Friday, April 10, 2026
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Seguro Automóvel: Cobertura contra todos os riscos ou de danos próprios?

É bastante comum no nosso dia-a-dia, sempre que ocorre um acidente rodoviário, ouvir um dos envolvidos, geralmente o responsável, dizer: “Eu tenho seguro contra todos os riscos, vamos à minha seguradora.” Da mesma forma, é frequente que futuros clientes, ao buscarem informações sobre a contratação de um seguro automóvel, perguntem: “Quanto custa o seguro contra todos os riscos?

De longe, as pessoas não só usam o termo Seguro contra todos os riscos como também acreditam existir, no seguro automóvel, uma apólice com cobertura de todos os riscos, isto é, acredita-se que este seguro, oferece uma cobertura ampla, protegendo o segurado e o bem segura contra todo e qualquer evento que possa causar danos no objecto seguro (viatura segura).

Razão pela qual, diante deste cenário, surge a inevitável questão de saber, afinal, o que é seguro contra todos os riscos?

Apesar da terminologia ser informalmente usada para designar uma ampla cobertura para uma variedade de imprevistos e danos que possam surgir em detrimento da actividade de risco de condução de viaturas nas vias públicas, tecnicamente, não existe uma cobertura total dos danos no seguro automóvel que incentive o uso da terminologia Seguro Contra Todos os Riscos.

Na realidade, o Seguro automóvel contra todos os riscos refere-se a uma cobertura facultativa de seguro, que emerge através da celebração do contrato do seguro, visando cobrir não só os danos causados a terceiros, mas também danos causados ao próprio bem do seguro (viatura segura) independentemente de quem seja o responsável pelo sinistro.

A designação técnica do seguro “contra todos os riscos” é a cobertura de Danos Próprios, isto é, designa-se formalmente Seguro de Danos Próprios, que nos termos gerais, visa cobrir, não só os danos causados a terceiros, como também os danos causados no próprio bem seguro (a viatura segura). Trata-se de uma cobertura facultativa de seguro de automóvel, constituído através da celebração do contrato de seguro que cobre uma variedade de danos causados de próprio objecto seguro (viatura segura) e nos danos causados a terceiros.

Possivelmente o sentido e o alcance o termo Seguro contra todos os riscos é o facto de não só dar cobertura aos danos causados à terceiros, mas também incluir os danos causados na própria viatura segura. Contudo, não é o termo correcto para referir a cobertura de danos causados a terceiros e danos causados no próprio objecto seguro.

A lógica do seguro automóvel pode ser explicado mediante 2 pontos essenciais:

  • Existência de um seguro obrigatório criado por lei, designado seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, informalmente designado de seguro contra terceiros;
  • Existência de um Seguro de Danos Próprios, que é uma cobertura facultativa de seguro automóvel, criado através da celebração de um contrato entre o segurado e a seguradora, visando, incluir a viatura segura na cobertura de danos. Informalmente designado seguro contra todos os riscos.

De forma resumida, a diferença entre essas 2 tipologias de cobertura de seguro automóvel, reside no facto do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, conforme a própria designação dita, é obrigatório, o Estado impôs e ainda impõe, através da Lei (Lei n°2/2003 de 21 de Janeiro) para quem queira transitar na via pública através de veículos automóveis tenha o respectivo seguro. Ademais, o Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel cobre apenas os danos causados a terceiros, enquanto o Seguro de Danos Próprios, além de ser uma cobertura facultativa e abranger os danos causados a terceiros, incluí os prejuízos sofridos pelo próprio segurado na sua viatura.

Apesar do Seguro de Danos Próprios incluir, ao nível da sua cobertura, os danos causados a terceiros e os danos sofridos pelo próprio objecto seguro, isso não significa que cobre todos os riscos, porque sempre, o próprio contrato de seguro (condições gerais, especiais e particulares da apólice) especifica um conjunto de eventos que não são contemplados na respectiva cobertura de danos próprios,  como é o caso (frequentemente estipulado nas condições gerais de seguro automóvel de várias seguradoras nacionais), dos lucros cessantes, perdas de benefícios, despesas para táxi ou qualquer perda consequente, perdas ou danos resultantes, ou causados por desgaste, avarias mecânicos, multas rodoviárias aplicadas em detrimento do sinistro, acidentes causados por excesso de velocidade, consumo de álcool, drogas e estupefacientes entre outras exclusões, danos decorrentes de guerras, actos de terrorismo, etc.

