Friday, April 3, 2026
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B2B With the German delegation — August 28, 2024

Trabalhando juntos para mais atividades económicas e visibilidade da Alemanha no Moçambique - e vice versa! Inscrevam-se hashtag#tamojuntos Câmara de Comércio de Moçambique UNIDO ITPO Germany Southern African-German Chamber of Commerce and Industry

Working together for more economic activity and visibility for Germany in Mozambique – and vice versa! Sign up together

Mozambique Chamber of Commerce
UNIDO ITPO Germany Southern African-German Chamber of Commerce and Industry

Christine Ramela: “Sem comunicação, a Responsabilidade Social Corporativa perderia seu potencial transformador”

Christine Ramela:

Esta semana, o Profile conversou com Christine Ramela, uma experiente Executiva de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa, com um percurso marcado por compromisso e inovação, Christine compartilhou perspectivas sobre como as empresas podem alinhar suas estratégias de negócio com iniciativas de impacto social, transformando desafios em oportunidades.

Profile Mozambique: Quem é Christine Ramela como profissional? Poderia resumir o seu percurso e experiência na área?

Christine Ramela: Sou uma profissional com vasta experiência em Marketing, Relações Públicas e Responsabilidade Social Corporativa. Minha carreira começou em agências de publicidade, onde actuei como executiva de contas e, posteriormente, como directora comercial em duas agências que ainda operam em Moçambique.

Após essa fase, assumi a responsabilidade de Marketing e Relações Públicas em um banco, onde permaneci por cerca de quatro anos. Nos últimos seis anos, estou dedicada a uma nova jornada, sempre ligada ao Marketing, Publicidade e Relações Públicas. Mais recentemente, nos últimos dois anos, tenho focado com maior intensidade na responsabilidade social corporativa.

PM: Qual a relevância dada à Responsabilidade Social Corporativa pelas empresas moçambicanas?

CR: Quanto à relevância da responsabilidade social corporativa no contexto moçambicano, tem-se observado um crescimento significativo no envolvimento das empresas. Embora ainda haja espaço para avanço, a consciencalização sobre a importância do desenvolvimento sustentável tem aumentado substancialmente.

Não se trata apenas de doações, mas de acções que gerem impacto positivo nas condições sociais e ambientais do país. Hoje, a responsabilidade social corporativa é vista como uma ferramenta essencial para a promoção do desenvolvimento sustentável em Moçambique. As grandes organizações, e outras, têm demonstrado maior comprometimento, avançando de meras doações para projectos estruturados com planos de curto, médio e longo prazo. Esse é um progresso notável que temos testemunhado.

PM: Quais são as principais áreas em que as empresas têm feito progressos significativos?

CR: Eu não identificaria uma única área de maior relevância, pois todas as empresas procuram contribuir para pilares fundamentais da sociedade, como educação, saúde, e, mais recentemente, o meio ambiente. Projectos como limpeza urbana e plantio de mangais mostram uma crescente consciencialização ambiental. Ademais, há um foco em iniciativas de empoderamento feminino e comunitário, frequentemente através de microfinanças, considerando que a maior parte da população é composta por mulheres, e, como diz o ditado africano, ao ajudar uma mulher, ajuda-se toda uma comunidade.

Esses pilares voltados à educação, saúde, meio ambiente, e empoderamento comunitário, são fundamentais para a responsabilidade social das empresas. A comunicação desempenha um papel estratégico crucial nesse contexto, pois é através dela que as empresas podem demonstrar o impacto de suas acções sustentáveis.

PM: Na sua opinião, como é que o sector empresarial está a usar o poder de comunicação para mostrar o impacto que a sustentabilidade tem?

O interesse crescente pelas práticas de responsabilidade social nos últimos 10 anos deve-se, em grande parte, à comunicação eficaz, seja por meio de relatórios de sustentabilidade ou storytelling, que é profundamente enraizado em nossa cultura.

E a comunicação tem o poder de contar histórias de sucesso, tanto internamente quanto externamente, e isso ajuda a consciencializar investidores, colaboradores e a comunidade em geral sobre a importância das acções de responsabilidade social. Com o advento das redes sociais, tornou-se ainda mais fácil e rápido comunicar esses impactos, permitindo uma comunicação mais direccionada e eficaz, inclusive através de rádios comunitárias.

