Friday, April 3, 2026
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Criado Consórcio para expandir microfinanças digitalizadas com foco na mulher empreendedora

A Associação Moçambicana dos Operadores de Microfinanças (AMOMIF), a New Faces New Voices, a Gapi e a Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) rubricaram, semana finda, um memorando de entendimento que visa a criação de um consórcio para expandir serviços financeiros prioritariamente a mulheres empreendedoras através de processos digitais.

De acordo com os signatários, este consórcio implementará um programa cujo objectivo Geral é promover o acesso a serviços financeiros digitais focados em Micro e Pequenas empresas e que priorizem a formalização de negócios detidos ou liderados por mulheres.

O programa prevê a realização de (i) actividades de mobilização de recursos para a implementação do programa e em apoio ao financiamento de projectos concretos; (ii) advocacia a favor da digitalização de serviços financeiros para negócios, com prioridade para a mulher emprendedora; e (iii) participação em iniciativas que promovam a formalização dos negócios, particularmente em mercados peri-urbanos.

“A AMOMIF considera útil e oportuna uma reflexão sobre o futuro das microfinanças num contexto de transformação digital, pois isso é parte da estratégia e do plano de trabalho, devendo-se porém, priorizar a concepção e realização de actividades concretas com impacto directo nos negócios das instituições micro financeiras”, lê-se no documento.

A New Faces New Voices, fundamenta a sua adesão à necessidade e oportunidade de “explorar de que forma as microfinanças podem embarcar nesta transformação e contribuir para a inclusão financeira da mulher através dos serviços financeiros digitais”. Estes factos, constituem parte da agenda desta instituição pan-africana de advocacia e pesquisa que defende o empoderamento da mulher através da oferta de um melhor acesso ao capital, desenvolvimento de habilidades e a promoção da mulher em posições de liderança no sector financeiro.

No documento lê-se  ainda que a “A Gapi, na sua função de instituição financeira de desenvolvimento, com uma implantação nacional e com responsabilidades na mobilização e aplicação de recursos em iniciativas que impactem na inclusão social e económica, realiza a sua missão e projectos preferencialmente através de parcerias com outras instituições cujas missões e experiências contribuam para a edificação de uma rede promotora de finanças para o desenvolvimento sustentável”.

Outro signatário do consórcio é a Câmara de Comércio de Moçambique, que tem um programa designado “promover a inovação, o empreendedorismo e investimentos geradores de emprego, através da assistência às associações de operadores do sector informal visando a formalização destes negócios principalmente nos mercados periurbanos e com particular enfoque na digitalização e promoção da mulher empreendedora”.

Estas quatro instituições e as parcerias entre elas existentes têm como denominador comum o compromisso mútuo de realizar intervenções complementares focadas na promoção da inclusão financeira e no empoderamento da mulher empreendedora através de melhor acesso a serviços financeiros suportados por canais e ferramentas digitais.

O acto de constituição do consorcio foi feito numa sessão publica que contou com a participação de diversas instituições e dignitários nacionais e estrangeiros, dentre as quais a da administradora do Banco de Moçambique, Benedita Guimino e do vereador do Plano e Finanças do Município de Maputo, Armindo Matos.

Germano Nhabinde: “O risco cambial é um desafio inevitável para países como Moçambique”

Em entrevista exclusiva ao Profile, Germano Nhabinde, Director de Tesouraria e Gestão de Capital do Standard Bank, reflecte sobre o CFO (Finance Executive Summit), um evento global que promove a troca de conhecimentos entre profissionais de finanças, destacando a importância da ética e governança na liderança financeira.

Nhabinde, vai ainda mais longe, ao discutir os desafios específicos enfrentados pelos CFOs em Moçambique e explora o papel crescente do CFO na integração de práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) no sector financeiro, sublinhando a importância da conformidade com as normas internacionais e o desenvolvimento contínuo para alcançar a excelência na gestão de negócios.

