Saturday, April 11, 2026
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O dinheiro em circulação em Moçambique ultrapassa os 67 mil milhões de meticais

Dívida pública

O montante de dinheiro físico em circulação em Moçambique aumentou 2,2% em Outubro, comparativamente a Setembro, marcando o sexto mês consecutivo de crescimento, segundo dados oficiais compilados pela agência Lusa.

Desde o início do ano, o volume de notas e moedas em circulação cresceu 6,6%, passando de 63,231 mil milhões de meticais (943,2 milhões de euros) em Janeiro para o nível mais alto do ano em Outubro, superando os 63,347 mil milhões de meticais (945 milhões de euros) registados no início de 2023. Este aumento foi especialmente notório a partir de Maio, antecedendo a introdução de uma nova série de meticais.

A retirada de dinheiro da circulação é uma prática comum em políticas monetárias contracionistas, utilizada pelos bancos centrais para reduzir a oferta de moeda e conter a subida dos preços. Em Moçambique, a inflação homóloga manteve-se abaixo de 3% durante vários meses, situando-se em 2,84% em Novembro, após encerrar 2023 nos 5,3%, bem abaixo do pico de quase 13% registado em Julho de 2022.

No dia 16 de Junho, Moçambique lançou uma nova série de notas e moedas de metical, que substituirá gradualmente a série em circulação desde 2006, conforme anunciado pelo governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

“Os bancos centrais tendem a actualizar as suas notas e moedas a cada cinco anos para se alinharem às novas tendências de design, características de segurança e outros elementos contextuais,” explicou Zandamela.

O governador detalhou que “o tema da série de 2024 de notas e moedas de metical destaca os valores do património cultural, histórico e faunístico do país.”

A nova série, lançada no Dia do Metical — celebrado a 16 de Junho, em alusão à introdução da moeda em 1975 — manteve as mesmas seis denominações de notas:

  • As denominações de 1.000, 500 e 200 meticais são impressas em substrato de papel.
  • As de 100, 50 e 20 meticais utilizam substrato de polímero.

Quanto às moedas, a nova série descontinuou as de 20 e cinco centavos, mas manteve as de 10, cinco, dois e um metical, além de 50, 10 e um centavo.

“As novas notas e moedas de metical circularão em simultâneo com a série emitida desde 1 de Julho de 2006, que continuará a ter curso legal pleno e valor ilimitado no território nacional”, acrescentou Zandamela.

Incêndio de grandes proporções atinge central da mineradora Vulcan em Tete

Firemen using water from hose for fire fighting at firefight training of insurance group. Firefighter wearing a fire suit for safety under the danger case.

A central II de processamento de carvão da mineradora Vulcan Moçambique, em Moatize, na província de Tete, incendiou-se há dias, segundo um comunicado de imprensa emitido pela empresa. A nota explica que o incidente foi provocado pela queda acidental de faíscas de soldagem sobre um produto químico.

A equipa interna de “bombeiros” fez o trabalho necessário para debelar o fogo, evitando o alastramento para mais áreas. Em comunicado, a Vulcan Moçambique reconheceu que “foi registado um incêndio, numa das áreas operacionais, durante a realização de trabalhos de soldagem. Graças à rápida intervenção das nossas equipas de emergência, o fogo foi prontamente controlado, sem registo de feridos ou danos materiais”. No comunicado, a Vulcan garante que as operações continuam normalmente.

A Vulcan é a empresa responsável pela exploração da Mina Carvão Moatize, uma filial 100% da Vulcan International. Com ligações accionistas a um dos maiores produtores de aço do Médio Oriente, a Vulcan International tem uma carteira diversificada de produtos e um alcance de mercado global, abrangendo mais de 25 países e seis continentes.

A Concessão da Mina Carvão Moatize situa-se a 17 km a noroeste da cidade de Tete ao longo do rio Zambeze, 180 km a sudoeste da barragem de Cahora Bassa e 80 km ao sul da fronteira com o Malawi.

A mina é um dos principais activos da Vulcan na área do carvão e apresenta diferenciais que a colocam em evidência no mercado mundial, com reservas estimadas em 1,9 mil milhões de toneladas e um grande potencial para gerar carvão metalúrgico e térmico. A concessão mineira de Moatize tem uma área de cerca de 25.000 hectares.