Em linhas gerais, a comunicação estratégica não só fortalece as iniciativas de responsabilidade social, como também torna mais visível e compreensível o impacto positivo das acções das empresas, incentivando uma maior receptividade por parte da comunidade e dos investidores.

Sem comunicação, a responsabilidade social corporativa perderia seu potencial transformador.

PM: Considerando a vasta experiência que possui neste campo de actividade, existem acções de maior e bem-sucedidas em que esteve directamente envolvida que poderia destacar? Quiçá servirem de modelo para outras empresas em Moçambique.

CR: Tenho tido o privilégio de trabalhar em diversos pilares da responsabilidade social, como educação, saúde, bem-estar, e meio ambiente. Dentre os projectos em que estive envolvida, dois se destacam particularmente para mim.

O primeiro envolve escolas secundárias, onde se selecciona um grupo de alunos, do sétimo ao décimo ano, para participar de um desafio. Eles devem propor maneiras de melhorar a sua comunidade ou escola, utilizando recursos recicláveis ou ambientalmente sustentáveis.

Um exemplo notável foi a iniciativa de uma escola em que os alunos criaram pensos higiénicos reutilizáveis para ajudar meninas cujas famílias não podiam arcar com a compra mensal desses produtos. Eles estabeleceram uma oficina na escola para produzir e vender os pensos a preços acessíveis, e todo o lucro é reinvestido na compra de materiais. Esse projecto não apenas atendeu a uma necessidade urgente, mas também empoderou os alunos e suas famílias, ao mesmo tempo em que promoveu a sustentabilidade e a educação financeira.

Outro projecto inovador foi o desenvolvimento de uma máquina de soldar movida apenas por raios solares, água e sal, criada por alunos de outra escola. O investimento necessário foi mínimo, e os alunos aprenderam a fazer gestão de custos e recursos de forma eficiente. E agora planeiam partilhar seu conhecimento com outras escolas, promovendo assim a educação e a inovação em suas comunidades.

Portanto, estes projectos exemplificam como soluções simples, mas criativas, podem ter um impacto profundo quando a comunidade é envolvida directamente no processo de criação e execução. São iniciativas como essas que mostram o verdadeiro poder da responsabilidade social aliada à educação e ao engajamento comunitário.

PM: Como as lideranças empresariais em Moçambique podem ser incentivadas a integrar a RSE nas suas estratégias corporativas?

CR: Nem todas as empresas incorporam acções de responsabilidade social em suas estratégias corporativas, mas essa integração é essencial. Para que isso aconteça, é fundamental promover a consciencialização dentro da empresa, envolvendo colaboradores, investidores e a alta gestão. No entanto, o desafio é que, muitas vezes, a responsabilidade social é tratada como uma forma de melhorar a imagem da empresa, e não como um pilar estratégico.

Actualmente, a responsabilidade social frequentemente está inserida dentro das áreas de marketing ou comunicação, sem ser reconhecida como uma função independente e vital para a organização. Esse cenário lembra o início do marketing e da publicidade nas empresas, que só recentemente começaram a ser valorizados como áreas essenciais.

À medida que as empresas, especialmente as grandes corporações, se alinham às práticas globais, cresce a necessidade de demonstrar responsabilidade social de forma concreta, seja por meio de relatórios de sustentabilidade ou pelo engajamento dos colaboradores.

Envolver os colaboradores em acções sociais não só cria um senso de pertença, mas também pode impulsionar a própria gestão a adoptar uma postura mais responsável. Muitas vezes, a pressão para agir socialmente vem de comparações com outras empresas, o que pode levar a uma competitividade desnecessária. No entanto, a verdadeira responsabilidade social não deve ser uma questão de quantidade, mas de impacto. Mesmo pequenas acções, como a doação de cestas básicas em tempos de necessidade, podem fazer uma diferença significativa.

Infelizmente, essa competitividade externa pode levar empresas a implementar projectos sem uma análise prévia adequada, resultando em iniciativas que não correspondem às reais necessidades da comunidade. O foco deve ser em acções que realmente tragam benefícios duradouros, independentemente de sua escala.

PM: Para terminar, como as empresas podem equilibrar a criação de valor económico com a responsabilidade social e ambiental?

