Saturday, April 11, 2026
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Megaprojects under pressure

In recent days, Mozambique has witnessed an escalation of protests reaching levels of concern for the national economy, directly impacting megaprojects that play a significant role in the country’s Gross Domestic Product (GDP).

Multinationals Dominate Exports

Multinational corporations account for more than 70% of Mozambique’s exports. Prominent examples include the MOZAL aluminum smelter, the petrochemical company Sasol, and Kenmare, which mines heavy sands.

Recently, in the locality of Topuito, Larde district, Nampula province, protestors invaded the construction site of the Irish mining company Kenmare, which operates in Moma. Demonstrators prevented the landing of a plane carrying workers and executives at the company’s local airstrip. Reports indicate that key access routes to the mine and company camp were blocked by supporters of presidential candidate Venâncio Mondlane. They demanded that the Kenmare administrator and general manager sign an agreement to expedite the construction of a bridge over the Larde River, a critical infrastructure for the local population.

Kenmare is one of the multinational companies reporting significant profits in Mozambique. In 2023 alone, the company reportedly generated 27.5 billion meticais from its operations.

Protestors Disrupt Natural Gas Supply

Earlier this week, demonstrators invaded and occupied Sasol’s natural gas processing center in Temane, Inhassoro district, Inhambane province.

The protestors, hailing from local communities, expressed dissatisfaction with the alleged lack of employment opportunities and social benefits provided by Sasol, a South African company operating in the region for several years. Their demands include greater inclusion in project-related jobs and investment in community infrastructure.

During the occupation, protestors forced workers to shut down the gas pipeline supplying South Africa, temporarily disrupting the flow of natural gas to the neighboring country. This action aimed to pressure Sasol and Mozambican authorities to address the community’s demands.

Key Export Routes Blocked, Affecting MOZAL’s Operations

In the municipality of Matola, residents completely blocked the road leading to the Beluluane Industrial Park, home to MOZAL, an aluminum producer responsible for a significant portion of Mozambique’s exports. Protestors erected barricades and burned tires on the road connecting to National Road 4 (EN4), the main route used by MOZAL to transport aluminum from its factory to the Port of Maputo and export markets. Workers were forced to use alternative routes, enduring long walks.

MOZAL is a joint aluminum smelting enterprise within the Beluluane Industrial Park and is part of Mozambique’s “megaprojects.” The company exclusively produces aluminum for export, having once accounted for more than 50% of the country’s total exports.

Economic Risks of Export Disruptions

To underscore the risks posed by this new wave of protests, economist Egas Daniel explained that while megaprojects contribute little to local community development, their paralysis could slow GDP growth, a potentially catastrophic outcome for the economy.

Daniel highlighted that Mozambique’s exports are heavily concentrated in megaprojects, which are essential for earning foreign exchange needed to cover imports. “The day MOZAL, Vulcan, Eni, Kenmare, Sasol, and other companies stop exporting due to adverse political conditions, we will undoubtedly face pressures on our exchange rate, which is currently artificial,” he warned.

A recent report by the Centre for Public Integrity (CIP) estimates that ten days of protests could result in losses of 24.5 billion meticais, equivalent to 2% of the GDP projected for 2024.

Contribution of Megaprojects to the Economy

Despite their weight in exports, megaprojects’ contributions to state revenues and GDP have been minimal. Studies show that at certain times, megaprojects contributed only 0.004% to state revenues, equivalent to 83 million meticais, and 0.01% to GDP, approximately 207 million meticais.

This disparity between generated profits and fiscal contributions has drawn criticism, with experts advocating for policies that ensure a more equitable distribution of benefits from natural resources.

Future Outlook

Ongoing protests and political instability could jeopardize the operation of megaprojects, negatively affecting Mozambique’s economy. It is imperative for the government and involved companies to adopt measures that promote local community development and ensure fair economic benefits distribution. Such actions are crucial for mitigating social tensions and ensuring the country’s economic sustainability.

Mapeamento de cargas pode viabilizar navegação costeira

A realização de estudos pormenorizados sobre a origem dos produtos e respectivos pontos de consumo pode ser determinante para a sustentabilidade de investimentos na cabotagem, conforme defende o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.

A cabotagem é o transporte marítimo de cargas entre portos do mesmo país, através de rotas ao longo da costa, contribuindo para a sustentabilidade do comércio interno.

Intervindo num evento organizado pelo sector privado, o ministro elucidou que em Moçambique existe ambiente favorável para o crescimento da cabotagem, considerando que muitos pontos do país são praticamente inacessíveis por comboio ou carro.

Caso a actividade assuma a posição que se pretende, o seu único concorrente seria o transporte aéreo, que consegue ser o meio que liga o país sem muitos constrangimentos.