Large-Scale Fire Hits Vulcan Mining Facility in Tete

Firemen using water from hose for fire fighting at firefight training of insurance group. Firefighter wearing a fire suit for safety under the danger case.

The Coal Processing Plant II of Vulcan Mozambique, located in Moatize, Tete province, caught fire a few days ago, according to a press release issued by the company. The statement explained that the incident was caused by accidental sparks from welding igniting a chemical substance.

The internal firefighting team took swift action to extinguish the blaze, preventing it from spreading to other areas. In the statement, Vulcan Mozambique acknowledged, “A fire was reported in one of the operational areas during welding activities. Thanks to the quick intervention of our emergency teams, the fire was promptly brought under control, with no injuries or material damage recorded.” Vulcan further assured that operations are continuing as usual.

Vulcan is the company responsible for operating the Moatize Coal Mine, a wholly-owned subsidiary of Vulcan International. With shareholder ties to one of the largest steel producers in the Middle East, Vulcan International boasts a diversified product portfolio and a global market reach spanning more than 25 countries across six continents.

The Moatize Coal Mine concession is located 17 km northwest of Tete city along the Zambezi River, 180 km southwest of the Cahora Bassa Dam, and 80 km south of the Malawi border.

The mine is one of Vulcan’s key assets in the coal sector and holds a prominent position in the global market, with estimated reserves of 1.9 billion tonnes and significant potential to produce both metallurgical and thermal coal. The Moatize mining concession covers an area of approximately 25,000 hectares.

Suspensão da mina de grafite de Balama afecta Estados Unidos e Austrália

A suspensão das operações da empresa australiana Syrah Resources, em Balama, província de Cabo Delgado, devido à tensão pós-eleitoral, está a ter efeitos negativos para os Estados Unidos da América (EUA) e para a Austrália. A suspensão acontece numa altura em que as comunidades circunvizinhas não se beneficiam das mais-valias da exploração da empresa, vivendo numa pobreza extrema.

Há dias, o Australian Financial Review noticiou que a Syrah Resources está em conversações de emergência com o governo americano sobre empréstimos de cerca de 250 milhões de USD que a companhia não pode pagar agora devido à suspensão das suas actividades na mina de Balama, onde extrai grafite, um produto usado no fabrico de baterias de automóveis eléctricos e outros fins.

“A Syrah Resources, produtora australiana de grafite, está em conversações de crise com agências governamentais dos EUA depois de distúrbios civis perto da sua mina em Moçambique terem interrompido a produção e desencadeadas cláusulas de incumprimento em empréstimos cruciais do governo dos EUA”, escreve o Australian Financial Review.

O periódico australiano lembra que a Syrah não tem conseguido lucrar com a mineração de grafite nas suas instalações de Balama, em Moçambique, desde 2017 e, por isso, dependeu da Australian Super e de agências governamentais dos EUA para subscrever acções ou conseguir empréstimo de dinheiro para permanecer no negócio.

A interrupção de operações da Syrah está a comprometer o anseio dos EUA de evitar dependência da China no fornecimento de produtos feitos à base de grafite. Dados da GlobalData indicam que Moçambique é dos cinco maiores produtores de grafite do mundo, sendo a China líder global. De acordo com GlobalData, Moçambique foi o segundo maior produtor mundial de grafite em 2022, com um incremento de produção em 126%, acima de 2021. Até 2021, a produção de Moçambique aumentou em 294% e espera-se que aumente até 13% até 2026.

Para não depender dos produtos chineses, os EUA aprovaram o referido empréstimo no valor de 220 milhões de USD para a Syrah Resources construir a fábrica de ânodo em Louisiana, um dos estados mais pobres dos EUA, para criar 221 empregos nos EUA com grafite de Moçambique. A fábrica produz material de ânodo activo (AAM) para baterias de íon de lítio. Com a instalação, será a única produtora de AAM de grafite natural verticalmente integrada e em larga escala fora da China, reduzindo a dependência dos EUA em relação à China.

