Wednesday, May 27, 2026
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Parceria com a Embraer torna-se central na reestruturação da LAM

O co-Presidente de Administração das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Tomás Matola, considera ser “inevitável e incontornável” uma parceria entre a companhia de bandeira nacional e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).

“Neste processo de reestruturação está no plano o reforço da frota através de aeronave da Embraer, o que significa que é incontornável e indispensável a cooperação e parceria com a Embraer. E, se nos viu aí a conversar com o vice-Presidente da Embraer, é justamente porque estamos nesta perspectiva de renovar e consolidar a parceria com a Embraer porque, definitivamente, vamos precisar dela” assumiu.

https://mznews.co.mz/solucao-para-lam-embraer-defende-aposta-em-aeronaves-com-ate-150-lugares/embed/#?secret=ak1yPYg4V5#?secret=0UmaKZzc1N

À margem do Fórum de Negócios Moçambique-Brasil, Matola referiu que o ele vai ajudar sobremaneira no processo de reestruturação e reposicionamento da LAM como um dos maiores provedores de serviço na região austral da África.

Para já a LAM pretende aumentar a sua frota de aeronaves próprias, e aposta em modelos da Embraer, segundo o co-Presidente de Administração da companhia, centra-se no baixo de custo de aquisição e operacionais como manutenção e gastos com combustível, mas também porque a nível regional, a maioria das companhias opera modelos Embraer.

“É daí que decidimos que vamos voltar a apostar na Embraer” disse.

Aliás, de acordo com Tomás Matola, a opção de aquisição de aeronaves da Embraer resultada de uma recomendação de consultores do sector

“O objectivo é acertarmos as parcerias e voltarmos a operar com Embraer’s… É justamente por isso que estamos mesmo apostados em reestabelecer as relações e parceria com a Embraer” vincou. (Fontes: MBC e Miramar)

Receitas Fiscais: HCB lidera ranking nacional de contribuintes em duas categorias fiscais

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) foi distinguida pela Autoridade Tributária de Moçambique como a primeira classificada nas categorias de “Imposto sobre o Rendimento” e “Contribuição Global”, resultado dos elevados montantes canalizados para o Tesouro Público no exercício fiscal de 2024. A distinção surge na sequência da avaliação anual efectuada pela entidade reguladora, que reconhece as empresas com maior peso fiscal na economia nacional.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, esta classificação representa o reforço de uma postura corporativa assente na responsabilidade e disciplina financeira.

“A HCB, em toda a sua actuação, está comprometida com a causa moçambicana, daí uma gestão prudente e cautelosa, contribuindo para as receitas do Estado por meio do pagamento pontual de impostos, taxas e dividendos. Nos últimos três anos (2022, 2023 e 2024), a HCB contribuiu para o Orçamento do Estado com mais de 23.172,45 milhões de meticais, pagando diversas categorias de impostos (IVA, IRPS e IRPC) e mais de 9.696,72 milhões de meticais a título de taxa de concessão pela exploração do empreendimento hidroeléctrico de Cahora Bassa, o que representa 37% das contribuições feitas nos últimos 17 anos”, explicou.

Os números demonstram o peso crescente da empresa na estrutura fiscal do país, traduzindo-se numa contribuição consistente e significativa para o financiamento das funções do Estado e para o desenvolvimento económico.

A distinção atribuída pela Autoridade Tributária é vista como um reconhecimento do papel catalisador da HCB na economia nacional, sobretudo após a reversão da hidrelétrica para Moçambique, período durante o qual a empresa tem consolidado a sua performance financeira e reforçado o seu compromisso com o crescimento sustentável do país.

Produção de café atinge 400 toneladas

450 toneladas de café foram produzidas na Serra da Gorongosa, em Sofala. O Parque Nacional da Gorongosa fomenta a produção daquela cultura numa área de 300 hectares. Tem a previsão de aumentar para 600 na presente safra.

