Friday, June 5, 2026
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Recursos florestais em risco de desaparecer pela incidência do desmatamento

Moçambique perde anualmente cerca de 276 mil hectares de floresta, o que equivale a mais de 200 mil campos de futebol resultantes do corte de árvores. Em 2020 registrou-se um incremento de 123 para 267 em 2023, referentes a perda de hectares de floresta.

Grande parte do desmatamento é causado por práticas agrícolas insustentáveis e a exploração de madeira, razão pela qual, Jorge Carilhos, pesquisador e Especialista em Conservação da Biodiversidade, adverte ser necessário aprimorar o sistema agrícola no país. Tendo dito “modernizar a agricultura é a forma mais rápida de frear o desflorestamento”.

Por sua vez, Nélia Nhambire, ambientalista, explica que a falta de conscientização sobre o valor do recurso terra está na ordem dos factores determinantes do desmatamento. “Um bom começo para reverter o cenário actual é desenvolver políticas que divulguem o papel e o lugar da floresta na vida das populações”, declarou.

Além disso, é fundamental que as políticas de conservação sejam implementadas de forma integrada, envolvendo a participação das comunidades locais, governos e organizações não governamentais. As populações que dependem directamente das florestas para a sua subsistência precisam ser incluídas no processo de tomada de decisões sobre o uso da terra e dos recursos naturais. A criação de alternativas sustentáveis de geração de renda, como o ecoturismo, podem contribuir para a redução do desmatamento, oferecendo à população meios de viver de maneira mais sustentável sem prejudicar os recursos naturais. A reversão do actual cenário de desmatamento em Moçambique exige um esforço colectivo e coordenado entre todos os sectores regulatórios. Vale ressaltar que de 20 a 24 de Março, celebra-se a semana internacional das florestas.

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