O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, exigiu soluções concretas para a reestruturação da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
O governante defende medidas com prazos definidos e resultados verificáveis. O objectivo é melhorar o desempenho operacional e garantir a sustentabilidade financeira da companhia.
Matlombe falava na quarta-feira, em Macaneta, província de Maputo, durante a segunda reunião do Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Logística.
Segundo o ministro, a LAM não deve limitar-se a garantir a sua sobrevivência. A companhia deve recuperar a capacidade de prestar serviços de forma eficiente e sustentável.
Frota e custos entre as prioridades
A reestruturação deverá abranger a gestão da companhia, utilização da frota e organização das operações. O atendimento aos passageiros também deverá ser melhorado. Entre as medidas apontadas estão a definição de uma estratégia para a gestão da frota e o controlo dos custos.
O Governo pretende igualmente aumentar as receitas. A responsabilização da gestão e o reforço da disciplina operacional fazem parte das prioridades. Para Matlombe, a companhia deve tornar-se mais fiável, eficiente e orientada para resultados.
Governo quer prazos e resultados
O ministro criticou a possibilidade de o processo se prolongar apenas em avaliações e reuniões. Os responsáveis pela reestruturação deverão apresentar soluções concretas. Estas deverão incluir prazos e resultados que possam ser verificados.
O acompanhamento do processo deverá permitir avaliar o cumprimento das medidas. Deverá também medir o impacto na capacidade operacional da companhia.
O Governo pretende continuar a acompanhar de perto a reestruturação. A prioridade é estabilizar a LAM, recuperar a confiança dos passageiros e melhorar a qualidade dos serviços.
Tarifas aéreas também serão revistas
No sector da aviação civil, o Governo pretende rever com urgência a estrutura das tarifas de transporte aéreo.
A revisão deverá procurar tornar os bilhetes mais competitivos e acessíveis aos cidadãos. Ao mesmo tempo, deverá garantir a segurança e a sustentabilidade das companhias aéreas. A intervenção enquadra-se nos esforços do Governo para reforçar a conectividade interna.
A meta é aumentar a contribuição dos transportes e logística para o desenvolvimento económico de Moçambique.
Fonte: AIM