A cultura de café foi introduzida na Serra da Gorongosa há mais de 10 anos. O Parque Nacional da Gorongosa fomenta a produção do café como forma de proteger a flora e a fauna. Alguns rios na Serra da Gorongosa já estavam a secar e são exemplos práticos em que nós levamos alguns produtores e mostramos a realidade da serra.

O café é produzido numa área de 300 hectares e há perspectivas de aumentar para 600 na safra 2025-2026. No ano passado tivemos cerca de 250 toneladas, significa que subiu acima de 100% e este ano tivemos cerca de 450 toneladas e o café vai crescendo as quantidades, por exemplo, este ano temos uma meta de plantarmos 2 milhões mudas, que significa 600 hectares. O processamento é feito mesmo em Gorongosa, nesta unidade de fabril.

Estados Unidos da América é o maior mercado de café de Gorongosa. Há muita procura do café, assim que estamos a dizer que a previsão é de produzirmos cerca de 600 a 800 toneladas na próxima campanha, significa que todo o café este já está nas mãos de compradores. As comunidades ganham novos hábitos na sua relação com o meio ambiente.

Produção de café na Gorongosa ganha escala e consolida novo polo agrícola em Sofala

A colheita de 450 toneladas de café na Serra da Gorongosa, na presente campanha, constitui um sinal evidente do crescimento de uma cadeia agrícola que, há pouco mais de uma década, era experimental e limitada a poucas famílias camponesas. Hoje, impulsionada pelo Parque Nacional da Gorongosa, esta fileira está a transformar-se num activo económico regional, com impacto ambiental positivo e crescente procura no mercado internacional.

A produção cobre actualmente cerca de 300 hectares, com uma meta de duplicação para 600 na próxima safra, movimento que reflecte não apenas o ritmo de expansão das plantações, mas também a resposta favorável do mercado. O salto de 250 para 450 toneladas num ano — mais de 100% de aumento — evidencia o dinamismo e confirma a capacidade instalada da unidade de processamento sediada localmente.

O aumento da produção surge ancorado numa estratégia de dupla dimensão: proteger a biodiversidade da Serra da Gorongosa, invertendo sinais de degradação visíveis em cursos de água e cobertura vegetal, e, simultaneamente, gerar rendimento e ocupação produtiva dentro das comunidades. A meta de plantio de dois milhões de mudas na presente campanha, equivalente ao reforço dos 600 hectares projectados, aponta para consolidação do modelo a médio prazo.

No plano comercial, os Estados Unidos da América assumem-se como o principal destino do café da Gorongosa, mercado que absorve praticamente toda a produção existente. Esta procura contínua e crescente coloca o produto numa rota de estabilidade, estimando-se que, na próxima campanha, a produção alcance entre 600 e 800 toneladas, volume já assegurado por compradores.

A consolidação da cultura do café na Gorongosa está, assim, a criar um novo corredor económico em Sofala, transformando práticas agrícolas, gerando novas fontes de rendimento e reforçando a preservação ambiental, num exemplo raro no país de convergência entre conservação e desenvolvimento rural.

Quinhentos milhões USD para o arranque do BDM

FUTURO Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM) contará com uma injeção inicial de 500 milhões de dólares, disponibilizados pelo Estado para a sua capitalização e financiamento de projectos estratégicos no âmbito dos seus objectivos de promoção do crescimento económico. A injeção de capitais também será feita por instituições financeiras de desenvolvimento, incluindo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Banco Mundial, assim como através da emissão de obrigações de desenvolvimento.

Esta informação consta do Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE), aprovado recentemente pelo Governo como um instrumento de curto e médio prazo para responder aos desafios da conjuntura económica, nomeadamente desastres naturais, instabilidade política e social, insegurança em algumas regiões do país e choques externos com impactos no crescimento e desenvolvimento.

