Saturday, April 4, 2026
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Data Wave 2024 — September 14, 2024

Data Wave 2024

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Oportunidade de Exportar Para Qatar

Na sequência da Missão Empresarial para Qatar, foram identificadas oportunidades de exportação de produtos alimentares de Moçambique

Inscreva-se e explore a oportunidade de expansão para os mercados de Médio Oriente.

Formulário de submissão no link: https://bit.ly/3TM4U5z

 

Concurso: Mulheres na Economia Azul – 31 de Outubro de 2024

A Embaixada da França e a MUVA, em atendimento ao pedido dos(as) participantes, estenderam até o dia 19 de Setembro o prazo de submissão das obras, para o Concurso Cultural Mulheres na Economia Azul. O evento Mar Nosso também passa para uma nova data, dia 31 de Outubro.

Clica no link para ver os Termos de Referência e participar https://bit.ly/3AV5I1l

Branqueamento de capitais: Moçambique poderá sair da lista cinzenta em Outubro próximo

Moçambique prevê sair da lista cinzenta até Outubro próximo após obter progressos significativos no combate ao branqueamento de capitais, com a reclassificação em alta de sete recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), aprovada pelo Conselho de Ministros do Grupo de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais da África Austral e Oriental (ESAAMIG).

Segundo uma publicação do jornal Notícias, os progressos favoráveis estão relacionados com a implementação de medidas de prevenção ao financiamento do terrorismo e ao fortalecimento do quadro legal que rege as organizações sem fins lucrativos, garantindo que estas não sejam usadas para actividades ilícitas.

Citando uma nota do Ministério da Economia e Finanças, a publicação refere que os avanços foram reconhecidos durante a 24.ª reunião do Conselho de Ministros do ESAAMIG, realizada no Quénia, onde Moçambique solicitou ainda a reclassificação de mais 15 recomendações.

“No encontro, Moçambique foi representado pelos vice-ministros da Economia e Finanças, Carla Laveira, e da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Filimão Suazi, que reforçaram o empenho nacional em aprimorar o quadro legal e enfrentar as ameaças associadas ao terrorismo e à proliferação de armas”, lê-se na publicação.

Entretanto, antes desta, Moçambique também recebeu, no mês passado, uma avaliação preliminar positiva do GAFI sobre o cumprimento de 10 das 26 acções exigidas, restando apenas oito para serem superadas. Com os avanços esperados até Outubro, o país pode alcançar a tão desejada saída da lista cinzenta no próximo encontro governamental em França.

Moçambique foi colocado na lista cinzenta do GAFI em Outubro de 2022, tendo o organismo instado o país a trabalhar para a sua remoção da lista de países com alguns desafios no combate ao terrorismo e no branqueamento de capitais e proliferação de armas de destruição em massa.

Lançado o prémio aurora tech 2025 para mulheres fundadoras de tecnologia ($ 85.000)

As inscrições já estão abertas para o Aurora Tech Award 2025. Um prémio mundial para mulheres fundadoras de startups de tecnologia criadas e apoiadas pela inDrive.

Requisitos:

Para participar, sua startup precisa:

  • Ser fundada ou cofundada e liderada por uma mulher
  • Tenha um protótipo funcional de um produto
  • Enquadrar-se no limite de investimento de US$ 4 milhões em financiamento, incluindo a ronda inicial
  • Ter menos de 5 anos.

 Benefícios

  • Fundo de prêmios de US$ 85.000: fornecimento de suporte financeiro para os 5 vencedores
  • Insights profissionais: desenvolvendo um programa educacional forte para os candidatos
  • Oportunidades de networking: construindo uma comunidade para mulheres em TI.

Prémios em dinheiro para uma lista de vencedores ampliada:

  • Primeiro prêmio: $ 30.000
  • Segundo prêmio: $ 20.000
  • Terceiro prêmio: $ 15.000
  • Quarto prêmio: $ 10.000
  • Quinto prêmio: $ 10.000

Cronograma de inscrição:

02.09.2024: Início da chamada aberta

21.11.2024: Fim da chamada aberta

Processo de pré-selecção

  • Anúncio da lista longa: 20.12.2024
  • Anúncio da lista do meio: 20.01.2025
  • Anúncio da lista final: 26.02.2025
  • Anúncio dos vencedores: primavera de 2025
  • Programa de mentoria para finalistas: primavera de 2025.