CR: As empresas sempre priorizam os lucros. Em algumas organizações maiores, especialmente em certos sectores, já existe um orçamento destinado à responsabilidade social, frequentemente alocado como um pequeno percentual, como 1% do lucro ou do orçamento anual. No entanto, assim como acontece com o marketing, em momentos de crise, a responsabilidade social pode ser a primeira área a sofrer cortes. Para evitar esse erro, é crucial que as acções sejam mensuráveis e que seus impactos sejam claros para a gestão.

Práticas simples, como instalar temporizadores em banheiros para economizar energia ou manter a temperatura constante em escritórios, podem demonstrar benefícios ambientais e, ao mesmo tempo, gerar economias financeiras. Em alguns países, existem incentivos fiscais, como a Lei do Mecenato, que ainda não foi implementada aqui, mas que também pode agregar valor às acções de responsabilidade social.

É possível convencer a gestão de que essas ações não são apenas despesas, mas investimentos com retorno, especialmente no fortalecimento da marca. Embora o valor de uma marca seja intangível e difícil de quantificar, ele se torna evidente em momentos de crise, quando o apoio prévio à comunidade pode ajudar a mitigar impactos negativos e fortalecer a relação com o público.

Explicar à gestão os benefícios financeiros e o crescimento da marca resultantes dessas acções é essencial. Além disso, demonstrar o impacto concreto de iniciativas, como um aumento no número de clientes após uma acção de literacia financeira em uma comunidade pouco bancarizada, pode ser um argumento poderoso. Medir esses resultados e contar a história por trás das acções, não apenas o que foi feito, mas como isso impacta a comunidade, penso que ajuda a gestão a perceber que essas actividades não são apenas doações, mas investimentos que trazem retorno.

Christine Ramela: “Without communication, Corporate Social Responsibility would lose its transformative potential”

Christine Ramela:

This week, Profile spoke to Christine Ramela, an experienced Communications and Corporate Social Responsibility Executive with a career marked by commitment and innovation, who shared her perspectives on how companies can align their business strategies with social impact initiatives, turning challenges into opportunities.

Profile Mozambique: Who is Christine Ramela as a professional? Could you summarize your background and experience in the field?

Christine Ramela: I am a professional with extensive experience in Marketing, Public Relations and Corporate Social Responsibility. My career began in advertising agencies, where I worked as an account executive and later as commercial director in two agencies that still operate in Mozambique.

After that, I took on responsibility for Marketing and Public Relations at a bank, where I stayed for around four years. For the last six years, I have been on a new journey, always linked to Marketing, Advertising and Public Relations. More recently, in the last two years, I’ve been focusing more intensely on corporate social responsibility.

PM: How important is Corporate Social Responsibility to Mozambican companies?

CR: Regarding the relevance of corporate social responsibility in the Mozambican context, there has been significant growth in the involvement of companies. Although there is still room for progress, awareness of the importance of sustainable development has increased substantially.

It’s not just about donations, but about actions that have a positive impact on the country’s social and environmental conditions. Today, corporate social responsibility is seen as an essential tool for promoting sustainable development in Mozambique. Large organizations and others have shown greater commitment, moving on from mere donations to structured projects with short, medium and long-term plans. This is remarkable progress that we have witnessed.

PM: What are the main areas in which companies have made significant progress?

CR: I wouldn’t identify a single area of greatest relevance, as all companies seek to contribute to fundamental pillars of society, such as education, health, and, more recently, the environment. Projects such as urban cleaning and mangrove planting show a growing environmental awareness. In addition, there is a focus on female and community empowerment initiatives, often through microfinance, considering that the majority of the population is made up of women, and, as the African saying goes, by helping one woman, you help an entire community.

These pillars, which focus on education, health, the environment and community empowerment, are fundamental to corporate social responsibility. Communication plays a crucial strategic role in this context, as it is through communication that companies can demonstrate the impact of their sustainable actions.

PM: In your opinion, how is the business sector using the power of communication to show the impact that sustainability has?

CR: The growing interest in social responsibility practices over the last 10 years is largely due to effective communication, whether through sustainability reports or storytelling, which is deeply rooted in our culture.

And communication has the power to tell success stories, both internally and externally, and this helps to make investors, employees and the wider community aware of the importance of social responsibility actions. With the advent of social media, it has become even easier and quicker to communicate these impacts, allowing for more targeted and effective communication, including through community radio stations.

In general terms, strategic communication not only strengthens social responsibility initiatives, but also makes the positive impact of companies’ actions more visible and understandable, encouraging greater receptiveness on the part of the community and investors.

