Uma significativa maioria dos Moçambicanos afirma que o seu governo está a ter um desempenho fraco no que respeita ao fornecimento de serviços de abastecimento de água e saneamento, revela o mais recente inquérito do Afrobarometer. A proporção de críticos sobe para três quartos entre os adultos sem escolaridade e os entrevistados em situação de pobreza.
Mais de seis em cada 10 cidadãos relatam ter ficado, pelo menos uma vez durante o último ano, sem água potável suficiente para uso doméstico.
Apenas uma pequena minoria relata ter uma sanita ou a sua principal fonte de água dentro da própria casa, sendo os residentes em zonas rurais particularmente propensos a relatar a necessidade de ir buscar água fora do seu quintal.
Principais resultados
▪ Cerca de dois terços (63%) dos Moçambicanos relatam ter ficado, pelo menos uma vez durante o último ano, sem água potável suficiente para uso doméstico (Figura 1).
Os residentes em zonas rurais têm 12 pontos percentuais mais probabilidade do que os residentes urbanos de afirmar que ficaram sem água potável suficiente em uma ou mais ocasiões (44% contra 32%).
▪ Menos de um em cada 20 cidadãos (4%) afirma que a sua principal fonte de água está dentro da casa. Uma sólida maioria (63%) afirma que a sua principal fonte de água está fora do quintal, enquanto cerca de metade desse número (33%) afirma que está dentro do quintal (Figura 2).
▪ Apenas 6% dos entrevistados relatam ter uma sanita ou latrina dentro da casa. Cerca de sete em cada 10 cidadãos (71%) afirmam que a sua sanita está localizada dentro do quintal, enquanto 20% afirmam que a sua sanita está fora do quintal (Figura 3).
Os residentes em zonas rurais têm maior probabilidade do que os residentes urbanos de ter a sanita fora do quintal (22% contra 16%) e menor probabilidade de a ter dentro da casa (2% contra 11%).
▪ Mais de seis em cada 10 Moçambicanos (63%) afirmam que o governo está a ter um desempenho “razoavelmente mau” ou “muito mau” no que respeita ao fornecimento de serviços de abastecimento de água e saneamento (Figura 4).
As avaliações negativas são particularmente comuns entre os pobres (76% das pessoas que vivenciam um elevado nível de pobreza vivida) e entre os cidadãos sem escolaridade formal (75%).