Profile Mozambique: Quem é Germano Nhabinde?

Germano Nhabinde: Sou um profissional especializado em contabilidade e finanças, com uma trajetcória que se iniciou na British American Tobacco, uma multinacional onde adquiri uma vasta experiência em diversos domínios de contabilidade e finanças.

Durante seis anos, desenvolvi competências em relatórios financeiros, controle, contabilidade de gestão e contabilidade financeira. Posteriormente, fui convidado a integrar o Standard Bank Moçambique, onde actuei em três funções: controlo financeiro, Gestão de Activos e Passivos, e, actualmente, como Director de Tesouraria e Gestão de Capital. Acredito no desenvolvimento contínuo como factor essencial para alcançar excelência em gestão de negócios.

PM: Qual é o principal objectivo do CFO ou Finance Executive Summit?

GN: O CFO, também conhecido como Finance Executive Summit, é uma comunidade global de profissionais de finanças, especialmente CFOs, que se reúnem para trocar ideias e compartilhar experiências.

Esse conceito existe em diversas partes do mundo. Embora eu não soubesse que estava sendo lançado aqui, o modelo já é replicado em vários países, como na África do Sul. A Huruda D’Castro, que lidera esse processo, mantém contacto com outras comunidades internacionais. A proposta central é criar uma plataforma de aprendizado mútuo e troca de conhecimentos.

PM: Qual foi a sua contribuição temática para o CFO Fórum?

GN: Neste Finance Executive Summit, abordei o tema da ética e governança na liderança financeira, um tópico crucial para gestores financeiros, que são frequentemente vistos como os guardiões do valor dos accionistas.

Para criar valor de maneira sustentável, é essencial operar dentro de padrões éticos e seguir as melhores práticas de governança. Isso inclui o cumprimento rigoroso de leis, políticas e procedimentos, além de adoptar standards internacionais A vários níveis.

As certificações internacionais em contabilidade e finanças são especialmente um requisito relevante para os profissionais que operam em ambiente multinacional, cuja transparência e comparabilidade são fundamentais para o mercado global.

PM: Quais desafios e oportunidades os CFOs encontram no contexto moçambicano, considerando a conjuntura actual? 

GN: Acredito que um dos principais desafios é a questão da formação. Durante o workshop, discutiu-se amplamente sobre a importância da certificação internacional. Para ser reconhecido como um profissional de contabilidade ou finanças, é fundamental ter uma sólida formação.

Em ambientes multinacionais, especialmente em cargos de liderança, é comum que se exija essa qualificação. As empresas buscam profissionais que atendam aos padrões internacionais de competência, garantindo que possam confiar no indivíduo para proteger seus activos.

PM: Muito tem sido discutido sobre os impactos potenciais das variações cambiais. Como a volatilidade cambial afecta as empresas moçambicanas, especialmente aquelas dependentes de importações?

GN: Recentemente, tem havido um aumento nas discussões sobre os riscos associados à volatilidade cambial em Moçambique. Nos últimos dois a três anos, observamos uma certa estabilidade da taxa de câmbios. No entanto, o risco cambial continua a ser uma preocupação para um país importador como o nosso.

Quando há flutuações significativas, isso impacta directamente os negócios e as empresas, especialmente aquelas com custos indexados a moedas estrangeiras. Exemplos como o Malawi e a Nigéria, onde as moedas desvalorizaram mais de 50%, ilustram como tal instabilidade pode afectar drasticamente o valor das empresas importadoras. Em Moçambique, essa exposição ao risco cambial é quase que inevitável nas condições actuais, de um país sobretudo importador.

PM: De que maneira o CFO desempenha um papel crucial na integração das práticas de ESG no sector financeiro?

GN: Ao longo das discussões, ficou claro que o papel do CFO está cada vez mais interligado ao compliance e às práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança). O ESG é actualmente um tema central, especialmente no sector financeiro.