Without communication, corporate social responsibility would lose its transformative potential.

PM: Considering the vast experience you have in this field of activity, are there any major, successful actions in which you have been directly involved that you could highlight? Perhaps they could serve as a model for other companies in Mozambique.

CR: I have had the privilege of working on various pillars of social responsibility, such as education, health, well-being and the environment. Among the projects I’ve been involved in, two particularly stand out for me.

The first involves secondary schools, where a group of students, from seventh to tenth grade, are selected to take part in a challenge. They have to propose ways of improving their community or school, using recyclable or environmentally sustainable resources.

One notable example was a school initiative in which students created reusable sanitary towels to help girls whose families couldn’t afford the monthly purchase of these products. They set up a workshop at the school to produce and sell the pads at affordable prices, and all profits are reinvested in the purchase of materials. This project not only met an urgent need, but also empowered the students and their families, while promoting sustainability and financial education.

Another innovative project was the development of a welding machine powered only by solar rays, water and salt, created by students from another school. The investment required was minimal, and the students learned how to manage costs and resources efficiently. And now they plan to share their knowledge with other schools, thus promoting education and innovation in their communities.

So these projects exemplify how simple but creative solutions can have a profound impact when the community is directly involved in the creation and execution process. It’s initiatives like these that show the true power of social responsibility combined with education and community engagement.

PM: How can business leaders in Mozambique be encouraged to integrate CSR into their corporate strategies?

CR: Not all companies incorporate social responsibility actions into their corporate strategies, but this integration is essential. For this to happen, it is essential to promote awareness within the company, involving employees, investors and senior management. However, the challenge is that social responsibility is often treated as a way of improving the company’s image, rather than as a strategic pillar.

Currently, social responsibility is often inserted within the marketing or communication areas, without being recognized as an independent and vital function for the organization. This scenario is reminiscent of the beginnings of marketing and advertising in companies, which have only recently begun to be valued as essential areas.

As companies, especially large corporations, align themselves with global practices, the need to demonstrate social responsibility in a concrete way is growing, whether through sustainability reports or employee engagement.

Involving employees in social actions not only creates a sense of belonging, but can also push management itself to adopt a more responsible stance. Often, the pressure to act socially comes from comparisons with other companies, which can lead to unnecessary competitiveness. However, true social responsibility should not be a question of quantity, but of impact. Even small actions, such as donating food baskets in times of need, can make a significant difference.

Unfortunately, this external competitiveness can lead companies to implement projects without proper prior analysis, resulting in initiatives that don’t correspond to the real needs of the community. The focus should be on actions that really bring lasting benefits, regardless of their scale.

PM: Finally, how can companies balance the creation of economic value with social and environmental responsibility?

CR: Companies always prioritize profits. In some larger organizations, especially in certain sectors, there is already a budget earmarked for social responsibility, often allocated as a small percentage, such as 1% of profit or of the annual budget. However, as with marketing, in times of crisis, social responsibility can be the first area to suffer cuts. To avoid this mistake, it is crucial that actions are measurable and that their impact is clear to management.

Simple practices, such as installing timers in bathrooms to save energy or keeping the temperature constant in offices, can demonstrate environmental benefits and, at the same time, generate financial savings. In some countries, there are tax incentives, such as the Patronage Law, which has not yet been implemented here, but which can also add value to social responsibility actions.

It is possible to convince management that these actions are not just expenses, but investments with a return, especially in strengthening the brand. Although the value of a brand is intangible and difficult to quantify, it becomes evident in times of crisis, when prior support for the community can help mitigate negative impacts and strengthen the relationship with the public.

Explaining to management the financial benefits and brand growth resulting from these actions is essential. In addition, demonstrating the concrete impact of initiatives, such as an increase in the number of customers following a financial literacy action in an underbanked community, can be a powerful argument. Measuring these results and telling the story behind the actions, not just what was done, but how it impacts the community, I think helps management realize that these activities are not just donations, but investments that bring a return.

Saiba quais são os países africanos com as moedas mais fracas em agosto de 2024

Em agosto de 2024, Moçambique não figura na lista dos 10 países com as moedas mais desvalorizadas.

As flutuações nas taxas de câmbio, impedimentos no comércio local e ecossistemas de investimento fracos são alguns dos problemas que actualmente afligem alguns países africanos.

