A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) criaram a Fly Moz Investments, S.A., uma sociedade destinada a adquirir aeronaves para a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no âmbito da reestruturação da companhia de bandeira.
Com sede em Maputo e um capital social de 10 milhões de meticais, a sociedade foi constituída em Outubro de 2025 e iniciou actividade em Março deste ano. O processo de admissão à cotação no Terceiro Mercado da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) encontra-se na fase final.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da BVM, Pedro Cossa, a Fly Moz funciona como uma sociedade de propósito específico (SPV) e terá inicialmente a missão de adquirir aeronaves e disponibilizá-las à LAM através do regime de locação seca (dry lease).
Neste modelo, a Fly Moz será proprietária das aeronaves, enquanto a LAM continuará responsável pela operação, tripulações, manutenção e seguros. Numa segunda fase, a sociedade deverá entrar na estrutura accionista da companhia aérea.
A criação da Fly Moz pretende, assim, reduzir a pressão financeira sobre a LAM na aquisição de aeronaves, permitindo à companhia renovar a frota sem suportar directamente o custo de compra dos aviões.
A sociedade é detida pelas três empresas públicas que integram actualmente a estrutura accionista da LAM: HCB, CFM e EMOSE.
De acordo com Cossa, a Fly Moz submeteu em Abril de 2026 o pedido de admissão à BVM, através do Banco Nacional de Investimento (BNI). O processo incluiu o prospecto e o plano de negócios, estando a admissão dependente da conclusão das formalidades e da análise da documentação financeira da empresa.
Para a BVM, a entrada da Fly Moz poderá ainda diversificar o mercado de capitais moçambicano, ao introduzir exposição ao sector da aviação e permitir que investidores nacionais participem num activo associado à reestruturação da LAM.
Fonte: Carta de Moçambique