Pelo que, o principal perigo de designar o seguro de danos próprios como um “seguro contra todos os riscos” é a falsa expectativa sobre a cobertura oferecida. Embora o seguro de danos próprios cubra uma ampla gama de danos ao veículo do seguro, ele não abrange todos os tipos de riscos.

Quando ocorrem eventos não cobertos, o segurado pode sentir-se frustrado ao descobrir que o seguro não cobre todas as situações imaginadas, resultando em conflitos com a seguradora.

Algumas apólices, no seguro automóvel de Danos próprios, costumam especificar taxativamente as respectivas coberturas, como a cobertura de choque, despiste, colisão e capotamento, furto e roubo da viatura, furto e roubo acessórios, incêndio, fenómenos da natureza entre outras.

Portanto, o mais recomendável é utilizar o termo correto, “Danos Próprios”, que reflecte com precisão a natureza do seguro, evitando confusões e assegurando que os segurados compreendam adequadamente o que está ou não coberto pela apólice.

Por: Nicolau Vilanculos – Gestor de Sinistros

Car insurance: all-risk or own damage cover?

It’s very common and frequent in our day-to-day lives, whenever there’s a road accident, to hear one of the parties involved or the party at fault say, I have all-risk insurance, let’s go to my insurance company. Or, on the other hand, when a future customer wants to know the price of buying car insurance, they ask, how much does all-risk insurance cost?

By far, not only do people use the term all-risk insurance, but they also believe that car insurance is an all-risk policy, i.e. they believe that it offers comprehensive cover, protecting the insured and the insured asset against any and all events that could cause damage to the insured object (the insured vehicle).

That is why, faced with this scenario, the inevitable question arises as to what, after all, is all-risk insurance?

Although the terminology is informally used to designate broad coverage for a variety of unforeseen events and damages that may arise as a result of the risky activity of driving a vehicle on public roads, technically, there is no total coverage of damages in car insurance that encourages the use of the terminology All Risk Insurance.

In reality, all-risk car insurance refers to optional insurance cover, which arises from the conclusion of an insurance contract, with the aim of covering not only damage caused to third parties, but also damage caused to the insured asset itself (the insured vehicle), regardless of who is responsible for the claim.

The technical designation of “all risks” insurance is Own Damage cover, i.e. it is formally called Own Damage Insurance, which in general terms aims to cover not only damage caused to third parties, but also damage caused to the insured asset itself (the insured vehicle). It is an optional form of car insurance cover, formed through the conclusion of an insurance contract that covers a variety of damages caused to the insured object itself (the insured vehicle) and damages caused to third parties.

Possibly the meaning and scope of the term all-risk insurance is that it not only covers damage caused to third parties, but also includes damage caused to the insured vehicle itself. However, it is not the correct term to refer to cover for damage caused to third parties and damage caused to the insured object itself.

The logic of car insurance can be explained by 2 essential points:

(i) There is compulsory insurance created by law, known as compulsory motor vehicle liability insurance, informally known as third party insurance;

(ii) Existence of Own Damage Insurance, which is optional car insurance cover, created by signing a contract between the insured and the insurer, with the aim of including the insured vehicle in the damage cover. Informally known as all-risk insurance.

In a nutshell, the difference between these two types of motor insurance cover lies in the fact that compulsory motor third-party liability insurance, as the name implies, is compulsory, and the State imposed and still imposes, by law (Law n°2/2003 of January 21), that anyone who wants to travel on public roads in a motor vehicle must have the relevant insurance. In addition, Compulsory Motor Third Party Liability Insurance only covers damage caused to third parties, while Own Damage Insurance, in addition to being optional and covering damage caused to third parties, includes damage suffered by the insured themselves to their vehicle.

Although own damage insurance covers damage caused to third parties and damage suffered by the insured object itself, this does not mean that it covers all risks, because the insurance contract itself (general, special and particular policy conditions) always specifies a number of events that are not covered by the respective own damage cover, such as (often stipulated in the general conditions of car insurance from various national insurers), loss of profits, loss of benefits, cab expenses or any consequential loss, loss or damage resulting from, or caused by wear and tear, mechanical breakdowns, road fines imposed to the detriment of the claimant, accidents caused by speeding, consumption of alcohol, drugs and narcotics, among other exclusions, damage resulting from wars, acts of terrorism, etc.

