Friday, April 10, 2026
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O mercado dos seguros gerou mais de 316 milhões de euros em prémios brutos no ano passado

O mercado segurador moçambicano gerou mais de 316 milhões de euros em prémios brutos em 2023, uma ligeira queda face ao recorde do ano anterior, segundo dados do Banco de Moçambique a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um relatório do banco central sobre inclusão financeira, o mercado segurador moçambicano gerou em 2022 prémios brutos de 21.885 milhões de meticais (317 milhões de euros), um recorde, caindo ligeiramente no ano passado para quase 21.841 milhões de meticais (316,3 milhões de euros).

No mesmo período, a actividade seguradora em Moçambique gerou prémios de 18.502 milhões de meticais (268 milhões de euros) no segmento Não Vida e quase 3.339 milhões de meticais (48,3 milhões de euros) no segmento Vida.

Em 2023, operavam em Moçambique 17 companhias de seguros, das quais 12 operavam no segmento Não Vida, duas focavam-se exclusivamente no segmento Vida e três operavam nos dois segmentos em simultâneo.

De acordo com o relatório do Banco de Moçambique, o país contava com três microsseguradoras, uma resseguradora, oito sociedades gestoras de fundos de pensões, 145 corretores de seguros, cinco corretores de resseguros e 31 agentes de sociedades comerciais.

“Em termos nominais, até ao final de 2023, o mercado segurador registou uma contração de cerca de 0,2% face ao período homólogo de 2022”, refere o documento, salientando que a taxa de penetração dos seguros na economia se situava em 2,03%.

Entretanto, este mês, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique autorizou a compra da Global Alliance Seguros, uma das principais seguradoras do país, pela seguradora Hollard Moçambique, que passa a dominar o mercado com uma quota de 31,7%.

A decisão da ARC refere que o conselho de administração da entidade reguladora decidiu, por unanimidade, “adoptar a decisão de não oposição à presente operação de concentração” […] “uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no mercado nacional de oferta de seguros nos ramos vida e não vida, em mercados conexos ou numa parte substancial dos mesmos”.

No documento, a ARC afirma que consultou o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) para tomar esta decisão, e admite ainda que o “cenário pós-transação” analisado é “indicativo de um sector moderadamente concentrado”, mas que “não é previsível” que “venha a restringir a concorrência no mercado segurador moçambicano”.

Ao analisar as quotas de mercado acumuladas nos sectores dos seguros vida e não vida em Moçambique, a ARC concluiu que o grupo Hollard detém a maior quota de mercado, com 19,1%, seguido da Fidelidade, com 14,80%, da estatal Emose, com 14,5%, e da Global Alliance, com 12,6%.

Entretanto, este mês, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique autorizou a compra da Global Alliance Seguros, uma das principais seguradoras do país, pela seguradora Hollard Moçambique, que passa a dominar o mercado com uma quota de 31,7%.

A decisão da ARC refere que o conselho de administração da entidade reguladora decidiu, por unanimidade, “adotar a decisão de não oposição à presente operação de concentração” […] “uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no mercado nacional de oferta de seguros nos ramos vida e não vida, em mercados conexos ou numa parte substancial dos mesmos”.

No documento, a ARC afirma que consultou o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) para tomar esta decisão, e admite ainda que o “cenário pós-transação” analisado é “indicativo de um sector moderadamente concentrado”, mas que “não é previsível” que “venha a restringir a concorrência no mercado segurador moçambicano”.

Ao analisar as quotas de mercado acumuladas nos sectores dos seguros vida e não vida em Moçambique, a ARC concluiu que o grupo Hollard detém a maior quota de mercado, com 19,1%, seguido da Fidelidade, com 14,80%, da estatal Emose, com 14,5%, e da Global Alliance, com 12,6%.

“Embora a quota de mercado do adquirente no cenário pós-transação seja inferior a 50%, uma operação de concentração horizontal pode, a longo prazo, conduzir a uma posição dominante no mercado por parte dos principais operadores do sector segurador”, refere o documento.

