Saturday, April 11, 2026
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UBA Expande operações bancárias para França

O United Bank for Africa (UBA), instituição financeira líder em África, anunciou oficialmente o início das suas operações bancárias completas em França, marcando um novo ciclo no seu compromisso com a promoção do comércio e da conectividade entre África e o mundo.

A expansão para França representa um passo estratégico para consolidar a posição global do UBA. Paris será o centro das operações do UBA na União Europeia, juntando-se a Londres, Nova Iorque e Dubai como localizações estratégicas dentro da estrutura operacional global do banco. Com esta expansão, o UBA reforça a sua missão de aproximar África do resto do mundo através de soluções financeiras inovadoras.

Na última semana, durante a visita de Estado do Presidente da Nigéria, Sua Excelência Bola Ahmed Tinubu, a França, Tony Elumelu, Presidente do Grupo UBA, assinou um acordo histórico de cooperação empresarial com o Ministro das Finanças francês, Antoine Armand.

A cerimónia, realizada na presença dos Presidentes Emmanuel Macron e Bola Ahmed Tinubu, simboliza o apoio significativo do Governo francês ao estabelecimento das operações do UBA no país.

Sobre esta parceria, Tony Elumelu, Presidente do Grupo UBA, declarou:“Esta expansão reforça o nosso compromisso de fornecer serviços bancários internacionais sem descontinuidades aos nossos clientes nos 11 países africanos francófonos onde operamos, em toda a África e para clientes europeus e franceses com interesses no continente. París será fundamental para o fortalecimento das relações comerciais entre África e a Europa.”

A participação do UBA nesta iniciativa sublinha o seu papel na promoção do crescimento sustentável, através de alianças estratégicas e investimentos em infraestruturas.

Este compromisso, também, se reflete na colaboração contínua do Grupo com organizações globais, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia e a Cruz Vermelha, reforçando a missão de impulsionar o “Africapitalismo” e a prosperidade compartilhada.

Durante a visita de Estado, Tony Elumelu também participou de fóruns empresariais de alto nível, incluindo o Fórum Empresarial Internacional do Mouvement des Entreprises de France (MEDEF), que tem sido uma plataforma importante para a promoção de parcerias globais. Este evento proporcionou novas oportunidades para fortalecer laços comerciais entre a França e a África.

Durante a visita, o Presidente Emmanuel Macron reforçou o seu apreço especial pelo UBA, onde destacou um momento marcante de sua relação com o banco: em 2018, ele participou de um encontro histórico com 1.000 jovens empreendedores da Fundação Tony Elumelu (TEF) em Lagos. Macron descreveu o evento como um exemplo poderoso de como política e empreendedorismo podem se unir para impulsionar a transformação econômica e social. A ocasião simbolizou o compromisso mútuo entre França e o Grupo UBA em fomentar o crescimento empresarial e fortalecer os laços.

Com mais de 25.000 colaboradores e uma base de clientes de mais de 45 milhões em todo o mundo, o UBA continua a liderar no setor financeiro, operando em 20 países africanos e em mercados globais estratégicos. Esta expansão, em França, reflete a visão do banco em transformar as fronteiras do comércio global e estabelecer parcerias de impacto que promovam o crescimento e a inclusão financeira.

UBA Expands banking operations to France

United Bank for Africa (UBA), a leading financial institution in Africa, has officially announced the commencement of its full banking operations in France, marking a new chapter in its commitment to fostering trade and connectivity between Africa and the rest of the world.

The expansion into France represents a strategic step toward consolidating UBA’s global presence. Paris will serve as the hub of UBA’s operations within the European Union, joining London, New York, and Dubai as strategic locations in the bank’s global operational framework. Through this expansion, UBA strengthens its mission to bring Africa closer to the world with innovative financial solutions.

Last week, during Nigerian President His Excellency Bola Ahmed Tinubu’s state visit to France, Tony Elumelu, UBA Group Chairman, signed a historic business cooperation agreement with French Finance Minister Antoine Armand.