Therefore, the main danger of referring to own damage insurance as “all risks insurance” is the false expectation of the cover offered. Although own damage insurance covers a wide range of damages to the insured vehicle, it does not cover all types of risks.

When uncovered events occur, the insured may feel frustrated to discover that the insurance does not cover every situation imagined, resulting in conflicts with the insurer.

Some policies, in the case of Own Damage car insurance, usually specify the respective coverages exhaustively, such as coverage for collision, crash, collision and rollover, theft and robbery of the vehicle, theft and robbery of accessories, fire, natural phenomena, among others.

Therefore, it is best to use the correct term, “Own Damage”, which accurately reflects the nature of the insurance, avoiding confusion and ensuring that policyholders properly understand what is or is not covered by the policy.

By: Nicolau Vilanculos – Claims Manager

TotalEnergies adiou para 2029 o arranque do projecto de GNL em Moçambique e revê em alta o seu custo

Paris, La Defense, 09/07/2020, PDG TOTAL, Patrick POUYANNE

A TotalEnergies adiou oficialmente a data de início do projecto de exportação de GNL de Moçambique do primeiro trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2029.

A TotalEnergies adiou oficialmente a data de início do projecto de exportação de GNL de Moçambique do primeiro trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2029.

No ano passado, a grande empresa francesa esperava que a Moçambique LNG, juntamente com seus outros projectos envolvidos, ou seja, Qatar NFE/NFS, Papua LNG e Rio Grande LNG, iniciassem a produção de GNL até 2028.

A TotalEnergies também revisou para cima o custo de engenharia, aquisição e construção (EPC) das instalações de tratamento de gás e liquefação do projeto para mais de US$ 10 bilhões, enquanto o custo havia sido estimado inicialmente entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões.

No entanto, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, reiterou que o projecto “continua lucrativo” e sua empresa continua “comprometida” com ele, já que ele planeja se encontrar com o novo presidente de Moçambique (que será eleito esta semana) para discutir o status de desenvolvimento do projeto e os planos futuros.

O governo de Moçambique pediu repetidamente à Total para reiniciar o projeto de GNL do país, pois o país africano quer aproveitar os altos preços atuais do GNL e a mudança global para fontes de energia mais limpas.

Enquanto isso, a TotalEnergies disse que a decisão de reiniciar o projeto depende de garantias de segurança na região, da resolução de diferenças com os contratantes sobre o custo extra do projeto e da obtenção de sinal verde para o financiamento do projeto por parte de agências de crédito.

Parece que as considerações de custo e financiamento são agora as últimas questões antes de reiniciar o Mozambique LNG, pois houve recentemente “progresso na segurança” e “70% a 80% de um pacote de financiamento de US$ 14 bilhões que sustenta o projeto foi reconfirmado pelos financiadores”.

A operadora quer ter “uma visão clara dos custos do projeto após uma interrupção de mais de dois anos – que deve ser mantida e não aumentada”.

De acordo com o Global LNG Database® , a construção do projeto de 12,88 MMT/Y Moçambique LNG começou por seu principal contratante EPC CCS JV (McDermott International, Ltd, Saipem e Chiyoda Corporation) no final de 2019.

O projecto estava 21% concluído pouco antes da suspensão após um ataque em março de 2021 à cidade de Palma, na porta do projecto.

FONTE: https://www.globallnginfo.com/ShowNews.aspx?NewsID=20240000066

TotalEnergies has postponed the start of the LNG project in Mozambique to 2029 and has revised its cost upwards

Paris, La Defense, 09/07/2020, PDG TOTAL, Patrick POUYANNE

TotalEnergies has officially postponed the start date of the Mozambique LNG export project from the first quarter of 2027 to the first quarter of 2029.

TotalEnergies has officially postponed the start date of the Mozambique LNG export project from the first quarter of 2027 to the first quarter of 2029.

Last year, the large French company expected Mozambique LNG, along with its other projects involved, i.e. Qatar NFE/NFS, Papua LNG and Rio Grande LNG, to start LNG production by 2028.

TotalEnergies also revised upwards the engineering, procurement and construction (EPC) cost of the project’s gas treatment and liquefaction facilities to more than US$10 billion, while the cost had initially been estimated at between US$8 billion and US$9 billion.
However, TotalEnergies CEO Patrick Pouyanne reiterated that the project “remains profitable” and his company remains “committed” to it, as he plans to meet with Mozambique’s new president (who will be elected this week) to discuss the project’s development status and future plans.

