Saturday, April 11, 2026
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El Niño phenomenon reduces agricultural production in Mutarara to 40 thousand tons

Fenómeno El Niño reduz produção agrícola em Mutarara para 40 mil toneladas

Agricultural production in Mutarara district, Tete province, fell dramatically in 2023, reaching just 40,000 tons, a figure far below the initial target of 164,000 tons. The district administrator, Domingos Macajo, attributed this significant drop to the devastating effects of the “El Niño” weather phenomenon, which resulted in a rainless first season.

According to Domingos Macajo, the lack of rain severely impacted agriculture, causing the loss of approximately 16,000 hectares of plowed and sown land. As a result, 31,984 families were directly affected, out of a total of 51,205 producing families, a figure that represents an increase of 2.8% compared to the previous agricultural season.

To deal with this adverse situation, the district has adopted mitigation measures, including sensitizing farmers to grow more drought-resistant crops, such as sesame. Macajo highlighted the importance of this crop, which as well as being resistant, has proved to be a crucial source of income for families, enabling them to purchase food during the crisis.

Despite the difficulties, the Mutarara administrator still expects the district to be able to produce 17,000 tons of cereals, which will meet part of the annual food requirement of around 31,500 tons, intended to sustain a population of more than 210,000 inhabitants.

In an attempt to strengthen the resilience of local agriculture and mitigate the effects of “El Niño”, 33 kilograms of various seeds and 41 tons of fertilizers are being distributed, including two types of fertilizer and 528 kilograms of basic seeds. These actions will benefit 14 local associations, strengthening the district’s productive capacity and contributing to the recovery of the affected soils.

With a set of mitigation measures underway and the adoption of more resilient agricultural strategies, the Mutarara district is seeking to overcome the challenges posed by “El Niño” and guarantee food security for its producer families.

Turismo moçambicano atinge 940 milhões de dólares em investimentos em 2023

O sector do turismo em Moçambique continua a demonstrar seu potencial como motor de crescimento económico. Durante a abertura da 10.ª edição da Feira Internacional do Turismo (FIKANI), realizada nesta Quinta-feira, 8 de Agosto, o Presidente da República, Filipe Nyusi, revelou que o país atraiu cerca de 59,4 mil milhões de meticais, equivalente a 940 milhões de dólares, em investimentos no sector turístico durante o ano de 2023.

O Presidente destacou que esse valor representa um crescimento de 17% em relação ao ano anterior, uma tendência que, segundo ele, sinaliza boas perspectivas para a economia moçambicana a médio e longo prazo. “Este aumento é um reflexo do reconhecimento internacional do esforço contínuo do país em melhorar as condições para investidores e elevar a competitividade do nosso turismo”, afirmou Nyusi.

No discurso, o Presidente também ressaltou os avanços no sector ao longo de seu mandato, iniciado em 2020. Segundo Nyusi, desde então, Moçambique viu a abertura de 1088 novos empreendimentos turísticos, que incluem hotéis, restaurantes, bares e agências de viagens. Estes investimentos resultaram na criação de mais de 14 mil novos postos de trabalho, fortalecendo a economia nacional.

Outro ponto de destaque foi a formação de capital humano no sector, com 11 244 profissionais capacitados para oferecer serviços de turismo de alta qualidade. “O desenvolvimento do capital humano é fundamental para proporcionar uma experiência turística de excelência, o que aumenta a atractividade do país como destino turístico”, acrescentou o Presidente.

Filipe Nyusi também enfatizou a importância de promover internacionalmente as áreas de conservação e turismo natural do país, como o Parque Nacional de Maputo, a Ponta de Ouro, o arquipélago de Bazaruto, e os parques nacionais da Gorongosa e Chimanimani. Ele reforçou que o turismo deve ser visto como um dos pilares essenciais para a diversificação e aceleração da economia moçambicana.

Mozambican tourism reaches 940 million dollars in investments by 2023

Turismo moçambicano

Mozambique’s tourism sector continues to demonstrate its potential as an engine of economic growth. During the opening of the 10th edition of the International Tourism Fair (FIKANI), held on Thursday, August 8, the President of the Republic, Filipe Nyusi, revealed that the country had attracted around 59.4 billion meticais, equivalent to 940 million dollars, in investments in the tourism sector during 2023.