Nedbank Moçambique renova parceria com o Parque Nacional da Gorongosa

O Nedbank Moçambique renovou a sua parceria com o Parque Nacional da Gorongosa, reafirmando o compromisso de apoiar o Departamento de Conservação do Parque. Esta colaboração visa fortalecer a fiscalização nas áreas protegidas e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, contribuindo para a preservação da biodiversidade e o combate à caça furtiva.

O Nedbank Moçambique e o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) renovaram recentemente o seu acordo de parceria, reafirmando o compromisso do Banco em continuar a apoiar os esforços de conservação do PNG. Este acordo foi formalizado durante uma cerimónia realizada no Parque Nacional da Gorongosa, onde o Nedbank assumiu o seu apoio contínuo ao Departamento de Conservação do Parque, que supervisiona a gestão das áreas protegidas e as zonas circundantes. Este apoio inclui, não apenas o contributo directo do Banco, mas também as contribuições de indivíduos e entidades que, ao utilizarem os cartões pré-pago e de crédito Gorongosa, participam activamente neste esforço de preservação deste património natural ímpar de Moçambique.

Alguns programas do Departamento de Conservação, como os Serviços Veterinários até à Fiscalização e Gestão da Fauna Bravia, estão orientados para garantir a protecção sustentável da biodiversidade da Gorongosa. Com o apoio do Nedbank, o Parque poderá reforçar as suas operações de fiscalização e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, cuja sobrevivência está em risco devido à trafico de espécies protegidas e à perda de habitat.

Durante a assinatura do acordo, Joel Rodrigues, Presidente da Comissão Executiva do Nedbank, destacou o impacto positivo do PNG na preservação ambiental e no desenvolvimento das comunidades locais. “Apoiar o Parque Nacional da Gorongosa é uma forma de contribuir directamente para a protecção da nossa herança natural e para o reconhecimento deste parque como um dos maiores de África”, afirmou.

Pedro Muagura, Administrador do PNG, expressou a sua satisfação com a renovação da parceria, sublinhando a importância do apoio do Nedbank para fortalecer a capacidade de fiscalização e combate à caça furtiva no Parque. “Ficamos muito felizes com a renovação desta parceria que esperamos trazer muitos frutos à conservação.  O apoio de parceiros de impacto como o Nedbank, é essencial para nos permitir alcançar um impacto significativo em grande escala… prontos para conservar o meio ambiente.”, afirmou Muagura.

Moçambique coloca 2.564 milhões em Obrigações do Tesouro

Mercado cambial

Moçambique colocou na última semana mais 2.564 milhões de meticais numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos, indicam dados oficiais.

De acordo com informação da Bolsa de Valores de Moçambique, a operação foi concluída em 23 de Outubro e as propostas apresentadas pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro indicam que a emissão teve uma procura de 68,03%.

Esta emissão de obrigações do tesouro, a 12.ª série de 2024, de subscrição direta dos Operadores Especializados, autorizava a colocação de até 3.916 milhões de meticais, valor que não foi atingido, contrariamente à anterior.

A operação fechou com uma taxa de juro nominal fixa de 14,50% durante os primeiros quatro pagamentos semestrais de juros e variável nos seis últimos.

Na 11.ª série destas emissões, concretizada em 07 de outubro, foram colocados 5.727 milhões de meticais numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos.

O Banco de Moçambique reconheceu este mês uma pressão elevada provocada pelo endividamento interno do Estado, que já tinha crescido 90,3 mil milhões de meticais em 2024.

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

A Auto Sueco Moçambique, conhecida concessionária da Volvo, anunciou que passará a operar sob a marca global Nors. Esta mudança reflecte uma estratégia de unificação da marca em todos os mercados onde a empresa está presente.

Com mais de 90 anos de história, a Nors agrega diversas marcas, incluindo a agora renomeada Nors Moçambique. A empresa continuará a dedicar-se à distribuição e serviço de camiões Volvo e Dongfeng, autocarros Volvo, e ao segmento de equipamentos de construção no mercado moçambicano.

