Saturday, April 11, 2026
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Lucros da Kenmare decresceram 69% no primeiro semestre de 2024, impactados por quebra nas exportações

Lucros da Kenmare

A Kenmare, operadora da mina de Moma no Norte de Moçambique, uma das maiores produtoras mundiais de titânio e zircão, registou uma queda acentuada de 69% nos seus lucros no primeiro semestre de 2024. Os lucros após impostos caíram para 1,32 mil milhões de meticais (20,9 milhões de dólares), comparados aos 4,28 mil milhões de meticais (67,8 milhões de dólares) obtidos no mesmo período do ano passado, segundo informou a agência Lusa nesta Quinta-feira, 15 de Agosto.

De acordo com a Kenmare, a diminuição dos lucros foi em grande parte resultado da quebra nos carregamentos de minerais, que afectou significativamente o desempenho financeiro da empresa. No entanto, Andrew Webb, presidente da Kenmare, manifestou optimismo para o segundo semestre de 2024, citando uma “forte visibilidade dos pedidos dos clientes, altos stocks de produtos acabados e melhoria das condições climáticas sazonais” como factores que devem impulsionar o crescimento das receitas nos próximos meses.

As receitas provenientes da exportação de produtos minerais da mina de Moma totalizaram 9,76 mil milhões de meticais (154,5 milhões de dólares), uma queda de 33% em comparação com o primeiro trimestre de 2023, resultado da diminuição do número de remessas e da queda nos preços.

Apesar dos desafios enfrentados no primeiro semestre, a Kenmare encerrou o período com activos avaliados em quase 12,6 mil milhões de meticais (200 milhões de dólares), incluindo um caixa líquido recorde de 3,72 mil milhões de meticais (58,9 milhões de dólares). A empresa destacou estar “bem posicionada para financiar” os seus compromissos de capital e de retorno aos accionistas.

A queda nos carregamentos, que recuaram 18% no segundo trimestre em comparação com o ano anterior, foi atribuída a condições climáticas adversas e à necessidade de manutenção operacional, que reduziram o tempo de embarque. No entanto, a Kenmare informou que as condições de mercado se mostraram encorajadoras no segundo trimestre, com uma procura particularmente robusta para a ilmenite da empresa. A mineradora revelou ainda que possui uma forte carteira de encomendas para o terceiro trimestre de 2024.

A Kenmare, empresa de origem irlandesa e cotada nas bolsas de Londres e Dublin, continua a desempenhar um papel fundamental no mercado global de areias minerais, com a sua operação em Moçambique representando cerca de 7% das matérias-primas globais de titânio. A empresa fornece a clientes em mais de 15 países, que utilizam minerais pesados como titânio, ilmenite, rutilo e zircão na produção de tintas, plásticos e cerâmica.

Em 2023, a Kenmare pagou 1,92 mil milhões de meticais (30,5 milhões de dólares) ao Estado moçambicano em taxas e impostos, consolidando a sua contribuição para a economia nacional. Em Abril do mesmo ano, a mineradora anunciou planos para explorar um novo filão dentro de dois anos, sinalizando a longevidade e a potencial rentabilidade contínua da mina de Moma.

Kenmare’s profits fell 69% in the first half of 2024, impacted by a drop in exports

Lucros da Kenmare

Kenmare, operator of the Moma mine in northern Mozambique, one of the world’s largest producers of titanium and zircon, recorded a sharp 69% drop in its profits in the first half of 2024. Profits after tax fell to 1.32 billion meticais (20.9 million dollars), compared to 4.28 billion meticais (67.8 million dollars) in the same period last year, according to the Lusa news agency on Thursday, August 15.

According to Kenmare, the fall in profits was largely the result of a drop in mineral shipments, which significantly affected the company’s financial performance. However, Andrew Webb, Kenmare’s chairman, expressed optimism for the second half of 2024, citing “strong visibility of customer orders, high stocks of finished products and improved seasonal weather conditions” as factors that should drive revenue growth in the coming months.

Revenues from the export of mineral products from the Moma mine totaled 9.76 billion meticais (154.5 million dollars), down 33% compared to the first quarter of 2023, as a result of the decrease in the number of shipments and the fall in prices.

