilidade populacional, a escassez de recursos e os fenómenos climáticos extremos.

Por sua vez, o Ministro da Saúde, Dr. Ussene Hilário Isse, salientou os progressos alcançados e os objectivos futuros: “As evidências são claras: em Moçambique, registamos reduções significativas nos casos de malária, com destaque para 65,5% na Província de Maputo, 94,3% em Gaza e 58,1% em Inhambane. Estes resultados reflectem o impacto de uma resposta coordenada numa região onde a malária não conhece fronteiras. Com o reforço da iniciativa MOSASWA, visamos acelerar a redução da incidência em 40% até 2028 e atingir a eliminação ao nível distrital em áreas-chave, consolidando um caminho sustentável para uma região livre de malária.”

A parceria MOSASWA já produziu resultados sólidos, incluindo reduções significativas nos casos de malária no sul de Moçambique e uma redução de quase 50% nos casos importados para a África do Sul e a Swazilândia. A nova subvenção contribuirá para manter este progresso através de intervenções transfronteiriças dirigidas, de uma vigilância reforçada e de uma maior cobertura das populações vulneráveis, móveis e remotas.

Neste contexto, Luís Fortunato, Director Regional da Goodbye Malaria, sublinhou o papel determinante da cooperação regional: “A malária não reconhece fronteiras, e é precisamente por isso que a nossa resposta não pode ser isolada. A cooperação entre Moçambique, Suazilândia e África do Sul é essencial para travar a transmissão e impedir a importação de casos entre países. Moçambique continua a registar a mais elevada incidência da doença na região, o que torna este esforço conjunto ainda mais crítico para garantir que os progressos alcançados se mantenham no médio e longo prazo.”

Para Peter Sands, Director Executivo do Fundo Global, a colaboração regional continua a ser essencial: “A acção coordenada, como a que o MOSASWA representa, pode salvar vidas e reforçar os esforços de eliminação. O que está a ser desenvolvido na África Austral oferece lições valiosaspara o resto do mundo.”

O lançamento ocorre num momento de crescente risco de malária associado às alterações climáticas. Na sequência das graves inundações que atingiram Moçambique no início de 2026, o Fundo Global aprovou 2,1 milhões de dólares em financiamento de emergência para apoiar a pulverização residual intradomiciliária e a aplicação de larvicidas nas províncias de Maputo e Gaza, onde o risco de transmissão de malária aumentou acentuadamente. Disponibilizado através da plataforma MOSASWA, este apoio permite uma resposta rápida e coordenada dirigida às áreas de maior risco e às populações deslocadas.

O sector privado continua a desempenhar um papel relevante neste esforço, contribuindo com recursos, inovação, advocacia e dinâmica operacional para a resposta à malária. A contribuição da Goodbye Malaria para o MOSASWA ilustra o poder da liderança do sector privado africano no apoio às prioridades regionais de saúde e na aproximação dos países à eliminação. Este compromisso é reforçado por uma rede de parceiros do sector privado, incluindo a Vodacom Moçambique e a Nando’s, cujo apoio continuado demonstra o que se torna possível quando os negócios, a criatividade e o propósito se mobilizam ao serviço da saúde pública.

Conferência Mundial sobre Malária

A par do lançamento do MOSASWA, Maputo acolheu a Conferência Mundial sobre Malária, um encontro de alto nível que reuniu líderes governamentais, especialistas em saúde global, agências técnicas e representantes da filantropiaropia, da implementação, da advocacia e do sector privado.

A conferência examinou o que é necessário para avançar na eliminação da malária num contexto de recursos limitados, choques climáticos, financiamento em mudança e transformação acelerada. Os debates centraram-se em como tornar a resposta à malária mais eficaz, reforçar a liderança dos países, integrar a inovação, potenciar um financiamento mais inteligente e eficiente, e construir as parcerias necessárias para atingir a eliminação.

Em conjunto, o lançamento do MOSASWA e a Conferência Mundial sobre Malária foram concebidos para ir além da celebração dos progressos. Demonstraram como a eliminação da malária liderada por África, apoiada por uma sólida colaboração regional e por parcerias sustentadas, pode produzir resultados com relevância muito para lá da África Austral.

Parceria entre Profile e Women in Tech promove inclusão digital

A Profile Mozambique e a Women in Tech® Global (WITG) anunciaram a formalização de uma parceria estratégica de cooperação mútua, consubstanciada num Memorando de Entendimento.