The President pointed out that this figure represents a growth of 17% over the previous year, a trend which, according to him, signals good prospects for the Mozambican economy in the medium and long term. “This increase is a reflection of international recognition of the country’s ongoing efforts to improve conditions for investors and raise the competitiveness of our tourism,” said Nyusi.

In his speech, the President also highlighted the progress made in the sector over the course of his mandate, which began in 2020. According to Nyusi, since then, Mozambique has seen the opening of 1088 new tourism enterprises, which include hotels, restaurants, bars and travel agencies. These investments have resulted in the creation of more than 14,000 new jobs, strengthening the national economy.

Another highlight was the training of human capital in the sector, with 11,244 professionals trained to offer high quality tourism services. “The development of human capital is fundamental to providing an excellent tourist experience, which increases the country’s attractiveness as a tourist destination,” added the President.

Filipe Nyusi also emphasized the importance of promoting the country’s conservation and natural tourism areas internationally, such as Maputo National Park, Ponta de Ouro, the Bazaruto archipelago, and Gorongosa and Chimanimani national parks. He stressed that tourism should be seen as one of the essential pillars for the diversification and acceleration of the Mozambican economy.

Filipe Nyusi destaca avanços na electrificação do país durante o seu mandato

Filipe Nyusi destaca avanços na electrificação do país durante o seu mandato

No último informe à nação, apresentado esta Quarta-feira (7) na Assembleia da República, em Maputo, o Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou o crescimento significativo da cobertura eléctrica no país, que aumentou de 51% para 64% entre 2015 e 2023.

O chefe de Estado sublinhou o compromisso assumido em seu discurso inaugural, em Janeiro de 2015, no qual prometeu investir em “programas e estratégias de desenvolvimento baseados nos distritos e localidades, onde o nosso povo vive e enfrenta problemas reais, capitalizando as potencialidades e oportunidades de cada zona”, recordou.

Durante o discurso, Filipe Nyusi enfatizou as iniciativas governamentais voltadas à construção e manutenção de infra-estruturas, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida da população. O Presidente mencionou alguns dos avanços alcançados nos últimos anos, incluindo a electrificação das sedes distritais e a expansão do fornecimento de energia para as sedes de postos administrativos.

“A taxa de cobertura de electricidade no nosso país mais do que duplicou entre 2015 e 2023. Quando tomei posse em 2015, a nossa EDM tinha menos de 1,5 milhões de clientes; no ano passado, 2023, o número de clientes passou para 3,2 milhões”, revelou o Presidente, destacando ainda que Moçambique está a trabalhar para se tornar uma fonte de energia para toda a região austral do continente. “Já não é uma promessa, é uma certeza”, afirmou.

Nyusi frisou que “nenhum país, nenhuma economia pode ser sustentável sem uma rede de infra-estruturas que se estenda a todo o território nacional”, destacando a importância do investimento nos distritos, localidades e na população como um todo.

O Presidente também assegurou que a construção de uma base de apoio ao desenvolvimento é um dos legados da sua governação, promovendo energia, água, construção de escolas, hospitais, estradas e pontes. “A nossa administração está empenhada em continuar a melhorar as condições de vida da população, garantindo infra-estruturas e serviços essenciais em todas as regiões do país”, concluiu Nyusi.

Filipe Nyusi highlights progress in electrifying the country during his mandate

Filipe Nyusi destaca avanços na electrificação do país durante o seu mandato

In his latest report to the nation, presented this Wednesday (7) at the Assembly of the Republic in Maputo, the President of the Republic, Filipe Nyusi, highlighted the significant growth in electricity coverage in the country, which increased from 51% to 64% between 2015 and 2023.

The head of state underlined the commitment made in his inaugural speech in January 2015, in which he promised to invest in “development programmes and strategies based on the districts and localities, where our people live and face real problems, capitalizing on the potential and opportunities of each area,” he recalled.