Segundo avança a Business Insider, uma moeda fraca pode ir além de sua consequência económica directa, pois tem o potencial de minar o orgulho nacional.

De acordo com a fonte, uma moeda fraca e, por extensão, a inflação, reduzem o poder de compra dos cidadãos, dificultando a obtenção de itens essenciais, como alimentos, gasolina e medicamentos.

Para nações que já lidam com pobreza e desigualdade, isso pode intensificar as tensões sociais existentes e causar miséria generalizada.

Além disso, nações com moedas fracas podem ter dificuldades para recrutar trabalhadores qualificados e conhecimento tecnológico do exterior, restringindo o seu potencial de inovar e prosperar.

 

Parcerias público-privadas em matéria de cibercriminalidade: Perspectivas regionais das Américas, África e Ásia

A Unidade da Sociedade Civil do United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) e Aliança de ONGs para Prevenção de Crimes e Justiça Criminal lançou a primeira edição do relatório relativo a parcerias público-privadas sobre o crime cibernético, como parte da Iniciativa de Envolvimento das Partes Interessadas no Crime Cibernético da Unidade da Sociedade Civil do UNODC, no dia 6 de agosto de 2024, na Sala de conferências da UNHQ CR-9.

Em representação a Moçambique, Participou neste evento, uma delegação técnica multi-sectorial, chefiada pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane.

O evento teve como objectivo reunir representantes dos sectores público e privado, da sociedade civil e de organizações internacionais e regionais para discutirem estratégias colaborativas de prevenção e resposta ao crime cibernético.

Os participantes exploram áreas de cooperação e abordagens que podem contribuir para o desenvolvimento de novas parcerias e para o fortalecimento da colaboração multilateral existente no combate ao crime cibernético, bem como a identificação de necessidades e oportunidades para acções futuras nesta área.

Classificação ‘CCC+’ da Fitch sinaliza vulnerabilidade de Moçambique a choques externos e pressão fiscal

A Fitch Ratings manteve, recentemente, a classificação de crédito de Moçambique em “CCC+”, um sinal claro de que o País continua a enfrentar desafios económicos substanciais. A avaliação coloca Moçambique apenas três níveis acima do incumprimento (default), reflectindo um alto risco de não pagamento de suas obrigações financeiras.

O rating “CCC+” da Fitch está abaixo da categoria de investimento, classificando a dívida moçambicana como especulativa ou “junk”. Esse rótulo é atribuído a títulos que são considerados arriscados pelos investidores, o que geralmente leva a custos de empréstimos mais elevados. Em outras palavras, Moçambique precisará oferecer taxas de juros maiores para atrair investidores, aumentando a pressão sobre suas já frágeis finanças públicas.

Além disso, a classificação sugere que o país enfrenta sérios desafios estruturais, incluindo uma elevada dívida pública, uma fraca gestão das finanças públicas, e finanças externas vulneráveis. Esses factores, combinados com um baixo PIB per capita e indicadores de governança deficitários, tornam a economia moçambicana particularmente suscetível a choques externos e flutuações do mercado.

Um dos impactos mais imediatos de um rating “CCC+” é o aumento dos custos de empréstimos. Com investidores exigindo prémios de risco maiores, o serviço da dívida torna-se mais caro para o governo, consumindo uma parte maior do orçamento público e limitando os recursos disponíveis para investimentos em setores essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

O baixo rating também dificulta o acesso de Moçambique a mercados de capitais internacionais. Investidores institucionais, como fundos de pensões e seguradoras, costumam evitar títulos classificados abaixo do grau de investimento, o que reduz as opções de financiamento disponíveis para o país.

A percepção de alto risco pode ainda levar à saída de capitais ou limitar a entrada de investimento directo estrangeiro (IDE). Isso, por sua vez, coloca pressão sobre as reservas cambiais do País e pode resultar em uma depreciação da moeda local, aumentando a inflação e reduzindo o poder de compra da população.

Embora o sector de Gás Natural Liquefeito (GNL) ofereça perspectivas robustas de crescimento a médio prazo, os riscos associados ao rating podem desencorajar novos investimentos em outros sectores. Isso pode comprometer a diversificação económica, tornando o crescimento de Moçambique mais dependente de um único sector e mais vulnerável a flutuações nos preços das commodities.

