Sunday, April 12, 2026
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Crescimento das contas bancárias em Moçambique não acompanha o digital

O número de contas bancárias em Moçambique cresceu 5% até maio, para um recorde de quase seis milhões, mas nas Instituições de Moeda Eletrónica (IME) já são três vezes mais, segundo dados do banco central.

De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique, consultado hoje pela Lusa, o número de contas bancárias no país cresceu de 5.687.975 no final de 2023 para 5.977.930 em maio, mas não acompanha o aumento nas IME, que aumentou quase 7% no mesmo período, para 17.919.678.

Ainda no mesmo período, o número de cartões bancários até diminui, praticamente 10%, para 3.146.560, enquanto o número de agências bancárias físicas passou de 653 para 654, cobrindo 131 dos 154 distritos do país.

A cobertura de ATM em Moçambique desceu de 12,9 por 100 mil habitantes para 7,8, em cinco meses, segundo os mesmos dados, o mesmo acontecendo com os terminais de pagamento POS, que caíram de 190,8 para 184,8 por 100 mil habitantes.

Moçambique conta atualmente com três Instituições de Moeda Eletrónica, das três operadoras de telecomunicações móveis, que assim prestam serviços financeiros via telemóvel, incluindo transferências de dinheiro entre clientes ou pagamento de serviços.

Trata-se de uma solução que permite facilitar e massificar o acesso da população a serviços financeiros, apenas recorrendo ao telemóvel e agentes IME na rua.

O número de agentes destas carteiras digitais em Moçambique, que funcionam através dos operadores de telecomunicações móveis, voltou a crescer este ano, 8% em três meses, para mais de 242 mil, cobrindo todo o país.

As carteiras móveis bateram em 2023 o recorde de transferências, com mais de 400 milhões de operações, segundo dados do banco central.

A Lusa noticiou esta semana que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está preocupado com os atrasos que se registam nos desembolsos para a proteção social em Moçambique e defende que as autoridades deviam explorar a possibilidade de fazer pagamentos através de carteiras digitais.

“Apesar dos esforços para reforçar a proteção social, persistem desafios devido ao espaço fiscal limitado. Em 2023-24, os desembolsos para a proteção social sofreram atrasos significativos devido a restrições de liquidez, resultando numa execução limitada das despesas”, lê-se no relatório do FMI da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês), concluída este mês.

A situação, descreve, coloca “obstáculos operacionais” ao Instituto Nacional de Ação Social (INAS), “por exemplo impedindo pagamentos regulares aos beneficiários, comprometendo a sua segurança de rendimento”.

“Priorizar a proteção social e garantir desembolsos regulares para o INAS, bem como explorar opções de digitalização através de transferências monetárias móveis, são fundamentais para fortalecer a eficácia da rede de segurança”, descreve o FMI.

Aponta que “a adequação das despesas com a proteção social continua a ser um desafio” em Moçambique, “com os níveis de prestações estagnados desde 2018”, observando-se ainda “um desfasamento entre os níveis de prestações e a dimensão dos agregados familiares”.

“Os ajustamentos anuais são essenciais para salvaguardar o poder de compra face ao aumento do custo de vida, com o objetivo de manter a segurança do rendimento dos beneficiários e a eficácia dos esforços de proteção social. Além disso, a maioria dos beneficiários do PSSB [Programa do Subsídio Social Básico] recebe o nível mais baixo de benefícios (540 meticais ou 8,50 dólares), que se destina a agregados familiares unipessoais”, reconhece o FMI.

Assim, destaca, no final de 2023, o número de contas IME “era equivalente a 93,2% da população adulta, aumentando em relação aos 67,9 do primeiro trimestre de 2022”.

“O dinheiro móvel continuou a ser o principal motor da inclusão financeira, com o número de contas bancárias a apresentar um ligeiro aumento de 29,8% para 30,9% da população adulta durante o mesmo período”, reconhece o FMI.

 

Banco de Moçambique alcança estabilidade com inflação controlada a 3%, afirma Jamal Omar

O Administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar, destacou recentemente os resultados positivos alcançados na missão de combater a inflação no país. Segundo Omar, a estabilidade macroeconómica é fundamental para atrair investimentos tanto domésticos quanto internacionais.

“O sucesso da nossa missão de combater a inflação não só protege o poder de compra dos cidadãos, em particular os de rendimentos mais baixos, como também favorece a poupança e o investimento do sector privado. É com grande satisfação que podemos dizer que, fruto das medidas de políticas tomadas, a inflação situa-se, hoje, em torno dos 3%,” afirmou Omar.

Omar, que é Administrador de Estabilidade Monetária no Banco de Moçambique, ressaltou a importância da solidez do sector bancário nacional. Apesar das transformações ocorridas no sistema financeiro nos últimos dez anos, o sector bancário permanece robusto e bem capitalizado. O rácio de solvabilidade, que era de 15% em 2014, subiu para os actuais 26%, superando o mínimo exigido.