During his speech, Filipe Nyusi emphasized government initiatives aimed at building and maintaining infrastructure, with the aim of improving the population’s quality of life. The President mentioned some of the advances made in recent years, including the electrification of district headquarters and the expansion of the power supply to the headquarters of administrative posts.

“The electricity coverage rate in our country more than doubled between 2015 and 2023. When I took office in 2015, our EDM had less than 1.5 million customers; last year, 2023, the number of customers rose to 3.2 million,” revealed the President, also pointing out that Mozambique is working to become a source of energy for the entire southern region of the continent. “It’s no longer a promise, it’s a certainty,” he said.

Nyusi stressed that “no country, no economy can be sustainable without a network of infrastructures that extends throughout the national territory”, highlighting the importance of investment in districts, localities and the population as a whole.

The President also assured that building a support base for development is one of the legacies of his governance, promoting energy, water, the construction of schools, hospitals, roads and bridges. “Our administration is committed to continuing to improve the living conditions of the population, guaranteeing infrastructure and essential services in all regions of the country,” concluded Nyusi.

Projecto de interligação energética com Maláui prevê conclusão em Dezembro

interligação energética

A representante da empresa estatal chinesa de engenharia SINO HYDRO, encarregada pela construção da subestação de Matambo, Yang Yanlong, informou na Terça-feira, 6 de Agosto, que o projecto de interligação de energia eléctrica entre Moçambique e Maláui conheceu um novo avanço, com previsão de conclusão para Dezembro deste ano.

Segundo um artigo publicado esta Quarta-feira, 7 de Agosto, pela Rádio Moçambique, após sucessivos adiamentos do prazo de entrega devido a diversas dificuldades, o empreiteiro garantiu a finalização dos trabalhos em curso dentro do novo cronograma.

De acordo com a fonte, as obras de construção da subestação de Matambo já alcançaram cerca de 60% de execução, e acredita-se que, nos próximos dois a três meses, o comissionamento será realizado, preparando-se assim para a entrega final.

Para a instalação da linha de transporte de energia ao longo dos 141 quilómetros que atravessam o território moçambicano, já foram erguidas 100 das 304 torres previstas.

O prazo de término da empreitada foi reiterado pelo fiscal das obras civis, Firmino Langa, que expressou a esperança de que o fornecimento de material continue no ritmo actual, de modo a evitar novos atrasos.

Este projecto emprega cerca de mil trabalhadores, incluindo moçambicanos, chineses, zimbabuanos e zambianos. A subestação em construção terá uma capacidade instalada de 400 Megawatts, dos quais Maláui irá importar apenas 120 Megawatts.

Energy interconnection project with Malawi expected to be completed in December

interligação energética

The representative of the Chinese state engineering company SINO HYDRO, in charge of building the Matambo substation, Yang Yanlong, said on Tuesday, August 6, that the electricity interconnection project between Mozambique and Malawi has made new progress, with completion scheduled for December this year.

According to an article published this Wednesday, August 7, by Rádio Moçambique, after successive postponements of the delivery deadline due to various difficulties, the contractor has guaranteed that the work in progress will be completed within the new schedule.

According to the source, construction work on the Matambo substation has already reached around 60% completion, and it is believed that in the next two to three months commissioning will be carried out, thus preparing for final delivery.

For the installation of the power transmission line along the 141 kilometers that cross Mozambican territory, 100 of the 304 planned towers have already been erected.

The deadline for completion of the contract was reiterated by the civil works supervisor, Firmino Langa, who expressed the hope that the supply of materials would continue at the current pace, in order to avoid further delays.

The project employs around a thousand workers, including Mozambicans, Chinese, Zimbabweans and Zambians. The substation under construction will have an installed capacity of 400 Megawatts, of which Malawi will import only 120 Megawatts.

 

Governo anuncia pagamento de 400 milhões de dólares às gasolineiras

Governo anuncia pagamento de 400 milhões de dólares às gasolineiras

O Governo anunciou o desembolso de 400 milhões de dólares (25,2 mil milhões de meticais) para liquidar 70% da dívida contraída com as gasolineiras nacionais, esperando que a dívida total seja completamente liquidada ainda este ano.

