Friday, June 5, 2026
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Moçambique e Colômbia assinam acordo de isenção de vistos

Os governos de Moçambique e da Colômbia assinaram um acordo de isenção de vistos para os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço, um instrumento que visa facilitar a circulação de funcionários e outras pessoas interessadas.

O acordo foi assinado esta segunda-feira (28), na cidade colombiana de Cali, pelo vice-ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, Luís Gilberto Murillo, testemunhado pela vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez.

O acordo foi assinado à margem da décima sexta reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD COP 16), que decorre em Cali, Colômbia, de 21 de outubro a 1 de novembro, sob o lema “Paz com a Natureza”.

O Vice-Ministro Gonçalves afirmou que o documento representa mais um passo no reforço da cooperação bilateral em curso desde 1988.

“Desde então, as nossas relações políticas e diplomáticas têm evoluído normalmente, que é o que nós queremos, que é que as nossas relações se reforcem”, disse Gonçalves, acrescentando que ‘estamos atualmente a trabalhar na construção de outras áreas de cooperação’.

Gonçalves apontou outros sectores de cooperação como a agricultura, os recursos minerais e a energia.

“Estas são áreas em que os nossos dois países têm potencial de expansão e esperamos que, com a presença do novo embaixador colombiano [em Moçambique], recentemente acreditado a 16 de outubro, as nossas relações continuem a consolidar-se e a fortalecer-se, sobretudo na sua vertente económica e comercial”, disse.

Mozambique and Colombia sign visa exemption agreement

The governments of Mozambique and Colombia have signed a visa exemption agreement for holders of diplomatic and service passports, an instrument that aims to facilitate the movement of officials and other individuals concerned.

The agreement was signed this Monday (28) in the Colombian city of Cali by the Mozambican Deputy Minister of Foreign Affairs and Cooperation, Manuel Gonçalves, and the Minister of Foreign Affairs of Colombia, Luís Gilberto Murillo, witnessed by the Vice President of Colombia, Francia Márquez.

It was signed on the sidelines of the sixteenth meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity (CBD COP 16), being held in Cali, Colombia from 21 October to 1 November under the motto, “Peace With Nature”.

Deputy Minister Gonçalves said that the document represented another step towards strengthening bilateral cooperation ongoing since 1988.

“Since then, our political and diplomatic relations have developed normally, which is what we want, which is for our relations to be strengthened,” Gonçalves said, adding that “we are currently working on building other areas of cooperation”.

Gonçalves pointed to other sectors of cooperation such as agriculture, mineral resources and energy.

“These are areas in which our two countries have the potential for expansion, and we hope that, with the presence of the new Colombian ambassador [to Mozambique] who was recently accredited on 16 October, our relations will continue to consolidate and strengthen, especially in terms of their economic and commercial aspects,” he said.

Moçambique firma acordo com TWIGG para exploração de vanádio na Mina de Balama

Moçambique firma acordo com TWIGG para exploração de vanádio na Mina de Balama

O Governo de Moçambique aprovou, na Terça-feira (22), um acordo directo com a TWIGG Exploration and Mining, Lda., para expandir as operações na Mina de Balama, focando na exploração de vanádio, um mineral estratégico para a indústria moderna.

O acordo, assinado em Conselho de Ministros, inclui financiamento da United States International Development Finance Corporation (DFC) para despesas operacionais e a realização de um estudo de viabilidade para a instalação de uma unidade de processamento de vanádio.

O projecto é parte da estratégia de expansão da actual operação de extracção de grafite na Mina de Balama, operada pela TWIGG, uma subsidiária da Syrah Resources Limited. O vanádio é amplamente utilizado em ligas metálicas e na produção de baterias, o que posiciona Moçambique como um potencial fornecedor importante no mercado global de minerais.

O Governo considera este projecto vital para o desenvolvimento económico do país, destacando a criação de empregos e a geração de receitas fiscais. Além disso, a iniciativa deve fortalecer a posição de Moçambique na cadeia de fornecimento de minerais essenciais para a alta tecnologia.

A TWIGG foi reconhecida como “Empresa Mineira do Ano” na Conferência de Mineração e Energia de Moçambique, em Maio, devido ao seu compromisso com a inovação e sustentabilidade. A empresa é também destacada por sua transparência, conforme o Índice de Transparência do Sector Extractivo de 2023, do Centro de Integridade Pública.