The ceremony, held in the presence of Presidents Emmanuel Macron and Bola Ahmed Tinubu, symbolizes the significant support of the French government for UBA’s establishment in the country.

Commenting on this partnership, Tony Elumelu stated:

“This expansion reinforces our commitment to providing seamless international banking services to our customers across the 11 Francophone African countries where we operate, throughout Africa, and to European and French clients with interests on the continent. Paris will play a key role in strengthening trade relations between Africa and Europe.”

UBA’s participation in this initiative underscores its role in promoting sustainable growth through strategic alliances and investments in infrastructure. This commitment is also reflected in the Group’s ongoing collaboration with global organizations such as the United Nations Development Programme (UNDP), the European Union, and the Red Cross, aligning with its mission to advance “Africapitalism” and shared prosperity.

During the state visit, Tony Elumelu also participated in high-level business forums, including the International Business Forum of the Mouvement des Entreprises de France (MEDEF), which has been an important platform for promoting global partnerships. This event provided new opportunities to strengthen commercial ties between France and Africa.

President Emmanuel Macron, during the visit, expressed his special appreciation for UBA. He highlighted a memorable moment in his relationship with the bank: in 2018, he participated in a historic meeting with 1,000 young entrepreneurs of the Tony Elumelu Foundation (TEF) in Lagos. Macron described the event as a powerful example of how politics and entrepreneurship can unite to drive economic and social transformation. The occasion symbolized the mutual commitment between France and UBA Group to fostering business growth and strengthening ties.

With over 25,000 employees and a customer base exceeding 45 million worldwide, UBA continues to lead the financial sector, operating in 20 African countries and key global markets. This expansion into France reflects the bank’s vision of reshaping global trade boundaries and establishing impactful partnerships that drive growth and financial inclusion.

Produção de energia solar cresceu 28.9%

A produção de eletricidade através de parques solares em Moçambique registou um crescimento significativo de 28,9% entre janeiro e setembro de 2024, atingindo 71.264 MegaWatts-hora (MWh), face aos 55.301 MWh produzidos no mesmo período do ano anterior. No entanto, esta fonte de energia ainda representa apenas 0,5% da produção total do país, segundo dados oficiais divulgados pela Lusa.

O panorama energético de Moçambique continua amplamente dominado pelos aproveitamentos hidroelétricos, responsáveis por 84,5% da eletricidade gerada, com destaque para a Hidroelétrica de Cahora-Bassa, que sozinha contribui com 82,3% do total.

Plano estratégico até 2030

Apesar da modesta participação actual, o Governo moçambicano aposta numa transformação significativa do sector energético através de uma “revolução solar”. A Estratégia de Transição Energética (ETS) prevê a construção de novas centrais solares com capacidade de 1.000 MW até 2030, em locais como Dondo, Lichinga, Cuamba, Zitundo, e outros ainda por identificar.

O objectivo é reforçar a presença da energia solar e eólica na matriz energética, com a meta de instalar pelo menos 7,5 GW de capacidade solar fotovoltaica e até 2,5 GW de capacidade eólica até 2050.

Incentivos ao investimento

A ETS sublinha a importância de atrair investidores industriais que necessitam de grandes quantidades de eletricidade verde. Para tal, o Governo propõe criar um ambiente empresarial e regulatório favorável ao desenvolvimento de projectos de energia renovável em larga escala.

O Programa de Leilões de Energias Renováveis é apontado como uma ferramenta estratégica para garantir a competitividade e optimização dos preços, seguindo exemplos regionais como o rápido crescimento solar na África do Sul após a implementação de iniciativas semelhantes.

Expansão e sustentabilidade

Além dos investimentos previstos em energia solar, Moçambique planeia desenvolver entre 200 MW e 500 MW de capacidade eólica ‘onshore’, principalmente na província de Inhambane, com foco na Lagoa Pathi.