“A actuação do banco será regida por critérios técnicos rigorosos, para garantir a sustentabilidade financeira e o impacto económico e social dos projectos financiados. As prioridades serão iniciativas com forte potencial multiplicador capazes de criar empregos e aumentar a produção”, lê-se no plano. Actualmente, o Ministério das Finanças está a realizar auscultações nas províncias com o objectivo de incorporar as diversas sensibilidades locais quanto à gestão e às prioridades que a nova instituição financeira deverá seguir.

Entretanto, no plano aprovado pelo Conselho de Ministros, define-se que o BDM tem como objetivos atrair e canalizar recursos internos e externos para projectos estratégicos em setores como energia, indústria, infraestruturas, agricultura, saúde, educação e habitação. Alinha-se ainda como prioridade do banco a promoção do desenvolvimento de Pequenas e Médias Empresas (PME) com crédito acessível e assistência técnica, estimulando a criação de emprego e inclusão económica. Segundo o Governo, as PME são das mais afetadas na problemática de financiamento, sobretudo num contexto em que tem havido uma queda significativa de investimento privado.

O agravamento do problema, sublinha, pode tornar-se num bloqueio estrutural ainda maior. Por isso, a questão do investimento privado é prioritária para o banco. “O Banco de Desenvolvimento de Moçambique será uma instituição financeira pública com o objectivo principal de catalisar o desenvolvimento sustentável e integrado do país através do financiamento de projetos estruturantes que impulsionem o crescimento económico de longo prazo”, lê-se.

Receitas de exportação de Moçambique para Zimbabué renderam 890 M$ em sete anos

Container loading in a Cargo freight ship with industrial crane. Container ship in import and export business logistic company. Industry and Transportation concept.
A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique considera que o comércio e o investimento entre Moçambique e Zimbabué permanecem aquém do potencial, apesar da proximidade geográfica e dos laços históricos.

Segundo a agremiação, entre 2018 e meados de 2024, Moçambique exportou para o Zimbabué cerca de 890 milhões de dólares (56,2 mil milhões de meticais), mas importou apenas 161 milhões (10,1 mil milhões de meticais), menos de 3% do total das suas transacções externas, enquanto os investimentos zimbabueanos no país se limitaram a 46 projectos avaliados em 151 milhões de dólares na última década.

Em 2022, as exportações moçambicanas atingiram 200 milhões de dólares, apesar de o fluxo global continuar considerado insuficiente pela CTA.

A avaliação foi feita este sábado (22), em Maputo, pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante o Fórum de Negócios Moçambique– Zimbabué, tendo assegurando que o sector privado moçambicano está preparado para actuar no sentido de elevar a cooperação económica para o nível desejado.

“Vivemos um momento decisivo. As relações bilaterais entre Moçambique e Zimbabué têm potencial para crescer muito mais. Apesar da proximidade geográfica e laços históricos profundos, o comércio e os investimentos entre os nossos países ainda não reflectem plenamente esse potencial”, afirmou Álvaro Massingue.

Citado pela AIM, o presidente da CTA considerou o fórum uma plataforma estratégica para transformar potencial em resultados concretos e defendeu maior dinamização dos organismos de promoção de investimentos e exportações, com enfoque especial na facilitação de negócios transfronteiriços.

Para o dirigente, os dados mostram que, o comércio e os investimentos entre os dois países ainda não reflectem plenamente o seu potencial, apesar dos 1 200 quilómetros de fronteira partilhada e de relações históricas consolidadas.

A fonte identificou oportunidades de investimento em agro-processamento, indústria transformadora, energia, turismo e logística, sobretudo através de joint ventures e cadeias de valor integradas. “Ao tornar estes corredores mais eficientes, reduzir custos logísticos, simplificar processos aduaneiros e digitalizar os portos, estamos a construir não apenas para Moçambique, mas para toda a SADC”, afirmou.