Segundo informações do portal Semanário Económico, a dívida com as gasolineiras resultou do subsídio aos combustíveis, uma medida adoptada para estabilizar os preços para os consumidores diante da volatilidade do mercado internacional. Este subsídio acumulou uma dívida significativa ao longo do tempo, exigindo a criação de um mecanismo de pagamento sustentável.

O presidente da Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), Michel Ussene, informou que o pagamento da dívida começou a ser efectuado em meados de 2023, através de um mecanismo denominado “componente de estabilização”, que permite que as empresas fornecedoras de combustíveis recuperem o montante em dívida à medida que vendem combustíveis nas bombas.

“A AMEPETROL mantém o seu compromisso de garantir que a oscilação dos preços dos combustíveis seja reflectida de forma justa para os consumidores”, acrescentou Ussene.

O responsável avançou igualmente que “conforme o Decreto 89/2019, que estabelece a correcção mensal do preço do combustível de acordo com a variação do preço do barril no mercado internacional, a oscilação de preços em Moçambique ocorre na terceira Quinta-feira de cada mês, com ajustes positivos ou negativos no mercado nacional.”

Michel Ussene destacou que “com o desembolso dos 400 milhões de dólares, o Governo deu um passo significativo para a liquidação total da dívida com as gasolineiras, o que demonstra o seu compromisso em resolver pendências financeiras e estabilizar o mercado de combustíveis, beneficiando tanto as empresas fornecedoras quanto os consumidores”.

Government announces payment of 400 million dollars to gas stations

Governo anuncia pagamento de 400 milhões de dólares às gasolineiras

The government has announced the disbursement of 400 million dollars (25.2 billion meticais) to settle 70% of the debt contracted with national gas stations, hoping that the total debt will be completely paid off this year.

According to information from the Semanário Económico portal, the debt with the petrol stations resulted from the fuel subsidy, a measure adopted to stabilize prices for consumers in the face of the volatility of the international market. This subsidy has accumulated a significant debt over time, requiring the creation of a sustainable payment mechanism.

The president of the Mozambican Association of Oil Companies (AMEPETROL), Michel Ussene, said that payment of the debt began in mid-2023, through a mechanism called the “stabilization component”, which allows fuel supply companies to recover the amount owed as they sell fuel at the pumps.

“AMEPETROL remains committed to ensuring that fuel price fluctuations are reflected fairly for consumers,” added Ussene.

He also said that “according to Decree 89/2019, which establishes the monthly correction of the price of fuel according to the variation in the price of a barrel on the international market, price fluctuations in Mozambique occur on the third Thursday of each month, with positive or negative adjustments on the domestic market.”

Michel Ussene pointed out that “with the disbursement of the 400 million dollars, the government has taken a significant step towards the total settlement of the debt with the petrol companies, which demonstrates its commitment to resolving financial disputes and stabilizing the fuel market, benefiting both the supply companies and consumers”.

Implicações bioéticas na violação dos direitos do consumidor no contexto jurídico São-Tomense

Por: Sidney Dias dos Santos da Graça Mota

Desde já é importante esclarecer que não há uma definição unívoca de bioética, nem um consenso sobre o que pode ser entendido como o fenómeno bioético.

Essa afirmação encontra o respaldo pelo facto de não ter havido um consenso sobre o mesmo aquando da elaboração da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, assim como, na não inserção do termo “bioética” no título da Convenção Europeia sobre os Direitos Humanos e da Biomedicina.[1] Uma vez que a bioética tem como finalidade facilitar a reflexão de questões principiológicas que vão direccionar as condutas dos profissionais de saúde. Pois, a intenção não é impor regras de conduta (para isso temos instrumentos jurídicos) mas sim dar subsídios para que as pessoas possam reflectir e saber como se comportar em relação às diversas situações da vida profissional em que surgem os conflitos éticos.[2]

Nestes termos, a ética e os direitos do consumidor são dois conceitos fundamentais no mundo das relações de consumo. O primeiro refere-se aos princípios e valores que orientam os actos e decisões de uma pessoa no campo do regime jurídico do direito público, bem como do direito privado em relação aos seus consumidores. Já o segundo são os direitos legais atribuídos aos indivíduos que adquirem bens ou serviços. Portanto, a importância é evidente, visto que a relação entre os fornecedores e consumidores é baseada na confiança, transparência e respeito mútuo. A ética empresarial é a base para a construção dessa confiança, pois mostra o compromisso da empresa em agir de forma justa, honesta e responsável numa relação de consumo onde o objecto têm consequências para a vida e a saúde, no qual a bioética deve se fazer presente.