O acordo estabelece uma colaboração no domínio da comunicação, da visibilidade mediática e da realização de workshops, com foco no fortalecimento do ecossistema tecnológico moçambicano e na promoção da participação feminina nos sectores de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática, os campos que a sigla STEAM designa.  

Uma parceria que responde a uma necessidade real

A representação feminina nos sectores tecnológicos continua a ser um dos principais défices estruturais da economia digital moçambicana. Segundo dados globais da Women in Tech® Global, as mulheres representam menos de 30% da força de trabalho no sector das tecnologias de informação em África.

Em Moçambique, a proporção é ainda mais baixa, concentrada sobretudo em funções de suporte, com escassa presença em posições de liderança técnica ou estratégica.

A parceria entre a Profile e a WIT Mozambique responde a este cenário de forma directa. A soma das duas plataformas cria um canal de visibilidade e capacitação que não existia nesta configuração no mercado moçambicano.

A parceria está alinhada com a meta global da Women in Tech® de impactar um milhão de mulheres e raparigas em STEAM até 2030 e posiciona Moçambique como um dos territórios activos nessa trajectória.

Sobre a PROFILE

A Profile Mozambique é uma plataforma editorial e de inteligência de mercado dedicada ao ecossistema empresarial de Moçambique. Produz conteúdos analíticos nas áreas de negócios, investimento, energia, tecnologia e inovação, e serve como ponto de ligação entre empreendedores, investidores e empresas que operam no país.

Sobre a Women in Tech® Global

A Women in Tech® Global, sediada em Paris, França, actua em mais de 60 países com a missão de fechar o fosso de género nos sectores tecnológicos. A sua abordagem assenta em quatro pilares: educação, negócios, inclusão social e advocacia.

Em Moçambique, opera através do capítulo nacional WIT Mozambique, integrando uma rede global que impacta anualmente milhões de mulheres e raparigas com acesso a formação, mentoria e oportunidades no mercado digital.

Yango Group anuncia bolseiros de 2026 do Yango Fellowship em seis países africanos

O Yango Group anunciou os bolseiros de 2026 do seu programa Yango Fellowship, seleccionando 24 participantes entre mais de 600 candidatos provenientes de seis países africanos. Ao longo de 12 semanas, os bolseiros irão desenvolver projectos baseados em ciência e tecnologia, utilizando competências técnicas, e apresentá-los num Demo Day final em Abidjan, na Costa de Marfim. Os participantes selecionados são provenientes da Costa de Marfim, Zâmbia, Etiópia, Senegal, Moçambique e Gana, expandindo o alcance do programa de dois países no ano passado para seis em 2026.

O programa deste ano foca-se na aplicação prática da inteligência artificial. Os participantes irão desenvolver soluções como ferramentas para a literacia em saúde, sistemas de monitorização de energia, modelos de optimização de tráfego e aprendizagem personalizada em línguas locais. O fellowship está estruturado em três etapas: definição do problema e análise de mercado, desenvolvimento do produto e apresentação final.

O programa culmina com um Demo Day, onde as equipas apresentam os seus projectos a especialistas da indústria e parceiros, podendo receber financiamento inicial para apoiar o desenvolvimento de MVPs. “O Yango Fellowship faz parte do nosso investimento de longo prazo nos ecossistemas tecnológicos locais”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group. “Ao apoiar talentos em fase inicial e promover a colaboração entre mercados, pretendemos contribuir para o desenvolvimento de soluções escaláveis que respondam a necessidades reais nos mercados africanos, ao mesmo tempo que ajudamos os fundadores a criar e expandir produtos capazes de operar para além de um único país.”

De acordo com o Banco Mundial, África enfrenta um défice de mais de 2,5 milhões de profissionais nas áreas STEM. O programa visa proporcionar experiência prática e reforçar os caminhos para carreiras tecnológicas através de mentoria e aprendizagem baseada em projetos. Nos programas anteriores, os participantes desenvolveram soluções nas áreas da saúde, educação e engenharia.

Alguns graduados garantiram estágios em organizações parceiras, enquanto outros receberam financiamento para iniciativas comunitárias. Ex-bolseiros lançaram startups, produtos digitais e projectos não governamentais, dando continuidade ao seu trabalho para além da fellowship.

Radjha Ally e KA-TEMBE CONNEXION representam Moçambique no MTN Bushfire Festival 2026

Todos os anos, a cultura e o talento moçambicanos destacam-se no aclamado festival internacional de música e artes, MTN Bushfire. Em 2026, Moçambique estará representado por Radjha Ally e pelo conjunto Moçambique–Eswatini, Ka-Tembe Connexion, reforçando a identidade pan-africana do evento.

