Friday, April 10, 2026
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Chegada da Aman a Karingani e Pomene marca nova era para o turismo de luxo em Moçambique | Profile

A Aman, marca líder mundial em hotelaria e estilo de vida, marca a sua estreia em Moçambique através de uma parceria inovadora com a Impact Preservation Partners (IPP), na Karingani Game Reserve e na Reserva Nacional de Pomene. Fiel ao espírito pioneiro da Aman, dois resorts únicos serão erguidos na Karingani Game Reserve e na proposta Reserva Nacional de Pomene, visando redefinir o turismo de alto nível em Moçambique, consolidando o país como um destino de turismo de luxo.

A Karingani Game Reserve, que se estende por 150.000 hectares e partilha 84 quilómetros de fronteira com o icónico Parque Nacional do Kruger, oferece um ecossistema diverso e de grande valor. A dimensão única deste ambiente permite que Karingani rivalize com alguns dos destinos de safári mais célebres de África. A Reserva tem desempenhado um papel crucial na reabilitação ambiental, protecção, conservação da vida selvagem e desenvolvimento de infraestruturas comunitárias essenciais, tendo levado mais de 400 pessoas das comunidades vizinhas ao emprego e à criação de serviços básicos como abastecimento de água, energia, telecomunicações e transportes.

Estes êxitos estabeleceram as bases para que a Impact Preservation Partners e a Aman pudessem alargar o seu interesse pelo turismo baseado na natureza. A Reserva de Pomene, uma proposta de parceria público-privada, a ser regida por um acordo de co-gestão com a ANAC, abrange 695.000 hectares de ambiente marinho e terrestre. Os 97.000 hectares de terreno terrestre incluem zonas húmidas costeiras preservadas, florestas indígenas, mangais e habitats estuarinos, todos destinados a acolher um hotel Aman único no seu género.

Representando um passo autêntico para a marca, ambos os resorts irão promover o ecoturismo, contribuindo de forma significativa para o plano global de investimento combinado na Karingani e na proposta Reserva de Pomene, elevando a nação a uma posição de destaque como destino global de turismo de luxo. Espera-se que os resorts criem mais de 600 empregos diretos e 4.800 empregos indirectos, tendo um impacto substancial na economia local e nacional. Além disso, o efeito transformador deste projeto já se faz sentir, com um programa de formação de 46 membros das comunidades locais de Karingani na South African College for Tourism.

As comunidades circundantes à Karingani já beneficiam das infraestruturas recentemente estabelecidas. Este amplo plano de investimento monumental foi possível graças ao inabalável apoio do Governo de Moçambique, que tem promovido activamente políticas de proteção ambiental e conservação da vida selvagem, tornando estas reservas destinos de referência para investimentos em turismo de natureza de baixo impacto e elevado valor, sob a gestão da Reserva de Fauna de Karingani e da Reserva Marinha de Pomene.

Com a chegada da Aman a Moçambique, particularmente a Karingani, será a segunda localização da AMAN em África, após Amanjena, localizada na cidade de Marraquexe, em Marrocos, protegida pela UNESCO, a nação está destinada a tornar-se num destino global de turismo de luxo. Com a esplêndida beleza natural do país, a diversidade e dimensão destes locais, e o reconhecido compromisso da Aman com a excelência, Moçambique está preparado para se tornar no destino preferido de viajantes exigentes. Mais detalhes sobre os resorts serão divulgados oportunamente.

LAM “já liquidou” a dívida com a IATA, e procura evitar novos bloqueios

Novos ventos parecem estar a roçar as asas das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que, com cautela, pretende retomar a sua estabilidade financeira de valor percebido no circuito da aviação.

Entre os vários entraves que quase a perpetuaram em voos rasantes, está a dívida com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), que, até Outubro de 2024, estava avaliada em mais de 200 milhões de dólares. Por conta do saldo, a IATA suspendeu a LAM.

Em Fevereiro deste ano, porta-voz da LAM, Alfredo Cossa, disse à Rádio Moçambique, que o plano de amortização da dívida seria concluído a breve trecho.

Em Junho de 2025, a Ministra das Finanças, Carla Loveira assegurou que o Executivo estava a trabalhar junto dos bancos para poder exportar as divisas a travar a ameaça da IATA de suspender voos internacionais para o país.

