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No âmbito das energias renováveis: FNB defende financiamento a longo prazo

Análise de Mercado

O First National Bank (FNB) Moçambique defendeu, no decorrer do Mozambique Virtual Gas Summit, que o capital inicial de projectos de energias renováveis deve ser assegurado por financiamentos a longo prazo, isto para garantir que o preço das energias renováveis seja cada vez mais acessível ao consumidor final.

O Mozambique Gas Virtual Summit teve lugar entre os dias 28 e 29 de Outubro passado e contou com a presença de diferentes participantes de vários países do mundo, tendo sido, este ano num formato diferente, devido às imposições das medidas de combate ao Covid-19.

O FNB foi um dos patrocinadores da cimeira e fez-se representar através de um stand digital e também da participação no painel de debate sobre a “ Transição e acesso à energia – o Casamento entre o Gás e as Energias Renováveis”, liderado por Keith Webb, Senior Investment Banker, do sector de Infrastructure Finance do Rand Merchant Bank (RMB) que, a par com o FNB, é membro do Grupo FirstRand, o maior grupo financeiro de África por capitalização bolsista.

Para Keith Webb, a produção de energia solar fotovoltaica renovável tem custos consideravelmente mais baixos em relação a outras formas de energia. “As infraestruturas de energias renováveis têm custos operacionais muito reduzidos. A solução para tornar a energia renovável mais acessível é amortizar o custo de capital inicial durante toda a vida útil do activo por meio de financiamentos de longo prazo (mais de 15 anos) ”.

O FNB recorda que, em tempos, uma das energias fósseis mais usadas foi o carvão, entretanto com a descoberta do gás e das respectivas tecnologias de transporte, as opções diversificaram-se e Webb refere que o futuro passa mesmo pelo gás, sobretudo o Natural Liquefeito, o Gás que será explorado na área 4 da Bacia do Rovuma pela multinacional Total.

Entretanto, há ainda um longo caminho a percorrer porque “a cadeia de valor de gás (produção de gás upstream, liquefação, transporte, importação e transporte ou tubulação e regaseificação) precisa de se tornar cada vez mais atractiva para competir com o carvão.

Um investimento inicial substancial irá, certamente, impulsionar este sector. Para tal é necessário um aumento da base de utilizadores – em primeiro lugar, por meio de centrais eléctricas alimentadas a gás em conjunto com fontes renováveis; e em segundo lugar, pelo uso doméstico de gás.

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