O festival terá lugar de 29 a 31 de Maio de 2026, no emblemático House On Fire, situado no pitoresco Vale de Malkerns, em Eswatini. Mantendo o espírito duradouro de “Bring Your Fire” (Traga o Seu Fogo), a edição de 2026 reafirma o compromisso do MTN Bushfire em realizar um dos principais festivais sustentáveis de África.

A primeira vaga de artistas anunciada reflecte a identidade eclética e consciente do festival, expressa através de uma programação pan-africana e global. Em linha com o seu perfil multicultural, o evento reúne artistas de 20 países africanos e de outras regiões do mundo, reforçando o seu alcance internacional e diversidade cultural.

Bilhetes disponíveis online (limitados)

O MTN Bushfire caminha para esgotar pela 14.ª edição consecutiva. Os bilhetes para a Golden Lounge já se encontram completamente esgotados. No entanto, os fãs moçambicanos ainda podem participar nesta celebração única de unidade na diversidade, inclusão social e tolerância.

Um número limitado de bilhetes para a Main Arena e para crianças continua disponível em www.bush-fire.com. As compras podem ser efectuadas por cartão de crédito ou transferência electrónica (EFT).

Viagem e experiência do festival: Moçambique – All Out Africa

A All Out Africa organiza pacotes anuais de viagem de ida e volta a partir de Maputo e Tofo. Os pacotes incluem duas noites de acampamento na Tent Village e pequeno-almoço para duas pessoas.

Mais informações estão disponíveis na secção “Plan” do site oficial.

Parceiro de viagem em Moçambique: MCI

No âmbito dos seus esforços de colaboração transfronteiriça, o MTN Bushfire mantém a parceria com a MCI em Moçambique, seu parceiro oficial de viagens e logística desde 2024. A MCI assegura o transporte dos participantes (“Fire Starters”) a partir de Maputo, podendo também organizar viagens de grupo mediante solicitação.

Contacto: traveldivision@mci.co.mz

Tema do Festival: “Juncture of Hum”

O tema de 2026, “Juncture of Hum”, ilustra a energia que emerge quando vozes individuais se unem num ponto de transformação, onde ritmo, cultura e propósito se cruzam.

Nesta edição, artistas, público, activistas e comunidades reúnem-se nesse ponto para criar significado colectivo e inspirar novas possibilidades através da música, movimento, diálogo e acção. O conceito reforça a ideia de que o impacto do festival vai além do evento, contribuindo para um futuro mais inclusivo, criativo e sustentável.

Programação Pan-Africana: destaque para Moçambique

A programação multidisciplinar do festival inclui música, teatro, dança, poesia, cinema e diversas formas de expressão artística.

Natural de Nampula, no norte de Moçambique, Radjha Ally é um artista versátil cujo som combina ritmos tradicionais moçambicanos com influências africanas contemporâneas.

A sua presença no cartaz de 2026 celebra o talento nacional e reforça o papel do MTN Bushfire como plataforma de intercâmbio cultural pan-africano.

A sua participação conta com o apoio do Southern African Music Festivals Circuit (IGODA), fortalecendo a mobilidade artística na região.

Ka-Tembe Connexion: colaboração transfronteiriça

O festival contará igualmente com uma actuação especial do colectivo Ka-Tembe Connexion, que reúne artistas de Moçambique e Eswatini num espaço de criação colaborativa e intercâmbio cultural.

O grupo integra artistas como Beauty Sitoe, Fernando Maholele, Silke e Gerson Mbalango (Moçambique), bem como Sihlangu Sibiya, Kalulu e Sarnilo (Eswatini), simbolizando a mobilidade artística e a cooperação regional.

Alojamento no MTN Bushfire

O festival oferece diversas opções de alojamento, incluindo campismo no local, unidades de hospedagem próximas (B&B) e hotéis de categoria superior. As reservas costumam esgotar meses antes do evento.

Aplicação oficial e conectividade

O MTN Bushfire lança a aplicação oficial do festival 2026, concebida para melhorar a experiência dos participantes. A app permite planear agendas, conectar-se com outros participantes e aceder a informações essenciais.

Disponível no Google Play e App Store (Howler Festival App), a aplicação permite ainda integração com Facebook para facilitar interacções.