O acordo reflete o compromisso do Governo em promover a diversificação do sector mineiro e garantir que as operações beneficiem as comunidades locais. Com a exploração de vanádio, Moçambique pode se consolidar como um fornecedor-chave de minerais críticos, atraindo novos investimentos e aumentando as exportações de produtos de alto valor agregado.

Mozambique signs agreement with TWIGG for vanadium exploration at Balama Mine

Moçambique firma acordo com TWIGG para exploração de vanádio na Mina de Balama

On Tuesday (22), the Mozambican government approved a direct agreement with TWIGG Exploration and Mining, Lda. to expand operations at the Balama Mine, focusing on the exploration of vanadium, a strategic mineral for modern industry.

The agreement, signed in the Council of Ministers, includes funding from the United States International Development Finance Corporation (DFC) for operating expenses and the carrying out of a feasibility study for the installation of a vanadium processing unit.

The project is part of the strategy to expand the current graphite extraction operation at the Balama Mine, operated by TWIGG, a subsidiary of Syrah Resources Limited. Vanadium is widely used in metal alloys and in the production of batteries, which positions Mozambique as an important potential supplier in the global minerals market.

The government considers this project vital for the country’s economic development, highlighting the creation of jobs and the generation of tax revenue. In addition, the initiative should strengthen Mozambique’s position in the supply chain of essential minerals for high technology.

TWIGG was recognized as “Mining Company of the Year” at the Mozambique Mining and Energy Conference in May, due to its commitment to innovation and sustainability. The company is also highlighted for its transparency, according to the 2023 Extractive Sector Transparency Index by the Center for Public Integrity.

The agreement reflects the government’s commitment to promoting the diversification of the mining sector and ensuring that operations benefit local communities. With the exploitation of vanadium, Mozambique can consolidate itself as a key supplier of critical minerals, attracting new investments and increasing exports of high value-added products.

O mercado dos seguros gerou mais de 316 milhões de euros em prémios brutos no ano passado

O mercado segurador moçambicano gerou mais de 316 milhões de euros em prémios brutos em 2023, uma ligeira queda face ao recorde do ano anterior, segundo dados do Banco de Moçambique a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um relatório do banco central sobre inclusão financeira, o mercado segurador moçambicano gerou em 2022 prémios brutos de 21.885 milhões de meticais (317 milhões de euros), um recorde, caindo ligeiramente no ano passado para quase 21.841 milhões de meticais (316,3 milhões de euros).

No mesmo período, a actividade seguradora em Moçambique gerou prémios de 18.502 milhões de meticais (268 milhões de euros) no segmento Não Vida e quase 3.339 milhões de meticais (48,3 milhões de euros) no segmento Vida.

Em 2023, operavam em Moçambique 17 companhias de seguros, das quais 12 operavam no segmento Não Vida, duas focavam-se exclusivamente no segmento Vida e três operavam nos dois segmentos em simultâneo.

De acordo com o relatório do Banco de Moçambique, o país contava com três microsseguradoras, uma resseguradora, oito sociedades gestoras de fundos de pensões, 145 corretores de seguros, cinco corretores de resseguros e 31 agentes de sociedades comerciais.

“Em termos nominais, até ao final de 2023, o mercado segurador registou uma contração de cerca de 0,2% face ao período homólogo de 2022”, refere o documento, salientando que a taxa de penetração dos seguros na economia se situava em 2,03%.

Entretanto, este mês, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique autorizou a compra da Global Alliance Seguros, uma das principais seguradoras do país, pela seguradora Hollard Moçambique, que passa a dominar o mercado com uma quota de 31,7%.

A decisão da ARC refere que o conselho de administração da entidade reguladora decidiu, por unanimidade, “adoptar a decisão de não oposição à presente operação de concentração” […] “uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no mercado nacional de oferta de seguros nos ramos vida e não vida, em mercados conexos ou numa parte substancial dos mesmos”.

No documento, a ARC afirma que consultou o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) para tomar esta decisão, e admite ainda que o “cenário pós-transação” analisado é “indicativo de um sector moderadamente concentrado”, mas que “não é previsível” que “venha a restringir a concorrência no mercado segurador moçambicano”.