Falando ao CIP Cast, o Director de Controle de Participações do Instituto de Gestão de Participações do Estado de Moçambique (IGEPE), Jacinto Uqueio, revelou que a LAM regularizou sua dívida com a IATA.

A perspectiva é que a regularização reabra o acesso aos sistemas globais de reservas e emissão de bilhetes.

Ontem, em conferência de imprensa, o Presidente do Conselho de Administração da LAM, Agostinho Langa Jr., referiu haver já a oportunidade de reabrir o espaço aéreo aos voos internacionais, mercê dos avanços na amortização da dívida com a IATA. Ele não revelou o valor que já foi pago.

“E por isso mesmo, vamos ganhando alguma credibilidade nas dívidas que nós temos, incluindo com a IATA. Praticamente liquidámos a dívida toda” disse.

Ele explicou que a LAM não vai, para já, reabrir com a IATA, para evitar um novo bloqueio que pode ser desencadeado por outros credores. A estratégia, conforme disse, é agora a negociação directa.

“Nós é que não abrimos a IATA, porque não queremos que os credores vão a correr à IATA e nos bloqueiem de novo com uma série de dívidas. Estamos a fazer negociações directas com os credores, as entidades a quem nós devemos, e apresentamos planos de pagamento, e eles vão acreditando e aceitando aos poucos a LAM” clarificou.

De acordo com Langa Jr., esse reposicionamento da LAM está a contribuir para entidades que antes se recusam a trabalhar com a companhia, agora queiram alugar aviões.

“Quem não confiar numa empresa que tem por detrás a HCB, CFM e EMOSE, não sabe a quem vai confiar aqui neste país” rematou.

Entre Outubro de 2024 e Abril de 2025, Moçambique foi o país com os maiores valores retidos na compra de passagens para voos internacionais, de acordo com um relatório da IATA.

Vale condenada a pagar 20,7 milhões dólares a Moçambique | Profile

Moatize (Tete), Moçambique, 12/06/2013 - Mina de Carvão Moatize. Na foto: empregados Felipe Cristiano Lagares (Supervisor); Inoque Draiva Meguigo (Operador de pátio), na área de estocagem. Foto: Marcelo Coelho

O Tribunal Fiscal da Cidade de Maputo ordenou que a mineradora brasileira Vale S.A. pague 1,3 mil milhões de meticais (equivalente a aproximadamente 20,7 milhões de dólares) ao Estado moçambicano, decisão que rejeita o recurso apresentado pela empresa contra a Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

O montante diz respeito ao Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRPC) sobre as mais-valias resultantes da venda dos activos da mina de carvão de Moatize, operação concluída em 2022 com a transferência para a Vulcan Internacional.

A AT havia considerado que a transação gerou uma obrigação fiscal sobre essas mais-valias, tendo estimado o valor devido em 1,3 mil milhões de meticais. A Vale contestou esse valor no tribunal, mas o coletivo de juízes confirmou a cobrança, reconhecendo a legalidade da exigência fiscal.

Além do pagamento do valor em dívida, o tribunal determinou que a Vale apresente uma garantia financeira para assegurar o cumprimento da obrigação tributária. (Texto: Evidências)

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AT vai contribuir para formalização do comércio

OS AGENTES Económicos da Província de Gaza pediram ao presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Aníbal Mbalango, o contributo da entidade fiscal na formalização do comércio informal, medida que contribuiria, sobremaneira, para intensificar o alargamento da base tributária. Os agentes económicos expressaram o pedido no encontro que tiveram, na última sexta-feira, na AT.

Perante esta solicitação, Aníbal Mbalango assegurou que a preocupação foi anotada e merecerá o devido seguimento, visto que no âmbito das reformas que a instituição tem levado a cabo, a satisfação e a melhoria da comodidade do contribuinte, na sua relação com o fisco, constituem parte das prioridades.

“Estamos a fazer uma série de reformas, portanto, na revisão do quadro legal em curso, este pedido merecerá especial atenção”, garantiu. Paralelamente, avançou que mais do que criar a comodidade, com as reformas em manga, é pretensão da instituição aproximar o contribuinte e torná-lo mais colaborativo na vida institucional, visto que se trata de um parceiro fundamental para o bem servir.

