A Cervejas de Moçambique (CDM) aumentou o lucro líquido em 51,7% em 2025, para 2,59 mil milhões de meticais, face aos 1,71 mil milhões registados no ano anterior, segundo o relatório e contas da empresa.
O volume de negócios cresceu 16,9%, para 26,67 mil milhões de meticais, enquanto o lucro bruto atingiu 10,8 mil milhões, contra 8,4 mil milhões em 2024.
Perante a melhoria dos resultados, a CDM aprovou dividendos de 8,15 meticais por acção, num total de 1,29 mil milhões de meticais, mais do dobro dos 520 milhões distribuídos relativamente ao exercício anterior.
A empresa, que integra o grupo belga AB InBev, detém marcas como 2M, Laurentina e Impala e mantém uma posição dominante no mercado moçambicano de cerveja.
Apesar do desempenho positivo, a CDM identifica como principais riscos a escassez de divisas, a dependência de matérias-primas e materiais de embalagem importados e a exposição às oscilações do dólar, euro e rand sul-africano.
A posição financeira da empresa também registou uma melhoria significativa. O dinheiro e equivalentes de caixa aumentaram de 6,88 mil milhões para 17,35 mil milhões de meticais entre o final de 2024 e 2025.
A CDM destaca ainda o impacto da cerveja Impala, produzida com mandioca e milho, que envolve mais de 6.000 pequenos produtores moçambicanos e cerca de 190 mil pessoas ao longo da cadeia de valor.
Fonte: Club of Mozambique