Prazo para inscrição: 21 de Novembro de 2024

Países da CPLP elegíveis para esta oportunidade:

Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para mais oportunidades como esta, junte-se a nós através da tua rede social favorita através do seguinte link:

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Cristiana Paco Langa: “Investimentos em capacitação e apoio às PMEs são essenciais para transformar o potencial em benefícios práticos”

Com vasta experiência na Gestão da Cadeia de Abastecimento de Conteúdo Local nos sectores de Petróleo e Gás, bem como na indústria das telecomunicações, Cristiana Paco Langa, Directora de Conteúdo Local e Procurement no Grupo Paco, conversou com o Profile para oferecer uma análise aprofundada sobre o actual panorama da Indústria Extractiva em Moçambique.

Durante a entrevista, Cristiana também abordou a introdução e evolução das políticas de conteúdo local no sector de petróleo e gás, propondo soluções para os desafios e oportunidades que o país atravessa.

Profile Mozambique: Como caracteriza o actual momento do sector da Indústria Extractiva em Moçambique?

Cristiana Paco Langa: O sector está em uma fase de crescimento e diversificação, com projectos de grande escala em gás natural, carvão, e minerais como grafite e titânio. As oportunidades geradas têm impactado positivamente a economia nacional, sobretudo em áreas como emprego e infra-estrutura, ao mesmo tempo, o sector enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de equilibrar o desenvolvimento económico com a responsabilidade social e ambiental, a integração de práticas sustentáveis, com foco no impacto ambiental e nas comunidades locais, é fundamental para garantir o desenvolvimento a longo prazo.

O conteúdo local tornou-se uma peça central nas políticas de desenvolvimento da indústria extractiva em Moçambique. Empresas multinacionais são incentivadas a priorizar fornecedores e trabalhadores locais, promovendo a capacitação técnica e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas (PMEs) locais.

Essa prática está contribuindo para a industrialização e a criação de uma economia mais diversificada e autossustentável. A digitalização e automação são tendências que estão ganhando força, ajudando a melhorar a eficiência operacional e a atrair mais investimentos internacionais.

PM: No meio deste cenário que acaba de descrever, que oportunidades o país pode ou deve explorar?

CPL: Em meio ao cenário actual da Indústria Extractiva em Moçambique, há várias oportunidades estratégicas que o país pode e deve explorar como o desenvolvimento de Capacidades Locais, pois o fortalecimento do capital humano através de treinamentos especializados e educação técnica pode transformar Moçambique em um centro de competências no sector.

O país pode explorar programas de capacitação alinhados às necessidades da indústria, permitindo que a força de trabalho local participe mais directamente de projectos de alta complexidade tecnológica, a expansão das Cadeias de Suprimentos Locais pois Moçambique deve fomentar o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais, apoiando pequenas e médias empresas (PMEs) a se tornarem fornecedoras qualificadas para o sector extractivo.

Isso pode ser feito através de parcerias público-privadas (PPP’s) e programas de incubação que facilitem o acesso a financiamento, inovação e capacitação técnica, uma das maiores oportunidade que o País deve explorar também é o Conteúdo Local como Factor de Competitividade, sendo que a implementação eficaz de políticas de conteúdo local pode atrair mais investimentos estrangeiros, especialmente de empresas que buscam não apenas explorar recursos, mas também contribuir para o desenvolvimento sustentável das economias locais.

O país pode se posicionar como líder regional ao adoptar políticas inovadoras que priorizem a inclusão social e o desenvolvimento económico local.

PM: Como é que o país está em termos de introdução de conteúdo local na indústria de petróleo e gás?

CPL: Em termos de introdução de conteúdo local na indústria de petróleo e gás, Moçambique tem feito avanços significativos, mas ainda enfrenta desafios para consolidar essa prática de forma ampla e sustentável, um dos maiores desafios é a Participação de Empresas Locais, existem esforços para aumentar a participação de empresas locais nas cadeias de valor da indústria.

