A Eni italiana diz que, apesar da recente violência militante no país, a empresa está no bom caminho para arrancar com a sua capacidade de 3,4 milhões de tm/ano de produção de GNL flutuante Coral South ao largo de Moçambique em 2022.

“Confirmamos que até agora a violência no norte de Moçambique não afectou a linha temporal do projecto Coral Sul e confirmamos o arranque em 2022 de acordo com o calendário”, disse o porta-voz da Eni.

Mais de 30 milhões de mt/ano de capacidade de produção de GNL estão em desenvolvimento em Moçambique, uma vez que o país pretende juntar-se às fileiras dos maiores exportadores de GNL do mundo.

No entanto, existem receios crescentes de que a indústria de GNL do país, que se encontra em fase de arranque, possa ser descarrilada pela crescente insurreição islamista que começou em Outubro de 2017.

Para Eni, contudo, os trabalhos estão dentro do calendário previsto em Coral South, que passou à decisão final de investimento em 2017 e será o primeiro projecto de GNL de Moçambique a entrar em funcionamento.

Baseia-se nos 450 Bcm de recursos no campo de Coral na Área 4 ao largo de Moçambique.

Em 2016, a Eni e os seus parceiros da Área 4 assinaram um acordo com a BP para levar todo o volume de GNL a ser produzido pela Coral South durante mais de 20 anos.

Situação de segurança
Enquanto Coral South prossegue como planeado, os outros dois projectos planeados enfrentam atrasos.

TotalEnergies CFO Jean-Pierre Sbraire disse a 29 de Abril que o seu projecto de GNL em Moçambique seria atrasado “pelo menos um ano” por causa da situação de segurança. A empresa tinha visado o primeiro GNL do projecto em 2024.

Entretanto, a planeada instalação de GNL da ExxonMobil, com 15,2 milhões de tm/ano da Rovuma, continua em espera, sem qualquer decisão final de investimento.

Ambas estão localizadas no nordeste de Moçambique, perto da cidade de Palma e a cerca de 60 km da cidade portuária de Mocimboa da Praia.

FONTESP Global

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