A conectividade no evento será assegurada pela MTN Eswatini, garantindo acesso contínuo à internet e serviços digitais durante o festival.

Patrícia Aquarelli: “O maior valor reputacional de uma marca são as pessoas”

A sexta edição do Superbrands Moçambique surge num momento de crescente maturidade e afirmação do ecossistema de marcas no país. À frente desta iniciativa está Patrícia Aquarelli, CEO da Superbrands Moçambique, uma profissional de marketing com uma visão clara sobre o que distingue uma marca comum de uma marca de excelência.

Nesta entrevista, Patrícia aborda o rigor do processo de selecção, as tendências do branding no mercado moçambicano e o tema central da 4.ª Conferência Marketeers em Acção, agendada para o dia 12 de Maio de 2026, no Polana Serena Hotel, em Maputo.

O processo de selecção da Superbrands distingue-se de outras iniciativas do mercado. Como funciona a metodologia?

O processo assenta num princípio fundamental: escolher as pessoas certas para avaliar. Seleccionamos profissionais qualificados e decisores do mercado, a quem chamamos conselheiros. São especialistas locais que avaliam as marcas com base em cinco dimensões: domínio de mercado, longevidade, goodwill, lealdade e aceitação.

Cada conselheiro atribui uma pontuação de zero a dez em cada uma destas dimensões, garantindo um processo profundo, rigoroso e altamente criterioso.

A grande diferença em relação a outras iniciativas está precisamente neste modelo. A Superbrands não mede apenas a percepção do consumidor, escolhe quem tem capacidade técnica e experiência para avaliar. Embora no passado tenhamos trabalhado em paralelo com estudos de consumidor, actualmente seguimos exclusivamente a metodologia internacional, que privilegia o olhar dos especialistas.

Nesta sexta edição, quantas marcas integram o painel?

Nesta edição, doze marcas integram o painel final. Estas marcas resultam de um universo de avaliação que abrange cerca de mil e quinhentas marcas activas no mercado moçambicano.

O convite e a aceitação já são, por si só, um sinal claro de prestígio. A lista completa será revelada no momento oficial, durante o evento, mas posso adiantar que contamos com marcas de grande relevância e que aceitaram este desafio com elevado entusiasmo.

Uma das novidades desta edição foi a criação dos Chats Superbrands. Em que consistem?

Foi, sem dúvida, uma das iniciativas mais marcantes desta edição. Criamos os Chats Superbrands com o objectivo de entrevistar os CEOs das marcas seleccionadas.

Estar frente a frente com líderes de organizações como o BCI, a Fidelidade Ímpar, o UBA ou o BNI é uma experiência enriquecedora para toda a equipa. Não estamos a falar com departamentos, estamos a falar directamente com quem define a visão e a estratégia de empresas com milhares de colaboradores. Isso eleva significativamente a qualidade do conteúdo e da reflexão.

A 4.ª Conferência Marketeers em Acção tem um tema central muito desafiante. Qual é e o que o motivou?

O tema é: “Pessoas: o activo reputacional que sustenta as marcas”.

Esta é uma ideia que atravessa toda a conferência. Podemos investir em notoriedade, desenvolver identidades visuais fortes e executar campanhas impactantes. Mas, no final, quem materializa a marca são as pessoas.

São os colaboradores que representam a marca no contacto com o cliente, que garantem a consistência da experiência e que, na prática, funcionam como o verdadeiro cartão de visita da organização.

A conferência contará com um keynote speaker internacional, Matheus Vecchio, especialista em vendas, comunicação e retalho, reconhecido pela Forbes Latam e orador TEDx. Teremos ainda como convidada de honra a Doutora Vitória Diogo, antiga Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social e da Função Pública.

O evento realiza-se no dia 12 de Maio de 2026, entre as 08h00 e as 13h00, no Polana Serena Hotel, em Maputo.

Que caminho recomenda às marcas que ambicionam ser reconhecidas como Superbrands?

O primeiro passo é sempre interno. As marcas devem começar por investir nas suas pessoas, porque é aí que a reputação se constrói diariamente.

Depois, é fundamental saber comunicar de forma clara, tanto internamente como para o exterior. A marca precisa de definir como quer ser percebida: sólida, inovadora, sustentável, próxima.

Com essa base, deve fazer uma avaliação honesta do seu posicionamento actual, definir um propósito claro e traçar um plano de acção consistente.

Só quando existe solidez interna é que faz sentido investir na projecção externa. A sequência é clara.