A estratégia inclui um investimento total de 80 mil milhões de dólares até 2050, reforçando o compromisso do país em satisfazer a crescente procura de eletricidade de forma sustentável e ambientalmente responsável.

Com a aposta no crescimento do sector solar, Moçambique procura equilibrar a produção para exportação e o fornecimento interno, preparando-se para um futuro energético mais limpo e diversificado.

Veja como vão se comportar os preços de alimentos em dezembro

A economia moçambicana enfrenta um cenário de pressão sobre os preços, influenciado por fatores internos e externos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou para 103,31 pontos em outubro de 2024, contra 102,73 pontos em setembro. Este aumento reflecte uma tendência inflacionária, particularmente em alimentos e energia, que são essenciais para os consumidores.

A taxa de inflação mensal alcançou 0,56% em outubro, comparada a 0,16% no mês anterior, enquanto a inflação anual dos alimentos subiu para 6,25%, contra 5,29% em setembro. Esta situação é agravada pela escassez de produtos nacionais nos mercados, especialmente na capital Maputo, devido às manifestações pós-eleitorais.

Escassez e alta de preços nos mercados de Maputo

Os efeitos das manifestações têm provocado interrupções no abastecimento de produtos básicos, levando a aumentos expressivos nos preços de alimentos amplamente consumidos, como batata, cebola e tomate. No mercado informal do Fajardo, as vendedoras relatam que os preços dispararam: um saco de batatas, por exemplo, já custa quase 600 meticais no mercado grossista.

“Para termos algum lucro, precisamos vender a preços muito acima do habitual,” lamenta uma vendedora.

Energia e transporte também sentem o impacto

Além dos alimentos, os custos de energia e transporte continuam altos, com o IPC do sector de habitação, água, eletricidade e gás estagnado em 102 pontos e o de transporte em 101 pontos. Este contexto reflecte desafios estruturais que limitam o acesso a serviços essenciais a preços acessíveis.

Perspectivas e medidas

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, alertou para o impacto prolongado das manifestações nos estabelecimentos comerciais e no fluxo de mercadorias na fronteira de Ressano Garcia. “Essas interrupções podem gerar uma escassez acentuada de produtos durante a quadra festiva e fomentar a especulação de preços”, afirmou o ministro.

O governo e a Confederação das Associações Económicas (CTA) discutem medidas para mitigar os impactos, incluindo o fortalecimento da Janela Única Eletrónica para facilitar o comércio. Ao mesmo tempo, novos acordos comerciais, como o firmado com o Malawi, abrem oportunidades para maior fluxo de bens e serviços entre os países.

Embora o cenário seja desafiador, o sector privado mantém uma visão positiva e busca colaborar com o governo para estabilizar os mercados e preparar estratégias de curto e longo prazo para enfrentar as adversidades económicas.

CCMUSA Amplia rede com 20 novas empresas focando em oportunidades comerciais

A Câmara de Comércio Moçambique-EUA (CCMUSA) reforça a sua posição como um catalisador de parcerias estratégicas ao anunciar, no dia 2 de Dezembro, a integração de 20 novas empresas à sua rede. Este movimento visa potenciar relações comerciais, promover oportunidades de negócio e fortalecer as sinergias entre os mercados moçambicano e norte-americano.

Durante o anúncio, Onório Manuel, Presidente da CCMUSA, sublinhou o compromisso da instituição em fomentar um ambiente de negócios dinâmico, mesmo perante os desafios de instabilidade no país. “Estamos confiantes na capacidade de superar obstáculos e em continuar a promover parcerias que beneficiem os nossos membros e a economia moçambicana”, destacou.

