Quinta-feira, Julho 18, 2024
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Moçambique e Zâmbia projectam portos secos

Moçambique, Zâmbia e Malawi poderão construir, nos próximos dias, portos secos, um espaço para armazenagem e movimentação de cargas longe da costa marítima. A informação foi avançada, este sábado, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no balanço da sua visita de três dias à Zâmbia.

Filipe Nyusi dedicou os três dias de visita à Zâmbia para o estreitamento das relações bilaterais, com destaque para as áreas de negócios e segurança nacional. Nos negócios, Moçambique decidiu juntar-se à Zâmbia e ao Malawi na dinamização de transportes de carga, através de portos secos, a serem construídos no território nacional.

“Vamos celebrar uns acordos que estão a ser prepardos, para definir a quem pertence cada espaço, quais são as condições, e também para estimular o tráfego. Então é isso que estamos a tentar fazer, não só com a Zâmbia, mas também com o Malawi”, disse o Presidente da República.

O aumento do fornecimento de energia eléctrica e o estabelecimento de fronteiras únicas entre os dois Estados também dominaram a visita.

“Resolvemos trabalhar juntos para aumentar a geração através da projecção já existente da central Mphanda Nkuwa, eles estão interessados em compreender o que é, e que participação tem que ter, o que para nós é bom”.

No combate ao terrorismo, Nyusi diz ter sentido alguma intenção dos Zambianos em continuar a apoiar o país financeiramente. “A missão de SAMIM pode ser vista como uma missão onde foi empenhada a força de países como, a África do Sul, Botswana, Lesotho e também Tanzânia, mas todos os países da SADC comparticiparam com valores, porque para manter a força aqui, era preciso comer, vestir, munições, combustível, e a Zâmbia nunca esteve em falta nesse aspecto”.

Sobre os raptos que têm vindo a assolar o país, há mais de 10 anos, o Jornal Opais questionou ao Chefe de Estado se havia possibilidade de cooperação regional para o seu combate, ao que respondeu.

“O que podemos fazer é uma cooperação entre nós, para esclarecer os casos de rapto, e não há um histórico agora, pelo menos seguro e firme, de que há uma ligação de raptos em Moçambique com a Zâmbia, por isso, não fez parte do vocabulário dos nossos debates”.

Na Zâmbia, Nyusi participou de vários fóruns económicos e políticos e do encontro extraordinário da Assembleia Nacional, além de se ter reunido com mais de três mil moçambicanos residentes naquele país.

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