Quinta-feira, Abril 3, 2025
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“Sem o gás de Pande e Temane, o sul de Moçambique enfrentaria um apagão”

A produção de gás natural nos campos de Pande e Temane tem sido um factor crucial para a segurança energética e o desenvolvimento industrial do sul de Moçambique. A dependência desse recurso é tão significativa que, sem ele, a região enfrentaria um apagão, uma vez que cinco centrais termoelétricas deixariam de produzir energia, alertou Mateus Mosse, Director de Relações Corporativas da Sasol Moçambique, numa publicação recente no LinkedIn.

“Você sabia que, sem o gás de Pande e Temane, o sul de Moçambique enfrentaria um apagão, porque cinco centrais termoeléctricas deixariam de produzir energia? A energia (452 MW) que sustenta o progresso do sul de Moçambique vem do subsolo, do gás produzido pela Sasol”, destacou Mosse.

De facto, as centrais térmicas de Ressano Garcia (CTRG), Temane, Kuvaninga, Maputo e Gigawatt Moçambique, com uma capacidade combinada de 452 MW, dependem directamente do gás extraído por esta multinacional. Além da produção eléctrica, dezenas de indústrias e empresas moçambicanas também utilizam este recurso como insumo fundamental para suas operações, evitando o recurso a combustíveis mais caros e poluentes.

Segundo o representante da Sasol, sem o fornecimento contínuo de gás natural, milhares de empregos desapareceriam e o impacto na economia nacional seria devastador. O gás de Pande e Temane, além de garantir eletricidade para milhões de pessoas, também abastece o sector industrial e sustenta o crescimento económico de Moçambique.

Sustentabilidade e Crescimento

Nos últimos 20 anos, a Sasol tem sido um actor-chave na diversificação da matriz energética moçambicana, investindo em infra-estrutura e parcerias estratégicas que garantem um fornecimento estável de energia. O gás extraído da bacia de Temane abastece ainda sistemas de gás canalizado no Grande Maputo e no Norte de Inhambane, além de promover alternativas energéticas mais sustentáveis, como o gás veicular.

Diante desse cenário, especialistas apontam que a continuidade dos investimentos na exploração e distribuição de gás será essencial para que Moçambique reduza a dependência de importações energéticas, fortaleça a sua indústria local e assegure um futuro energético mais sustentável.

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