Despite the challenges faced in the first half of the year, Kenmare ended the period with assets valued at almost 12.6 billion meticais (200 million dollars), including record net cash of 3.72 billion meticais (58.9 million dollars). The company said it was “well positioned to finance” its capital commitments and return to shareholders.

The drop in shipments, which fell 18% in the second quarter compared to the previous year, was attributed to adverse weather conditions and the need for operational maintenance, which reduced shipping times. However, Kenmare reported that market conditions proved encouraging in the second quarter, with particularly robust demand for the company’s ilmenite. The mining company also revealed that it has a strong order book for the third quarter of 2024.

Kenmare, an Irish company listed on the London and Dublin stock exchanges, continues to play a key role in the global mineral sands market, with its operation in Mozambique accounting for around 7% of global titanium raw materials. The company supplies customers in more than 15 countries, who use heavy minerals such as titanium, ilmenite, rutile and zircon in the production of paints, plastics and ceramics.

In 2023, Kenmare paid 1.92 billion meticais (30.5 million dollars) to the Mozambican state in fees and taxes, consolidating its contribution to the national economy. In April of the same year, the mining company announced plans to explore a new lode within two years, signaling the longevity and potential continued profitability of the Moma mine.

Governo concede concessão da primeira central eólica de Moçambique a Globeleq e Source energia

Governo concede concessão da primeira central Eólica de Moçambique a Globeleq e Source energia

O Governo de Moçambique concedeu oficialmente a gestão da primeira central eólica do país, localizada em Namaacha, província de Maputo, ao consórcio formado pelas empresas Globeleq e Source Energia. A concessão, que tem a duração de 28 anos, foi aprovada através de um decreto do Conselho de Ministros, emitido no dia 9 de Agosto. O projecto, avaliado em 270 milhões de dólares (aproximadamente 17 mil milhões de meticais), marca um passo importante na diversificação das fontes de energia do país.

De acordo com o decreto, esta parceria público-privada tem como objectivo aumentar a capacidade de produção de energia eléctrica instalada em Moçambique, melhorando a segurança no fornecimento e diversificando as fontes energéticas. A central eólica de Namaacha vai gerar energia para ser vendida à rede eléctrica nacional, contribuindo para o fortalecimento do sector energético nacional.

O projecto inclui a participação da estatal Electricidade de Moçambique (EDM), que terá uma quota de 5% na estrutura accionista da concessionária, representando o Estado moçambicano.

“A construção desta central eólica deverá arrancar no segundo semestre deste ano e vai permitir, durante o período de concessão, o aumento da capacidade de produção de energia eléctrica instalada em Moçambique e da segurança de fornecimento”, destaca o decreto. Além disso, o projecto pretende criar empregos e oferecer formação para as comunidades locais, impulsionando o desenvolvimento económico da região.

Especificamente, 230 milhões de dólares (14,5 mil milhões de meticais) serão alocados para a construção da central, enquanto os restantes 40 milhões de dólares (2,5 mil milhões de meticais) financiarão a construção de uma linha de transporte de electricidade de 40 quilómetros, ligando Namaacha a Boane.

O projecto, com previsão de conclusão em dois anos, é visto como um marco para o sector energético moçambicano, sublinhando o potencial do país no aproveitamento de energias renováveis e contribuindo para a sustentabilidade e resiliência da rede eléctrica nacional.

A Globeleq, que lidera o consórcio, foi fundada em 2002 e possui vasta experiência no desenvolvimento de projectos energéticos em África. A empresa opera actualmente em vários países do continente, incluindo Tanzânia, Costa do Marfim, África do Sul, Camarões e Quénia. A Source Energia, parceira no consórcio, é uma plataforma diversificada de energias renováveis focada no desenvolvimento de projectos de grande e pequena escala na África Lusófona, com ênfase na sustentabilidade e inovação.

Este projecto reflecte o compromisso de Moçambique em diversificar suas fontes de energia, assegurando o crescimento sustentável e o desenvolvimento económico do país.

Government awards concession for Mozambique’s first wind farm to Globeleq and Source energy

Governo concede concessão da primeira central Eólica de Moçambique a Globeleq e Source energia

The Mozambican government has officially awarded the management of the country’s first wind farm, located in Namaacha, Maputo province, to the consortium formed by the companies Globeleq and Source Energia. The 28-year concession was approved by a decree issued by the Council of Ministers on August 9. The project, valued at 270 million dollars (approximately 17 billion meticais), marks an important step in the diversification of the country’s energy sources.