Nos últimos dez anos, houve uma ligeira redução no número de instituições supervisionadas pelo Banco de Moçambique. De 19 bancos em 2015, o país conta agora com 15 bancos em 2024, devido à fusão de duas instituições e à desvalorização de outras três.

Quanto à estrutura de capital, até Dezembro de 2023, o sector bancário era predominantemente composto por capital estrangeiro, representando cerca de 83%. Este dado reflete uma maior abertura e condições favoráveis ao investimento estrangeiro. Durante o mesmo período, houve um crescimento significativo de operadores de microcrédito e prestadores de sistemas de pagamento, impulsionado pela expansão das fintechs.

Omar concluiu, destacando que estas conquistas são resultado de uma gestão eficaz das políticas monetárias, contribuindo para um ambiente económico estável e propício ao crescimento e desenvolvimento de Moçambique.

Moçambique capta USD 924 milhões em fundos climáticos, anuncia AMER

Durante o Fórum de Investimento Árabe em Moçambique, realizado em Maputo, o Presidente da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), Ricardo Pereira, anunciou que o país captou um total de 924 milhões de dólares em fundos climáticos entre 2010 e 2024. Este marco significativo coloca Moçambique como um potencial líder em financiamento climático no continente africano.

No painel dedicado a “Oportunidades de Investimentos no Sector de Energia e Recursos Minerais”, Ricardo Pereira destacou a capacidade de Moçambique em atrair investimentos substanciais para projectos sustentáveis. “Nosso objectivo é que o país produza entre 10 a 25 milhões de créditos de carbono anualmente, posicionando-nos como um dos principais actores no mercado de carbono”, afirmou Pereira.

De acordo com Pereira, Moçambique está numa posição única na África para se tornar um líder neste sector, representando um avanço crucial na luta contra as mudanças climáticas. “Estamos preparados para assumir um papel de destaque e impulsionar a economia verde no país”, concluiu o presidente da AMER.

A captação destes fundos climáticos não só reforça o compromisso de Moçambique com a sustentabilidade ambiental, mas também abre novas oportunidades para o desenvolvimento de projectos inovadores que contribuem para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O esforço contínuo em atrair investimentos verdes é um passo estratégico para fortalecer a economia nacional e promover um crescimento sustentável.

Raxio Data Centers impulsiona soberania de dados em Moçambique com investimento de USD 20 Milhões

O recentemente inaugurado Raxio Data Center, um investimento de USD 20 milhões, recebeu a visita dos membros da Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique (CCIFM). Esta infraestrutura de ponta, classificada como Tier III, garante um tempo de actividade de 99.982% e é neutra em termos de operadoras, além de independente. Este é o primeiro centro de dados desse tipo em Moçambique.

Os principais investidores neste empreendimento incluem o fundo de investimento e gestor de activos francês Meridiam Infrastructure Partners e a empresa americana de private equity Roha Group Inc. A instalação representa um marco significativo para a agenda de Transformação Digital e Soberania de Dados do Governo de Moçambique.

Localizado estrategicamente no parque industrial MozParks Beluluane, a mais de 20 km do centro da cidade de Maputo, o Raxio Data Center está preparado para atender às necessidades do governo e das empresas, assegurando a continuidade dos negócios, redução de CAPEX/OPEX (co-localização em Raxio é tipicamente 30 a 60% mais barata do que possuir e gerir a própria infraestrutura) e gestão eficiente da recuperação de desastres.

O Grupo Raxio, estabelecido em 2018, é um dos principais operadores de centros de dados Tier III neutros para operadoras em África, oferecendo serviços de colocation de classe mundial. Com suas instalações prontas para hiperescala, Raxio suporta a economia digital de África.

Após o lançamento das suas primeiras instalações no Uganda e Etiópia, Raxio agora tem presença em Moçambique, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Tanzânia e Angola. Esta visita destacou a importância do Raxio Data Center para a infraestrutura tecnológica de Moçambique, sendo um passo crucial para o fortalecimento da economia digital do país.

Reabilitação da N240 vai aumentar o fluxo de turistas em Vilankulo

distrito de Vilankulo

O distrito de Vilankulo é um destino inquestionável, no que diz respeito ao turismo de sol e praia. Mas a degradação acentuada da N240, compromente o desenvolvimento do turismo naquele ponto da província de Inhambane.

O anúncio da reabilitação daquele troço de 20 quilómetros, que liga a cidade de Vilankulo à N1, adjudicado ao consórcio Chinês, animam o sector que, de acordo com o titular do pelouro de Cultura e Turismo, Lucas Vilanculo, vai permitir a rápida ascenção do sector, que ainda ressente-se dos estragos causados pela passagem da Tempestade Tropical Filipo, em Março do ano em curso.