“O grande problema da cabotagem é que um navio sai cheio de Maputo para Beira e volta para o ponto inicial sem mercadoria alguma. O preço vai ser, naturalmente, muito alto e a actividade não vai ser competitiva. Mas, se mapearmos todas as cargas que existem em Moçambique e sabermos a origem e destino, isso será um grande incentivo para o sector privado investir neste segmento de transporte”, disse.

O titular da pasta dos Transportes e Comunicações elucidou ainda que o desenvolvimento da cabotagem não deve ser visto como tarefa exclusiva do Governo, mas, sobretudo, do sector privado, considerando que se trata de uma actividade comercial.

“Existem algumas empresas que estão a investir na área. Há uma que está em Mocímboa da Praia (Cabo Delgado), mas ainda não opera na dimensão que nós queremos”, lamentou.

Entretanto, numa outra perspectiva, o ministro Magala reconheceu que, para além do mapeamento da origem e destino dos produtos, há necessidade de, igualmente, apostar-se na construção de mais infra-estruturas, incluindo armazéns.

116 Milhões de Meticais disponíveis para projectos ambientais

Dívida pública

Moçambique tem acesso a um fundo de 116 milhões de meticais, disponibilizado pela agência belga de desenvolvimento Enabel Moçambique, para financiar projectos destinados à proteção e salvaguarda do meio ambiente. O montante será atribuído entre 2024 e 2027, especificamente para iniciativas de combate às alterações climáticas ou de aceleração da transição energética.

De acordo com o gestor do projecto, Vicente Matsinhe, que recentemente discursou numa reunião de divulgação do Manual de Operações e Procedimentos do mecanismo de financiamento, espera-se que os fundos apoiem actividades que promovam um maior conhecimento sobre temas relacionados com as alterações climáticas e soluções inovadoras para enfrentar os desafios associados.

“Este projeto concentra-se em questões que afectam as comunidades mais vulneráveis e reconhece que muitos aspectos das alterações climáticas ainda são desconhecidos. Pretendemos fomentar mais conhecimento e colaboração entre os setores público e privado”, afirmou Matsinhe. As áreas prioritárias incluem o acesso à água, perdas e danos, energia e gestão de resíduos — sectores que enfrentam desafios significativos e necessitam de uma maior mobilização de financiamento climático para mitigar os seus impactos.

Samuel Buvane, Coordenador Adjunto para o Financiamento Climático da Enabel, afirmou que os fundos poderão também ser utilizados para actividades como estudos, pesquisas, seminários, consultorias e formação.

“Os estudos e informações resultantes serão disseminados para benefício de todos, encorajando uma colaboração mais eficaz entre as partes interessadas e o público em geral”, garantiu Buvane.

Anacleta Chiangua, representante do Gabinete de Financiamento Climático do Ministério da Economia e Finanças, sublinhou a importância destas iniciativas para o aprofundamento dos mecanismos de implementação de projectos.

“Esperamos que este seja o primeiro passo de uma interação contínua que conduza a outras fases de divulgação de diferentes iniciativas. Estamos optimistas de que estas reuniões culminarão na submissão de propostas relevantes e de alta qualidade para a salvaguarda do meio ambiente”, afirmou Chiangua.

A agência está empenhada em apoiar comunidades em todo o país, especialmente nas províncias que enfrentam os maiores desafios decorrentes das alterações climáticas.

Com este projecto, a Enabel visa lançar as bases para atrair recursos adicionais e garantir impactos sustentáveis, utilizando os recursos limitados de forma eficiente e racional.

Tânia Saranga: “O propósito é criar uma rede influente de mulheres com alto potencial de crescimento”

Profile Mozambique: O que significa o projecto Be Like a Woman?

Tânia Saranga: Be Like a Woman é uma iniciativa voltada para mulheres, especialmente aquelas que ocupam posições de liderança intermediária ou que são empreendedoras de negócios em diferentes áreas. O objectivo principal da iniciativa é fornecer ferramentas que ajudem essas mulheres a se prepararem cada vez mais para alavancar as suas carreiras e expandir os seus negócios.

Por meio do programa, as participantes têm acesso a uma série de recursos, como: formações, mentorias individuais, e a oportunidade de interagir com especialistas nacionais e internacionais de diversas áreas e de diferentes partes do mundo. O propósito central é criar uma rede influente de mulheres com alto potencial de crescimento, ajudando-as a escalar os seus projectos ao máximo. Dessa forma, elas se tornam não apenas referências no seu sector, mas também uma fonte de inspiração para outras mulheres.

PM: Por que o interesse em um programa voltado para as mulheres?

TS: A New Face New Voices (NFNV), parte da Graça Machel Trust, é uma rede pan-africana com foco na mulher, e um dos nossos principais objectivos é aumentar a inclusão financeira da mulher, tanto como empresárias, profissionais e de forma individual. Também buscamos promover o crescimento dessas mulheres em termos de liderança, para que se tornem mais visíveis e assumam posições de destaque.