Ao analisar as quotas de mercado acumuladas nos sectores dos seguros vida e não vida em Moçambique, a ARC concluiu que o grupo Hollard detém a maior quota de mercado, com 19,1%, seguido da Fidelidade, com 14,80%, da estatal Emose, com 14,5%, e da Global Alliance, com 12,6%.

Entretanto, este mês, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique autorizou a compra da Global Alliance Seguros, uma das principais seguradoras do país, pela seguradora Hollard Moçambique, que passa a dominar o mercado com uma quota de 31,7%.

A decisão da ARC refere que o conselho de administração da entidade reguladora decidiu, por unanimidade, “adotar a decisão de não oposição à presente operação de concentração” […] “uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no mercado nacional de oferta de seguros nos ramos vida e não vida, em mercados conexos ou numa parte substancial dos mesmos”.

No documento, a ARC afirma que consultou o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) para tomar esta decisão, e admite ainda que o “cenário pós-transação” analisado é “indicativo de um sector moderadamente concentrado”, mas que “não é previsível” que “venha a restringir a concorrência no mercado segurador moçambicano”.

Ao analisar as quotas de mercado acumuladas nos sectores dos seguros vida e não vida em Moçambique, a ARC concluiu que o grupo Hollard detém a maior quota de mercado, com 19,1%, seguido da Fidelidade, com 14,80%, da estatal Emose, com 14,5%, e da Global Alliance, com 12,6%.

“Embora a quota de mercado do adquirente no cenário pós-transação seja inferior a 50%, uma operação de concentração horizontal pode, a longo prazo, conduzir a uma posição dominante no mercado por parte dos principais operadores do sector segurador”, refere o documento.

Nedbank Moçambique renova parceria com o Parque Nacional da Gorongosa

O Nedbank Moçambique renovou a sua parceria com o Parque Nacional da Gorongosa, reafirmando o compromisso de apoiar o Departamento de Conservação do Parque. Esta colaboração visa fortalecer a fiscalização nas áreas protegidas e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, contribuindo para a preservação da biodiversidade e o combate à caça furtiva.

O Nedbank Moçambique e o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) renovaram recentemente o seu acordo de parceria, reafirmando o compromisso do Banco em continuar a apoiar os esforços de conservação do PNG. Este acordo foi formalizado durante uma cerimónia realizada no Parque Nacional da Gorongosa, onde o Nedbank assumiu o seu apoio contínuo ao Departamento de Conservação do Parque, que supervisiona a gestão das áreas protegidas e as zonas circundantes. Este apoio inclui, não apenas o contributo directo do Banco, mas também as contribuições de indivíduos e entidades que, ao utilizarem os cartões pré-pago e de crédito Gorongosa, participam activamente neste esforço de preservação deste património natural ímpar de Moçambique.

Alguns programas do Departamento de Conservação, como os Serviços Veterinários até à Fiscalização e Gestão da Fauna Bravia, estão orientados para garantir a protecção sustentável da biodiversidade da Gorongosa. Com o apoio do Nedbank, o Parque poderá reforçar as suas operações de fiscalização e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, cuja sobrevivência está em risco devido à trafico de espécies protegidas e à perda de habitat.

Durante a assinatura do acordo, Joel Rodrigues, Presidente da Comissão Executiva do Nedbank, destacou o impacto positivo do PNG na preservação ambiental e no desenvolvimento das comunidades locais. “Apoiar o Parque Nacional da Gorongosa é uma forma de contribuir directamente para a protecção da nossa herança natural e para o reconhecimento deste parque como um dos maiores de África”, afirmou.

Pedro Muagura, Administrador do PNG, expressou a sua satisfação com a renovação da parceria, sublinhando a importância do apoio do Nedbank para fortalecer a capacidade de fiscalização e combate à caça furtiva no Parque. “Ficamos muito felizes com a renovação desta parceria que esperamos trazer muitos frutos à conservação.  O apoio de parceiros de impacto como o Nedbank, é essencial para nos permitir alcançar um impacto significativo em grande escala… prontos para conservar o meio ambiente.”, afirmou Muagura.

Moçambique coloca 2.564 milhões em Obrigações do Tesouro

Mercado cambial

Moçambique colocou na última semana mais 2.564 milhões de meticais numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos, indicam dados oficiais.

De acordo com informação da Bolsa de Valores de Moçambique, a operação foi concluída em 23 de Outubro e as propostas apresentadas pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro indicam que a emissão teve uma procura de 68,03%.