A nova identidade foi revelada durante um evento transmitido globalmente, que contou com a participação de 3.000 colaboradores. A Nors apresentou a sua missão de “Melhorar a vida e os negócios através de serviços e equipamentos de referência”, com base em valores como legado, humanismo, ambição, diligência e integridade.

A mudança de nome faz parte de uma estratégia mais ampla que abrange 17 marcas em sete países, incluindo Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Namíbia e Canadá. Sob a nova estrutura, a Nors organizará as suas operações em cinco áreas principais: camiões e autocarros, equipamentos de construção, agricultura, pós-venda e novos negócios.

Segundo Tomás Jervell, CEO do Grupo Nors, “A nova marca reflecte a ambição de ser reconhecida pela excelência dos serviços e equipas, estando preparada para o futuro e para as transformações globais.

Auto Sueco Mozambique adopts new global brand Nors

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

Auto Sueco Moçambique, a well-known Volvo dealer, has announced that it will now operate under the global Nors brand. This change reflects a strategy to unify the brand in all the markets where the company is present.

With more than 90 years of history, Nors brings together several brands, including the now renamed Nors Mozambique. The company will continue to distribute and service Volvo and Dongfeng trucks, Volvo buses, and the construction equipment segment in the Mozambican market.

The new identity was unveiled during a globally broadcast event attended by 3,000 employees. Nors presented its mission of “Improving life and business through leading services and equipment”, based on values such as legacy, humanism, ambition, diligence and integrity.

The name change is part of a wider strategy that encompasses 17 brands in seven countries, including Portugal, Brazil, Angola, Mozambique, Namibia and Canada. Under the new structure, Nors will organize its operations into five main areas: trucks and buses, construction equipment, agriculture, aftersales and new business.

According to Tomás Jervell, CEO of the Nors Group, “The new brand reflects the ambition to be recognized for the excellence of its services and teams, and is prepared for the future and global transformations.”

Por que investir em Pesquisa de Mercado é vital para o sucesso empresarial?

No cenário empresarial contemporâneo, com um mercado cada vez mais dinâmico, competitivo e em constante transformação, a pesquisa de mercado se torna cada vez mais uma ferramenta essencial para a tomada de decisões estratégicas, permitindo que empresas compreendam profundamente seus consumidores, identifiquem oportunidades e minimizem riscos. No entanto, por que muitas empresas ainda hesitam em investir em pesquisa de mercado? E qual é o verdadeiro valor dessa prática?

Por que a pesquisa vale a pena? Análise de Mercado

Uma das principais vantagens da pesquisa de mercado está no seu potencial de reduzir custos, diminuindo o risco de inúmeras tentativas e erros, que muitas vezes fazem escoar os orçamentos das empresas. Sem dados concretos que orientem as acções de uma empresa, o risco de um produto ou campanha falhar é significativamente maior, ao optar por investir na contratação de uma pesquisa de mercado, é crucial levar em consideração o quanto a empresa deixaria de perder se colocando no mercado acções que, com base em dados de pesquisa, direccionasse seus lançamentos de maneira mais alinhada às expectativas dos consumidores?

Ademais, há uma mudança cultural em curso. Indústrias e sectores mais tradicionais não tenham ainda o hábito de usar pesquisas para guiar suas acções estão sendo desafiados pela nova geração de líderes de marketing, que reconhece o valor dos dados e da análise estratégica. Essa nova mentalidade entende que a intuição, embora importante, deve ser complementada com uma compreensão profunda das tendências, mudanças sociais e necessidades emergentes dos consumidores.

Mas afinal, o que é Pesquisa de Mercado?

Muitas vezes, a percepção comum sobre pesquisa de mercado é limitada à ideia de simplesmente perguntar aos consumidores o que eles querem. No entanto, o papel da pesquisa vai muito além disso e por isso deve ser conduzida por profissionais qualificados que consigam olhar para a pergunta de negócio de forma estratégica, conduzindo investigações direccionadas e analisando as respostas sob a lente correcta. Isso envolve a habilidade de interpretar dados e traduzi-los em acções práticas para as empresas.