According to the decree, this public-private partnership aims to increase Mozambique’s installed electricity production capacity, improving security of supply and diversifying energy sources. The Namaacha wind farm will generate energy to be sold to the national electricity grid, helping to strengthen the national energy sector.

The project includes the participation of state-owned Electricidade de Moçambique (EDM), which will have a 5% share in the concessionaire’s shareholder structure, representing the Mozambican state.

“Construction of this wind farm is due to start in the second half of this year and will allow, during the concession period, for an increase in Mozambique’s installed electricity production capacity and security of supply,” the decree points out. In addition, the project aims to create jobs and provide training for local communities, boosting economic development in the region.

Specifically, 230 million dollars (14.5 billion meticais) will be allocated for the construction of the plant, while the remaining 40 million dollars (2.5 billion meticais) will finance the construction of a 40-kilometer electricity transmission line linking Namaacha to Boane.

The project, scheduled for completion in two years, is seen as a milestone for the Mozambican energy sector, underlining the country’s potential for harnessing renewable energy and contributing to the sustainability and resilience of the national electricity grid.

Globeleq, which is leading the consortium, was founded in 2002 and has extensive experience in developing energy projects in Africa. The company currently operates in several countries on the continent, including Tanzania, Ivory Coast, South Africa, Cameroon and Kenya. Source Energia, a partner in the consortium, is a diversified renewable energy platform focused on developing large and small-scale projects in Lusophone Africa, with an emphasis on sustainability and innovation.

This project reflects Mozambique’s commitment to diversifying its energy sources, ensuring the country’s sustainable growth and economic development.

Índice de robustez empresarial sobe para 31% no primeiro semestre de 2024, revela CTA

Índice de robustez empresarial sobe para 31% no primeiro semestre de 2024, revela CTA

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou na Quarta-feira, 14 de Agosto, em Maputo, a 15.ª edição do Economic Briefing. O evento focou-se na análise da dinâmica de negócios e investimentos durante o primeiro semestre de 2024, destacando uma leve melhoria no Índice de Robustez Empresarial.

De acordo com Agostinho Vuma, presidente da CTA, o índice de robustez empresarial aumentou em 1 ponto percentual, fixando-se em 31%. Este índice, que reflete a média ponderada dos índices provinciais, foi impulsionado por factores como o início da campanha de comercialização agrícola e a época de exportação de produtos como algodão e camarão.

Vuma sublinhou que, apesar da melhoria, alguns desafios continuam a impactar o ambiente empresarial, destacando-se a falta de emissão de certificados fitossanitários, o aumento dos custos de insumos agrícolas e de logística, e as restrições cambiais impostas pelo Banco de Moçambique (BdM). “O agravamento do acesso a divisas no mercado nacional tem sido um factor bastante negativo e que influencia as transacções empresariais, particularmente aquelas que dependem do comércio internacional”, explicou o líder da CTA.

Essas restrições cambiais, introduzidas pelo BdM, têm dificultado o pagamento de facturas de importações pelas empresas, resultando numa tendência de queda no volume de importações. Vuma apontou que, entre Janeiro e Fevereiro, houve uma queda média mensal de 2,3% nas importações, tendência que se acentuou para 2,5% no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023.

Ele ainda destacou a importância das exportações como fonte de geração de moeda externa para o país, notando que a cobertura das exportações sobre as importações, excluindo os grandes projectos, está estimada em apenas 20%. “Isso significa que o déficit da oferta de divisas sem os grandes projectos atinge os 80%”, alertou.

O Economic Briefing da CTA serve como um importante barómetro para medir a saúde do sector empresarial moçambicano, oferecendo uma visão detalhada dos desafios e oportunidades enfrentados pelos negócios no contexto macroeconómico actual.

Business robustness index rises to 31% in the first half of 2024, reveals CTA

Índice de robustez empresarial sobe para 31% no primeiro semestre de 2024, revela CTA

The Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA) presented the 15th edition of the Economic Briefing in Maputo on Wednesday, August 14. The event focused on analyzing the dynamics of business and investment during the first half of 2024, highlighting a slight improvement in the Business Robustness Index.