O programa Be Like a Woman, para nós, representa a aplicação prática de tudo o que defendemos e gostaríamos de ver, tanto em Moçambique quanto na região em geral. Acreditamos que é fundamental capacitar as mulheres, tornando-as mais capazes de crescer e alcançar posições de liderança em qualquer área de actuação. Esse programa, portanto, é um passo importante para ajudá-las a alcançar esse objectivo.

PM: Com a expansão do Be Like a Woman, quais são os principais desafios do projecto?

TS: O primeiro desafio está nas capacidades e competências das mulheres, mas também nas oportunidades disponíveis para elas. Em Moçambique, o sistema frequentemente prioriza os homens, seja no mercado de trabalho, seja no ambiente de negócios. Culturalmente, o homem é visto como aquele que deve ter mais oportunidades de crescimento, o que cria um obstáculo para a mulher, que muitas vezes não é incentivada a assumir posições de liderança. Em muitos casos, as mulheres não têm a confiança necessária para ocupar certos cargos, e, muitas vezes, nem sequer são consideradas para essas posições.

Em termos de realidade económica, vemos que as mulheres estão presentes no sector empresarial, mas em sua maioria no sector informal. Apesar de sua contribuição para a economia, especialmente na educação dos filhos e no desenvolvimento do país, elas ainda são marginalizadas. Esse histórico de marginalização gera uma falta de autoconfiança, fazendo com que muitas mulheres não se vejam como empresárias ou não aspirem a ter negócios maiores ou formalizados.

Outro desafio importante está relacionado ao conhecimento e às ferramentas de gestão. Muitas mulheres, embora possuam valências importantes, acabam adquirindo conhecimento de forma empírica, “na rua”, sem a oportunidade de aprender ferramentas comprovadas para gerenciar seus negócios de maneira mais eficaz. Além disso, muitas não têm acesso a planos de desenvolvimento profissional que as ajudem a traçar um caminho claro para ascender em suas carreiras e alcançar cargos de gestão elevados. Portanto, os principais desafios são: a marginalização das mulheres em termos de oportunidades, a discriminação cultural que ainda existe, tanto no âmbito familiar quanto no profissional, e a falta de conhecimento formal e ferramentas adequadas para ajudá-las a crescer, tanto como empresárias quanto como profissionais.

PM: Quais ferramentas e habilidades consideram importantes para a capacitação das mulheres em cargos de liderança e empreendedorismo?

TS: O programa Be Like a Woman oferece uma série de ferramentas e habilidades para as capacitar mulheres.  Entre os temas abordados estão a liderança corporativa, onde as participantes aprendem a se destacar como líderes, e o poder da negociação, para que possam defender as  suas posições e negociar de forma eficaz. O programa também foca em liderança transformativa, ética e integridade, e inclui temas como inteligência artificial, que ajudam as mulheres a melhorarem os processos e os sistemas em seus negócios. Além disso, são oferecidas masterclasses que aprimoram a gestão de negócios e a construção de planos de carreira.

Outro aspecto importante do programa é a mentoria. No início, as participantes definem seus os objectivos de desenvolvimento pessoal e profissional, e são acompanhadas por mentores experientes, tanto nacionais quanto internacionais. Esses mentores ajudam as participantes a estruturar os seus planos e a alcançar as suas metas, com reuniões mensais para monitorar o progresso e ajustar as estratégias. Dessa forma, o programa oferece uma combinação de capacitação prática e apoio estratégico, com o objectivo de ajudar as mulheres a crescerem e a conquistarem posições de liderança, seja no mundo corporativo ou no empreendedorismo.

PM: O programa Be Like a Woman, está na sua segunda edição. Quais inovações foram introduzidas nesta edição?

TS: Nesta segunda edição, o programa trouxe algumas inovações. A primeira está relacionada ao grupo alvo. Abrimos as portas do programa para incluir membros de associações e organizações da sociedade civil que têm um grande impacto social. Outra inovação importante é a criação de uma rede de mentoria. As mentoradas do programa, ao final, terão a responsabilidade de mentorar mulheres mais jovens, passando adiante o conhecimento e a experiência adquirida.

Por fim, podemos mencionar a natureza dos temas abordados. Em 2024, o programa integrou temas virados para a ética e integridade, inteligência artificial e investimentos. Este último tema é particularmente relevante para o nosso foco em empreendedorismo e geração de riqueza, incentivando as participantes a pensarem além de suas necessidades imediatas e começarem a visualizar objectivos de longo prazo, como construir um negócio de sucesso que possa levar à prosperidade e até mesmo à riqueza.

PM: Quais são os próximos planos, podemos agaurdar por uma terceira edição do programa Be Like a Woman?