Empresas em destaque na nova rede da CCMUSA

As novas empresas abrangem uma ampla gama de sectores estratégicos, reforçando a diversidade e a capacidade de resposta da Câmara às necessidades do mercado. Entre os novos membros, destacam-se:

  1. Ecolog Mozambique: Líder em gestão de activos, oferecendo soluções inovadoras nos sectores industrial e de infra-estruturas.
  2. International Facilities Services Mozambique: Especialista em restauração e gestão de instalações, com foco na optimização de espaços corporativos.
  3. Civitas Partner Group: Investe em energia, infraestruturas e logística, promovendo o desenvolvimento económico na África Subsaariana.
  4. Tempos Correctores de Seguros: Referência em benefícios para funcionários e soluções acessíveis no mercado africano de seguros.
  5. Moz Coating Construction: Especialista em inspecção e aplicação na construção civil, com uma equipa de profissionais qualificados.
  6. Mozambique Broadcasting Company (MBC): Canal de televisão nacional comprometido com conteúdos informativos, educativos e de entretenimento que destacam a economia do país.
  7. Continental Cleaners: Fornecedora de soluções sustentáveis de limpeza e paisagismo para espaços corporativos e residenciais.
  8. Gás e Petróleo, Consultores e Serviços: Consultora de referência no sector energético, com foco em projectos de petróleo, gás e mineração.

Um futuro promissor para o comércio bilateral

A adesão destas empresas não só amplia a representatividade da CCMUSA, mas também reforça o papel da instituição como plataforma de ligação entre Moçambique e os Estados Unidos. Com sectores como energia, infra-estruturas, comunicação e serviços no centro das atenções, a Câmara espera continuar a alavancar novas oportunidades que contribuam para o crescimento sustentável e para a internacionalização das empresas moçambicanas.

Este movimento estratégico reflecte o compromisso da CCMUSA em actuar como um pilar de desenvolvimento, promovendo um futuro mais próspero para os seus membros e para o panorama económico do país.

MISAU lança projecto de digitalização de hospitais para reduzir custos

O ministro da Saúde moçambicano lançou recentemente, em Maputo, o projecto de digitalização das unidades hospitalares de Moçambique que visa reduzir custos com a impressão de processos clínicos e melhorar o atendimento ao paciente.

“O uso de um sistema digital permitirá reduzir os custos com a impressão de processos clínicos, blocos de receita, instrumentos de recolha de dados, entre outros. Permite reduzir a duplicação de exames médicos que, para além de criar custos desnecessários, aumenta a morosidade na assistência médica”, disse Armindo Tiago, durante o lançamento do projecto no Hospital Geral de Mavalane, em Maputo, onde já está a ser implementado em fase piloto.

O “Projecto de Digitalização das Unidades Sanitárias” visa reduzir as limitações impostas pelo uso do papel nos registos médicos, minimizando, assim, os riscos de perda de informações, duplicação de procedimentos e atrasos nos serviços, indica o Ministério da Saúde.

Além da redução de custos, Armindo Tiago apontou ainda a melhoria no atendimento ao paciente, gestão baseada em informação, eficiência nos serviços e na gestão de ‘stocks’ como os principais benefícios do projeto de digitalização, que deverá também permitir o acesso à informação em tempo real.

“Queremos eliminar as limitações físicas dos arquivos em papel, promovendo uma gestão integrada e mais segura. Assim sendo, o risco de perda de processos e a duplicação de tratamentos comuns nos registos manuais serão drasticamente reduzidos, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem no que realmente importa: prestar um atendimento médico de qualidade à população”,

Para o ministro da Saúde moçambicano, o lançamento do projeto representa ainda um “passo significativo” para o futuro da saúde em Moçambique, no qual a tecnologia e a humanidade se unem para “proporcionar um cuidado mais eficiente, acessível e de alta qualidade”.

“A digitalização do sistema de informação em saúde vai muito mais além do que a simples recolha de dados. Trata-se de uma transformação que torna as informações em saúde acessíveis, seguras e úteis para os diferentes níveis de atendimento em saúde”, destacou Tiago.