According to Agostinho Vuma, president of the CTA, the Business Robustness Index increased by 1 percentage point to 31%. This index, which reflects the weighted average of the provincial indices, was boosted by factors such as the start of the agricultural marketing campaign and the export season for products such as cotton and shrimp.

Vuma stressed that, despite the improvement, some challenges continue to impact the business environment, in particular the lack of phytosanitary certificates being issued, the rising costs of agricultural inputs and logistics, and the foreign exchange restrictions imposed by the Bank of Mozambique (BoM). “The worsening of access to foreign currency on the national market has been a very negative factor that influences business transactions, particularly those that depend on international trade,” explained the CTA leader.

These exchange restrictions, introduced by the BdM, have made it difficult for companies to pay import invoices, resulting in a downward trend in the volume of imports. Vuma pointed out that between January and February, there was an average monthly drop of 2.3% in imports, a trend that increased to 2.5% in the first quarter of 2024, compared to the same period in 2023.

He also highlighted the importance of exports as a source of foreign currency generation for the country, noting that the coverage of exports over imports, excluding major projects, is estimated at just 20%. “This means that the deficit in the supply of foreign currency without major projects reaches 80%,” he warned.

The CTA Economic Briefing serves as an important barometer for measuring the health of the Mozambican business sector, offering a detailed overview of the challenges and opportunities facing business in the current macroeconomic context.

INP pretende introduzir sistema de controlo em tempo real para gás de Temane

INP pretende introduzir sistema de controlo em tempo real para gás de Temane

O Instituto Nacional do Petróleo (INP) está a planear a instalação de um dispositivo online, que funcionará em tempo real, para monitorizar a quantidade de gás natural produzida e exportada da fábrica de processamento de Temane, localizada no distrito de Inhassoro, na província de Inhambane. Este gás é destinado ao mercado da África do Sul.

Segundo informações da Agência de Informação de Moçambique (AIM), o presidente do conselho de administração do INP, Nazário Bangalane, explicou que a implementação deste sistema visa melhorar os mecanismos de controlo no processo de produção e exportação do gás natural, um recurso vital para a economia moçambicana.

Bangalane sublinhou que o acompanhamento actual é feito através de visitas de monitoria e calibração dos equipamentos, mas a introdução de um sistema de controlo online é vista como uma necessidade urgente para garantir um acompanhamento mais rigoroso e optimizado.

“Temos equipas técnicas que realizam monitorias regulares e participam na calibração dos equipamentos, o que nos assegura a confiabilidade dos processos. Contudo, com a expectativa de que novos campos de produção entrem em operação no futuro, precisamos de um controlo mais assertivo e eficiente”, destacou Bangalane.

Com a Central de Processamento de Gás de Temane (CPF) já em funcionamento, o INP está focado em aprimorar o monitoramento para assegurar que as operações futuras sejam realizadas com a máxima precisão e eficácia. Este passo é visto como crucial, especialmente à medida que o país se prepara para a entrada em operação de novos campos de produção de gás.

“Precisamos de interagir com empresas especializadas nesta área e vamos intensificar a nossa actuação. A CPF já está a produzir, mas temos outros campos que se juntarão a este processo no futuro”, concluiu Bangalane.

INP plans to introduce real time control system for Temane gas

INP pretende introduzir sistema de controlo em tempo real para gás de Temane

The National Petroleum Institute (INP) is planning to install an online device, which will work in real time, to monitor the amount of natural gas produced and exported from the Temane processing plant, located in the Inhassoro district of Inhambane province. This gas is destined for the South African market.

According to information from the Mozambican Information Agency (AIM), the chairman of INP’s board of directors, Nazário Bangalane, explained that the implementation of this system aims to improve the control mechanisms in the process of producing and exporting natural gas, a vital resource for the Mozambican economy.

Bangalane stressed that the current monitoring is done through visits to monitor and calibrate the equipment, but the introduction of an online control system is seen as an urgent need to ensure more rigorous and optimized monitoring.

“We have technical teams that carry out regular monitoring and take part in calibrating the equipment, which assures us of the reliability of the processes. However, with new production fields expected to come on stream in the future, we need more assertive and efficient control,” said Bangalane.