Mesmo pequenas empresas, que talvez não disponham de recursos robustos, podem se beneficiar da pesquisa de mercado. Hoje, ferramentas de inteligência artificial tornam possível criar questionários e formular análises com maior eficiência. O importante é que, independentemente do tamanho da empresa, haja profissionais qualificados para efetuarem a orientação e leitura correta e precisa dos resultados.

Dependendo da pergunta de negócio, existem diferentes metodologias de pesquisa que podem ser adoptadas, no entanto, para que a pesquisa seja eficaz, ela precisa ser compreendida e aplicada correctamente. Aqui entra a maturidade do mercado e das empresas. A pesquisa de mercado não serve apenas para validar ideias pré-concebidas; muitas vezes, os dados podem trazer respostas que não são exactamente o que a empresa gostaria de ouvir. Mas é justamente esse confronto de ideias que permite ajustes estratégicos e o apontamento de caminhos mais viáveis.

Em um mundo onde cada vez mais somos concentrados a viver em “bolhas”, é fácil e comum para as empresas adoptarem uma visão enviesada ao planear novos produtos ou serviços. A pesquisa de mercado traz uma perspectiva externa, que desafia suposições internas e oferece insights sobre as reais expectativas e necessidades do consumidor. Longe de limitar a criatividade, a pesquisa expande as possibilidades, identificando novas oportunidades que podem ser exploradas pelas equipes de marketing e desenvolvimento de produtos.

Uma boa pesquisa de mercado fornece “lições de casa” para todos os times envolvidos no problema de negócio. E, nesse sentido, cabe aos institutos de pesquisa serem didáticos, explicando às empresas os passos seguidos, os métodos aplicados e como os dados podem ser transformados em acções concretas. A pesquisa não deve ser vista apenas como um relatório para ser lido e engavetado, mas sim como uma peça estratégica no planeamento das acções dentro da empresa.

O valor dos dados e o novo consumidor

As relações de consumo entre marcas e consumidores estão em constante mudança e evoluem a cada dia e é papel da pesquisa de mercado ajudar as empresas a estarem actualizadas sobre essas mudanças culturais, geracionais e comportamentais, permitindo que seus investimentos sejam mais optimizados e, consequentemente, trazendo maiores chances de retorno.

A pesquisa de mercado oferece benefícios tangíveis, entre os quais podemos destacar:

  1. Redução de desperdícios com campanhas e lançamentos mal-sucedidos.
  2. Geração de novas ideias e insights mais qualificados.
  3. Melhor direccionamento dos investimentos em comunicação e mídia.
  4. Identificação de novas oportunidades de negócios.
  5. Antecipação de tendências comportamentais e de consumo.
  6. Acções de PR mais eficazes, que fortalecem a marca no mercado.

A pesquisa de mercado não deve ser vista no pipeline das empresas apenas como uma despesa adicional, mas sim como um investimento estratégico que as prepara para executarem acções mais competitivas, ágeis e alinhadas com as demandas de um consumidor em constante transformação.

Por: Dayane Azeredo – Ipsos Moçambique

Dayane Azeredo é apaixonada por assuntos relacionados à pessoas, inovação, marcas, consumidores e desenvolvimento sustentável.  Profissional de Relações Públicas, actua há mais de 10 anos como gestora de marcas, relacionamento com clientes e stakeholders e liderança de projectos e pessoas.

Acompanhe o o percurso profissional da Dayane Azeredo, através da sua página do LinkedIN: Dayane Azeredo

Moçambique inicia cobrança de tarifas por Inspecção Não Intrusiva em Novembro

A partir do próximo mês, o País começará a cobrar tarifas pelos serviços de inspecção não intrusiva para operadores do comércio externo que atravessam as fronteiras nacionais. O processo visa flexibilizar e aumentar a eficiência do desembaraço de mercadorias no comércio transfronteiriço, informou o jornal notícias.