TS: O programa Be Like a Woman não foi idealizado para ser limitado a apenas duas edições. Desde o início, o objectivo sempre foi criar um impacto contínuo no desenvolvimento de mulheres líderes, empreendedoras e profissionais. Por isso, existem, sim, planos para a terceira edição que será integrada de inovações.

Leia mais sobre o Be Like a Woman: Glayds Gande: “O Be Like a Woman empodera mulheres para liderar”

Tânia Saranga: “The purpose is to create an influential network of women with high growth potential”

Profile Mozambique: What does the Be Like a Woman project mean?

Tânia Saranga: Be Like a Woman is an initiative focused on women, especially those in intermediate leadership positions or those who are entrepreneurs in various sectors. The main goal of the initiative is to provide tools that help these women prepare to further boost their careers and expand their businesses.

Through the program, participants have access to a range of resources, such as training, one-on-one mentoring, and the opportunity to interact with national and international experts from various fields. The central purpose is to create an influential network of women with high growth potential, helping them scale their projects to the maximum. In this way, they become not only leaders in their sectors but also sources of inspiration for other women.

PM: Why focus on a program aimed at women?

TS: New Faces New Voices (NFNV), part of the Graça Machel Trust, is a pan-African network focused on women. One of our main objectives is to increase the financial inclusion of women, both as entrepreneurs and professionals, as well as individually. We also seek to promote the growth of these women in terms of leadership, so they become more visible and take on prominent positions.

The Be Like a Woman program, for us, represents the practical application of everything we stand for and would like to see, both in Mozambique and in the region. We believe it is essential to empower women, making them more capable of growing and reaching leadership positions in any field. This program, therefore, is an important step to help them achieve that goal.

PM: With the expansion of Be Like a Woman, what are the main challenges of the project?

TS: The first challenge is in the skills and competencies of women, but also in the opportunities available to them. In Mozambique, the system often prioritizes men, both in the job market and in business environments. Culturally, men are seen as those who should have more growth opportunities, creating an obstacle for women, who are often not encouraged to assume leadership positions. In many cases, women lack the confidence to hold certain roles, and often, they are not even considered for such positions.

Economically, women are present in business, but mostly in the informal sector. Despite their contribution to the economy, especially in the education of children and the development of the country, they are still marginalized. This history of marginalization generates a lack of self-confidence, causing many women not to see themselves as entrepreneurs or to aspire to have larger or formalized businesses.

Another significant challenge is related to knowledge and management tools. Many women, although they have valuable skills, acquire knowledge in an empirical way, “on the streets,” without the opportunity to learn proven tools to manage their businesses more effectively. Additionally, many lack access to professional development plans that help them chart a clear path to ascend in their careers and reach higher management positions. Therefore, the main challenges are: the marginalization of women in terms of opportunities, cultural discrimination that still exists both in the family and professional spheres, and the lack of formal knowledge and appropriate tools to help them grow, both as entrepreneurs and professionals.

PM: What tools and skills do you consider important for empowering women in leadership and entrepreneurship roles?

TS: The Be Like a Woman program offers a range of tools and skills to empower women. Topics covered include corporate leadership, where participants learn to stand out as leaders, and the power of negotiation, so they can effectively defend their positions. The program also focuses on transformative leadership, ethics, and integrity, and includes topics like artificial intelligence, which help women improve processes and systems in their businesses. In addition, masterclasses are offered to enhance business management and career planning.

Another important aspect of the program is mentorship. At the beginning, participants define their personal and professional development goals and are mentored by experienced mentors, both national and international. These mentors help participants structure their plans and reach their goals, with monthly meetings to monitor progress and adjust strategies. In this way, the program provides a combination of practical training and strategic support, with the aim of helping women grow and achieve leadership positions, whether in the corporate world or entrepreneurship.

PM: The Be Like a Woman program is in its second edition. What innovations have been introduced in this edition?

TS: In this second edition, the program introduced some innovations. The first is related to the target group. We opened the program to include members of associations and civil society organizations that have a significant social impact. Another important innovation is the creation of a mentorship network. The program’s mentees, at the end, will be responsible for mentoring younger women, passing on the knowledge and experience acquired.

Lastly, we can mention the nature of the topics covered. In 2024, the program incorporated themes related to ethics and integrity, artificial intelligence, and investments. The latter is particularly relevant to our focus on entrepreneurship and wealth generation, encouraging participants to think beyond their immediate needs and begin to envision long-term goals, such as building a successful business that can lead to prosperity and even wealth.

PM: What are the next plans? Can we expect a third edition of the Be Like a Woman program?

TS: The Be Like a Woman program was not designed to be limited to just two editions. From the beginning, the goal was always to create a continuous impact on the development of women leaders, entrepreneurs, and professionals. Therefore, there are indeed plans for a third edition, which will include new innovations.