Reguladores em todo o mundo exigem que os bancos adoptem padrões de ESG, o que inclui financiar projectos sustentáveis e reduzir o apoio a actividades que impactam negativamente o meio ambiente. Embora o cumprimento dessas exigências traga custos, também pode agregar valor às empresas, posicionando os CFOs como líderes na promoção de negócios mais responsáveis e sustentáveis.

Germano Nhabinde: “Exchange rate risk is an unavoidable challenge for countries like Mozambique”

In an exclusive interview with Profile, Germano Nhabinde, Head of Treasury Capital Management at Standard Bank, shares his vision of the CFO (Finance Executive Summit), a global event that promotes the exchange of knowledge between finance professionals, highlighting the importance of ethics and governance in financial leadership.

Nhabinde, discusses the specific challenges faced by CFOs in Mozambique and explores the growing role of the CFO in integrating ESG (Environmental, Social and Governance) practices in the financial sector, stressing the importance of compliance with international standards and continuous development to achieve excellence in business management.

Profile Mozambique: Who is Germano Nhabinde?

Germano Nhabinde: I am a professional specialized in accounting and finance, with a career that began at British American Tobacco, a multinational company where I acquired extensive experience in various areas of accounting and finance.

For six years, I developed skills in financial reporting, controlling, management accounting and financial accounting. Later, I was invited to join Standard Bank Mozambique, where I worked in three roles: financial control, Asset and Liability Management, and currently as Director of Treasury and Capital Management. I believe in continuous development as an essential factor in achieving excellence in business management.

PM: What is the main objective of the CFO or Finance Executives Summit?

GN: The CFO, also known as the Finance Executives Summit, is a global community of finance professionals, especially CFOs, who come together to exchange ideas and share experiences.

This concept exists in many parts of the world. Although I didn’t know it was being launched here, the model is already replicated in several countries, such as South Africa. Huruda D’Castro, who is leading this process, maintains contact with other international communities. The central proposal is to create a platform for mutual learning and knowledge exchange.

PM: What was your thematic contribution to the CFO Forum?

GN: At this Finance Executives Summit, I addressed the topic of ethics and governance in financial leadership, a crucial topic for financial managers, who are often seen as the guardians of shareholder value.

To create value in a sustainable way, it is essential to operate within ethical standards and follow best governance practices. This includes strict compliance with laws, policies and procedures, as well as adopting international standards at various levels.

International certifications in accounting and finance are especially a relevant requirement for professionals operating in a multinational environment, whose transparency and comparability are fundamental to the global market.

PM: What challenges and opportunities do CFOs encounter in the Mozambican context, looking at the current situation?

GN: I believe that one of the main challenges is the issue of training. During the workshop, the importance of international certification was widely discussed. To be recognized as an accounting or finance professional, it is essential to have solid training.

In multinational environments, especially in leadership positions, it is common for this qualification to be required. Companies are looking for professionals who meet international standards of competence, ensuring that they can trust the individual to protect their assets.

PM: There has been loud talk about the impacts that can arise from exchange rate variations. How does exchange rate volatility impact Mozambican companies, especially those dependent on imports?

GN: Recently, there has been an increase in discussions about the risks associated with exchange rate volatility in Mozambique. In the last two to three years, we have seen a certain stability in the exchange rate. However, exchange rate risk remains a concern for an importing country like ours.

When there are significant fluctuations, this directly impacts businesses and companies, especially those with costs indexed to foreign currencies. Examples such as Malawi and Nigeria, where currencies have devalued by more than 50%, illustrate how such instability can drastically affect the value of importing companies. In Mozambique, this exposure to exchange rate risk is almost unavoidable in the current conditions of a mainly importing country.

PM: How does the CFO play a crucial role in integrating ESG practices into the financial sector?

GN: Throughout the discussions, it became clear that the role of the CFO is increasingly intertwined with compliance and ESG (Environmental, Social and Governance) practices. ESG is currently a central theme, especially in the financial sector.