O Presidente da CTA destacou ainda os resultados da iniciativa da ZimTrade na Beira, que impulsionou um crescimento de 23% no comércio bilateral, com particular dinamismo nos sectores da construção e da agricultura.

Partilhando a mesma ideia, o Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, reforçou a importância da cooperação bilateral, recordando que Moçambique dispõe de 35 milhões de hectares de terras aráveis, abundantes recursos naturais e infra-estruturas logísticas que favorecem o acesso ao mar para países sem litoral.

Grispos destacou também que os investidores zimbabueanos podem beneficiar de isenções aduaneiras e fiscais, bem como de protecção legal, incluindo propriedade intelectual. “Esperamos que este evento sirva como plataforma para estimular novas trocas comerciais, incrementar investimentos e consolidar a cooperação económica entre Moçambique e Zimbabué”, afirmou.

O encontro reuniu empresários, investidores e representantes governamentais, tendo permitido identificar novas oportunidades de parceria e promover o desenvolvimento económico conjunto.

Dipak Lalgi: “Apostamos em talento, digitalização e boas práticas para impulsionar o crescimento sustentável no país”

A Forvis Mazars Moçambique completa uma década de presença no país num momento em que o ambiente económico se mostra simultaneamente desafiante e cheio de oportunidades. Com operações consolidadas nas áreas de auditoria, outsourcing, contabilidade, sustentabilidade, impostos e consultoria legal aplicada ao registo e organização de empresas, a firma pretende reforçar o seu posicionamento num mercado marcado por reformas fiscais, maior exigência regulatória e crescente dinâmica nos sectores de energia, infra-estruturas, serviços financeiros, agricultura e mineração.

Em entrevista à PROFILE, o Country Manager da Forvis Mazars, Dipak Lalgi, traça um retrato claro das tendências que moldam o investimento no país, destacando a necessidade de maior aproximação às entidades públicas para fortalecer a confiança no sector empresarial e abrir espaço à prestação de serviços especializados.


Profile Mozambique: Como descreve a presença da Forvis Mazars em Moçambique e o vosso posicionamento no actual contexto económico nacional?

Dipak Lalgi: Nós estamos em Moçambique há cerca de dez anos e, ao longo deste período, fomos consolidando a nossa visão institucional. As nossas principais linhas de negócio passam pela auditoria, outsourcing que inclui serviços de contabilidade e recursos humanos, sustentabilidade, impostos e uma componente legal mais focada em apoiar investidores e empreendedores nacionais na constituição e organização prática das suas empresas e outras actividades complementares relacionadas.

Quando olhamos para o contexto económico nacional, vemos oportunidades claras nos sectores-chave que impulsionam a economia moçambicana, energia, petróleo e gás, infra-estruturas, serviços financeiros como banca, seguros e corretagem, mineração, pescas, agricultura e, naturalmente, o sector público, que hoje ganha uma importância estratégica.

Um dos nossos desafios é reforçar a aproximação às entidades públicas, para que haja maior confiança na nossa marca e sejamos chamados a contribuir com o nosso conhecimento técnico. O nosso compromisso é sempre oferecer soluções ajustadas a cada sector, ajudando a melhorar a eficiência na alocação de capital e a impulsionar um crescimento sustentável.

PM: Que desafios regulatórios específicos enfrentam no mercado moçambicano e como a Forvis Mazars em Moçambique tem respondido para garantir transparência, compliance e confiança dos stakeholders?

DL: Neste momento, o mercado moçambicano vive uma fase de transformação regulatória, marcada por maiores exigências de transparência e de cumprimento rigoroso das normas. Para nós, o desafio começa por garantir que as empresas compreendem estas mudanças e se adaptam com segurança.

A nossa resposta assenta, antes de tudo, na aplicação de práticas técnicas robustas nas áreas de auditoria, contabilidade, consultoria e impostos. Trabalhamos para que tudo o que está regulado seja correctamente interpretado e transmitido aos nossos clientes, ajudando-os a manter a conformidade e a evitar riscos desnecessários.