Sobre o bem servir, o presidente da AT, nas visitas que efetuou às diferentes unidades orgânicas, reiterou que o alcance das metas, na arrecadação de receita é um imperativo, até porque é de lei, contudo o processo só pode ser facilitado com ações associadas ao tratamento digno e equitativo ao contribuinte.

Apelou ainda aos funcionários para que pautem por ações de entreajuda, enquanto funcionários da instituição, pois só assim pode-se alcançar a coesão institucional, ação imprescindível para o alcance das metas e consequente financiamento da despesa pública.

Refira-se que durante a sua estadia na província, o presidente da AT e sua comitiva, para além de ter sido recebido pelo secretário de Estado, Jaime Neto, escalou os postos fiscais e de Cobrança de Bilene, da Macia, direção da Área Fiscal de Xai-Xai, Chókwè, Chibuto, Posto Fiscal de Cobrança de Manjacaze. De seguida rumou ao posto fronteiriço de Chicualacuala, onde continuou com as atividades.

Défice da balança comercial recua 9,8%

O défice da balança comercial recuou 9,8% no primeiro trimestre deste 2025, em termos homólogos, para 546,2 milhões de dólares norte-americanos.

O abrandamento do défice da Conta Corrente “decorre, fundamentalmente, da redução do saldo negativo da conta de bens em 91,8%, justificada pelo aumento das exportações em 4,8%, perante o decréscimo das importações em 7,3%”.

O défice da balança comercial recuou 9,8% no primeiro trimestre deste 2025, em termos homólogos, para 546,2 milhões de dólares norte-americanos, segundo dados do banco central.

“Este resultado deveu-se, essencialmente, à melhoria do défice da Conta Corrente (CC) em 15,7%, para o montante de 580,1 milhões de dólares norte-americanos”, refere o relatório do documento do Banco de Moçambique sobre a balança de pagamentos do primeiro trimestre de 2025.

Acrescenta que o abrandamento do défice da CC “decorre, fundamentalmente, da redução do saldo negativo da conta de bens em 91,8%, justificada pelo aumento das exportações em 4,8%, perante o decréscimo das importações em 7,3%”.

O recuo do défice da CC resultou ainda da diminuição do saldo negativo da conta de rendimentos primários, em 18,9%, para 459,3 milhões de dólares norte-americanos, reflectindo a redução nos rendimentos de investimento em 19,8%, “devido ao decréscimo na exportação de capitais por parte dos Grandes Projectos (GP), quer sob a forma de lucros e dividendos, quer de juros aos investidores directos”.

Já a conta financeira registou, ainda no primeiro trimestre, um influxo de recursos de 612 milhões de dólares norte-americanos, uma redução homóloga de 27%, justificada pelo aumento da aquisição de activos líquidos em quase 1.102 milhões de dólares norte-americanos, “sob a forma de Outro Investimento, com recurso a instrumentos de dívida”.

“Destacam-se, neste âmbito, as transações dos GP, que registaram um incremento de 355,8 milhões de dólares norte-americanos, num contexto em que os fluxos financeiros sob a forma de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) aumentaram para cerca de 1.626 milhões de dólares norte-americanos”, lê-se ainda.

Com este desempenho, aponta o relatório, a posição “devedora líquida” da economia moçambicana em relação ao resto do mundo aumentou no primeiro trimestre 604 milhões de dólares norte-americanos, face ao final de Dezembro de 2024, para 71.412 milhões de dólares norte-americanos no final de Junho.

Já a conta financeira registou, ainda no primeiro trimestre, um influxo de recursos de 612 milhões de dólares norte-americanos, uma redução homóloga de 27%, justificada pelo aumento da aquisição de activos líquidos em quase 1.102 milhões de dólares norte-americanos, “sob a forma de Outro Investimento, com recurso a instrumentos de dívida”.

XXIX Conferência Lusófona sobre seguros

A gestão de riscos associados às mudanças climáticas e a aplicação da inteligência artificial no setor segurador e na exploração de recursos petrolíferos estarão no centro dos debates da 29ª Conferência Anual da Associação Lusófona de Supervisores de Seguros (ASEL), que terá lugar em Maputo a partir de quinta-feira.

O evento inicia com a realização da Assembleia-Geral do organismo, que antecede a conferência agendada para o dia 18. Estão confirmados cerca de 150 participantes, representando oito países lusófonos, entre reguladores, operadores do mercado segurador e convidados internacionais.