A Kudumba Investments, empresa responsável por operacionalizar o sistema em parceria com as Alfândegas de Moçambique e a MONET, anunciou que a cobrança das tarifas terá início no posto fronteiriço de Cuchamano, na fronteira entre o Zimbabué e o distrito de Changara, província de Tete. O sistema será integrado na Janela Única Electrónica (JUE), e os pagamentos poderão ser efectuados a partir do dia 15 de Novembro.

De acordo com a Kudumba Investments, “no acto da submissão da declaração aduaneira, a JUE passará a gerar automaticamente um aviso de pagamento específico, que poderá ser quitado nos bancos comerciais, mediante a apresentação da referência constante no aviso.”

O sistema de inspecção não intrusiva é composto por uma série de mecanismos e procedimentos electrónicos que utilizam equipamentos especializados para facilitar o controlo de bens, meios de transporte, bagagens e pessoas. Entre os equipamentos usados estão scanners, portais de detecção de metais, detectores de drogas, explosivos, radiação e líquidos perigosos, além de câmaras de controlo televisivo (CCTV) e ferramentas de visualização de chassis e códigos de contentores.

A legislação moçambicana estabelece que, nas entradas e saídas do território aduaneiro, os bens, meios de transporte e pessoas estão sujeitos à verificação electrónica. Essa fiscalização é executada pelas alfândegas ou por outras instituições públicas autorizadas pelo Ministério da Economia e Finanças.

O sistema de inspecção não intrusiva foi adoptado em Moçambique nos últimos anos com o objectivo de fortalecer o controlo aduaneiro, aumentar a segurança nas transacções comerciais internacionais e reduzir o tempo necessário para o desembaraço de mercadorias.

Com essa tecnologia, Moçambique pretende optimizar o comércio internacional, garantindo maior transparência e agilidade no processo de inspecção nas suas fronteiras.

TAAG suspende acordo interline com a LAM por falta de pagamento

A TAAG – Angola Airlines S.A. anunciou a suspensão imediata de seu acordo interline com a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique), uma decisão que impacta directamente os passageiros que haviam adquirido bilhetes para voos operados pela companhia moçambicana.

O comunicado foi emitido pela Dream World, agência representante da TAAG em Moçambique, e revela que a suspensão é resultado da exclusão da LAM da IATA Clearing House (ICH) devido a dívidas pendentes.

De acordo com as informações divulgadas, todos os passageiros com bilhetes da TAAG (código DT-118) e EMDs emitidos até 22 de outubro de 2024 para voos da LAM precisarão redirecionar ou reemitir seus bilhetes. As novas reservas deverão ser feitas na classe mais baixa disponível, mantendo a classe e cabine de serviço originais na TAAG. Em casos onde não houver opções viáveis de nova rota, será oferecido um reembolso total ou parcial, sem a aplicação de penalidades.

Este incidente é um reflexo das dificuldades financeiras enfrentadas pela LAM, que, nos últimos meses, tem lidado com problemas de liquidez e atrasos em pagamentos, afectando sua operação e relacionamento com outras companhias aéreas. A suspensão do acordo interline é uma medida significativa, pois limita as opções de conectividade para os passageiros, que agora devem buscar alternativas para seus deslocamentos.

De salientar que, além disso, a Dream World esclareceu que os bilhetes TM-068 não serão mais aceitos na rede da TAAG.

Essa situação levanta preocupações sobre o futuro da LAM no mercado regional, uma vez que a manutenção de acordos interline é fundamental para a viabilidade de operações aéreas, especialmente em um contexto de crescente concorrência no sector. (IMN)

Crédito à economia caiu mais de um milhão de Meticais em 2023

As instituições bancárias e financeiras concederam menos financiamento por via de crédito às empresas e famílias durante o ano económico de 2023, revela o Relatório de Inclusão Financeira referente àquele ano, publicado há dias pelo Banco de Moçambique, regulador do sistema financeiro nacional. Ainda assim, a instituição diz ter havido, no ano passado, aumento do Índice de Inclusão Financeira (IIF) em 1,14 pontos.