Meet Be Like a Woman: Glayds Gande: “EY empowers women to lead”

Glayds Gande: “O Be Like a Woman empodera mulheres para liderar”

Profile Mozambique: A Ernst & Young Global Limited., é a entidade por detrás da implementação deste programa. O que motivou a empresa a desenvolver esta iniciativa?

Glayds Gande: A motivação da EY para implementar o programa Be Like a Woman está profundamente alinhada com os valores da empresa. Um dos principais lemas que orienta a EY é o compromisso de ajudar a “construir um mundo melhor de negócios”. Para a EY, isso significa promover um ambiente de negócios mais inclusivo, onde todos, independentemente de género ou outras variáveis, tenham as mesmas oportunidades para crescer e desenvolver.

Por outro lado, percebemos que, no caso de Moçambique, apesar de já existirem programas de capacitação para mulheres, muitos deles são voltados para aquelas que estão no início da carreira ou na fase inicial de seus negócios. Porém, quando essas mulheres atingem um estágio mais avançado, onde precisam doutro tipo de ferramentas para o próximo nível, percebemos uma quase inexistência de programas para efeito. Adicionalmente, percebemos existirem poucas mulheres no país que ocupam posições de liderança de topo, quer como, como PCAs, PCEs de grandes empresas, ou até mesmo mulheres que sejam donas de grandes empresas.

O programa Be Like a Woman foi criado neste domínio. Nosso objectivo é oferecer ferramentas e recursos para mulheres que já estão no mercado, seja em posições de liderança intermédia nas corporações ou empresárias de média dimensão, para que elas possam avançar para o próximo nível, oferecendo-lhes ferramentas para que facilmente possam ascender aos Conselhos de Administração de grandes corporações ou liderar grandes empresas. A proposta é desenvolver um ecossistema, tanto local quanto internacional, que capacite e facilite a participação das mulheres no universo corporativo, e, para que a sociedade veja como algo comum uma mulher alcançar esses níveis.

PM: Qual é a visão da EY sobre o impacto do programa?

GG: Considero ser prematuro avançar números ou resultados específicos sobre o impacto do programa, especialmente porque a primeira edição do programa terminou recentemente e a segunda edição está ainda em curso e também porque pela natureza do programa, consideramos que o seu impacto será visível a médio e longo prazo. Entretanto, já existem alguns exemplos que podem demonstrar o início desse impacto na vida das beneficiárias.

Por exemplo, temos relatos de participantes que ascenderam em suas carreiras, como o caso da Winnie Makande que, após participar do programa, passou de Consultora Sénior para a posição de Directora-Geral da instituição em que trabalha, que segundo ela, as ferramentas oferecidas no programa, como liderança, negociação, imagem pessoal, tiveram um papel importante nesta realização.

Além disso, o programa também foi construído para ajudar as empreendedoras e as profissionais a expandirem para novos mercados fora de Moçambique e pensem globalmente. Um exemplo disso é uma empresária, a Anna Sousa que, depois do programa o seu negócio passou a operar não só em Moçambique, mas também em Portugal.

Outro impacto relevante é o fortalecimento do Networking entre as participantes. Muitas estão a estabelecer parcerias e realizar negócios entre si ou com nossos parceiros. Na segunda edição, uma das participantes, Euritz Uamusse, conseguiu assinar um Memorando de Entendimento com a instituição onde outra participante trabalha. Assim, os colaboradores dessa instituição poderão adquirir os produtos da empresa dela com desconto.

PM: Quais são os principais desafios da implementação do Be Like a Woman?

GG: A jornada tem sido bastante interessante e recompensadora. No entanto, o principal desafio actualmente reside no nível de aceitação e aderência ao programa, o que limita o nível de cobertura face a procura.

Na primeira edição, a meta inicial era ter 25 participantes, mas acabamos com um total de 38. Na segunda edição, estabelecemos um limite máximo de 35 participantes, mas acabamos aceitando 57 e mesmo assim, algumas mulheres com grande potencial não puderam ser incluídas. Este é um desafio pois o número de mulheres qualificadas excede o número de vagas disponíveis e devido ao caráter dedicado e personalizado do programa, que inclui mentoria e acompanhamento individual.

PM: A questão da limitação de participantes foi observada tanto na primeira quanto na segunda edição do programa, e provavelmente se repetirá na terceira edição. Existe algum plano para reverter esse cenário?

GG: Infelizmente, esta limitação poderá persistir na terceira edição do programa devido à natureza do Be Like a Woman, que confere acompanhamento personalizado às participantes. Alargar mais do que fizemos nesta segunda edição, não é viável pois comprometeria a qualidade do programa e não pretendemos abrir mão da qualidade. No entanto, para mitigar esta limitação, implementamos a iniciativa Be Like a Woman Gives Back, direccionada às comunidades.

Nesta iniciativa, as participantes do programa a partilham o conhecimento adquirido com as pessoas ao seu redor, quer na esfera profissional quer social, criando um impacto maior em suas redes através de desafios que são criados pelo programa, para garantir a replicação de conhecimento.