Entre os temas em destaque constam a distribuição de seguros nos territórios da lusofonia, o conteúdo local nos megaprojetos de petróleo e gás, e os impactos das mudanças climáticas sobre a sustentabilidade do setor segurador. A escolha desta agenda ganha maior relevância no contexto moçambicano, onde a legislação recentemente aprovada permite a colocação de seguros dos projetos de Rovuma fora do país, afastando as seguradoras nacionais da gestão direta desses riscos.

Para aprofundar o debate sobre mudanças climáticas, a ASEL convidou como orador principal um representante do regulador de seguros de Portugal. Já a abordagem sobre inteligência artificial contará com a intervenção de uma das mais prestigiadas resseguradoras internacionais, que irá partilhar estratégias para dinamizar o mercado segurador, com destaque para a modernização dos canais de distribuição e a criação de mecanismos inovadores de cobertura.

A conferência reforça o papel da ASEL como espaço de partilha de experiências e de promoção de soluções conjuntas para o fortalecimento do setor segurador no espaço lusófono.

Governo quer reduzir desemprego para 17% até 2029 | Profile

Governo aposta no sector privado, industrialização e reformas estruturais para dinamizar o emprego

O Governo moçambicano fixou como meta reduzir a taxa de desemprego de 18,4% para 17% até 2029, apostando no dinamismo do sector privado e em reformas estruturais para enfrentar os desafios persistentes no mercado de trabalho, onde o desemprego juvenil e a informalidade permanecem elevados.

De acordo com um documento oficial com as perspectivas para o período 2025–2029, o Executivo reconhece que o mercado de trabalho nacional enfrenta “desafios estruturais significativos”, incluindo uma taxa de desemprego ainda elevada e um peso excessivo da economia informal.

Actualmente, cerca de 33,4% dos jovens estão desempregados, um dos maiores entraves à estabilidade social e económica do país. O Governo pretende reduzir este indicador para 22,1% até 2029, paralelamente ao aumento da taxa geral de emprego para 75,4% e à diminuição do subemprego para 5,1%.

O documento destaca que o sector privado será determinante na criação de emprego em larga escala, com particular foco na agricultura comercial, agroindústria, indústria transformadora, construção, transportes, energia e serviços modernos.

O papel do Estado, segundo o relatório, será assegurar um ambiente favorável ao investimento e ao empreendedorismo, promovendo reformas estruturais, reforço da infraestrutura económica e capacitação da força de trabalho. Entre as intervenções estratégicas destacam-se:

    • – estímulo à industrialização e à transição energética;
  1. – promoção de parcerias público-privadas em infra-estruturas;
  2. – expansão dos serviços modernos.

O Governo prevê também programas específicos de inclusão laboral para jovens e mulheres, incluindo expansão da formação técnico-profissional, apoio ao empreendedorismo e incentivo à formalização de empregos hoje informais.

A concretização destas metas, sublinha o documento, dependerá da estabilidade macroeconómica e da mobilização coordenada de investimentos públicos e privados. Para garantir transparência e eficácia, será reforçado o sistema de monitoramento e avaliação do mercado de trabalho, permitindo a actualização contínua das políticas de emprego.

Com estas medidas, o Executivo pretende não apenas reduzir o desemprego, mas também promover trabalho digno, aumentar a produtividade e consolidar um mercado laboral mais inclusivo e resiliente. (O.Economico)

Moçambique abre-se ao investimento estrangeiro como mercado e destino turístico de referência | Profile

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, defende que o desenvolvimento sustentável do Turismo deve constituir a centralidade económica que vai melhorar a balança comercial e de investimento do país.

Muhate acrescenta que haverá impacto na geração de emprego, auto-emprego, renda e na dinamização da cadeia de valor das Micro, Pequenas e Médias Empresas e ainda na chamada Economia Circular.

O governante indicou que apesar de ainda se ressentir dos efeitos da pandemia da covid-19 e da conjuntura climática e económica global, Moçambique tem vindo a seguir uma trajectória económica de crescimento, impulsionada por investimentos e pelo desempenho positivo da indústria extractiva.