Tal como “Carta” tem vindo a reportar sobre o empréstimo, a referida fábrica poderia ter sido construída em Cabo Delgado, onde a grafite poderia ser processada, principalmente para obter o tamanho e a pureza correctos das partículas, bastando a infra-estrutura certa. Com essa fábrica, os aludidos 221 empregos seriam absorvidos por moçambicanos.

Contudo, no mundo contemporâneo, os EUA têm permissão para dar ao sector privado 220 milhões de USD para criar empregos, desenvolver fornecedores locais e vencer a China, enquanto um país em desenvolvimento como Moçambique não tem permissão de envolvimento estatal semelhante numa indústria-chave.

“Ao contrário de todas as estatísticas acima apresentadas, nos locais onde a grafite é extraída ainda prevalecem grandes problemas que não têm merecido atenção da empresa e do governo, de forma profunda. A existência de diferenças salariais abismais entre os trabalhadores locais e outros fez emergir uma greve que paralisou as operações por um período de um mês (de Setembro a Outubro), sendo que 23 trabalhadores foram expulsos em Novembro de 2023”, criticou o Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD), num boletim informativo de Junho de 2023.

O Boletim refere ainda que as empresas têm contribuído para a rápida degradação da estrada que liga as minas de grafite em Balama e Ancuabe ao Porto de Pemba por onde é escoado o produto, ao mesmo tempo que as comunidades locais vivem numa pobreza extrema, pois não beneficiam das mais-valias da exploração da empresa. Citando dados do Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado, o Boletim do CDD refere que no terceiro Observatório de Desenvolvimento da Província, a 24 de Abril de 2023, a indústria de grafite, apesar de todos esses rendimentos, contribui com 7.9% para a receita pública de Cabo Delgado.

Suspension of the Balama graphite mine affects the United States and Australia

The suspension of operations by the Australian company Syrah Resources at the Balama mine in Cabo Delgado province, due to post-election tensions, is having adverse effects on both the United States and Australia. This halt occurs as surrounding communities fail to benefit from the economic gains of the company’s operations, continuing to live in extreme poverty.

Recently, the Australian Financial Review reported that Syrah Resources is in emergency talks with the U.S. government regarding loans amounting to approximately $250 million that the company is unable to repay due to the suspension of its activities at the Balama mine, where it extracts graphite—a critical material used in manufacturing electric vehicle batteries and other products.

“Syrah Resources, the Australian graphite producer, is engaged in crisis talks with U.S. government agencies after civil unrest near its mine in Mozambique disrupted production, triggering default clauses in crucial U.S. government loans,” the Australian Financial Review writes.

The publication highlights that Syrah has struggled to profit from graphite mining at its Balama facility in Mozambique since 2017. As a result, it has relied on financial backing from Australian Super and U.S. government agencies, either through equity subscriptions or loans, to stay in business.

The suspension of Syrah’s operations jeopardizes U.S. ambitions to reduce dependence on China for graphite-based products. According to GlobalData, Mozambique is among the top five global producers of graphite, with China leading the market. Mozambique ranked as the world’s second-largest graphite producer in 2022, achieving a 126% production increase compared to 2021. From 2020 to 2021, Mozambique’s production surged by 294%, and forecasts predict a further 13% increase by 2026.

To diminish reliance on Chinese products, the U.S. approved the aforementioned $220 million loan to Syrah Resources to establish an anode factory in Louisiana, one of the poorest states in the U.S., creating 221 jobs using graphite sourced from Mozambique. The plant produces active anode material (AAM) for lithium-ion batteries. With this facility, Syrah would become the only large-scale, vertically integrated natural graphite AAM producer outside China, significantly reducing U.S. dependence on the Chinese supply chain.

As Carta has previously reported regarding the loan, this factory could have been built in Cabo Delgado, where the graphite could be processed locally, especially for achieving the correct particle size and purity. The necessary infrastructure alone would suffice. With such a facility, the mentioned 221 jobs could have been created for Mozambicans.

However, in today’s global economy, the U.S. has the prerogative to allocate $220 million to the private sector to create jobs, develop local suppliers, and compete with China. Conversely, a developing country like Mozambique is not permitted to engage in a similar state-supported initiative within a key industry.

“Contrary to all the above statistics, areas where graphite is mined still face major challenges that neither the company nor the government has adequately addressed. The vast wage disparities between local and other workers led to a strike that paralyzed operations for a month (from September to October), resulting in the dismissal of 23 workers in November 2023,” criticized the Center for Democracy and Human Rights (CDD) in a June 2023 bulletin.