Regulators around the world require banks to adopt ESG standards, which includes financing sustainable projects and reducing support for activities that negatively impact the environment. While complying with these requirements comes at a cost, it can also add value to companies, positioning CFOs as leaders in promoting more responsible and sustainable business.

Eni e ENH avançam com pesquisa de petróleo em Angoche até 2032

Eni Moçambique e ENH

O Governo de Moçambique decidiu prolongar por mais oito anos o contrato de concessão para a pesquisa de petróleo na Área Offshore Angoche A6-C. Este projecto é conduzido pela petrolífera italiana Eni, que actua como operadora, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Segundo um documento divulgado pelo Conselho de Ministros e obtido pela agência Lusa, caso a pesquisa resulte em uma descoberta comercial, a concessão poderá ser estendida por mais 30 anos para a fase de desenvolvimento e produção.

“A área destinada para a pesquisa e produção de petróleo abrange 5,6 mil metros quadrados, localizados ao largo das províncias de Nampula e Zambézia”, destacou o Executivo.

A Eni submeteu uma proposta em 2022 para explorar esta área específica no sexto concurso de concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos. A empresa italiana possui 60% de participação no projecto, enquanto a ENH detém os 40% restantes.

Moçambique já possui três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração das reservas de gás natural na bacia do Rovuma, uma das maiores do mundo, todas situadas na costa da província de Cabo Delgado. Dois desses projectos, liderados pela TotalEnergies e pelo consórcio ExxonMobil/Eni, estão focados em canalizar o gás para instalações em terra, onde será processado e exportado em estado líquido.

A terceira iniciativa, também conduzida pelo consórcio da Área 4, envolve uma plataforma flutuante de processamento de gás no mar e já está em operação desde Novembro de 2022.

FACIM 2024: Nyusi destaca investimentos de 10 mil milhões de dólares desde 2019

FACIM 2024: Nyusi destaca investimentos de 10 mil milhões de dólares desde 2019

Na abertura da 59ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2024), o Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou que Moçambique registou um fluxo de investimentos significativo nos últimos cinco anos, totalizando mais de 10 mil milhões de dólares.

Durante o seu discurso, Nyusi especificou que esses investimentos foram distribuídos por sectores cruciais da economia nacional, com 40% destinados à área da energia, 18% ao turismo, 15% à indústria, 14% aos serviços, 5% à construção, e o remanescente a outras atividades económicas. Ele sublinhou que tais investimentos tiveram um papel crucial no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que atingiu 3,2% no primeiro trimestre de 2024, em conjunto com as políticas governamentais e do banco central.

O Presidente também ressaltou a diversificação da balança comercial nacional, destacando que as exportações moçambicanas incluem principalmente produtos de extracção primária e energéticos, como energia eléctrica, carvão mineral, gás natural, alumínio e produtos agrícolas. Ele mencionou que Moçambique tem expandido seus mercados de exportação para países como Índia, África do Sul, China, Reino Unido, e outros.

“Estas situações estão aliadas à baixa inflação com tendências sólidas de crescimento económico, ao fluxo de investimentos, exportações e estabilidade cambial”, afirmou Nyusi.

Nyusi apelou para o aumento da qualidade e quantidade dos produtos exportados para tornar Moçambique mais competitivo, especialmente com os grandes projectos em andamento na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado.

A FACIM 2024 está a decorrer no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, em Marracuene, Maputo, com o tema “Industrialização: Inovação e Diversificação da Economia Nacional”. O evento, que decorre de 26 de Agosto a 1 de Setembro, atraiu 2300 expositores nacionais e 650 estrangeiros de 25 países, destacando as potencialidades de Moçambique em produção, exportação e oportunidades de investimento.

