Sunday, May 31, 2026
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Maragra precisa de 100 milhões de dólares para recuperar-se das cheias

A empresa perdeu 3,6 mil milhões de meticais (56 milhões de dólares, à taxa de câmbio atual) e, devido às cheias, perderam-se 470 mil toneladas de cana de açucar nos campos de produção, o que corresponde a um valor de 1,6 mil milhões de meticais.

De acordo com o director-geral da empresa, Filipe Raposo, os estragos impedem o funcionamento do sistema de irrigação, o que dificulta o planeamento da produção de cana.

“As inundações danificaram também os sistemas de electricidade e de drenagem, bem como outros equipamentos necessários para o processamento da cana”, afirmou Raposo.

Segundo o gestor, os trabalhos de recuperação da estação elevatória só começaram há um mês, devido às dificuldades enfrentadas para chegar a certas regiões dos canaviais.

“Tendo em conta o trabalho realizado até agora, sabemos o que é necessário para retomar a produção”, disse, acrescentando que a empresa foi vítima de actos de vandalismo após as cheias, o que contribuiu para mais prejuízos.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo com uma participação de 99%, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.

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