The bulletin further notes that companies have contributed to the rapid deterioration of the road connecting the graphite mines in Balama and Ancuabe to the Port of Pemba, through which the product is exported. Meanwhile, local communities remain in extreme poverty, with no access to the economic benefits of the company’s operations. Citing data from the Provincial Executive Council of Cabo Delgado, the CDD bulletin highlights that during the third Provincial Development Observatory meeting on April 24, 2023, the graphite industry, despite its significant revenues, contributed only 7.9% to Cabo Delgado’s public revenue.

Mercado ressente-se da escassez de combustível

O mercado nacional está a sofrer com uma escassez de combustível, em grande parte causada pelo aumento da procura durante o fim de semana em algumas províncias do país, reporta o Notícias.

A informação foi avançada ao Notícias pelo secretário-geral da Associação Moçambicana das Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), Ricardo Cumbe, que assegurou que o problema estaria resolvido até ao final do dia.

Um levantamento realizado pela equipa de reportagem do Notícias constatou que mais de cinco postos de abastecimento enfrentavam escassez do produto, enquanto os postos com stock apresentavam filas de clientes à espera para abastecer.

Sérgio Gomes Macedo: “Ambicionamos ser o principal protagonista do crescimento imobiliário”

Profile Mozambique: Pode contar-nos como começou a Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments.

Sérgio Gomes Macedo: Sou Sócio-Gerente e Fundador da Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments. A empresa surgiu no ano 2012 com o objectivo de suprir a necessidade de uma imobiliária que seguisse padrões internacionais e que fosse capaz de acompanhar o rápido crescimento do mercado imobiliário em Maputo.

PM: Quais foram os principais desafios enfrentados nos primeiros anos de actividade e como foram superados?

SGM: Posso dizer que os primeiros anos não foram nada fáceis. O principal desafio foi conquistar a confiança de clientes e proprietários, pois o meu trabalho ainda não era conhecido em Maputo. Foi essencial a confiança que um pequeno grupo de pessoas depositou em mim, permitindo-me mostrar a minha capacidade e a qualidade do meu trabalho. Tenho muito orgulho de ainda os manter como clientes.

Hoje, posso dizer que todos os desafios nos moldaram, fortaleceram a nossa posição no mercado e tornaram a Sérgio Macedo Lda. numa empresa de referência que é hoje.

PM: Quais os serviços que presta?

SGM: Prestamos serviços de intermediação, e consultadoria Imobiliária, com vista à compra e venda e, arrendamento de imóveis.

PM: O que diferencia a empresa no mercado imobiliário?

SGM: O nosso atendimento é totalmente personalizado. Acredito que cada cliente é único, por isso, personalizo soluções para atender às suas necessidades específicas, seja para compra, venda, arrendamento ou investimento. Escolher a Sérgio Macedo Lda significa optar por uma experiência imobiliária diferenciada, onde o bem-estar e o sucesso dos nossos clientes são a nossa prioridade.

PM: A Sérgio Macedo Lda tem um portfólio impressionante de clientes, incluindo embaixadas, multinacionais e instituições internacionais. O que contribuiu para construir e manter essas parcerias?

SGM: Manter essas parcerias é o resultado de um esforço contínuo para estar sempre à altura das expectativas dos nossos clientes e parceiros. Tenho orgulho de ser um nome de confiança no mercado imobiliário.

PM: Na sua opinião, quais são as qualidades essenciais para ter sucesso neste sector?

SGM: As qualidades essenciais para o sucesso incluem a comunicação, a resiliência, a ética e a transparência, que considero fundamentais para ter êxito neste sector. Claro que, ademais, é imprescindível o conhecimento técnico, a capacidade de negociação, uma mentalidade de crescimento e o conhecimento da cultura local.

PM: O que significa sucesso para a Sérgio Macedo Lda e como a empresa mede os resultados alcançados?