Além disso, temos parcerias estratégicas, como a colaboração com a rádio Indico, onde as participantes passam de forma regular pela rádio para partilhar as diferentes temáticas que são abordadas no programa. Desta forma, deixam de ser apenas a EY e a New Faces New Voices, mas também as próprias participantes ajudam a construir um mundo melhor de negócios e mais inclusivo.

Outra parceria é com a Girl Move, onde as participantes têm a oportunidade de se tornarem mentoras das participantes das iniciativas deste programa que apoia mulheres em início de carreira. Portanto, o desafio da 3ª edição vai ser continuar a arranjar alternativas para que a comunidade seja envolvida e já nesta edição temos também parcerias com a UNWomen e algumas ONGs locais para ajudar neste domínio.

Outro aspecto que estamos a considerar para as futuras edições é a criação de uma rede de ex-participantes, onde todas as participantes das edições anteriores possam continuar a interagir, colaborar e crescer juntas. Esta rede permitirá um suporte contínuo e a troca de experiências e conhecimentos adquiridos, fortalecendo ainda mais os laços e a comunidade criada pelo programa.

Estamos optimistas de que, com essas estratégias e parcerias, conseguiremos continuar a proporcionar um impacto positivo e duradouro na vida das mulheres que passam pelo Be Like a Woman.

Glayds Gande: “Be Like a Woman empowers women to lead”

Profile Mozambique: EY Behind the Implementation of the ‘Be Like a Woman’ Program. What Motivated the Company to Develop This Initiative?

Glayds Gande: EY’s motivation to implement the Be Like a Woman program is deeply aligned with the company’s values. One of the key principles guiding EY is its commitment to helping “build a better working world.” For EY, this means promoting a more inclusive business environment where everyone, regardless of gender or other variables, has equal opportunities to grow and develop.

On the other hand, we realized that, in the case of Mozambique, despite existing training programs for women, many of them focus on those at the beginning of their careers or in the early stages of their businesses. However, when these women reach a more advanced stage, where they need different tools to go to the next level, we found that there are almost no programs addressing this need. Additionally, we observed that there are very few women in the country occupying top leadership positions, such as Chairpersons or CEOs of large companies, or even women who own large businesses.

The Be Like a Woman program was created with this gap in mind. Our goal is to provide tools and resources to women already in the market, whether in middle-management positions within corporations or as owners of medium-sized businesses, so that they can advance to the next level. We offer tools to help them easily ascend to corporate boards or lead large companies. The aim is to develop a local and international ecosystem that empowers and facilitates women’s participation in the corporate world, so that society sees it as normal for women to reach these levels.

PM: What is EY’s vision regarding the impact of the program?

GG: I think it’s too early to provide specific numbers or results about the program’s impact, especially since the first edition has only recently ended and the second edition is still underway. Also, due to the nature of the program, we believe its impact will become evident in the medium and long term. However, there are already some examples that show the early impact on the beneficiaries’ lives.

For example, we have reports of participants advancing in their careers, such as Winnie Makande, who, after participating in the program, was promoted from Senior Consultant to General Director at the institution she works for. According to her, the tools offered in the program, such as leadership, negotiation, and personal branding, played a key role in this achievement.

Additionally, the program was also designed to help entrepreneurs and professionals expand into new markets outside of Mozambique and think globally. A good example of this is Anna Sousa, a businesswoman whose company, after the program, started operating not only in Mozambique but also in Portugal.

Another significant impact is the strengthening of networking among the participants. Many are establishing partnerships and doing business with each other or with our partners. In the second edition, one of the participants, Euritz Uamusse, was able to sign a Memorandum of Understanding with an institution where another participant works. As a result, employees at that institution can now purchase products from her company at a discount.

PM: What are the main challenges in implementing Be Like a Woman?

GG: The journey has been very interesting and rewarding. However, the main challenge currently lies in the level of acceptance and adherence to the program, which limits the coverage in relation to the demand.

In the first edition, the initial goal was to have 25 participants, but we ended up with a total of 38. In the second edition, we set a maximum limit of 35 participants, but we accepted 57, and even then, some highly qualified women could not be included. This is a challenge because the number of qualified women exceeds the number of available spots, and due to the program’s dedicated and personalized nature, which includes mentorship and individual follow-up.

PM: The limitation of participants was observed in both the first and second editions of the program, and it will likely be repeated in the third edition. Is there any plan to address this issue?

GG: Unfortunately, this limitation may persist in the third edition of the program due to the personalized support offered to participants. Expanding beyond what we did in the second edition is not feasible, as it would compromise the quality of the program, and we do not want to sacrifice quality. However, to mitigate this limitation, we implemented the Be Like a Woman Gives Back initiative, aimed at the communities.

