porto de maputo

Desde 2003 que a Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) tem investido cerca de 800 milhões de dólares para aumentar a capacidade e a eficiência do empreendimento. Segundo a empresa são manuseadas actualmente 40 milhões de toneladas de carga, revelou o diretor-executivo da infraestrutura.

Falando sobre a importância das infraestruturas na economia moçambicana, durante uma conferência do Standard Bank, Osório Lucas declarou que o Porto de Maputo dispõe agora de capacidade para receber navios com 85 mil toneladas, depois de ter aumentado a sua profundidade para 14,3 metros, graças a trabalhos de dragagem no canal de acesso.

“O Porto de Maputo está agora em condições de competir ao nível da África Austral e ao nível internacional, como consequência dos trabalhos que têm vindo a ser realizados”, declarou Osório Lucas.

O diretor-executivo do MPDC realçou que a companhia apostou no incremento da capacidade de manuseamento e na eficiência do Porto de Maputo, mesmo na pior fase da crise económica que tem vindo a assolar o país nos últimos anos.

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“É possível investir em tempo de crise, tal como demonstra a aposta no aumento da capacidade do porto”, declarou Osório Lucas.

O aumento do desempenho do Porto de Maputo, continuou, reforçou o estatuto do empreendimento como um importante ativo para a economia moçambicana.

As receitas também têm tido um particular impacto segundo Osório Lucas, desde o início da concessão o MPDC já facturou 150 milhões de dólares, sendo um dos maiores contribuintes do Estado.

Para o diretor-executivo do MPDC, a rentabilização das infraestruturas portuárias de Moçambique está condicionada à competitividade de fatores que influenciam os custos de operação, como estradas e recursos humanos.

Osório Lucas apontou o agravamento das tarifas de portagem na estrada entre Moçambique e África do Sul, que atingiu fortemente o transporte de carga, como uma medida que pode retrair a utilização dos portos moçambicanos por utentes dos países vizinhos.

“Temos de ser mais eficientes para que as nossas infraestruturas sejam apetecíveis na África Austral e no mundo”, acrescentou Osório Lucas.

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FONTELusa

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