The Mozambican government has repeatedly asked Total to restart the country’s LNG project, as the African country wants to take advantage of current high LNG prices and the global shift to cleaner energy sources.

Meanwhile, TotalEnergies said that the decision to restart the project depends on security guarantees in the region, resolving differences with contractors over the extra cost of the project and getting the green light for financing the project from credit agencies.
It seems that cost and financing considerations are now the last issues before restarting Mozambique LNG, as there has recently been “progress on security” and “70% to 80% of a $14 billion financing package underpinning the project has been reconfirmed by lenders”.

The operator wants to have “a clear view of the costs of the project after an interruption of more than two years – which should be maintained and not increased”.

According to the Global LNG Database® , construction of the 12.88 MMT/Y Mozambique LNG project began by its main EPC contractor CCS JV (McDermott International, Ltd, Saipem and Chiyoda Corporation) at the end of 2019.

The project was 21% complete shortly before it was suspended following an attack in March 2021 on the city of Palma, on the project’s doorstep.

SOURCE: https://www.globallnginfo.com/ShowNews.aspx?NewsID=20240000066

Moçambique perde até 2 milhões de dólares anualmente por falta de Organismo Nacional de Acreditação

Moçambique está a perder entre um a dois milhões de dólares anualmente devido à inexistência de um Organismo Nacional de Acreditação (ONA), o que obriga empresas e laboratórios nacionais a recorrerem a serviços de certificação e acreditação oferecidos por entidades estrangeiras, especialmente pelo Serviço de Acreditação da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADCAS).

A informação foi avançada por Geraldo Albasini, Director-Geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), que considera essencial a implementação de um organismo nacional para reduzir os custos operacionais e acelerar o processo de certificação de produtos e serviços no país.

Albasini explicou que, actualmente, para que uma empresa ou laboratório obtenha a acreditação necessária para a sua actividade, não só é necessário pagar pelos custos inerentes ao serviço, como também custear as despesas de deslocação e hospedagem dos auditores que vêm de fora do país. Estes custos adicionais elevam o valor total do processo de certificação, tornando-o menos acessível e mais demorado, o que afecta a competitividade das empresas moçambicanas tanto no mercado interno como no internacional. Este sublinha que, se o país contasse com um Organismo Nacional de Acreditação, esses custos seriam significativamente reduzidos, pois os serviços passariam a ser prestados por técnicos locais, eliminando a necessidade de importar mão-de-obra especializada e outros encargos logísticos.

Além dos prejuízos financeiros, a falta de um organismo de acreditação dentro do território nacional representa um risco para a qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos consumidores. Produtos como alimentos, medicamentos e materiais de construção, que dependem de rigorosos processos de verificação e certificação para garantir a segurança e a saúde dos consumidores, acabam por não ser controlados da mesma forma. Albasini defende que a criação do ONA traria maior confiança nos produtos e serviços comercializados no país e facilitaria a sua exportação para mercados externos, que exigem certificações específicas.

O INNOQ está a conduzir um estudo para determinar o tempo necessário para a implantação do Organismo Nacional de Acreditação e avaliar a viabilidade técnica e económica do projecto. Segundo Albasini, a expectativa é que o estudo forneça um roteiro claro e viável para que Moçambique possa finalmente dispor de uma entidade própria para a certificação e acreditação, contribuindo para a redução de custos, melhorando o ambiente de negócios e fortalecendo a competitividade do setor privado.

A criação do ONA é vista como um passo crucial para o desenvolvimento económico do país, já que possibilitará a certificação de produtos e serviços a custos reduzidos e em tempo útil. “Com a implantação do organismo, certamente vamos reduzir os custos, porque neste momento qualquer laboratório que queira o serviço de acreditação, para além de pagar os custos dos próprios serviços, é preciso custear as despesas de deslocação dos auditores do país de origem para Moçambique, é preciso custear as despesas de transporte local, é preciso custear as despesas de hospedagem, alimentação e outros custos”, afirmou Albasini.

Com a implementação de um organismo nacional, estima-se que o país poderia poupar uma quantia significativa anualmente, além de garantir um maior controle de qualidade nos serviços prestados. O estudo preliminar, que será concluído em breve, vai determinar os próximos passos para a efetivação do organismo, que deve trazer uma melhoria significativa para as empresas e a economia de Moçambique no geral.