A manutenção do rating “CCC+” é um alerta para o Governo moçambicano sobre a necessidade urgente de reformas estruturais. Melhorar a gestão fiscal, fortalecer as instituições e criar um ambiente de negócios mais estável e previsível são medidas essenciais para atrair investimentos e reduzir o risco percebido pelos investidores internacionais.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento contínuo do sector de GNL e o acordo trienal de 456 milhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI) oferecem uma base para o crescimento futuro. No entanto, para que essas oportunidades se traduzam em uma melhora significativa na classificação de crédito, Moçambique precisará demonstrar um compromisso firme com as reformas económicas e a estabilização macroeconómica.

Ou seja, o rating “CCC+” da Fitch para Moçambique destaca tanto os desafios quanto as oportunidades que o país enfrenta. Enquanto o potencial de crescimento impulsionado pelo GNL é promissor, os riscos elevados continuam a limitar as perspectivas económicas de longo prazo. Para superar esses desafios, Moçambique deverá adoptar reformas profundas que possam reverter a trajectória actual e criar as bases para um crescimento sustentável e inclusivo.

Cooperação intersectorial como estratégia para potenciar o crescimento económico em Moçambique

Nos últimos anos, Moçambique tem enfrentado o desafio de diversificar sua economia, tradicionalmente dependente de sectores como a mineração e a agricultura. Em uma análise abrangente realizada entre 2017 e 2023, pela CTA, foram mapeadas as interconexões entre os principais sectores económicos do País. Os resultados dessa análise, conforme destacado no “Índice de Robustez Empresarial” (IRE) referente ao segundo trimestre de 2024, apresentado quarta-feira, 14/08, em Maputo, no evento “Economic Briefing da CTA”, sugerem que a interligação sectorial não apenas é desejável, mas necessária para sustentar o crescimento económico e assegurar a resiliência do País frente a choques externos.

A integração da indústria transformadora como pilar de crescimento

A indústria transformadora, considerada um dos motores do desenvolvimento económico, tem o potencial de impulsionar a economia moçambicana se adequadamente incentivada. A análise da CTA, vertida no relatório do IRE referente ao II trimestre de 2024, destaca a necessidade de uma melhor alocação de incentivos fiscais, subsídios, e a implementação de programas de cooperação intersetorial que possam fortalecer essa indústria. Em um contexto onde a transformação de matérias-primas locais pode agregar valor significativo à economia, a falta de integração sectorial é um gargalo que precisa ser resolvido com urgência.

Reavaliando a indústria extractiva: Mais que um simples fornecedor

Apesar de ser um dos sectores mais robustos, a indústria extractiva de Moçambique enfrenta o desafio de agregar valor localmente. A análise sugere que políticas de conteúdo local, que incentivem o uso de produtos e serviços nacionais, são cruciais para transformar a indústria extractiva em uma verdadeira força motriz para a economia. Isso exigirá não apenas uma revisão das políticas existentes, mas também uma vigilância contínua para garantir que os benefícios do sector sejam amplamente distribuídos.

Diversificação económica: Uma necessidade estratégica

A dependência excessiva de qualquer sector económico aumenta a vulnerabilidade de um País a crises globais, como observado durante a recente pandemia e flutuações nos preços das commodities. Promover a diversificação económica, especialmente através do fortalecimento da indústria transformadora, é essencial para evitar os efeitos adversos da “doença holandesa” — um fenómeno onde a valorização da moeda de um país, devido à exportação de recursos naturais, prejudica outros sectores da economia.

Infraestrutura e cooperação: Bases para o desenvolvimento sustentável

Um dos maiores desafios para a integração sectorial é a deficiência na infraestrutura de transporte e logística. Investir em estradas, pontes, armazéns e energia, como sugerido pela análise, é fundamental para melhorar a interligação entre os sectores económicos e facilitar o comércio. Além disso, a promoção de plataformas de cooperação entre os setores pode identificar sinergias que, até então, têm sido subaproveitadas.

A formação de clusters económicos que integrem actividades complementares — como agropecuária, indústria transformadora e comércio — pode ser uma solução eficaz para impulsionar a competitividade e a resiliência da economia moçambicana. A implementação dessas recomendações exigirá um compromisso sério por parte do governo, sector privado, e parceiros internacionais, mas os benefícios de uma economia mais integrada e diversificada farão com que o esforço valha a pena.