A feira continua a ser uma plataforma fundamental para o intercâmbio e cooperação, com actividades que incluem exposições, seminários, e bolsas de contacto, consolidando a imagem de Moçambique como um destino de investimentos promissor.

FACIM 2024: Nyusi highlights investments of 10 billion dollars since 2019

FACIM 2024: Nyusi destaca investimentos de 10 mil milhões de dólares desde 2019

At the opening of the 59th edition of the Maputo International Fair (FACIM 2024), the President of the Republic, Filipe Nyusi, pointed out that Mozambique has seen a significant influx of investment over the last five years, totaling more than 10 billion dollars.

During his speech, Nyusi specified that these investments were distributed across crucial sectors of the national economy, with 40% going to energy, 18% to tourism, 15% to industry, 14% to services, 5% to construction, and the remainder to other economic activities. He stressed that such investments played a crucial role in the growth of the Gross Domestic Product (GDP), which reached 3.2% in the first quarter of 2024, in conjunction with government and central bank policies.

The President also highlighted the diversification of the national trade balance, pointing out that Mozambican exports mainly include primary extraction and energy products, such as electricity, coal, natural gas, aluminum and agricultural products. He mentioned that Mozambique has been expanding its export markets to countries such as India, South Africa, China, the United Kingdom, and others.

“These situations are coupled with low inflation with solid economic growth trends, the flow of investments, exports and exchange rate stability,” said Nyusi.

Nyusi called for an increase in the quality and quantity of exported products to make Mozambique more competitive, especially with the major projects underway in the Rovuma basin in Cabo Delgado province.

FACIM 2024 is taking place at the Ricatla International Trade Fair and Exhibition Centre in Marracuene, Maputo, with the theme “Industrialization: Innovation and Diversification of the National Economy”. The event, which runs from August 26 to September 1, has attracted 2,300 national and 650 foreign exhibitors from 25 countries, highlighting Mozambique’s potential in production, exports and investment opportunities.

The fair continues to be a key platform for exchange and cooperation, with activities including exhibitions, seminars and contact exchanges, consolidating Mozambique’s image as a promising investment destination.

Produção energética cresce 15,3% no primeiro semestre

Produção energética cresce 15,3% no primeiro semestre

A produção de energia em Moçambique registou um aumento significativo de 15,3% nos primeiros seis meses de 2024, totalizando 10 097 812 MWh, conforme revelam os dados oficiais da execução orçamental de Janeiro a Junho. Este crescimento foi fortemente impulsionado pela produção hídrica, que representou 85,4% da energia gerada no País durante o período analisado.

O destaque vai para a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na província de Tete, que se consolidou como a principal responsável por este desempenho. A barragem contribuiu com 8 396 380 MWh, o que equivale a 83,2% do total de energia hídrica gerada no país e representa 57,9% da meta anual estabelecida para 2024.

Contudo, a administração da HCB alerta para os desafios futuros, uma vez que o nível de armazenamento na albufeira da barragem tem apresentado sinais preocupantes. A 30 de Junho, a quota de armazenamento útil registava 316,98 metros, correspondente a 59,17% da capacidade total. Este nível reduzido é atribuído às fracas afluências decorrentes do fenómeno climático ‘El Niño’, caracterizado por precipitações abaixo da média.

Enquanto a produção hídrica apresentava este aumento, a geração de energia térmica sofreu uma queda de 8,9%, resultando em 1 431 364 MWh, o que corresponde a 14,2% da produção total de energia no país. A produção de energia solar também diminuiu, registando um decréscimo de 13,7%, com um volume de apenas 45 017 MWh, representando uma quota modesta de 0,4% do total produzido.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa mantém-se como um pilar crucial na matriz energética de Moçambique, mas os efeitos climáticos e as condições hídricas adversas poderão impactar significativamente a sua capacidade de produção nos próximos meses. A barragem, que se destaca como a quarta maior albufeira de África, cobre uma área de 2700 quilómetros quadrados, com uma profundidade média de 26 metros, e estende-se por 270 quilómetros em comprimento, com uma largura máxima de 30 quilómetros.