With the Temane Gas Processing Plant (CPF) already up and running, INP is focused on improving monitoring to ensure that future operations are carried out with maximum precision and efficiency. This step is seen as crucial, especially as the country prepares for the start-up of new gas production fields.

“We need to interact with companies that specialize in this area and we’re going to step up our game. CPF is already producing, but we have other fields that will join this process in the future,” concluded Bangalane.

Lucros da HCB crescem 56,7% no primeiro semestre de 2024

HCB

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), uma das principais fornecedoras de energia da África Austral, reportou um desempenho financeiro notável no primeiro semestre de 2024, com os lucros líquidos a atingirem 8,9 mil milhões de meticais. Este valor representa um impressionante crescimento de 56,7% em relação ao mesmo período de 2023, conforme indica o relatório financeiro consultado pelo Diário Económico nesta Quarta-feira, 14 de Agosto.

Segundo o relatório, o forte desempenho financeiro coloca a HCB numa posição vantajosa para alcançar as suas metas anuais. A empresa prevê que os lucros líquidos possam atingir 13,8 mil milhões de meticais até ao final do ano, em linha com as projecções orçamentais estabelecidas.

A melhoria nos resultados financeiros da HCB é ainda mais expressiva quando se considera o aumento de 1837,3% nos resultados financeiros, que passaram de 77,6 milhões de meticais no primeiro semestre de 2023 para 1,5 mil milhões de meticais no mesmo período deste ano. Este aumento substancial é atribuído principalmente aos rendimentos das aplicações financeiras e à apreciação do rand sul-africano face ao metical.

Além disso, os rendimentos da HCB totalizaram 19,4 mil milhões de meticais, marcando um aumento de 37,3% em comparação com o primeiro semestre de 2023. Este crescimento é largamente impulsionado pelos ajustes tarifários implementados no final de 2023 e início de 2024, bem como pelo projecto de transformação em curso na empresa. O aumento do fee de concessão, resultante do incremento nas vendas, também teve um impacto positivo nos resultados.

Os gastos operacionais da HCB ascenderam a 6,6 mil milhões de meticais, um aumento de 19,7% face ao período homólogo. No entanto, mesmo com o aumento dos custos, os resultados operacionais, excluindo os gastos, atingiram 12,8 mil milhões de meticais, representando um crescimento de 48,7%.

O relatório destaca que a HCB continua a consolidar a sua posição como um pilar essencial no sector energético da África Austral, desempenhando um papel crucial no fornecimento de energia e no desenvolvimento económico da região. Com este desempenho robusto, a HCB reforça a sua capacidade de continuar a contribuir para o crescimento económico sustentável de Moçambique e da região em geral.

 

HCB profits up 56.7% in the first half of 2024

HCB

Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), one of southern Africa’s main energy suppliers, reported a remarkable financial performance in the first half of 2024, with net profits reaching 8.9 billion meticais. This figure represents an impressive growth of 56.7% compared to the same period in 2023, according to the financial report consulted by Diário Económico on Wednesday, August 14.

According to the report, the strong financial performance puts HCB in an advantageous position to achieve its annual targets. The company expects net profits to reach 13.8 billion meticais by the end of the year, in line with its budget projections.

The improvement in HCB’s financial results is even more significant when you consider the 1837.3% increase in financial results, which went from 77.6 million meticais in the first half of 2023 to 1.5 billion meticais in the same period this year. This substantial increase is mainly attributable to income from financial investments and the appreciation of the South African rand against the metical.

In addition, HCB’s income totaled 19.4 billion meticais, marking an increase of 37.3% compared to the first half of 2023. This growth is largely driven by the tariff adjustments implemented at the end of 2023 and beginning of 2024, as well as the company’s ongoing transformation project. The increase in the concession fee, resulting from the increase in sales, also had a positive impact on results.

HCB’s operating costs amounted to 6.6 billion meticais, an increase of 19.7% on the same period last year. However, even with the increase in costs, operating profits, excluding expenses, reached 12.8 billion meticais, representing growth of 48.7%.

The report highlights that HCB continues to consolidate its position as an essential pillar in the energy sector in Southern Africa, playing a crucial role in the supply of energy and economic development in the region. With this robust performance, HCB reinforces its ability to continue contributing to the sustainable economic growth of Mozambique and the region in general.