Vivo Energy Moçambique expande a sua rede de postos de abastecimento em parceria com a Camel Oil

A Vivo Energy Moçambique, representante da marca Engen e distribuidora exclusiva dos lubrificantes da marca Shell, inaugurou um novo posto de abastecimento de combustíveis Engen N1, localizado em Mumemo, Marracuene, resultado de uma parceria estratégica com a Camel Oil. Esta colaboração envolve 12 postos na província de Maputo, expandindo a rede da Vivo Energy Moçambique para um total de 58 postos operacionais a nível nacional, reforçando a sua presença no mercado moçambicano.

“Esta parceria com a Camel Oil vai além da simples expansão da nossa rede; é parte do nosso compromisso de estarmos cada vez mais próximos dos nossos clientes, oferecendo serviços de excelência e contribuindo para o desenvolvimento socio-económico das comunidades onde operamos. Este novo posto, Engen N1 (Mumemo), além de fornecer combustível, conta com um centro de lavagem e troca de óleo de veículos, e uma loja de conveniência totalmente equipada para responder às necessidades diárias dos nossos clientes, contribuindo para a dinamização do comércio local e fortalecimento da economia da região,” afirmou João Oliveira e Sousa, Administrador Executivo da Vivo Energy Moçambique.

A cerimónia de inauguração contou com a presença de Maghivelani Simão, Vereador das Actividades Económicas, Transportes, Comunicação e Trânsito do município, que representou o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Marracuene, Shafee Sidat. O evento também reuniu outras figuras importantes, como o representante da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego, Sr. Eurico Mavie, Camel Oil, Sr. Zuber Aleem, o Director de Retalho da Vivo Energy, Sr. Joaquim Jibambo, bem como toda a direcção da Vivo Energy Moçambique.

Durante a sua intervenção, João Oliveira e Sousa sublinhou ainda que, dos 12 postos de abastecimento envolvidos nesta parceria, cinco desses postos estão já em operação, enquanto três encontram-se em fase de construção e/ou remodelação, com previsão de conclusão até ao final de 2024, sendo que os restantes quatro postos deverão estar operacionais no início de 2025.

Desde a sua entrada no mercado moçambicano em Março de 2019, após a aquisição da Engen, a Vivo Energy Moçambique tem registado um crescimento significativo, com uma expansão de 19 postos em 2019 para os actuais 58, estando presente em todas as províncias do país. Esta expansão acelerada reflete o compromisso contínuo da empresa em oferecer acessibilidade, qualidade e inovação no fornecimento dos seus serviços.

A Vivo Energy Moçambique emprega, directa e indirectamente e apenas na área de retalho, mais de 1.800 moçambicanos em todo o país, reafirmando o seu compromisso com a criação de oportunidades de emprego e desenvolvimento das comunidades locais.

Sector privado propõe redução das Reservas Obrigatórias e uso das RIL para aliviar escassez de divisas no mercado

A CTA convocou uma Conferência de Imprensa para reiterar, como medida de curto prazo para aliviar a escassez de divisas no mercado, a necessidade de redução do coeficiente das Reservas Obrigatórias em moeda externa, que, actualmente, se situa em 39,5%, das mais elevadas do mundo.

Igualmente, como medida de curto prazo, a CTA defendeu a necessidade do Banco de Moçambique começar a injectar, ao mercado, parte das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), consideradas altas, para que os bancos comerciais ganhem confiança e usem a sua posição cambial positiva para apoiar as empresas. Em Julho último, as RIL cresceram em cerca de 40%, atingindo uma cobertura de 4,9 meses de importações, enquanto o benchmark do FMI é de 2,8 meses.

Como medida, a médio e longo prazos, a CTA propôs a revisão do tipo de contrato celebrado entre o Governo de Moçambique e os actores no mercado internacional, porquanto claudica ao não canalizar benefícios diversos para a economia de Moçambique, estando refém de divisas que são geradas por Grandes Projectos no País.

Os sectores da Indústria Transformadora (onde as moageiras acumularam necessidades de divisas não satisfeitas estimadas em 56 milhões de dólares até Junho), de bebidas, transporte aéreo e turismo, são os mais afectados.

CodeLabs lança 2ª edição de competição para jovens programadores desenvolverem soluções inovadoras para o sector de transportes

As candidaturas para a 2ª edição do Programa CodeLabs estão abertas até 11 de Outubro.

O programa tem como objectivo apoiar o desenvolvimento de jovens programadores, promovendo uma competição focada na criação de soluções inovadoras em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) que sejam úteis para o quotidiano de empresas dos sectores marítimo e de transportes.