Paralelamente, colaboramos de perto com as entidades locais, alinhando as melhores práticas internacionais com as particularidades do contexto moçambicano. Participamos activamente em diálogos regulatórios e promovemos metodologias consistentes, capazes de reforçar a confiança dos nossos clientes e de todos os stakeholders que dependem de decisões transparentes e bem fundamentadas.

PM: Há sinais recentes de mudança no ambiente de negócios em Moçambique, por exemplo em matéria de fiscalidade, investimentos ou incentivos. Como a Forvis Mazars em Moçambique avalia o actual panorama para investidores estrangeiros e nacionais?

DL: Hoje, convivemos com um ambiente regulatório em constante mutação. As reformas fiscais já em curso, a maior pressão por transparência e o crescimento do apetite por grandes projectos de infra-estruturas e energia criam um cenário dinâmico, mas também exigente. Para investidores nacionais e estrangeiros, as oportunidades são substanciais sobretudo nos sectores de gás, energias renováveis e infra-estruturas, mas vêm acompanhadas de uma necessidade reforçada de due diligence, conformidade e boa governação.

Da nossa parte, defendemos uma abordagem que combine a análise rigorosa do risco local, o cumprimento das obrigações fiscais e o alinhamento com as práticas de ESG como condição essencial para entrar e crescer de forma sustentável no mercado moçambicano.

Reconhecemos, contudo, que ainda há um vazio regulatório importante, falta ao país um quadro legal claro que torne obrigatória a apresentação de relatórios de sustentabilidade e ESG pelas grandes empresas que operam em Moçambique. Acreditamos que a actualização dessa legislação é fundamental para elevar os padrões de governação, reforçar a transparência e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades profissionais e empresariais neste domínio.

PM: Que impactos práticos têm as novas políticas fiscais ou reformas regulatórias para as empresas que a Forvis Mazars em Moçambique assessora? Poderia partilhar exemplos?

DL: As recentes mudanças fiscais e ajustamentos regulatórios têm impacto directo no funcionamento diário das empresas que assessoramos. Quando falamos de reformas, falamos também de planeamento tributário uma área que hoje se tornou indispensável para garantir previsibilidade e sustentabilidade financeira.

No nosso trabalho, acompanhamos as empresas no dia a dia, ajudando-as a interpretar as novas políticas fiscais, a ajustar processos internos e a optimizar o fluxo de caixa. O nosso papel é garantir que cada cliente cumpre as obrigações emergentes sem perder eficiência operacional. É esse acompanhamento próximo que permite às organizações adaptarem-se com segurança às novas regras e manterem a sua competitividade num ambiente em rápida transformação.

PM: Quais são os principais objectivos estratégicos da Forvis Mazars em Moçambique  para os próximos cinco anos? Há sectores específicos ou nichos de mercado onde pretendem expandir?

DL: Nos próximos cinco anos, traçamos um rumo claro para reforçar a nossa posição no mercado e responder às exigências de uma economia em transformação. O nosso primeiro objectivo é consolidar e expandir a oferta multidisciplinar das nossas linhas de serviço auditoria, tax, outsourcing (contabilidade & recursos humanos), sustentabilidade e consultoria garantindo soluções integradas e alinhadas com os padrões internacionais.

Queremos também aumentar a nossa presença nos sectores de energia, infra-estruturas e serviços financeiros, que continuam a liderar a dinâmica económica nacional. Paralelamente, estamos a acelerar a transformação digital dos nossos serviços, tirando proveito das plataformas tecnológicas da rede Forvis Mazars para elevar a eficiência e a qualidade do trabalho que realizamos

Outro eixo estratégico central é o investimento no talento local. A Forvis Mazars é uma equipa maioritariamente jovem e acreditamos que o nosso crescimento depende directamente do desenvolvimento das nossas pessoas. Por isso, reforçamos programas de formação contínua, certificações obrigatórias, parcerias académicas e iniciativas de estágio, sempre com enfoque na diversidade e na liderança inclusiva.