O país tem um total de 1.778 unidades de saúde, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo dados do Ministério da Saúde consultados pela Lusa.

BdM Reafirma compromisso com estabilidade de preços e crescimento sustentável

Conforme detalhado no relatório ECONOMIC OUTLOOK AND INFLATION FORECASTS Nº 55, 13º ano, Setembro 2024, o Governador do Banco de Moçambique destacou a importância da estabilidade de preços como pilar essencial para a proteção do poder de compra dos cidadãos e para a promoção do crescimento económico equilibrado e sustentável no país. Segundo o documento, o mandato primordial da instituição é garantir que a inflação permaneça baixa, estável e em um dígito no médio prazo, criando um ambiente macro-económico favorável para poupanças, investimentos e redução das incertezas económicas.

O Papel do Comité de Política Monetária (MPC)

Para alcançar este objectivo, o Banco de Moçambique atua através do Comité de Política Monetária (MPC), composto pelo Governador, Vice-Governador, membros da administração e convidados permanentes. Este órgão é responsável por definir a Taxa de Política Monetária, conhecida como MIMO, que serve como âncora para operações no mercado interbancário e sinaliza a postura da política monetária. Introduzida em abril de 2017, a taxa MIMO é uma ferramenta crucial para influenciar a inflação através dos canais de expectativas, taxa de câmbio e crédito.

O relatório destaca que as decisões relacionadas à taxa MIMO são baseadas em projeções de inflação e na avaliação de riscos e incertezas económicas ao longo de pelo menos oito trimestres. Caso as projecções se desviem significativamente do objectivo principal da política monetária, o MPC implementará medidas correctivas para reverter as tendências indesejadas.

Reuniões regulares e comunicação transparente

O MPC reúne-se ordinariamente a cada dois meses e pode convocar reuniões extraordinárias sempre que as condições económicas o exijam. As decisões tomadas pelo comité são comunicadas de forma transparente ao público, por meio de comunicados e conferências de imprensa lideradas pelo Governador, reforçando a importância da comunicação aberta na construção da confiança do mercado e dos cidadãos.

Ademais, o relatório de Perspectivas Económicas e Projecções de Inflação (CEPI) é utilizado para divulgar os factores e as razões por trás das decisões do MPC, ampliando o entendimento do público sobre os objectivos e a condução da política monetária no país.

Impacto na economia nacional

A estabilidade de preços promovida pelo Banco de Moçambique tem efeitos significativos no estímulo ao crescimento económico. Taxas de inflação controladas reduzem as incertezas para agentes económicos, criam condições para taxas de juros mais atrativas e incentivam o investimento e a poupança. Este cenário reforça a capacidade do país de sustentar um crescimento económico equilibrado e de atrair investidores, fortalecendo a confiança no sistema financeiro.

Com este compromisso renovado, o Banco de Moçambique reafirma o seu papel central na construção de um futuro económico próspero para o país, promovendo medidas que não apenas estabilizam os preços, mas também fomentam o desenvolvimento económico sustentável e inclusivo.

Nedbank aposta em Moçambique para impulsionar lucros e diversificar operações em África

O Nedbank Group Ltd., quarto maior banco da África do Sul em activos, está a redefinir a sua estratégia no continente africano, buscando reduzir a dependência do mercado sul-africano e aumentar significativamente os lucros provenientes de outros países da região, incluindo Moçambique. Este movimento reflete uma tendência crescente entre bancos sul-africanos que procuram diversificar as suas operações para aproveitar o rápido crescimento económico da África Subsariana, projectado em 3,6% em 2024 e 4,2% em 2025, comparado aos modestos 1,1% da economia sul-africana.

Moçambique como pilar estratégico

Entre os mercados-alvo, Moçambique destaca-se pela sua economia em ascensão, impulsionada pelo sector de gás natural liquefeito (LNG). O país possui reservas significativas que prometem transformar a sua economia, com projectos multibilionários liderados por empresas como a TotalEnergies. O Nedbank, ao expandir sua operação em Moçambique, pretende capitalizar essas oportunidades no sector energético, enquanto contribui para o financiamento de infra-estruturas que possam sustentar o crescimento económico a longo prazo.

