O Nedbank Moçambique afirmou ontem na cidade de Maputo, que quer ter uma participação activa nos projectos de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
“Obviamente estamos muito entusiasmado com a retoma do projecto e queremos ter um papel activo em tudo que estiver a ver com este projecto, quer através dos principais players e, naturalmente, com todo o ecossistema que vai servir este projecto, disse CEO do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues.
Falando em conferência de imprensa de apresentação dos resultados financeiros, Joel Rodrigues revelou que o Nedbank quer ser parte de solução, através de apoio e criação de um tecido empresarial moçambicano que seja sustentável para muito mais do que apenas esses projectos.
Prova disto é que em termos de números, o Nedbank diz estar a gerir cerca de 35 triliões de meticais que, segundo Rodrigues, será disponibilizado ao serviço de Moçambique.
“Mas mais importante do que isto é que pertencemos a um grupo que gera um balanço de cerca de 90 biliões de dólares e que já demostrou um compromisso muito grande com Moçambique porque investiu ao longo mais de 10 anos num tecido económico difícil e adverso”.
Avaliado em mais de 20 mil milhões de dólares o projecto da petrolífera Francesa Tottal Energies retomou o projecto de produção de gás natural liquefeito na Península de Afungi, em Palma, após quatro anos de paralisação sob alegação de “força maior’’.
No discurso de relançamento do empreendimento, o Presidente da República disse que o acto representa a capacidade de Moçambique de superar desafios e recuperar a confiança perante os investidores internacionais.