MultiChoice Talent Factory lança nova edição de formação em Cinema e Televisão com oportunidades internacionais

A MultiChoice Talent Factory (MTF) tem o prazer de anunciar que as inscrições para o estágio pré-profissional em técnicas de produção e audiovisual estão abertas. As candidaturas são válidas para jovens aspirantes a cineastas, argumentistas, produtores e contadores de históriase que pretendem desenvolver a carreira na indústria de televisão e cinema.

Se és um jovem profissional à procura de mudar de carreira e expandir os seus horizontes ou recém-graduado que almeja deixar a sua marca na indústria televisiva e cinematográfica, a MTF está a recrutar candidatos de todas as origens em 13 países de África: Nigéria, Gana, Uganda, Quénia, Etiópia, Tanzânia, Zâmbia, Botswana, Namíbia, Angola, Moçambique, Zimbabué e Malawi.

Desde a sua criação em 2018, a MTF acolheu 60 estudantes todos os anos, dando-lhes a oportunidade de alcançar os seus sonhos e libertar o seu potencial, proporcionando uma plataforma que nutre e desenvolve talentos em todo o continente, oferecendo oportunidades de crescimento, networking e sucesso na indústria do entretenimento.

Através de uma série de programas de formação rigorosos, a MTF acredita na utilização de uma abordagem prática orientadas por especialistas do sector. Os participantes não só têm a oportunidade de melhorar as suas competências, como também de obter informações valiosas sobre o negócio do cinema. Imagina ser escolhido como um dos participantes para aprender com alguns dos melhores especialistas da indústria e ganhar experiência em áreas como: cinematografia, design de som,  edição e muito mais. A MTF oferece todas estas oportunidades e não se fica por aqui.

No final do programa, os graduados com melhor desempenho de cada academia receberão formação adicional, orientação e oportunidades de estágio com parceiros mundiais da MTF, como a: New York Film Academy (NYFA), plataforma indiana Zee World e terão ainda a oportunidade de trabalhar com produções na África do Sul. Após a conclusão, os alunos vão receber uma qualificação certificada e reconhecida.  Vão ter ainda a oportunidade de produzir e realizar curtas-metragens exibidas nas plataformas da MultiChoice.

Todas estas iniciativas são indicativas do compromisso da MTF em apoiar a selecção de conteúdos da MultiChoice na entrega de conteúdos locais interessantes, ricos em cultura. África tem muitas histórias por contar e, ao investir em talentos africanos, a MultiChoice consegue descobrir e apresentar essas histórias, apoiando os estudantes de MTFs, dando-lhes as competências necessárias e a plataforma para produzirem conteúdos que se repercutam nos africanos e no mercado mundial. Através deste apoio, os antigos alunos da MTF alcançaram um sucesso fenomenal nas suas produções.

No ano passado, cinco antigos alunos garantiram nomeações em três categorias nos Africa Magic Viewers’ Choice Awards (AMVCA) 2023. Além disso, muitos antigos alunos da MTF ocupam cargos significativos na indústria em todo o continente, trabalhando como realizadores, produtores, designers de som, operadores de câmara, directores de arte, argumentistas e editores em grandes produções africanas que incluem Salem, Tempted, Engaito, Mvamizi, Mum vs Wife, Makofi, County 49 e muitos outros.

Habtamu S. Mekonen, aluno MTF da Academia de África Oriental em Nairobi, Quénia, ganhou recentemente um Prémio Emmy Internacional por uma curta-metragem que produziu e realizou. O sucesso da MTF é melhor ilustrado pelas longas-metragens produzidas pelos seus alunos. Os filmes destacam o talento e a criatividade dos participantes e demonstram o profundo impacto do programa.

A MTF promove também o espírito empreendedor, dando aos jovens a confiança necessária para iniciarem os seus próprios projectos e negócios. Até à data, trinta dos seus antigos alunos registaram produtoras de conteúdo, criando oportunidades de emprego e contribuindo para a economia. O conhecimento e as competências transmitidas pela MTF capacitam os formandos para serem catalisadores do crescimento económico e do enriquecimento cultural nas suas comunidades.

As candidaturas já estão abertas e serão encerradas no dia 15 de Setembro de 2024. Os candidatos interessados podem visitar https://applications.multichoicetalentfactory.com para submeter as suas candidaturas e saber mais sobre os requisitos do programa.

Estás pronto para libertar o teu talento e destacar-te como um dos cineastas da próxima geração? Não percas esta incrível oportunidade de iniciar a tua carreira no cinema e na televisão com a MTF.