Esta emissão de obrigações do tesouro, a 12.ª série de 2024, de subscrição direta dos Operadores Especializados, autorizava a colocação de até 3.916 milhões de meticais, valor que não foi atingido, contrariamente à anterior.

A operação fechou com uma taxa de juro nominal fixa de 14,50% durante os primeiros quatro pagamentos semestrais de juros e variável nos seis últimos.

Na 11.ª série destas emissões, concretizada em 07 de outubro, foram colocados 5.727 milhões de meticais numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos.

O Banco de Moçambique reconheceu este mês uma pressão elevada provocada pelo endividamento interno do Estado, que já tinha crescido 90,3 mil milhões de meticais em 2024.

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

A Auto Sueco Moçambique, conhecida concessionária da Volvo, anunciou que passará a operar sob a marca global Nors. Esta mudança reflecte uma estratégia de unificação da marca em todos os mercados onde a empresa está presente.

Com mais de 90 anos de história, a Nors agrega diversas marcas, incluindo a agora renomeada Nors Moçambique. A empresa continuará a dedicar-se à distribuição e serviço de camiões Volvo e Dongfeng, autocarros Volvo, e ao segmento de equipamentos de construção no mercado moçambicano.

A nova identidade foi revelada durante um evento transmitido globalmente, que contou com a participação de 3.000 colaboradores. A Nors apresentou a sua missão de “Melhorar a vida e os negócios através de serviços e equipamentos de referência”, com base em valores como legado, humanismo, ambição, diligência e integridade.

A mudança de nome faz parte de uma estratégia mais ampla que abrange 17 marcas em sete países, incluindo Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Namíbia e Canadá. Sob a nova estrutura, a Nors organizará as suas operações em cinco áreas principais: camiões e autocarros, equipamentos de construção, agricultura, pós-venda e novos negócios.

Segundo Tomás Jervell, CEO do Grupo Nors, “A nova marca reflecte a ambição de ser reconhecida pela excelência dos serviços e equipas, estando preparada para o futuro e para as transformações globais.

Auto Sueco Mozambique adopts new global brand Nors

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

Auto Sueco Moçambique, a well-known Volvo dealer, has announced that it will now operate under the global Nors brand. This change reflects a strategy to unify the brand in all the markets where the company is present.

With more than 90 years of history, Nors brings together several brands, including the now renamed Nors Mozambique. The company will continue to distribute and service Volvo and Dongfeng trucks, Volvo buses, and the construction equipment segment in the Mozambican market.

The new identity was unveiled during a globally broadcast event attended by 3,000 employees. Nors presented its mission of “Improving life and business through leading services and equipment”, based on values such as legacy, humanism, ambition, diligence and integrity.

The name change is part of a wider strategy that encompasses 17 brands in seven countries, including Portugal, Brazil, Angola, Mozambique, Namibia and Canada. Under the new structure, Nors will organize its operations into five main areas: trucks and buses, construction equipment, agriculture, aftersales and new business.

According to Tomás Jervell, CEO of the Nors Group, “The new brand reflects the ambition to be recognized for the excellence of its services and teams, and is prepared for the future and global transformations.”

Por que investir em Pesquisa de Mercado é vital para o sucesso empresarial?

No cenário empresarial contemporâneo, com um mercado cada vez mais dinâmico, competitivo e em constante transformação, a pesquisa de mercado se torna cada vez mais uma ferramenta essencial para a tomada de decisões estratégicas, permitindo que empresas compreendam profundamente seus consumidores, identifiquem oportunidades e minimizem riscos. No entanto, por que muitas empresas ainda hesitam em investir em pesquisa de mercado? E qual é o verdadeiro valor dessa prática?

Por que a pesquisa vale a pena? Análise de Mercado

Uma das principais vantagens da pesquisa de mercado está no seu potencial de reduzir custos, diminuindo o risco de inúmeras tentativas e erros, que muitas vezes fazem escoar os orçamentos das empresas. Sem dados concretos que orientem as acções de uma empresa, o risco de um produto ou campanha falhar é significativamente maior, ao optar por investir na contratação de uma pesquisa de mercado, é crucial levar em consideração o quanto a empresa deixaria de perder se colocando no mercado acções que, com base em dados de pesquisa, direccionasse seus lançamentos de maneira mais alinhada às expectativas dos consumidores?