O projecto CodeLabs foi criado, em 2023, pela Cornelder de Moçambique, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento dos jovens profissionais no País.

Depois do sucesso da 1ª edição – onde o grupo vencedor criou uma plataforma que fez depois a gestão do maior evento desportivo de Moçambique, a Légua da Beira – esta 2ª edição será realizada de 28 de Outubro a 1 de Novembro, na cidade da Beira.

Poderão inscrever-se para este projecto jovens programadores, estudantes finalistas e recém-graduados, com idade compreendida entre 18 e 30 anos, e que queiram demonstrar o seu talento e ideias inovadoras.

Importa realçar que se pretende com este “hackathon” envolver os jovens recém-formados em TICs na criação de soluções informáticas que resolvam os desafios do sector portuário no País.

Informações sobre o programa, estão disponíveis no site: www.codelabs.co.mz

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RBR Group Limited prepara-se para retomar os projectos de GNL na Bacia do Rovuma com contrato de 16,5 Milhões de dólares

RBR Group Limited

A RBR Group Limited, uma empresa australiana especializada em treinamento e fornecimento de mão-de-obra, anunciou sua posição estratégica no reinício do projecto de gás natural liquefeito (GNL) da TotalEnergies na bacia do Rovuma, em Moçambique. A empresa garantiu contratos significativos no valor total de 24 milhões de dólares australianos (16,5 milhões de dólares) para o fornecimento de serviços de treinamento e construção de acampamentos ao longo de 18 meses.

Apesar da declaração de força maior pela TotalEnergies, que suspendeu as actividades do projecto devido a questões de segurança na região, a RBR reorientou seus esforços para explorar novas oportunidades em Moçambique. Em sua recente publicação, a empresa destacou a resiliência e a adaptabilidade diante dos desafios, informando que já concluiu novos contratos primários de fornecimento e construção de acampamentos.

Com o iminente reinício das actividades na bacia do Rovuma, a RBR se posiciona como um jogador fundamental no fornecimento de mão-de-obra qualificada e soluções de acomodação. A empresa acredita que suas alianças estratégicas e sua experiência no setor, combinadas com um histórico de contratos bem-sucedidos, a capacitarão a aproveitar as oportunidades significativas que surgirão.

Moçambique abriga três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração de suas reservas de gás natural, que estão entre as maiores do mundo, localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado. Dois desses projectos, de maior envergadura, preveem a canalização do gás do fundo do mar para a terra, onde será resfriado em uma planta para exportação marítima em estado líquido. Um deles é liderado pela TotalEnergies, cujas obras foram suspensas após o ataque armado em Palma, em Março de 2021, com a empresa francesa afirmando que só retomará as actividades quando a segurança da região for garantida. O outro projecto, ainda sem anúncios concretos, é liderado pelo consórcio da ExxonMobil e Eni.

Com uma estratégia corporativa robusta e foco na integração vertical, a RBR Group Limited está determinada a expandir suas operações e arrecadar mais receitas, mirando também outros mercados africanos. A empresa reafirma seu compromisso em contribuir para o desenvolvimento económico de Moçambique enquanto capitaliza as oportunidades no sector de GNL.

A sustentabilidade como vantagem competitiva: O papel das práticas de ESG e Marketing nas PMEs

Moçambique tem apresentando uma promissora trajetória econômica e métricas de crescimento relevantes e está cada vez mais buscando transformações significativas e neste cenário é cada vez mais notável o papel que as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) desempenham para o desenvolvimento económico do país.

Embora muitas MPMEs estejam cientes de aspectos sociais e ambientais, é sabido de suas limitações para uma aplicação de grandes investimentos na implantação de acções para o desenvolvimento de negócios sustentáveis, entretanto é possível dar os primeiros passos nesta jornada com a adopção de ações graduais. As empresas moçambicanas, podem e devem gradualmente implementar práticas ESG para capitalizar nas crescentes oportunidades económicas, ao mesmo tempo em que promovem um impacto positivo na sociedade.