In this initiative, program participants share the knowledge they’ve gained with those around them, both in their professional and social spheres, creating a greater impact within their networks through challenges created by the program to ensure knowledge replication.

Additionally, we have strategic partnerships, such as collaboration with Indico Radio, where participants regularly share various topics covered by the program. This way, it’s no longer just EY and New Faces New Voices, but also the participants themselves who help build a better, more inclusive business world.

Another partnership is with Girl Move, where participants have the opportunity to become mentors for participants in initiatives that support women at the start of their careers. Therefore, the challenge in the third edition will be to continue finding ways to engage the community. In this edition, we also have partnerships with UNWomen and some local NGOs to assist in this area.

Another aspect we are considering for future editions is the creation of a network of former participants, where all past participants can continue to interact, collaborate, and grow together. This network will provide continuous support and the exchange of experiences and knowledge gained, further strengthening the bonds and community built by the program.

We are optimistic that, with these strategies and partnerships, we will continue to provide a positive and lasting impact on the lives of the women who go through Be Like a Woman.

Balama alcança o nível IRMA 50 de desempenho

  • A operação de grafite Balama da Syrah foi avaliada independentemente em conformidade com o padrão da Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA) para mineração responsável, alcançando o nível IRMA 50 de desempenho.
  • O Padrão IRMA para Mineração Responsável é um dos mais rigorosos padrões globais da indústria mineira.
  • A Syrah é a primeira empresa de grafite a completar uma auditoria IRMA e a divulgar publicamente os seus resultados.

A Syrah Resources Limited (ASX: SYR) (“Syrah” ou “Empresa”) anuncia que a sua operação de grafite em Balama (“Balama”), em Moçambique, foi avaliada de forma independente com base no Padrão para Mineração Responsável da Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA), alcançando o nível IRMA 50 de desempenho. Este marco reflecte o compromisso da Syrah com práticas de mineração responsável, reforçando a sua posição crítica na cadeia de abastecimento de grafite natural e material activo de ânodo. A auditoria independente foi conduzida pela SCS Global Services, um organismo de verificação treinado e aprovado pela IRMA.

Alcançar o nível IRMA 50 oferece uma verificação externa dos robustos padrões operacionais da Syrah em uma ampla gama de critérios de avaliação. Este feito fortalece o compromisso da empresa com operações seguras, éticas e eficientes, criando valor para os seus colaboradores e stakeholders e apoiando os requisitos de abastecimento responsável dos seus clientes para grafite natural. Balama é a primeira operação de grafite no mundo a concluir uma avaliação de acordo com o padrão IRMA e a atingir um nível de desempenho certificado.

O Director-Geral e CEO da Syrah, Shaun Verner, afirmou:

“Alcançar o nível IRMA 50 é um marco significativo para a Syrah em seu compromisso de operar em conformidade com as melhores práticas internacionais de mineração responsável. Este é um feito pioneiro na indústria global de grafite e destaca quase uma década de aprimoramento do nosso desempenho ESG diferenciado. O forte histórico de segurança de Balama, o investimento em formação e desenvolvimento de uma força de trabalho altamente qualificada, o contínuo desenvolvimento comunitário, a diligência no respeito pelos direitos humanos, a governança legal e o compromisso demonstrado com a sustentabilidade ambiental foram cruciais no processo com a IRMA.”

A Directora Executiva da IRMA, Aimee Boulanger, declarou:

“Aplaudimos a Syrah e a equipa de Balama por voluntariamente submeterem a primeira mina de grafite a uma auditoria de acordo com o Padrão IRMA para Mineração Responsável. Isto demonstra o compromisso da Syrah com a transparência e o envolvimento comunitário, bem como a sua intenção de continuar a melhorar o desempenho social e ambiental na operação de Balama.”

Como parte da auditoria independente, Balama foi avaliada em 26 capítulos e mais de 400 requisitos individuais. O nível IRMA 50 exige que as operações cumpram todos os requisitos críticos do Padrão IRMA, bem como pelo menos 50% dos critérios em cada um dos quatro princípios: integridade empresarial, legados positivos, responsabilidade social e responsabilidade ambiental.

A IRMA é:

  1. Um dos padrões voluntários globais mais abrangentes para a mineração, que descreve as melhores práticas para proteger pessoas e o ambiente.
  2. Um processo de garantia para avaliar minas em relação a este padrão.
  3. Uma organização governada igualmente por representantes de seis sectores afetados – comunidades, sindicatos, ONGs, instituições financeiras, compradores e empresas mineiras – que supervisiona o padrão e o processo de garantia.

Os membros da IRMA incluem os principais fabricantes de automóveis da América do Norte e da Europa.

Detalhes sobre a avaliação independente de Balama e o relatório completo da auditoria estão disponíveis no site da IRMA: Balama Graphite Operation.