No que toca as implicações, trata-se de estimular uma reflexão acerca da responsabilidade das empresas e profissionais no campo da saúde em relação aos impactos dos seus produtos e serviços na vida das pessoas e no meio ambiente. Essa abordagem ética e consciente é fundamental para a construção de um ambiente e de um mercado mais justo, sustentável e voltado para o bem-estar colectivo. Uma das principais implicações bioéticas nas violações dos direitos do consumidor é a erosão da confiança no âmbito da relação entre consumidores e fornecedores. Por outro lado, temos também à autonomia e a dignidade individuais. O consentimento informado, uma pedra angular da bioética, garante que os indivíduos tenham o direito de tomar decisões informadas sobre os seus próprios cuidados de saúde e participação em investigação.

Do mesmo modo, a Bioética e os direitos do consumidor são duas áreas de estudo que à primeira vista, podem parecer desconectadas. Não obstante, ao elaborar uma análise dos seus fundamentos e princípios, fica claro que ambas visam salvaguardar e fomentar o bem-estar das pessoas em contextos diversos.

O direito do consumidor por ser um direito específico constituem um conjunto de normas com o intuito de proteger os indivíduos nas suas relações de consumo. Tais direitos englobam como prevê o artigo 11.º, n.º 1 da Lei da defesa do consumidor são-tomense (Lei n.º 09/2017) o direito à informação e ao dever de informar. Ou seja, o consumidor tem direito a receber informação geral e particular sobre todos os bens, serviços e direitos oferecidos no mercado pelo fornecedor para o consumo ou aquisição, à segurança, à escolha, à reparação e à participação. Da mesma forma, o artigo 7, alinea b) e 9.º n.º 1, elenca o direito à protecção da saúde e da segurança física. Isto é, é proibido o fornecimento de bens ou prestação de serviços que, em condições de uso normal previsível, incluindo a duração, impliquem riscos incompatíveis com a sua utilização, não aceitáveis de acordo com um nível elevado de protecção da saúde e da segurança física das pessoas. Pois, no âmbito da saúde, os consumidores são os pacientes, nos quais possuem o direito de receber informações claras e precisas acerca dos tratamentos médicos, de ter acesso a medicamentos seguros, eficazes, de escolher livremente o profissional de saúde e de participar das decisões relacionadas ao seu próprio tratamento. Por outro lado, o consumidor tem o direito de consentir ou recusar determinados procedimentos.

A aproximação entre a bioética e os direitos do consumidor se evidencia na medida que a bioética fornece um arcabouço teórico e ético capaz de orientar tanto as políticas públicas quanto as práticas profissionais na área da saúde, fomentando a equidade, a transparência e a responsabilidade. Portanto, abordagem ética na protecção dos consumidores no sector de saúde é crucial para assegurar a qualidade e a segurança dos produtos e serviços como um dos direitos de consumidor previsto no artigo 7 alínea a, b) disponibilizados, visto que, conforme a Lei da defesa de consumidor os bens e serviços destinados ao consumo devem ser aptos a satisfazer os fins e as necessidades a que destinam e que produzem efeitos que se lhes atribui,[3] ou seja os produtos ou serviços que não atendem aos padrões de qualidade estabelecidos pode comprometer a segurança e a saúde.

[1] OLIVEIRA, Aline Albuquerque S. de. Bioética e direitos humanos: tratamento teórico da interface. Revista de Direito Sanitário, v. 11, n. 1 p. 65-94, 2010, p. 78.

[2] JUNQUEIRA, Cilene Rennó. (2010-2011). Bioética: conceito, fundamentação e princípios. Edição, Distribuição e Informações Universidade Federal de São Paulo – Pró-Reitoria de Extensão, p.7

[3] Artigo 8 da Lei n.º 09/2017 Lei de Defesa do Consumidor.