A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) prevê que a economia de Moçambique tenha um crescimento negativo de 2,3% este ano, recuperando para 1,2% em 2021, devido aos impactos da pandemia de covid-19.

“Em 2021, assumindo que a pandemia está sob controlo, o PIB real deve aumentar 1,2%, a seguir a uma contracção estimada de 2,3% em 2020”, lê-se numa nota sobre a economia moçambicana.

No relatório, enviado aos clientes, os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist consideram que “a produção de carvão vai recuperar porque a exploração acelera gradualmente, depois de estar quase parada em 2020 devido à queda na procura de energia a nível mundial, e o setor da agricultura mantém-se forte, assente nas condições meteorológicas favoráveis”.

Para a EIU, a inflação vai subir de 3,2%, este ano, para 3,6% no próximo ano, impulsionada pelo aumento do consumo privado motivado pelo levantamento das restrições, mas o metical vai continuar a desvalorizar-se. “Antevemos então que a inflação acelere até ao final do nosso período de previsões, chegando a uma média de 8% em 2025 devido ao crescimento económico generalizado devido ao aumento dos investimentos no gás”, escrevem os analistas.

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Sobre a actuação do Governo no combate à pandemia de covid-19, a EIU escreve que “os esforços do Executivo têm sido genericamente ineficazes na contenção da propagação do vírus, e a repressão à infração das regras têm inflamado as tensões sociais”.

Para estes analistas, “o Governo está a tentar reduzir a sua própria responsabilidade na contenção do vírus, empurrando o ónus para os indivíduos, enquanto dá prioridade à retoma da actividade económica”, mas conclui que “com espaço orçamental limitado para dar redes de segurança social aos mais desfavorecidos, o risco de instabilidade social será maior”.

FONTEMercados

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