Os pronunciamentos do Ministro moçambicano foram feitos este sábado, em Joanesburgo, na Conferência internacional de Turismo:

Basílio Muhate apresentou Moçambique como mercado e destino regional e global turístico aberto ao investimento estrangeiro e as grandes marcas, uma vez dispor de diversas oportunidades:

Muhate disse ainda que a província de Inhambane vai acolher, nos dias 3 e 4 de Novembro próximo, a primeira Conferência internacional de Turismo, organizada por Moçambique. (RM Johannesburg)

INE: Aumento ligeiro dos preços em Agosto marca retorno da inflação

Depois de quatro meses consecutivos em terreno negativo, os preços em Moçambique registaram em agosto uma subida de 0,68%, elevando a inflação homóloga para 4,79%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A variação foi influenciada sobretudo pelo setor de alimentos e bebidas não alcoólicas, que contribuiu com 0,63 pontos percentuais para a inflação mensal. Entre os produtos com maiores aumentos destacam-se peixe seco (30,2%), grão de milho (11,3%), alho (20,3%), batata (9,9%), camarão seco (6,3%), quiabo (10,2%) e sumos de fruta (1,2%).

Em termos anuais, a inflação de agosto (4,79%) ficou acima da registada em julho (3,96%), impulsionada pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas (11,91%) e restauração e hotelaria (9,01%).

Segundo o INE, a inflação acumulada em 2024 situa-se em 4,15%, abaixo dos 5,3% registados em 2023 e distante do pico de quase 13% em julho de 2022.

As autoridades económicas preveem que Moçambique encerre 2025 com uma inflação próxima dos 7%, enquanto o Banco de Moçambique aponta para uma tendência de desaceleração nos próximos meses, impulsionada pela isenção de IVA em produtos básicos, redução das portagens até 60% e pela descida dos preços internacionais dos alimentos, num contexto de estabilidade cambial.

Apesar disso, o banco central alerta para riscos internos que podem comprometer o cenário, nomeadamente a deterioração das contas públicas, a incerteza quanto à retoma da capacidade produtiva e os choques climáticos.

Fonte: 360 Mozambique

MIREME avalia suspensão da mineração artesanal em Manica devido à poluição dos rios

A governadora da província central moçambicana de Manica, Francisca Tomás, anunciou que a suspensão da mineração na província aguarda uma decisão final do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

A suspensão temporária das actividades mineiras surge na sequência de denúncias da população local, que tem vindo a queixar-se da poluição ambiental, em particular da contaminação dos rios provocada pela mineração artesanal. A poluição está a afetar, por exemplo, importantes fontes de água potável, como o rio Revue e a albufeira de Chicamba, causando sérios problemas de saúde pública.

Segundo Tomás, não cabe apenas ao governo provincial tomar essa decisão, “mas gostaríamos de suspender toda a actividade mineira nesta parte do país por tempo indeterminado. É essa a proposta que estamos a apresentar”.

“A poluição dos rios é grave porque ameaça o meio ambiente e a saúde pública. Observamos rios turvos e águas poluídas a afectar o ambiente e a saúde pública. Por isso, devemos unir esforços para combater este mal”, declarou.

A governadora apelou ao apoio de todas as entidades competentes para travar este problema “que está a pôr em risco o meio ambiente e a saúde pública. A sensibilização das empresas, associações de prospectores e outros intervenientes na mineração de ouro deve ser o primeiro passo para interromper a actividade”.

“Estamos a propor a paralisação de todas as actividades por tempo indeterminado, de modo a podermos organizar-nos melhor para uma exploração racional dos recursos minerais, sem prejudicar o meio ambiente e a vida da população”, acrescentou.

De acordo com Tomás, o diálogo deve ser fundamental para mobilizar os mineradores no sentido de controlar o assoreamento e a poluição das águas dos rios.

“O objectivo é garantir uma exploração sustentável e permitir que os leitos dos rios tenham águas limpas, assegurando à população o consumo de água potável. O mercúrio e o cianeto usados na mineração de ouro são arrastados para os rios e colocam em perigo o ambiente e a saúde humana”, explicou.

Pesquisas realizadas pela Universidade Púnguè (UNIPUNGUE) apontam que as águas da albufeira de Chicamba, uma das principais fontes de abastecimento para Chimoio, Manica, Gondola, Messica e outras regiões, encontram-se altamente contaminadas.

Fonte: AIM