SGM: O sucesso da Sérgio Macedo Lda mede-se essencialmente pelo grau de satisfação dos nossos clientes e pela fidelização, tanto de clientes directos como de parceiros de longa data. Na área imobiliária, considero que o sucesso significa ajudar as pessoas a realizarem o sonho de encontrar o imóvel ideal, criando um impacto positivo na sua vida, e é isso que a Sérgio Macedo Lda tem conseguido..

PM: Existe algum plano de expansão ou novos serviços que os clientes podem esperar no futuro?

SGM: Claro que sim, A Sérgio Macedo Lda, já está a intermediar imóveis em Portugal e no Dubai, mas temos planos em não ficar só por estes países.

PM: Que mensagem gostaria de deixar para os seus clientes, parceiros e para aqueles que estão a considerar investir no sector imobiliário em Moçambique?

SGM: Este é o momento certo para investir no sector imobiliário em Moçambique. O país oferece um vasto leque de oportunidades, impulsionado por uma economia promissora e um mercado em expansão. Investir em imóveis aqui significa apostar no desenvolvimento de um país repleto de potencial, tanto para residências como para negócios. Eu acredito e recomendo.

Queremos ser mais do que uma agência imobiliária. A nossa missão é garantir que cada decisão do cliente seja firme, segura e direcionada ao sucesso.

Sérgio Gomes Macedo: “We aspire to be the key driver of real estate growth”

Profile Mozambique: Can you tell us how Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments started?

Sérgio Gomes Macedo: I am the Managing Partner and Founder of Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments. The company was established in 2012 with the aim of addressing the need for a real estate agency that adhered to international standards and could keep pace with the rapid growth of the real estate market in Maputo.

PM: What were the main challenges faced in the early years, and how were they overcome?

SGM: I can say that the early years were far from easy. The main challenge was earning the trust of clients and property owners, as my work was not yet well-known in Maputo. Gaining the trust of a small group of people was crucial; it allowed me to demonstrate my capabilities and the quality of my work. I’m very proud to still have them as clients today.

These challenges shaped us, strengthened our market position, and transformed Sérgio Macedo Lda. into the reputable company it is now.

PM: What services do you provide?

SGM: We offer brokerage and real estate consultancy services, focusing on buying, selling, and renting properties.

PM: What sets your company apart in the real estate market?

SGM: Our service is entirely personalized. I believe every client is unique, so I tailor solutions to meet their specific needs, whether for buying, selling, renting, or investing. Choosing Sérgio Macedo Lda means opting for a unique real estate experience where the well-being and success of our clients are our top priorities.

PM: Sérgio Macedo Lda has an impressive portfolio of clients, including embassies, multinationals, and international institutions. What has contributed to building and maintaining these partnerships?

SGM: Maintaining these partnerships results from consistent efforts to meet and exceed the expectations of our clients and partners. I am proud to be a trusted name in the real estate market.

PM: In your opinion, what are the essential qualities for success in this sector?

SGM: Essential qualities include communication, resilience, ethics, and transparency, which I consider vital for success in this sector. Additionally, technical knowledge, negotiation skills, a growth mindset, and an understanding of local culture are indispensable.

PM: What does success mean for Sérgio Macedo Lda, and how does the company measure its achievements?

SGM: For Sérgio Macedo Lda, success is measured primarily by our clients’ satisfaction and loyalty, both from direct clients and long-term partners. In real estate, success means helping people achieve their dream of finding the perfect property, positively impacting their lives. This is what Sérgio Macedo Lda strives to achieve.

PM: Are there any plans for expansion or new services clients can look forward to in the future?

SGM: Absolutely. Sérgio Macedo Lda is already brokering properties in Portugal and Dubai, but we plan to expand beyond these countries.

PM: What message would you like to leave for your clients, partners, and those considering investing in the real estate sector in Mozambique?

SGM: This is the right time to invest in Mozambique’s real estate sector. The country offers a wide range of opportunities, driven by a promising economy and an expanding market. Investing in real estate here means betting on the development of a country full of potential, whether for residential or business purposes. I believe in it and wholeheartedly recommend it.

We aim to be more than just a real estate agency. Our mission is to ensure that every client decision is firm, secure, and success-oriented.

A inflação em Moçambique poderá atingir 5,4% em 2025

A consultora Oxford Economics prevê que a inflação em Moçambique suba de 3,1% este ano para 5,4% em 2025, impulsionada por fenómenos climáticos e pela violência pós-eleitoral no país.