Ademais, o banco está posicionado para apoiar o crescimento de pequenos e médios empreendimentos (PMEs) e iniciativas de energia renovável, alinhando-se às necessidades de desenvolvimento sustentável no país.

Desafios e riscos

Apesar do potencial de crescimento, a expansão do Nedbank em Moçambique enfrenta desafios significativos, incluindo:

  • Riscos Políticos e Regulatórios: A instabilidade política e os processos regulatórios complexos podem criar obstáculos para novos investimentos.
  • Volatilidade Cambial: A flutuação do metical em relação ao dólar representa um risco para a rentabilidade das operações locais.
  • Infraestrutura Financeira Limitada: Embora Moçambique esteja a progredir, o sistema financeiro ainda carece de uma base robusta para suportar transacções de grande escala.

Soluções e estratégias

O Nedbank planeia mitigar esses riscos por meio de parcerias estratégicas e iniciativas locais, como:

  • Foco no LNG e Energias Renováveis: Alavancar a experiência no financiamento de grandes projectos energéticos, como o gás natural, e apoiar projectos de energia solar e eólica.
  • Fortalecimento das Operações Locais: Expandir a capacidade em Moçambique para capturar uma maior participação de mercado no sector bancário.
  • Inclusão Financeira: Possível criação de fundos para apoiar pequenas empresas lideradas por mulheres, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico e a redução das desigualdades.

O Papel de Moçambique no crescimento regional

A aposta do Nedbank em Moçambique também está inserida numa visão mais ampla para transformar a sua operação no continente. A meta é que, nos próximos 5 a 10 anos, até 40% dos lucros do banco provenham de mercados fora da África do Sul, um salto significativo dos actuais 9,2%.

A Aposta em Moçambique

Ao fortalecer suas operações em mercados como Moçambique, o banco não apenas contribui para o desenvolvimento económico local, mas também posiciona-se como um parceiro estratégico na dinamização de sectores-chave da economia africana.

O plano de expansão do Nedbank em Moçambique é uma demonstração do potencial transformador da colaboração entre o sector privado e as economias africanas em crescimento. Apesar dos desafios, o país oferece um terreno fértil para investimentos estratégicos, especialmente no sector de recursos naturais e infra-estruturas, destacando-se como um dos pilares da visão do banco para o futuro.

Fonte: Bloomberg

Nedbank bets on Mozambique to boost profits and diversify operations in Africa

Nedbank Group Ltd., South Africa’s fourth-largest bank by assets, is redefining its strategy on the African continent by seeking to reduce dependence on the South African market and significantly increase profits from other countries in the region, including Mozambique. This move reflects a growing trend among South African banks to diversify their operations and tap into the rapid economic growth of Sub-Saharan Africa, projected at 3.6% in 2024 and 4.2% in 2025, compared to South Africa’s modest 1.1% growth.

Mozambique as a Strategic Pillar

Among its target markets, Mozambique stands out due to its burgeoning economy driven by the liquefied natural gas (LNG) sector. The country boasts significant reserves that promise to transform its economy, with multibillion-dollar projects spearheaded by companies like TotalEnergies. By expanding its operations in Mozambique, Nedbank aims to capitalize on these opportunities in the energy sector while contributing to the financing of infrastructure projects that can sustain long-term economic growth.

Moreover, the bank is well-positioned to support the growth of small and medium enterprises (SMEs) and renewable energy initiatives, aligning its efforts with the country’s sustainable development needs.