Dê o primeiro passo para realizar os teus sonhos e candidata-te já.

O teu percurso para o êxito começa aqui!

ExxonMobil vai retomar projectos até 2026

O presidente da petrolífera americana ExxonMobil em Moçambique, Liam Mallon, anunciou que a empresa vai retomar os seus projectos na província nortenha de Cabo Delgado até ao final de 2026.

Em maio, a empresa tinha anunciado que as decisões sobre o reinício dos projectos seriam tomadas até ao final de 2025.

De acordo com Mallon, que falava aos jornalistas, na quarta-feira, em Maputo, minutos depois de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, “neste momento, chegámos a uma fase daquilo a que chamamos Front End Engineering and Design. Portanto, é o processo de engenharia e design para este projeto”.

A ExxonMobil está a liderar a construção e operação de todas as futuras instalações de liquefação de gás natural e instalações relacionadas para o bloco de águas profundas da Área 4 ao largo da costa de Cabo Delgado, operado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma joint venture detida pela ExxonMobil, a empresa de energia italiana ENI e a CNPC da China.

O projecto sofreu vários adiamentos devido à violência extrema exercida pelos terroristas islâmicos em partes de Cabo Delgado.

“Estamos muito entusiasmados com este projecto”, afirmou Mallon. “Obviamente, ao longo do caminho, houve alguns obstáculos e coisas que tivemos de parar e começar de novo. Mas estamos satisfeitos por estarmos no ponto em que estamos prontos para recomeçar e estamos apenas à espera de algumas aprovações finais”.

Disse também que se trata de um projeto de vários milhares de milhões de dólares que irá gerar muito dinheiro ao longo de várias décadas, pelo que há muitos aspectos a ter em conta.

“Precisamos de tratar de questões de desenvolvimento económico para aquela província e, portanto, de segurança, estabilidade, desenvolvimento económico, para as receitas que vão surgir. O projecto de gás natural na Bacia do Rovuma é um dos maiores investimentos em Gás Natural Liquefeito (GNL) no mundo”, disse.

O projeto, acrescentou, inclui uma grande fábrica de GNL em terra, que produzirá 18 a 19 milhões de toneladas de GNL por ano, grandes poços de perfuração submarinos para abastecer a fábrica e duas grandes plataformas flutuantes de exportação de GNL ao largo da costa de Cabo Delgado.

“Garanto-vos que este vai ser o projeto com menor emissão de gases com efeito de estufa do mundo. É muito importante saber isso”, afirmou.

Mozambique and Malawi strengthen energy cooperation with the signing of strategic agreements

cooperação energética

In a strategic move to consolidate energy integration in southern Africa, Mozambique and Malawi signed two important agreements on Wednesday, August 14, that strengthen cooperation between the countries in the energy sector. The agreements include a specific pact on oil and related products, as well as a memorandum of understanding (MoU) focused on expanding collaboration in the energy area. These understandings are key milestones in the advancement of the Mozambique-Malawi Regional Interconnection Project (MOMA), which aims to transform the energy infrastructure and electricity trade in the region.

The memorandum of understanding signed solidifies the Intergovernmental Agreement signed in 2013 between Mozambique and Malawi, whose main objective is the construction of a power transmission line. This line is designed to supply the growing demand for electricity in Malawi, while at the same time promoting new business opportunities in the southern African energy market. With this, both countries seek to foster greater integration and guarantee regional energy security.

During the signing ceremony, the President of Mozambique, Filipe Nyusi, highlighted the significant progress in the MOMA project, which has already reached 72% completion. “We are committed to completing this project, which will not only meet the energy demands of our neighbors, but will also strengthen our position as an energy hub in the region,” said Nyusi in an interview with Diário Notícias.

The President of Malawi, Lazarus Chakwera, expressed great enthusiasm for the agreements, stressing that improved access to energy will be vital for his country’s economic development. “These agreements will allow us to substantially improve Malawi’s energy infrastructure, which is crucial for sustainable growth and improving the quality of life of our population,” Chakwera said. He also expressed interest in expanding cooperation with Mozambique to other areas, such as air transportation, with a view to facilitating mobility and strengthening ties between the two nations.

These agreements represent an important step towards a more integrated and resilient energy future for southern Africa, reflecting Mozambique and Malawi’s commitment to working together to achieve common goals of development and sustainable progress.