Energy production grows 15.3% in the first half

Produção energética cresce 15,3% no primeiro semestre

Mozambique’s energy production saw a significant increase of 15.3% in the first six months of 2024, totaling 10,097,812 MWh, according to official data on budget execution from January to June. This growth was strongly driven by hydroelectric production, which accounted for 85.4% of the energy generated in the country during the period under review.

The highlight goes to the Cahora Bassa Hydroelectric Plant (HCB), located in the province of Tete, which consolidated its position as the main contributor to this performance. The dam contributed 8,396,380 MWh, which is equivalent to 83.2% of the total hydroelectric power generated in the country and represents 57.9% of the annual target set for 2024.

However, HCB’s management warns of the challenges ahead, as the storage level in the dam’s reservoir has shown worrying signs. On June 30, the useful storage quota stood at 316.98 meters, corresponding to 59.17% of total capacity. This low level is attributed to the weak inflows resulting from the ‘El Niño’ weather phenomenon, characterized by below-average rainfall.

While hydroelectric production showed this increase, thermal power generation fell by 8.9%, resulting in 1,431,364 MWh, which corresponds to 14.2% of the country’s total energy production. Solar energy production also fell, registering a decrease of 13.7%, with a volume of just 45,017 MWh, representing a modest 0.4% share of the total produced.

The Cahora Bassa Hydroelectric Dam remains a crucial pillar in Mozambique’s energy matrix, but the effects of the weather and adverse water conditions could significantly impact its production capacity in the coming months. The dam, which stands out as the fourth largest reservoir in Africa, covers an area of 2,700 square kilometers, with an average depth of 26 meters, and stretches 270 kilometers in length, with a maximum width of 30 kilometers.

Eni S p A: Coral Sul FLNG atinge 5 milhões de toneladas de produção de LNG no offshore de Moçambique

A Eni, na qualidade de Operador Delegado da Área 4, em nome dos seus parceiros da Área 4, nomeadamente a ExxonMobil, CNPC, GALP, KOGAS e ENH, celebra hoje a obtenção de 5 milhões de toneladas de LNG produzidas a partir do Coral Sul FLNG, localizado nas águas ultra-profundas da Bacia do Rovuma, ao largo de Moçambique. Este é um marco significativo para o projeto, e representa não só um grande feito técnico e operacional, mas também um testemunho da dedicação, empenho e colaboração de toda a equipa e partes interessadas.

O Coral Sul FLNG iniciou a produção em outubro de 2022 e exportou até agora 70 cargas de GNL e 10 de Condensado, contribuindo significativamente para o crescimento económico do país. O Coral Sul é um projecto de referência para a indústria e colocou Moçambique entre os países produtores globais de GNL, lançando as bases para uma mudança transformacional de Moçambique através do desenvolvimento de recursos de gás, ao mesmo tempo que apoia uma transição energética justa e sustentável.

Marica Calabrese, Directora Geral da Eni na Bacia do Rovuma, fez as seguintes observações: “Estamos verdadeiramente orgulhosos por anunciar hoje este marco muito importante. Este feito reforça o nosso compromisso de proporcionar um valor excecional ao país de Moçambique. Continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros e com o Governo de Moçambique para garantir uma valorização atempada dos vastos recursos de gás de Moçambique com desenvolvimentos adicionais de projectos de gás. Enquanto celebramos, reconhecemos a importância de nos mantermos focados na segurança, ambiente e excelência operacional.”

Sobre a Coral Sul FLNG

A Coral-Sul FLNG tem uma capacidade de liquefação de gás de 3,4 milhões de toneladas por ano (MTPA) e irá colocar em produção 450 mil milhões de metros cúbicos de gás do reservatório gigante de Coral, localizado ao largo da Bacia do Rovuma. A Coral-Sul FLNG é a primeira instalação flutuante de GNL alguma vez instalada nas águas profundas do continente africano. O Coral-Sul FLNG foi concebido como um projecto pioneiro na vanguarda da tecnologia num ambiente offshore, com forte enfoque na eficiência energética, ao mais alto nível do sector de GNL.