Challenges and Risks

Despite its growth potential, Nedbank’s expansion in Mozambique faces significant challenges, including:

  • Political and Regulatory Risks: Political instability and complex regulatory processes could create barriers for new investments.
  • Currency Volatility: The fluctuation of the metical against the dollar poses a risk to the profitability of local operations.
  • Limited Financial Infrastructure: Although Mozambique is making progress, its financial system still lacks the robustness required to support large-scale transactions.

Solutions and Strategies

Nedbank plans to mitigate these risks through strategic partnerships and local initiatives, such as:

  • Focus on LNG and Renewable Energies: Leveraging expertise in financing major energy projects like natural gas and supporting solar and wind energy projects.
  • Strengthening Local Operations: Expanding capacity in Mozambique to capture a larger market share in the banking sector.
  • Financial Inclusion: Potentially creating funds to support small businesses led by women, contributing to socioeconomic development and reducing inequalities.

Mozambique’s Role in Regional Growth

Nedbank’s investment in Mozambique is part of a broader vision to transform its operations across the continent. Over the next 5 to 10 years, the bank aims to generate up to 40% of its profits from markets outside South Africa, a significant increase from the current 9.2%.

The Mozambique Opportunity

By strengthening its presence in markets like Mozambique, Nedbank not only supports local economic development but also positions itself as a strategic partner in driving key sectors of Africa’s economy.

Nedbank’s expansion plans in Mozambique highlight the transformative potential of collaboration between the private sector and Africa’s growing economies. Despite challenges, the country provides fertile ground for strategic investments, particularly in natural resources and infrastructure, making it a cornerstone of the bank’s vision for the future.

Source: Bloomberg

Arcina Dauto: “O sucesso está em olharmos todos para a mesma direcção”

Profile Mozambique: Como nasceu a Tara Travel que hoje é uma referência no sector?

Arcina Dauto: A Tara Travel nasceu em 2003 como uma pequena empresa familiar. Éramos apenas três trabalhadores: eu, um funcionário que ainda integra a equipa, e uma emissora responsável pelas reservas de bilhetes. Desde o início, tínhamos uma enorme vontade e determinação de nos inserirmos na área do turismo. Eu acumulava funções, desde a área comercial à financeira, assegurando o funcionamento do negócio.

Hoje, a Tara Travel é uma empresa consolidada, mas mantém as suas raízes familiares. Continuamos a operar no mesmo espaço, tendo expandido significativamente para acompanhar o crescimento das operações e atender melhor os nossos clientes.

PM: Quais os serviços que a Tara Travel oferece hoje?

AD: Inicialmente, focávamo-nos na venda de passagens aéreas, domésticas e internacionais. Com o tempo, diversificámos os serviços para responder às necessidades dos clientes e do mercado.

Hoje, oferecemos uma ampla gama de serviços, como reservas de alojamento, pacotes turísticos, assistência com vistos e turismo médico. Apesar disso, o nosso ponto forte permanece a venda de passagens aéreas, tanto nacionais como internacionais. Este foco permite-nos garantir um serviço de excelência nessa área, enquanto exploramos outras oportunidades no sector do turismo.

PM: O que torna a Tara Travel única em comparação com outras empresas do sector?

AD: A Tara Travel tem trabalhado continuamente para alcançar a excelência nos serviços que oferece. Um exemplo disso é o reconhecimento como uma das dez melhores agências. Além disso, acreditamos que, em termos de qualidade de serviço, superamos essa posição, graças à nossa dedicação em exceder as expectativas dos clientes.

Estamos alinhados com os nossos objectivos ao focarmo-nos na qualidade do atendimento, na diversidade dos serviços e na inovação constante para responder às exigências do mercado. Pretendemos continuar a liderar na venda de bilhetes e ser uma referência em outros serviços turísticos, mantendo o compromisso com a satisfação do cliente e a criação de valor.

PM: Quais foram os momentos mais marcantes ao longo destes 20 anos de actividade?