Com estas prioridades, queremos posicionar a Forvis Mazars como um parceiro de confiança para empresas, organizações não governamentais, entidades públicas e instituições do sector financeiro incluindo banca e seguros que ambicionam crescer com transparência, robustez técnica e sustentabilidade.

PM: Como avaliam o actual contexto de acesso a divisas no país e que impacto este cenário tem sobre as operações da Forvis Mazars em Moçambique e das empresas que acompanham?

DL: Vemos, antes de tudo, o actual constrangimento no acesso a divisas como um desafio, mas também como um alerta para reforçarmos a nossa capacidade produtiva interna. Se queremos, de facto, desenvolver a economia nacional, precisamos reduzir a dependência do exterior, investir mais na agricultura, estimular o consumo de produtos locais e criar espaço para que os nossos engenheiros desenvolvam soluções tecnológicas produzidas em Moçambique, evitando recorrer constantemente a alternativas além-fronteiras. Naturalmente, reconhecemos que alguns serviços e bens continuarão a exigir importação, mas o equilíbrio é fundamental sobretudo quando se trata de know-how, expertise ou serviços altamente especializados que ainda não estão amplamente disponíveis no país.

Acreditamos que o Governo, em coordenação com a CTA e outras entidades empresariais, deve intensificar os esforços para melhorar a disponibilidade de divisas e tornar o processo mais fluido. Esta aproximação é essencial para aliviar encargos e dar previsibilidade às empresas. No nosso caso, sendo ainda uma empresa de menor porte, não sentimos o impacto de forma significativa. Contudo, lidamos com algumas facturas em moeda estrangeira cujo pagamento tem sido mais lento, seja pela escassez de divisas, seja por limitações momentâneas de tesouraria. É uma situação que estamos a gerir com prudência e que acreditamos que o país, gradualmente, também conseguirá ultrapassar.

Kumbatia lança plataforma digital para reforçar gestão de queixas em grandes projectos nacionais

A Kumbatia Comunicação anuncia, que em colaboração com os especialistas Michel Cambene e Eugénio Mabjaia, o lançamento de uma plataforma digital inovadora, a Kumbatia One – tudo num só lugar, desenvolvida para responder às necessidades crescentes de projectos que visam a gestão e resolução de queixas em Moçambique.

A referida plataforma, criada com base na realidade do país, e inspirada pelos desafios encontrados em projectos de grandes infra-estrutura, apresenta-se como uma solução robusta, integrada e adaptada aos projectos financiados pelo Banco Mundial, FIDA, BAD, União Europeia e a programas nacionais nas áreas de estradas, água, saneamento, energia e desenvolvimento rural.

Esta nova solução combina, num único ecossistema, um website institucional dinâmico para divulgação pública e transparente, numa aplicação Lite e optimizada para zonas rurais com baixa conectividade, um dashboard avançada para monitoria e análise de dados agregados. A plataforma foi desenhada para facilitar a comunicação com comunidades, agilizar o reporte seguro de queixas e preocupações, fortalecer os mecanismos de salvaguardas sociais e melhorar a eficiência operacional das equipas de projectos, desde os níveis centrais até aos distritos mais remotos.

A Kumbatia afirma que o objectivo sempre foi criar algo verdadeiramente funcional para Moçambique. “Há um enorme investimento em Moçambique, mas faltam soluções práticas que permitam comunicar melhor, recolher dados com confiança e monitorar o desempenho de forma integrada. Esta plataforma responde directamente a esses desafios.” Disse Patricia Costa, sócia fundadora.

A plataforma, inteiramente desenvolvida por profissionais moçambicanos, surge como um passo importante para o país, colocando Moçambique entre as nações africanas que começam a produzir soluções internas com enfoque na inclusão, inovação e impactos sociais reais.