Sobre a Eni

A Eni está presente em Moçambique desde 2006. Entre 2011 e 2014, a empresa descobriu recursos de gás natural supergigantes na bacia do Rovuma, nos reservatórios Coral, Complexo Mamba e Agulha, contendo cerca de 2.400 biliões de metros cúbicos de gás no local. A Eni é o Operador Delegado do projecto Coral Sul.

Sobre a Área 4

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (MRV), uma joint venture detida pela Eni, ExxonMobil e CNPC, que detém uma participação de 70 por cento no contrato de concessão de pesquisa e produção da Área 4. Para além da MRV, os outros accionistas são a Galp, a KOGAS e a ENH, cada uma com uma participação de 10 por cento na Área 4.

Fundo de Resiliência contra calamidades financia USD 2.5 milhões a 900 empresas

Um total de 909 empresas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth e pela pandemia da Covid19 beneficiaram de assistência técnica e financiamento para a recuperação dos seus negócios, na ordem dos USD 2,532,806 (MZN 160.200.000), concedidos pelo Fundo de Resiliência para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), uma iniciativa co-financiada pela USAID e a Gapi e implementada por esta última.

Deste número, os sectores da Agricultura e Agronegócio, mereceram particular atenção, tendo abarcado 79% do volume do financiamento com a concessão de USD 1.975.731 (MZN 124.965.000), atendendo 717 empresas, seguido dos Serviços, com 20% do total financiado, tendo sido concedidos USD 481.502 (MZN 30.455.000), cobrindo 185 empresas e, também a Manufatura e Indústria, que beneficiou USD 43.952 (MZN 2.780.000), abrangendo seis empresas, o que equivale a 1% do valor global financiado.

“Esta iniciativa, que faz parte do foco mais amplo da USAID e da Gapi, para melhorar o acesso ao financiamento e às capacidades de resiliência das MPME, aliviando as restrições de crédito e apoiando a recuperação económica em regiões fortemente afectadas por catástrofes naturais e pela pandemia, pretende dar foco particular a grupos vulneráveis como a mulher e o jovem” – explicou Nância Macaringue, coordenadora do projecto.

De facto, 25% dos negócios apoiados, dentre capacitações e financiamentos, pertencem a mulheres. USD 533,945 (MZN 33.772.000), foram destinados a apoiar a recuperação e melhoria da resiliência de 231 negócios propriedade ou geridos por mulheres em todo o País, com particular incidência às províncias mais afectadas por ciclones. Ainda com o intuito de priorizar a juventude, 127 empresas geridas ou detidas por jovens até aos 29 anos, receberam financiamentos na ordem dos USD 221.028 (MZN 13.980.000).

“É importante referir que para estes segmentos em particular (mulheres e jovens), desenhamos produtos financeiros cujas características respondem aos principais desafios que enfrentam. É assim que os mesmos têm taxas de juro bastante acessíveis, que variam entre 0.75% a 1% ao mês e, para o acesso, as garantias são flexíveis, podendo incluir os bens adquiridos pelo financiamento”, reforçou Macaringue.

As regiões Norte e Centro foram as maiores beneficiárias da intervenção desta iniciativa, tendo sido aplicados USD 1.317.708 (MZN 83.345.000), atendendo 417 empresas, correspondentes a 46% e USD 843.731 (MZN 53.366.000), para 382 negócios, que perfazem 42% do total desembolsado, respectivamente.

Por seu turno, a região Sul recebeu 12% do valor global já disponibilizado, com o financiamento de USD 371.368 (MZN 23.489.000), abrangendo 110 empresas.