No entanto, muitos fornecedores locais ainda enfrentam dificuldades para atender aos rigorosos requisitos técnicos e operacionais das grandes empresas internacionais de petróleo e gás. O desenvolvimento de programas de capacitação para aumentar a competitividade desses fornecedores é uma área que continua a precisar de atenção, a capacitação e treinamento, vários projectos de treinamento e capacitação têm sido implementados para garantir que a mão de obra local possa atender às demandas do sector de petróleo e gás.

Essas iniciativas são realizadas tanto pelo governo quanto por empresas multinacionais como parte dos acordos de responsabilidade social e conteúdo local. No entanto, ainda há uma lacuna significativa entre a oferta e a demanda de mão de obra qualificada, principalmente em áreas técnicas especializadas, de um modo geral o nosso país tem mostrado progresso na introdução do conteúdo local na indústria de petróleo e gás, mas o caminho para uma plena integração ainda requer investimento contínuo em infraestrutura, capacitação e políticas de suporte mais eficazes.

O sucesso desse esforço depende da cooperação entre o governo, empresas multinacionais e o sector privado local para construir uma cadeia de valor sustentável e competitiva.

PM: A proposta de lei de Conteúdo Local foi submetida em 2019 ao Conselho de Ministros. Estamos em 2024. Parece-lhe necessário rever o seu conteúdo?

CPL: Na minha opinião, a revisão da proposta de Lei de Conteúdo Local submetida em 2019 ao Conselho de Ministros é essencial, dado o contexto actual e as transformações económicas e sociais que Moçambique tem enfrentado, especialmente no sector de petróleo e gás.

Portanto, vários são os factores, que justificam essa necessidade como as mudanças no Contexto Económico e Industrial, a indústria de petróleo e gás, assim como outros sectores relevantes, evoluíram desde 2019 novos projectos foram iniciados, a pandemia de COVID-19 teve impactos significativos na economia global e em Moçambique.

Ademais, revisar a regulamentação permitiria ajustar as políticas para apoiar a recuperação económica e garantir que as empresas locais possam se beneficiar de forma justa nas novas condições económicas.

PM: O que falta para se transformar este potencial teórico em benefícios práticos para as comunidades residentes nas zonas de produção?

CPL: Transformar o potencial teórico da Lei de Conteúdo Local em benefícios práticos para as comunidades nas zonas de produção depende de uma abordagem mais estratégica e integrada, como a capacitação Eficiente e Sustentável pois um dos maiores desafios é garantir que as comunidades locais tenham acesso a capacitação técnica que as prepare para trabalhar nas indústrias de petróleo, gás e mineração.

Actualmente, muitas das comunidades residentes nas zonas de produção carecem de qualificação e acesso a treinamentos especializados.

É necessário que o governo, em parceria com as empresas, desenvolva programas de capacitação focados nas necessidades específicas dessas indústrias, garantindo que as populações locais sejam mais do que apenas observadoras passivas do desenvolvimento econômico, o poio ao desenvolvimento de PMEs Locais, permitiriam com que as comunidades locais vejam os benefícios econômicos diretos, é crucial que pequenos negócios e empreendedores locais sejam integrados às cadeias de valor das grandes empresas de petróleo e gás.

PM: Que investimentos acha que devem ser feitos para que se incremente as actividades de petróleo e gás?

CPL: Para incrementar as actividades de petróleo e gás em Moçambique, é crucial realizar investimentos estratégicos em várias áreas. Minha opinião como especialista em conteúdo local e procurement se baseia em alguns pontos como a Capacitação Técnica, pois um investimento significativo deve ser feito no desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada, os programas de treinamento técnico, parcerias com universidades e escolas técnicas são fundamentais para que a mão de obra local possa ocupar posições técnicas e especializadas nas operações de petróleo e gás, o desenvolvimento de Cadeias de Suprimentos Locais, pois incentivar o desenvolvimento de fornecedores locais para que possam atender às necessidades do sector é crucial pois requer investimentos em programas de incubação e apoio financeiro para pequenas e médias empresas (PMEs).

Fora o facto de garantir que as políticas de conteúdo local sejam implementadas de forma eficaz, esses investimentos podem não só incrementar as atividades de petróleo e gás, mas também criar um ecossistema económico sustentável, impulsionando o desenvolvimento industrial e social do país.