Foi concebida não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um instrumento estratégico para reforçar a transparência, melhorar a comunicação com comunidades, apoiar equipas técnicas e garantir que nenhum projecto deixe para trás as populações mais vulneráveis.

A solução já está disponível para demonstrações dirigidas às instituições governamentais, parceiros de desenvolvimento, ONG’s, empreiteiros e consultoras que actuam no sector público e privado. Para solicitações de imprensa e pedidos de apresentação, a Kumbatia Comunicação está disponível através dos seguintes

Bazaruto: Ilha de Santa Carolina vai à reforma avaliada em mais de 100 milhões de dólares

A empresa sul-africana de safaris de luxo, Singita, vai aplicar 102 milhões de dólares para reformar a ilha de Santa Carolina, no arquipélago de Bazaruto, no distrito de Inhassoro, província de Inhambane.

A também conhecida por Ilha do Paraíso vai receber um investimento de 60 milhões de dólares para a construção de um resort com 60 camas.

Os restantes 42 milhões de dólares vão ser aplicados em projectos no arquipélago de Bazaruto, onde se situa a ilha.

A Singita confirmou à Bloomberg que já recebeu o aval do Governo moçambicano para avançar com o plano de reforma.

O projecto promete dar uma nova vida à ilha que abriga um hotel abandonado, bem assim um impulso muito necessário à indústria do turismo em Moçambique, que ainda luta para se recuperar após meses de manifestações pós-eleitorais entre 2024 e 2025. (Fonte: Bloomberg)

Um Consórcio a facilitar o futuro

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) é uma empresa registada em Moçambique, criada em 2003 para assumir a concessão que lhe confere a responsabilidade de gerir, operar e desenvolver o Porto de Maputo.

A Portus Indico, um consórcio formado por parceiros internacionais e nacionais, detém 51% do capital da MPDC. A componente moçambicana dessa estrutura é assegurada pelos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), empresa portuária e ferroviária estatal, que mantém os restantes 49%.

O consórcio Portus Indico integra a DP World, uma das maiores operadoras mundiais de terminais marítimos, a Grindrod Limited, líder em transporte, logística e serviços portuários, e a Moçambique Gestores SARL, que detém 3% da estrutura, assegurando competências de consultoria local.

A concessão da infra-estrutura portuária à MPDC, atribuída pelo Governo de Moçambique, vigora até 2058.

MPDC: Uma nova referência para a região

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de MaputoMPDC, definiu uma estratégia de desenvolvimento ambiciosa para elevar o Porto de Maputo a novos patamares de competitividade regional. O acordo de extensão da concessão até 2058 envolve cerca de 2 mil milhões de dólares em investimentos em novos empreendimentos, com melhorias que abrangem a totalidade das instalações portuárias.

A Fase 1 do novo Plano Director do Porto já recebeu sinal verde para a expansão do Terminal de Contentores da DP World, operação que duplicará a capacidade instalada, passando dos actuais 255.000 TEUs para 530.000 TEUs. A Fase 2 contempla uma expansão adicional para 835.000 TEUs, aproximando o terminal da meta de 1 milhão de TEUs processados anualmente.

Embora a DP World esteja à frente do processo, a execução desta estratégia ocorre em estreita cooperação com a MPDC, que acompanha cada etapa dos trabalhos, em conformidade com os planos aprovados pelo Governo. O início da obra está previsto para o início de 2025, devendo prolongar-se por dois anos.

Actualmente, o Terminal de Contentores é servido pelo Cais 10. No âmbito da Fase 1, este cais será ampliado em comprimento, incorporando também os Cais 11 e 12, o que permitirá a recepção de navios de maiores dimensões. A profundidade ao longo do cais será dragada para menos 16 metros relativamente ao zero hidrográfico, criando condições para acomodar navios de maior calado. Um alargamento adicional do cais está previsto para fases posteriores do desenvolvimento.