Estudo de viabilidade destaca oportunidades e desafios para o mercado dos biocombustíveis

Um estudo de viabilidade sobre o mercado de biocombustíveis em Moçambique, conduzido pela Corporação Financeira Internacional (IFC), indica que as “regulações actuais são percebidas como restritivas para empresas que desejam expandir além do mercado local”. O estudo recomenda ainda orientações mais claras sobre preços, incentivos sectoriais e padrões.

O documento, com 223 páginas e ao qual a agência Lusa teve acesso, destaca o potencial de Moçambique para se tornar o maior produtor de energia na África Austral. Contudo, a actual matriz energética do país reflete as características de uma “nação rural”. De acordo com o estudo, “cerca de 92% dos agregados familiares dependem de combustíveis tradicionais para cozinhar, aquecer e outras necessidades domésticas, o que exerce uma pressão significativa sobre os recursos florestais e contribui para o desmatamento, a degradação florestal, as emissões de gases com efeito de estufa e os efeitos adversos para a saúde devido à poluição do ar”.

O estudo sublinha a necessidade de um programa nacional de combustíveis multifacetado que combine apoio político, avanços tecnológicos, parcerias industriais e práticas sustentáveis.

Entre os elementos essenciais para o desenvolvimento da infraestrutura de biocombustíveis, o relatório aponta:

  • Sistemas agrícolas avançados para optimizar a produção e a colheita de matérias-primas.
  • Instalações de processamento bem equipadas para converter biomassa em biocombustíveis de forma eficiente.
  • Soluções robustas de armazenamento para matérias-primas e produtos acabados.

Além disso, o estudo destaca a importância de investimentos na infraestrutura de armazenamento, transporte e distribuição de biocombustíveis, bem como a necessidade de “estruturação de empréstimos” com taxas de juro mais baixas para os desenvolvedores, especialmente os que atuam nas áreas agrícola e de processamento.

“Mozambique é aconselhado a implementar critérios robustos de sustentabilidade, padrões e esquemas de certificação para garantir que os biocombustíveis sejam tecnicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis”, acrescenta o estudo.

Em 27 de Novembro de 2022, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique anunciou um investimento total de 80 mil milhões de dólares (77 mil milhões de euros) na Estratégia de Transição Energética do país, com implementação prevista até 2050.

A estratégia está estruturada em torno de quatro pilares principais:

  1. Expansão significativa da capacidade de energia renovável.
  2. Promoção da industrialização verde.
  3. Promoção do acesso universal à energia.
  4. Descarbonização dos transportes através de biocombustíveis, veículos elétricos e transporte ferroviário.

O plano foi aprovado durante uma reunião do Conselho de Ministros na mesma data.

Plataformas digitais passam a pagar impostos

Plataformas digitais internacionais de serviços turísticos poderão ser obrigadas a pagar impostos ao Estado moçambicano pelas transacções relacionadas com estâncias turísticas que operam no país, das quais obtêm comissões sem que estas sejam tributadas.

Trata-se de empresas especializadas em reservas de viagens, que ganham dinheiro por intermediarem serviços no sector do turismo. No entanto, até agora, não existem mecanismos que permitam ao fisco cobrar impostos sobre a receita neste segmento.

Neste contexto, foi elaborada uma proposta de lei que será submetida à aprovação na próxima legislatura, num esforço para legalizar esta tributação e integrar tais operações na esfera de actuação da administração fiscal moçambicana.

A informação foi partilhada com o “Notícias” pelo director da Unidade de Tributação da Economia Digital na Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Amorim Ambasse, numa entrevista na qual abordou a iniciativa de controlo das transacções online no turismo.

Esta medida abrange ganhos obtidos por plataformas digitais estrangeiras, como BookingTrivago e outras que intermedeiam a hospedagem em Moçambique.

“Quando efectuamos uma reserva e pagamos o valor correspondente fora do país, estas plataformas recebem comissões. Apesar de não estarem fisicamente em Moçambique, prevê-se que os rendimentos obtidos em território nacional sejam sujeitos a impostos, conforme as comissões auferidas”, sublinhou Ambasse.

Esta iniciativa insere-se no âmbito da tributação da economia digital, segmento que está a ganhar cada vez mais relevância no mundo, incluindo Moçambique.

A AT tem vindo a identificar formas para controlar e tributar actividades comerciais baseadas na internet, acompanhando a evolução tecnológica e económica.

Adicionalmente, alguns estabelecimentos e serviços turísticos em Moçambique continuam a processar as suas receitas no estrangeiro. Contudo, a proposta de lei não elimina a obrigação de repatriamento das receitas geradas fora do país, que deve ocorrer até 15 dias após a saída do turista.

Em paralelo, decorre o cadastro das estâncias no Sistema de Gestão de Turismo, sob responsabilidade do Instituto Nacional de Turismo (INATUR), no âmbito do Decreto n.° 74/2022, de 30 de Dezembro.