Siga e acompanhe o percurso profissional da entrevistada no seguinte link: Cristiana Paco Langa

Cristiana Paco Langa: “Investments in training and support for SMEs are essential to turn potential into practical benefits”

With extensive experience in Local Content Supply Chain Management in the Oil and Gas sectors, as well as in the telecommunications industry, Cristiana Paco Langa, Local Content and Procurement Manager at Grupo Paco, spoke with Profile to offer an in-depth analysis of the current Extractive Industry landscape in Mozambique.

During the interview, Cristiana also addressed the introduction and evolution of local content policies in the oil and gas sector, proposing solutions to the challenges and opportunities the country is facing.

Profile Mozambique: How would you describe the current state of the Extractive Industry sector in Mozambique?

Cristiana Paco Langa: The sector is in a phase of growth and diversification, with large-scale projects in natural gas, coal, and minerals such as graphite and titanium. The opportunities generated have had a positive impact on the national economy, especially in areas such as employment and infrastructure. At the same time, the sector faces significant challenges, including the need to balance economic development with social and environmental responsibility. The integration of sustainable practices, with a focus on environmental impact and local communities, is fundamental to guaranteeing long-term development.

Local content has become a central part of Mozambique’s extractive industry development policies. Multinational companies are encouraged to prioritize local suppliers and workers, promoting technical training and the development of local small and medium-sized enterprises (SMEs).

This practice is contributing to industrialization and the creation of a more diversified and self-sustaining economy. Digitalization and automation are trends that are gaining momentum, helping to improve operational efficiency and attract more international investment.

MP: In the midst of this scenario you’ve just described, what opportunities can or should the country exploit?

CPL: In the midst of the current Extractive Industry scenario in Mozambique, there are several strategic opportunities that the country can and should explore, such as the development of Local Capacities, as strengthening human capital through specialized training and technical education can transform Mozambique into a center of competence in the sector.

The country can explore training programs aligned with the needs of the industry, allowing the local workforce to participate more directly in projects of high technological complexity, the expansion of Local Supply Chains as Mozambique should foster the development of a local supply chain, supporting small and medium-sized enterprises (SMEs) to become qualified suppliers to the extractive sector.

This can be done through public-private partnerships (PPP’s) and incubation programs that facilitate access to financing, innovation and technical training, one of the biggest opportunities that the country should also explore is Local Content as a Competitiveness Factor, and the effective implementation of local content policies can attract more foreign investment, especially from companies looking not only to exploit resources, but also to contribute to the sustainable development of local economies.

The country can position itself as a regional leader by adopting innovative policies that prioritize social inclusion and local economic development.

MP: How is the country doing in terms of introducing local content in the oil and gas industry?

CPL: In terms of introducing local content in the oil and gas industry, Mozambique has made significant progress, but still faces challenges to consolidate this practice in a broad and sustainable way, one of the biggest challenges is the Participation of Local Companies, there are efforts to increase the participation of local companies in the industry’s value chains.

However, many local suppliers still struggle to meet the stringent technical and operational requirements of large international oil and gas companies. The development of training programs to increase the competitiveness of these suppliers is an area that continues to need attention. Several training and capacity building projects have been implemented to ensure that the local workforce can meet the demands of the oil and gas sector.

These initiatives are carried out by both the government and multinational companies as part of social responsibility and local content agreements. However, there is still a significant gap between the supply and demand of skilled labour, especially in specialized technical areas. In general, our country has shown progress in introducing local content in the oil and gas industry, but the road to full integration still requires continued investment in infrastructure, training and more effective support policies.

The success of this effort depends on cooperation between the government, multinational companies and the local private sector to build a sustainable and competitive value chain.

PM: The Local Content bill was submitted in 2019 to the Council of Ministers. It’s now 2024. Do you think it’s necessary to review its content?

CPL: In my opinion, the revision of the proposed Local Content Law submitted in 2019 to the Council of Ministers is essential, given the current context and the economic and social transformations that Mozambique has faced, especially in the oil and gas sector.