A expansão visa transformar Maputo num centro de transbordo de referência na região, permitindo que navios primários descarreguem contentores destinados a outros portos.

Investir no futuro

Além da expansão do Terminal de Contentores, existem outros grandes projectos que constituem os principais pilares da extensão da concessão. O Terminal de Carvão de Matola da Grindrod, que também movimenta uma variedade de outros minerais, incluindo magnetite, crescerá em três fases para movimentar 18 milhões de toneladas anualmente na versão final.

Simultaneamente, o Terminal de Carga Geral (Multiuso) da MPDC, utilizado principalmente para cargas a granel, já foi alargado para movimentar até 13,6 milhões de toneladas. A possibilidade de construção de um novo cais para servir este terminal também está a ser considerada, integrada em futuras fases de desenvolvimento.

Principais desenvolvimentos:

  1. Reabilitação dos Cais 1 a 4
  2. Ampliação do Terminal de Contentores (para 1 milhão de TEU)
  3. Ampliação do Cais de Contentores (650 m de cais)
  4. Criação de um novo cais para granéis mistos
  5. Ampliação de um desvio ferroviário para o MICD

Juntamente com estes desenvolvimentos, o terminal de ferrocrómio localizado logo após o Portão 1 também poderá aumentar de tamanho.

“Estes desenvolvimentos representam um enorme investimento”, afirma Kristina de Klerk, Directora da Autoridade Portuária da MPDC. “Mas não podem ser avaliados isoladamente. Analisamos como cada pilar afectará todos os aspectos da vida do porto.”

Melhorias nos sistemas de notificação de chegada de navios (VAN) e camiões (TAN) são, portanto, essenciais. No que respeita aos camiões, por exemplo, todas as contagens são actualmente avaliadas.

A empresa implementou um vasto programa de integração com plataformas de parceiros externos, incluindo os CFM e os sistemas aduaneiros nas principais fronteiras, o que já está a gerar ganhos assinaláveis.

Consciente da importância da visibilidade no fluxo de mercadorias, a MPDC mantém um trabalho coordenado com os postos fronteiriços de Komatipoort (KM7) e Ressano Garcia (KM4), reforçando a articulação necessária para assegurar maior fluidez no trânsito e na logística portuária.

O Plano Director do Porto projecta igualmente as necessidades futuras da infraestrutura. O objectivo é preparar o Porto de Maputo para oportunidades de expansão na margem oposta da baía, entre as zonas de Maputo e Matola, antes de avançar para alternativas de longo prazo, como a KaTembe. Contudo, a expansão na KaTembe enfrenta desafios ambientais, operacionais e de eficiência, sendo por isso provável que qualquer desenvolvimento naquela área avance de forma faseada e em pequena escala, por exemplo, com a instalação de um estaleiro naval. Até ao momento, nenhum projecto está oficialmente calendarizado.

Para garantir flexibilidade estratégica, a MPDC elaborou previsões de crescimento em três cenários, baixo, médio e alto que consideram factores económicos globais, riscos geopolíticos e exigências de sustentabilidade. Este exercício permite à entidade manter um quadro de actuação preparado para diferentes conjunturas.

A empresa mantém um diálogo permanente com operadores portuários e logísticos, de modo a avaliar projectos que possam influenciar as operações no porto. A DP World, por exemplo, através da sua especialização em cadeias logísticas, está posicionada para desenvolver novas zonas económicas ao longo do Corredor de Maputo, abrindo espaço para oportunidades emergentes de negócios.

A MPDC estuda igualmente a viabilidade de transferir uma proporção maior do transporte rodoviário para a via ferroviária, actualmente dividida em cerca de 77% por estrada e 23% por via férrea. Um aumento da carga transportada por comboio poderá reduzir custos, melhorar a eficiência e aliviar a pressão sobre as estradas.