Do relatório consta que “por cada 1000 adultos foram concedidos cerca de 15,0 milhões de Meticais contra 16,6 milhões de Meticais em 2022”. O documento relata ainda que o nível de poupança financeira, medido pelos depósitos totais em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), fixou-se, no período em referência, em 44,1 %, tendo-se observado uma redução de 2,5 pp face ao ano de 2022.

No concernente aos pontos de acesso a serviços financeiros por cada 10 000 km², o Banco Central constatou que, no período em análise, o número de agências bancárias caiu para 9,1, contra 9,3 agências registadas em 2022; o número de agentes bancários reduziu para 12,5, contra os 28,0 agentes bancários registados em 2022. Já o número de ATM baixou para 18,5, contra 19,6 registadas no ano precedente e o número de POS caiu para 377,9 contra os 488,6 registados no ano anterior. Entretanto, no mesmo período, a instituição registou um aumento no volume de agentes não bancários para 2811 contra os 1845,4 registados em 2022.

Em relação ao mercado segurador, em termos nominais, até finais de 2023 registou-se uma contracção em 0,2 % em relação a igual período de 2022, que se situou em 6,3 %. A taxa de penetração de seguros na economia situou-se em 2,03 %, contra 1,85 %, em 2022.

No concernente ao mercado bolsista, o Banco Central observou que, durante o período em análise, a capitalização bolsista evoluiu de 138.5 mil milhões de Meticais, em 2022, para 183.8 mil milhões de Meticais em 2023, equivalente a um crescimento em 32,7 %. Em termos de proporção do PIB, a capitalização bolsista situou-se em 25,8%, isto é, acima da meta de 9,2% prevista na Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022.

“O índice de inclusão financeira (IIF), calculado pelo Banco de Moçambique (BM) para o ano de 2023, situou-se em 15,13 pontos, o que representa um aumento de 1,14 pontos em relação aos 13,99 pontos registados em 2022. Este crescimento resulta, fundamentalmente, do aumento de agentes não bancários, contas bancárias e moeda electrónica”, lê-se no relatório.

Com o objectivo de garantir cada vez maior segurança financeira, para o presente ano, o Banco de Moçambique prevê a implementação de um quadro legal para contas bancárias básicas, que facilitará o acesso ao sistema financeiro para segmentos anteriormente excluídos; a aprovação da ENIF 2025-2031, que promoverá políticas e acções coordenadas; a implementação do número único de identificação bancária para simplificar processos e reduzir fraudes.

O regulador do sistema financeiro nacional prevê igualmente a consolidação da interoperabilidade entre serviços financeiros para um sistema mais integrado e eficiente e o fortalecimento da protecção do consumidor com a implementação da estratégia de educação financeira, bem como a supervisão baseada no risco de modo a garantir um ambiente financeiro seguro e sustentável para todos os moçambicanos.

Moçambique acolhe em Dezembro, a segunda edição do Projecto Triland

Os operadores turísticos baseados em Moçambique comprometem-se a contribuir com acções concretas, para a promoção do turismo internacional a nível da região Austral de África.

O compromisso foi assumido quinta-feira, segundo e último dia da visita da delegação moçambicana do sector da cultura e turismo ao Reino de Eswatini.

A visita surge no quadro da implementação do Triland, uma iniciativa estratégica de promoção turística envolvendo Moçambique, África do Sul e Eswatini.

Os operadores turísticos de Moçambique, que durante a sua estadia no Reino de Eswatini, visitaram diferentes empreendimentos turísticos, afirmam estarem mais inspirados para tornar a região austral de África um destino Turístico diversificado e competitivo no cenário internacional.

O optimismo dos operadores turísticos é sublinhado pelo Director-geral do Instituto Nacional do Turismo, Richard Baulene, que considera este facto possível, através de mais investimentos no sector da cultura e turismo em Moçambique.

Como forma de tornar a Região Austral de África um destino turístico diversificado e competitivo, a nível internacional, Moçambique acolhe, na primeira semana de Dezembro, a segunda edição do projecto Triland.

O evento deverá juntar, no mesmo espaço, delegações do sector da cultura e turismo de Eswatini e África do Sul, para avaliação das potencialidades turísticas do país.