Ademais, há uma mudança cultural em curso. Indústrias e sectores mais tradicionais não tenham ainda o hábito de usar pesquisas para guiar suas acções estão sendo desafiados pela nova geração de líderes de marketing, que reconhece o valor dos dados e da análise estratégica. Essa nova mentalidade entende que a intuição, embora importante, deve ser complementada com uma compreensão profunda das tendências, mudanças sociais e necessidades emergentes dos consumidores.

Mas afinal, o que é Pesquisa de Mercado?

Muitas vezes, a percepção comum sobre pesquisa de mercado é limitada à ideia de simplesmente perguntar aos consumidores o que eles querem. No entanto, o papel da pesquisa vai muito além disso e por isso deve ser conduzida por profissionais qualificados que consigam olhar para a pergunta de negócio de forma estratégica, conduzindo investigações direccionadas e analisando as respostas sob a lente correcta. Isso envolve a habilidade de interpretar dados e traduzi-los em acções práticas para as empresas.

Mesmo pequenas empresas, que talvez não disponham de recursos robustos, podem se beneficiar da pesquisa de mercado. Hoje, ferramentas de inteligência artificial tornam possível criar questionários e formular análises com maior eficiência. O importante é que, independentemente do tamanho da empresa, haja profissionais qualificados para efetuarem a orientação e leitura correta e precisa dos resultados.

Dependendo da pergunta de negócio, existem diferentes metodologias de pesquisa que podem ser adoptadas, no entanto, para que a pesquisa seja eficaz, ela precisa ser compreendida e aplicada correctamente. Aqui entra a maturidade do mercado e das empresas. A pesquisa de mercado não serve apenas para validar ideias pré-concebidas; muitas vezes, os dados podem trazer respostas que não são exactamente o que a empresa gostaria de ouvir. Mas é justamente esse confronto de ideias que permite ajustes estratégicos e o apontamento de caminhos mais viáveis.

Em um mundo onde cada vez mais somos concentrados a viver em “bolhas”, é fácil e comum para as empresas adoptarem uma visão enviesada ao planear novos produtos ou serviços. A pesquisa de mercado traz uma perspectiva externa, que desafia suposições internas e oferece insights sobre as reais expectativas e necessidades do consumidor. Longe de limitar a criatividade, a pesquisa expande as possibilidades, identificando novas oportunidades que podem ser exploradas pelas equipes de marketing e desenvolvimento de produtos.

Uma boa pesquisa de mercado fornece “lições de casa” para todos os times envolvidos no problema de negócio. E, nesse sentido, cabe aos institutos de pesquisa serem didáticos, explicando às empresas os passos seguidos, os métodos aplicados e como os dados podem ser transformados em acções concretas. A pesquisa não deve ser vista apenas como um relatório para ser lido e engavetado, mas sim como uma peça estratégica no planeamento das acções dentro da empresa.

O valor dos dados e o novo consumidor

As relações de consumo entre marcas e consumidores estão em constante mudança e evoluem a cada dia e é papel da pesquisa de mercado ajudar as empresas a estarem actualizadas sobre essas mudanças culturais, geracionais e comportamentais, permitindo que seus investimentos sejam mais optimizados e, consequentemente, trazendo maiores chances de retorno.

A pesquisa de mercado oferece benefícios tangíveis, entre os quais podemos destacar:

  1. Redução de desperdícios com campanhas e lançamentos mal-sucedidos.
  2. Geração de novas ideias e insights mais qualificados.
  3. Melhor direccionamento dos investimentos em comunicação e mídia.
  4. Identificação de novas oportunidades de negócios.
  5. Antecipação de tendências comportamentais e de consumo.
  6. Acções de PR mais eficazes, que fortalecem a marca no mercado.

A pesquisa de mercado não deve ser vista no pipeline das empresas apenas como uma despesa adicional, mas sim como um investimento estratégico que as prepara para executarem acções mais competitivas, ágeis e alinhadas com as demandas de um consumidor em constante transformação.

Por: Dayane Azeredo – Ipsos Moçambique

Dayane Azeredo é apaixonada por assuntos relacionados à pessoas, inovação, marcas, consumidores e desenvolvimento sustentável.  Profissional de Relações Públicas, actua há mais de 10 anos como gestora de marcas, relacionamento com clientes e stakeholders e liderança de projectos e pessoas.

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