As novas tarifas para o transporte de passageiros na Grande Área Metropolitana de Maputo, originalmente propostas para entrarem em vigor na quarta-feira, foram adiadas para a primeira semana de Janeiro.

O presidente da Federação Moçambicana das Associações de Transporte Rodoviário (FEMATRO), Castigo Nhamane, disse ao jornal “Fizemos a proposta há um mês, apresentámo-la ao governo, como a lei exige, e ontem recebemos um documento, segundo o qual o nosso pedido foi analisado. Mas será aprovado a 15 de Dezembro, e entrará em vigor a 2 de Janeiro”.

Face a este atraso, Nhamane instou os seus colegas operadores de transportes “a aceitarem a orientação do governo. Enviei o documento do governo a todos os nossos associados. Sei que isto pode causar descontentamento, mas apelo à calma e paciência por mais um mês”.

Dentro da área da Grande Maputo, as tarifas estão fixadas em aumentar de dez meticais (cerca de 16 cêntimos americanos) para 12 meticais para distâncias inferiores a dez quilómetros. Para distâncias mais longas, dentro da cidade, as tarifas deverão subir de 12 para 15 meticais.

Quanto às tarifas interprovinciais, a FEMATRO quer que os passageiros paguem dois meticais por quilómetro. Isso significaria que a viagem de Maputo para Vilanculo, na província de Inhambane, uma distância de 725 quilómetros, custará 1.400 meticais, um aumento de 40% sobre a tarifa actual de 1.000 meticais.

Os operadores de transporte justificam as novas tarifas citando o aumento dos preços dos combustíveis no final de Outubro. O preço do gasóleo utilizado pela maioria dos operadores de transporte de passageiros aumentou de 57,45 para 61,71 meticais por litro – um aumento de 7,4 por cento, muito inferior aos aumentos tarifários que a FEMATRO está a exigir.

Os operadores afirmam que os preços dos pneus, peças sobressalentes e manutenção, aumentaram substancialmente desde 2015, a última vez que foi autorizado um aumento tarifário.

FONTEClub of Mozambique

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