Therefore, there are several factors that justify this need, such as the changes in the Economic and Industrial Context, the oil and gas industry, as well as other relevant sectors, have evolved since 2019, new projects have started, the COVID-19 pandemic has had significant impacts on the global economy and on Mozambique.

In addition, reviewing regulations would allow policies to be adjusted to support the economic recovery and ensure that local companies can benefit fairly in the new economic conditions.

PM: What is missing to turn this theoretical potential into practical benefits for the communities living in the production zones?

CPL: Turning the theoretical potential of the Local Content Law into practical benefits for communities in production zones depends on a more strategic and integrated approach, such as Efficient and Sustainable Training, because one of the biggest challenges is to ensure that local communities have access to technical training that prepares them to work in the oil, gas and mining industries.

Currently, many of the communities living in the production areas lack qualifications and access to specialized training.

It is necessary for the government, in partnership with companies, to develop training programs focused on the specific needs of these industries, ensuring that local populations are more than just passive observers of economic development, supporting the development of local SMEs would allow local communities to see direct economic benefits, it is crucial that small businesses and local entrepreneurs are integrated into the value chains of large oil and gas companies.

MP: What investments do you think need to be made in order to increase oil and gas activities?

CPL: In order to increase oil and gas activities in Mozambique, it is crucial to make strategic investments in various areas. My opinion as a specialist in local content and procurement is based on a few points such as Technical Capacity Building, as significant investment must be made in developing a qualified workforce, technical training programs, partnerships with universities and technical schools are fundamental so that the local workforce can occupy technical and specialized positions in oil and gas operations, the development of Local Supply Chains, as encouraging the development of local suppliers so that they can meet the needs of the sector is crucial as it requires investment in incubation programs and financial support for small and medium-sized enterprises (SMEs).

Apart from ensuring that local content policies are implemented effectively, these investments can not only boost oil and gas activities, but also create a sustainable economic ecosystem, boosting the country’s industrial and social development.

Follow the interviewee’s professional career at the following link: Cristiana Paco Langa

Blue Forest inicia restauração de mangais em Moçambique

Blue Forest

Moçambique será palco do maior projecto de restauração de mangais em África, com um investimento estimado em 60 milhões de dólares (3,7 mil milhões de meticais). A iniciativa, liderada pela empresa Blue Forest, sediada nos Emirados Árabes Unidos, visa restaurar e proteger florestas de mangais ao longo da costa moçambicana, abrangendo uma área duas vezes maior que Singapura.

O projecto, denominado MozBlue, terá início em Novembro e prevê o plantio de 200 milhões de árvores de mangue nas províncias da Zambézia e Sofala. A primeira fase abrangerá 5116 hectares de floresta degradada. O financiamento será garantido através da pré-venda de créditos de carbono, que serão gerados a partir do carbono absorvido pelas árvores.

Os mangais são conhecidos por sua capacidade de absorver até dez vezes mais carbono do que árvores terrestres, tornando-se essenciais no combate ao aquecimento global. Ao longo de 60 anos, o projecto MozBlue espera remover 20,4 milhões de toneladas de carbono da atmosfera. A eficácia do projecto será monitorada pela medição do crescimento e da sobrevivência das árvores plantadas.

Além dos benefícios ambientais, o projecto prevê a criação de 5 mil empregos e a destinação de 60% das receitas para as comunidades locais, contratantes e governo. A Blue Forest, que já investiu cerca de 63,2 milhões de meticais na preparação do projecto, vê na restauração dos mangais uma oportunidade de promover o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das comunidades costeiras.

Fundada por Vahid Fotuhi, ex-executivo da BP Plc, a Blue Forest possui vasta experiência em projectos de impacto social e energias renováveis na África. Este é o primeiro projecto comercial da empresa, que já desenvolveu iniciativas financiadas por recursos filantrópicos na Costa do Marfim e no Quénia, e planeia expandir suas actividades para a Tanzânia e a África Ocidental.

O projecto MozBlue representa um marco na conservação ambiental e no combate às mudanças climáticas em África. Com potencial para cobrir até 215 mil hectares em África e na Ásia, a Blue Forest reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconómico das regiões onde actua.