Como ponto de partida nesta jornada sustentável, as PMEs podem focar em práticas ambientais que não exigem grandes investimentos financeiros, como algumas ações para eficiência de recursos. Pequenos exemplos que podem ser implementados incluem gestão de resíduos, uso eficiente de energia, e incentivar os colaboradores a adoptar e propagar essas práticas para além da empresa. Isso ajuda a demonstrar um compromisso com a sustentabilidade. No sector agrícola de pequena e média escala, as PMEs podem adoptar técnicas de agricultura sustentável que preservam a saúde do solo e reduzem o uso de produtos químicos, contribuindo para a conservação ambiental sem incorrer em altos custos.

Embora inicialmente perceba-se como caro, o uso de energia renovável pode ser implementado de forma incremental. Moçambique tem um potencial solar significativo, e as PMEs podem começar com pequenos passos e, ao longo do tempo, à medida que os benefícios financeiros de contas de energia reduzidas se tornem aparentes, essas empresas podem reinvestir as economias para expandir sua capacidade de energia renovável. Essa abordagem gradual permite que as PMEs estejam alinheme aos objectivos globais de sustentabilidade sem sobrecarregar seus orçamentos limitados.

No campo social, o engajamento comunitário e o desenvolvimento são vitais para promover boa vontade e construir fortes relações locais. As PMEs podem se envolver no desenvolvimento comunitário apoiando projectos locais por meio de doações de suprimentos ou voluntariado. Esses esforços não exigem grandes desembolsos financeiros, mas podem ter um impacto profundo no bem-estar da comunidade e na fidelidade dos clientes.

O bem-estar dos colaboradores também é uma parte importante no caminho para a gestão sustentável dos negócios, e o desenvolvimento das pessoas deve ser uma prioridade. Salários justos, condições de trabalho seguras e oportunidades de desenvolvimento contínuo de habilidades são essenciais para manter uma força de trabalho motivada e eficiente. Para as PMEs, ter uma equipe engajada pode se reflectir no aumento da produtividade, redução da rotatividade, melhoria na qualidade dos produtos ou serviços, maior inovação e resiliência, o que se traduz em aumento da satisfação do cliente e fortalece a empresa diante das adversidades típicas de ambientes com recursos limitados.

Juntamente com todas as ações já mencionadas, a adopção de práticas de Governança, como garantir operações transparentes e o engajamento dos stakeholders, é crucial para construir confiança e credibilidade. As PMEs devem adoptar estruturas de governança que incluam auditorias regulares, conformidade com as regulamentações locais e práticas empresariais éticas. Relatórios financeiros transparentes, mantendo registos claros e precisos de transações e decisões, podem ser feitos usando soluções de software simples e de baixo custo.

Engajar todos os stakeholders—clientes, funcionários, fornecedores e investidores—por meio de canais de comunicação regulares ajuda a reunir feedback, resolver preocupações e fortalecer os relacionamentos, ao mesmo tempo que promove o compromisso com o sucesso da empresa. Nesse contexto, o marketing desempenha um papel fundamental na promoção das práticas de ESG. Ao comunicar de forma eficaz seu compromisso com o desenvolvimento e com as práticas sustentáveis, as empresas podem melhorar sua reputação de marca e atrair clientes que valorizam práticas empresariais éticas e responsáveis.

À medida que Moçambique continua a crescer economicamente, integrar práticas ESG nas estratégias de negócios não é apenas uma obrigação moral, mas uma vantagem estratégica. As PMEs, com seu papel significativo na economia, têm o potencial de integrar essa transformação e construir negócios resilientes que contribuam para os objectivos de desenvolvimento sustentável do país. Com uma implementação cuidadosa e marketing eficaz, a implementação das práticas de ESG podem abrir caminho para um futuro próspero tanto para as empresas quanto para as comunidades em Moçambique.

À medida que o país continua a se desenvolver, integrar práticas de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) às estratégias de negócios especialmente para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) não é apenas uma obrigação moral, mas uma vantagem estratégica. Ao mesmo tempo, é sabido que o investimento em acções de comunicação e marketing ajudam a construir fortes relações com os clientes e potenciais clientes. Neste cenário, torna-se vital aliar as práticas de negócios sustentáveis dentro do planeamento geral da empresa, de forma que as acções de comunicação e sustentabilidade possam juntas catalisar o crescimento sustentável e o sucesso a longo prazo.

Por: Dayane Azeredo – Ipsos Moçambique

Dayane Azeredo é apaixonada por assuntos relacionados à pessoas, inovação, marcas, consumidores e desenvolvimento sustentável.  Profissional de Relações Públicas, actua há mais de 10 anos como gestora de marcas, relacionamento com clientes e stakeholders e liderança de projectos e pessoas.