Thursday, September 17, 2026
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Fábrica de gás de cozinha de Inhambane vai reforçar gás canalizado

Quem assim o diz é o director Comercial da Empresa Nacional dos Hidrocarbonetos (ENH), Titos Nhabomba, que falava, na terça-feira, durante o seminário subordinado ao tema “Contribuição de Gás Natural para o Sector de Infraestruturas, Educação e Saúde”, na Feira Agropecuária, Comercial e Industrial (FACIM), em Ricatla, no distrito de Marracuene.

A cidade de Maputo foi o local que acolheu o projecto-piloto de gás canalizado, com uma meta de abranger a 400 famílias. Neste momento, a ENH contabiliza que já foram abrangidas todas as que se pretendia alcançar.

Na província de Inhambane, cerca de 2 mil famílias já estão a consumir o gás fornecido por tubagem, um número visto pela ENH como positivo e estimulante.

Ocorre que, no entanto, as ligações que estão a ser feitas custam 5 mil meticais por cada família, mas no total,  uma ligação custa 150 mil meticais, valor que é coberto pela própria ENH.

A empresa justifica que a abrangência tende ser lenta por ser honeroso montar uma única canalização. Seja por isso que a ENH espera que o unidade de produção do gás canalizado venha a massificar o acesso deste recurso.

“Esta unidade poderá gerar 30 mil toneladas de gás de cozinha por ano e estas projecçcões vão possibilitar que mais famílias consumam o gás, substituindo o uso de combustível de biomassa, na senda do combate ao desflorestamento”, referiu-se a fonte.

A ENH aponta que a massificação do acesso ao gás de cozinha a nível doméstico tem o potencial de concretizar uma das metas do país que é de garantir uma transição ao uso de energias limpas, entre as quais o gás também faz parte, dado o seu baixo teor para emissão de carbono na natureza.

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