Blue Forest starts mangrove restoration in Mozambique

Blue Forest

Mozambique will host the largest mangrove restoration project in Africa, with an estimated investment of 60 million dollars (3.7 billion meticais). The initiative, led by the United Arab Emirates-based company Blue Forest, aims to restore and protect mangrove forests along the Mozambican coast, covering an area twice the size of Singapore.

The project, called MozBlue, will begin in November and plans to plant 200 million mangrove trees in the provinces of Zambézia and Sofala. The first phase will cover 5116 hectares of degraded forest. Funding will be guaranteed through the pre-sale of carbon credits, which will be generated from the carbon absorbed by the trees.

Mangroves are known for their ability to absorb up to ten times more carbon than terrestrial trees, making them essential in the fight against global warming. Over 60 years, the MozBlue project hopes to remove 20.4 million tons of carbon from the atmosphere. The effectiveness of the project will be monitored by measuring the growth and survival of the trees planted.

In addition to the environmental benefits, the project plans to create 5,000 jobs and allocate 60% of the revenue to local communities, contractors and the government. Blue Forest, which has already invested around 63.2 million meticais in preparing the project, sees mangrove restoration as an opportunity to promote sustainable development and the well-being of coastal communities.

Founded by Vahid Fotuhi, a former BP Plc executive, Blue Forest has extensive experience in social impact and renewable energy projects in Africa. This is the first commercial project for the company, which has already developed philanthropically-funded initiatives in Côte d’Ivoire and Kenya, and plans to expand its activities to Tanzania and West Africa.

The MozBlue project represents a milestone in environmental conservation and the fight against climate change in Africa. With the potential to cover up to 215,000 hectares in Africa and Asia, Blue Forest reaffirms its commitment to sustainability and socio-economic development in the regions where it operates.

Gemfields regista receita de 2,3 milhões de dólares em leilão de rubis e safiras de Montepuez

Gemfields regista receita de 2,3 milhões de dólares em leilão de rubis e safiras de Montepuez

A Gemfields, empresa listada na Bolsa de Londres e líder mundial na mineração e comercialização de pedras preciosas coloridas, anunciou a obtenção de receitas totais de 2,3 milhões de dólares em um leilão realizado neste mês de Setembro. O evento envolveu a venda de rubis, safiras e corindo de qualidade comercial extraídos da mina Montepuez Ruby Mining (MRM), localizada na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique.

O leilão, que ocorreu entre os dias 2 e 4 de Setembro, contou com a oferta de 5,7 milhões de quilates distribuídos em dez lotes, todos vendidos integralmente. O preço médio alcançado foi de 0,41 dólares por quilate, destacando a robusta procura pelos materiais comercializados, conforme informado pela Gemfields em comunicado à imprensa.

Adrian Banks, director-executivo de Produto e Vendas da Gemfields, expressou gratidão aos participantes do leilão e destacou o sucesso do evento, mesmo sendo um leilão breve de três dias. “A maior parte da oferta consistiu em corindo e safira, considerados subprodutos da MRM. Apesar disso, o leilão atraiu uma forte afluência e demanda robusta”, comentou Banks.

O executivo enfatizou que o volume significativo do produto bruto vendido a preços mais baixos beneficiará as fábricas nos centros de corte em Chanthaburi, na Tailândia, e em Jaipur, na Índia. Ele também agradeceu ao governo moçambicano e aos parceiros da Mwiriti pelos resultados satisfatórios alcançados. Todas as receitas do leilão serão repatriadas para Moçambique, com os royalties devidos ao governo sendo pagos integralmente.

A Gemfields revelou recentemente que, desde o início das operações em 2012, a exploração de rubis na MRM gerou receitas de mil milhões de dólares (63,2 mil milhões de meticais). Em 2023, a empresa obteve uma receita total de 151,3 milhões de dólares (9,5 mil milhões de meticais) apenas com a mineração de rubis. Além de ser uma referência na mineração de rubis, a Gemfields detém 75% da mina de esmeraldas Kagem, na Zâmbia, e possui licenças de amostragem a granel na Etiópia.

Com uma forte presença no mercado global, a Gemfields continua a consolidar sua posição como líder na mineração responsável e comercialização de pedras preciosas, contribuindo significativamente para as economias locais onde opera.