Friday, September 11, 2026
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Produção de gás em Temane e Pande cai e reduz lucro da CMH em quase 10 milhões de dólares

A produção e venda de gás natural e condensado nos campos de Temane e Pande, na província de Inhambane, registaram uma queda no ano económico de 2026, afectando os resultados da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), que viu o seu lucro reduzir em cerca de 9,8 milhões de dólares.

Segundo o Relatório e Contas de 2026 da CMH, a produção média bruta de gás natural caiu 18%, para 402 milhões de pés cúbicos por dia, contra cerca de 492 milhões de pés cúbicos por dia registados no ano anterior.

A produção média de condensado também recuou 8,4%, para 787 barris por dia, acompanhando a redução da disponibilidade de gás nos campos operados pelo consórcio liderado pela Sasol.

A quebra da produção reflectiu-se nas vendas. O volume comercializado de gás natural diminuiu 15,6%, para 142,16 milhões de gigajoules, enquanto as vendas de condensado registaram uma redução de 11,1%.

A CMH atribui o desempenho negativo a problemas operacionais na Central de Processamento, incluindo indisponibilidade temporária de equipamentos críticos, avarias e paragens de produção. A empresa aponta ainda limitações no fornecimento de gás devido à redução da capacidade de alguns furos, bem como problemas de integridade em furos de Pande, avançou a Carta.

As condições meteorológicas adversas no início de 2026 também afectaram as operações. As inundações provocaram interrupções na circulação da Estrada Nacional Número 1 (EN1), dificultando o transporte de condensado e obrigando à redução temporária do fornecimento para exportação.

Além da menor produção, a CMH registou uma queda no preço de venda do condensado, influenciada pela descida das cotações internacionais do petróleo Brent.

Como resultado, o lucro da empresa caiu para 36,9 milhões de dólares em 2026, contra 46,7 milhões de dólares no ano anterior.

A CMH participa no Projecto de Gás Natural de Pande e Temane com uma quota de 25%, ao lado da Sasol Petroleum Temane, que detém 70%, e da International Finance Corporation (IFC), com 5%. O projecto constitui uma das principais fontes de produção de gás natural de Moçambique e tem um papel estratégico no fornecimento energético nacional e regional.

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