A consultora britânica Oxford Economics estima que a inflação em Moçambique deverá aumentar de 3,1% este ano para 5,4% em 2025 , impulsionada por factores como os fenómenos climáticos, nomeadamente o El Niño, e os impactos da violência pós-eleitoral.

Recente, a consultora destacou que “a inflação provavelmente enfrentará pressões ascendentes em 2025 devido aos efeitos adversos do El Niño recente, constrangimentos nas cadeias de fornecimento e distribuição, devido às perturbações a seguir às eleições, e um aumento das despesas de capital”.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que os preços em Moçambique registaram uma subida de 0,72% em novembro face ao mês anterior, marcando uma inflação homóloga de 2,84%. Este valor representa um aumento face aos 2,68% de outubro e aos 2,45% de setembro, consolidando uma tendência de queda mensal que sucede a quatro meses de deflação entre maio e agosto.

No início de Dezembro, o Banco de Moçambique alertou para a possibilidade de os preços continuarem a aumentar devido às consequências da tensão pós-eleitoral, conforme sublinhado no Relatório de Conjuntura Económica e Perspetivas de Inflação (CEPI). Apesar de a inflação ter se mantido estável em outubro, a instituição prevê uma tração no final de 2024, devido às restrições no abastecimento de bens e serviços resultantes das disputas eleitorais.

Eleições tensas e protestos

As perguntas têm origem nos resultados das eleições gerais de 9 de outubro, que atribuíram a vitória a Daniel Chapo, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), com 70,67% dos votos. No entanto, o principal opositor, Venâncio Mondlane, que obteve 20,32%, não confirmou os resultados e convocou protestos populares.

Desde 21 de Outubro, as manifestações têm perturbado as atividades económicas no país, incluindo fronteira principal com a África do Sul, em Ressano Garcia. O governador do Banco de Moçambique admitiu que “as projeções já vêm a incorporar esses riscos e incertezas”, sublinhando o impacto direto das tensões no mercado e na inflação.

Com o aumento das despesas públicas e as limitações no abastecimento, as perspectivas econômicas para Moçambique permanecem propostas, com pressões adicionais que podem dificultar a estabilidade financeira e social do país.

Inflation in Mozambique May Reach 5.4% in 2025

Oxford Economics, a UK-based consultancy, predicts that inflation in Mozambique will rise from 3.1% this year to 5.4% in 2025, driven by climatic phenomena and post-election violence in the country.
Oxford Economics estimates that inflation in Mozambique will increase from 3.1% this year to 5.4% in 2025, influenced by factors such as climatic events, particularly El Niño, and the impacts of post-election violence.

Recently, the consultancy highlighted that “inflation is likely to face upward pressures in 2025 due to the adverse effects of the recent El Niño, supply chain and distribution constraints caused by disturbances following the elections, and increased capital expenditures.”

Data from the National Institute of Statistics (INE) reveals that prices in Mozambique rose by 0.72% in November compared to the previous month, marking a year-on-year inflation rate of 2.84%. This figure represents an increase from 2.68% in October and 2.45% in September, consolidating a downward monthly trend following four months of deflation between May and August.

At the beginning of December, the Bank of Mozambique warned that prices might continue to rise due to the consequences of post-election tensions, as highlighted in the Economic Situation Report and Inflation Outlook (CEPI). Despite inflation remaining stable in October, the institution forecasts a rise towards the end of 2024, due to supply shortages of goods and services resulting from electoral disputes.

Tense Elections and Protests in Mozambique

The questions arise from the results of the general elections held on October 9, which awarded victory to Daniel Chapo of the Mozambique Liberation Front (Frelimo) with 70.67% of the votes. However, the main opposition leader, Venâncio Mondlane, who secured 20.32%, did not accept the results and called for public protests.

Since October 21, demonstrations have disrupted economic activities in the country, including the main border with South Africa at Ressano Garcia. The governor of the Bank of Mozambique acknowledged that “projections already incorporate these risks and uncertainties,” emphasizing the direct impact of tensions on the market and inflation.

With rising public expenditure and supply constraints, Mozambique’s economic outlook remains uncertain, with additional pressures that could challenge the country’s financial and social stability.