AD: Ao longo destes 20 anos, passámos por muitas etapas e transformações. Quando começamos, em 2003, o cenário era muito diferente. Havia poucas agências de viagens, e os desafios de mercado eram outros. Identificámos, na altura, uma necessidade clara: atender segmentos que estavam subservidos, como embaixadas e instituições internacionais. Tínhamos contactos com algumas embaixadas e foi aí que tudo começou.

Com o tempo, o mercado foi mudando. Novas agências foram surgindo e a concorrência intensificou-se. Isso obrigou-nos a adaptar-nos e a reinventar-nos. O crescimento do mercado trouxe também novas oportunidades e exigiu que aprendêssemos a lidar com outros segmentos, para além dos nossos primeiros clientes corporativos. Passámos a trabalhar com clientes de lazer, empresas estrangeiras, multinacionais e muitos outros.

Foi uma jornada de muito aprendizado e crescimento, sempre com o foco em atender as necessidades dos nossos clientes e acompanhar a evolução do mercado. Este percurso moldou o que somos hoje: uma empresa sólida, adaptável e comprometida com a qualidade dos nossos serviços.

PM: Quais são os vossos principais segmentos de clientes?

AD: Trabalhamos com dois segmentos principais: viagens empresariais e de lazer. Embora ofereçamos muitos pacotes turísticos, especialmente nesta época do ano, o nosso foco principal é o segmento corporate. Temos uma base sólida de clientes empresariais, tanto a nível doméstico como internacional, que sustenta a Tara Travel.

Relativamente ao turismo doméstico, vemos um grande potencial ainda por explorar. Contudo, o turismo interno em Moçambique é caro, o que limita a procura. Apesar disso, esforçamo-nos para promover o país, que é riquíssimo em recursos naturais e possui praias maravilhosas que merecem destaque.

PM: Quais são, na sua opinião, os maiores desafios e oportunidades para o turismo em Moçambique?

AD: O maior desafio para o turismo em Moçambique está na falta de infraestruturas adequadas, como estradas em bom estado, e na ausência de condições de segurança suficientes para os turistas. Estes fatores, aliados aos custos elevados do turismo interno e externo, dificultam a promoção do país como um destino competitivo e acessível. Sem estas melhorias estruturais, torna-se difícil atrair mais visitantes e fomentar o crescimento do sector.

Quanto às oportunidades, elas são imensas. Moçambique é um país belíssimo, com uma diversidade cultural e natural extraordinária. Existe um grande interesse internacional em conhecer o país, e acredito que, com investimentos específicos e políticas públicas adequadas, o sector privado estará preparado para desenvolver o turismo de forma sustentável. Participamos regularmente em feiras internacionais, onde notamos o entusiasmo de quem já ouviu falar de Moçambique ou deseja visitá-lo.

Com o acesso às ferramentas e condições certas, poderemos mostrar ao mundo o verdadeiro potencial de Moçambique como um destino de excelência. É um trabalho que exige colaboração entre o governo, o sector privado e todos os intervenientes, mas acredito que, com o tempo, alcançaremos o reconhecimento que o nosso país merece no panorama internacional. A Tara Travel continuará empenhada em contribuir para este percurso, promovendo Moçambique como um destino único e especial.

PM: Que conselho daria a um jovem empresário que quer começar um negócio no sector turístico?

AD: O meu conselho é simples: se realmente tiverem vontade, comecem. Há espaço para todos nesta área, mas é essencial ter um objectivo claro e muita determinação. Não é um sector fácil, exige muito trabalho, mas as oportunidades surgem com o tempo.

Podem começar devagar, com recursos limitados, mas isso não deve ser um impedimento. O mais importante é dar os primeiros passos, por mais pequenos que sejam, e nunca desistir. Cada dia traz um novo desafio e uma nova oportunidade, e é preciso enfrentá-los com persistência. Trabalhem sempre com foco, porque, com esforço e dedicação, alcançarão os vossos objectivos.

Assista o video da entrevista em: https://youtu.be/57h6ckQjafs

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