“Filipo” é outro fenómeno que contribuiu para drástica do fluxo de turistas na região. Dados apresentados pelo sector apontam a entrada de 19.367 turistas, no primeiro semestre do ano em curso, o que representa uma queda na ordem de 43 por cento comparando com igual período do ano passado.

“Apesar dos danos, o turismo em Vilankulo está renascendo graças aos esforços locais para reconstruir e revitalizar a área. Os operadores turísticos e as autoridades têm trabalhado juntos para restaurar as infraestruturas e atrair visitantes de volta à região” disse Vilanculo.

O director do Serviço Distrital de Cultura e Turismo não tem dúvida de que com a melhoria de transitabilidade na N240 vai atrair turistas, com destaque para nacionais e de países do interland poderão visitar Vilankulo, principal destino turístico da região austral de Àfrica.

“Toda gente quer conhecer e desfrutar das àguas cristalinas, dunas de areias e recifes de coral, que são principais atractivos turístico de Vilankulo e que o tornam num dos destinos de preferência do mundo” disse Vilanculo que acrescentou “Para além de valorizar as potencialidades turísticas o serviço tem incentivado os operadores turísticos a apostarem no marketing digital para a divulgação dos seus produtos e serviços. Além disso, há um esforço do Governo para melhorar as infraestruturas locais, como estradas e o aeroporto, e facilitar o processo de emissão de vistos para turistas”.

A busca de parcerias para incrementar o volume do investimento é outro desafio imposto ao sector, Lucas Vilanculo, director do Serviço Distrital de Cultura e Turismo, garante estar compromentido no melhoramento do ambiente do turístico na região para que o distrito sirva de exemplo para incentivar a criação e implementação de mais serviços desta natureza a nível do país.

A disponibilidade e a qualidade dos serviços prestados pelos hotéis e serviços de restauração, aliado ao bom atendimento aos turistas, podem constituir um dos maiores atractivos e para tal, o director do Serviço Distrital de Cultura e Turismo recomenda “a formação adequada dos profissionais do sector, o turismo alimenta uma vasta cadeia de valor, que até as comunidades locais saem a ganhar com a vinda de turistas, daí a necessidade de se acarinhar o turista e a falta de conhecimento pode minar a relação entre operadores e turistas, podendo retrair a entrada destes no país” acrescentou.

Rehabilitation of the N240 will increase the flow of tourists in Vilankulo

distrito de Vilankulo

The Vilankulo district is an unquestionable destination for sun and beach tourism. But the marked deterioration of the N240 is jeopardizing the development of tourism in that part of Inhambane province.

The announcement of the rehabilitation of that 20-kilometer stretch, which connects the town of Vilankulo to the N1, awarded to a Chinese consortium, is encouraging the sector, which, according to the head of Culture and Tourism, Lucas Vilanculo, will allow the sector to rise rapidly, which is still suffering from the damage caused by the passage of Tropical Storm Filipo in March of this year.

“Filipo” is another phenomenon that has contributed to a drastic drop in the flow of tourists to the region. Figures presented by the sector show that 19,367 tourists arrived in the first half of this year, which represents a drop of around 43 percent compared to the same period last year.

“Despite the damage, tourism in Vilankulo is reviving thanks to local efforts to rebuild and revitalize the area. Tour operators and the authorities have been working together to restore the infrastructure and attract visitors back to the region,” said Vilanculo.

The director of the District Service for Culture and Tourism has no doubt that the improved accessibility of the N240 will attract tourists, especially nationals and those from interland countries who will be able to visit Vilankulo, the main tourist destination in the southern African region.

“Everyone wants to get to know and enjoy the crystal-clear waters, sand dunes and coral reefs, which are Vilankulo’s main tourist attractions and which make it one of the world’s favorite destinations,” said Vilanculo, who added: ”In addition to enhancing tourism potential, the service has encouraged tour operators to invest in digital marketing to promote their products and services. In addition, there is a government effort to improve local infrastructure, such as roads and the airport, and to facilitate the process of issuing visas for tourists.”

The search for partnerships to increase the volume of investment is another challenge imposed on the sector. Lucas Vilanculo, director of the District Service for Culture and Tourism, guarantees that he is committed to improving the tourist environment in the region so that the district can serve as an example to encourage the creation and implementation of more services of this nature throughout the country.

The availability and quality of the services provided by hotels and restaurants, combined with good service to tourists, can be one of the biggest attractions and, to this end, the director of the District Service for Culture and Tourism recommends “adequate training for professionals in the sector, tourism feeds a vast value chain, which even local communities gain from the arrival of tourists, hence the need to cherish the tourist and a lack of knowledge can undermine the relationship between operators and tourists, which can reduce their entry into the country,” he added.

EUA parabenizam Augusta Maíta pela nomeação como directora do MCA Moçambique

directora do MCA Moçambique

A Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Maputo parabenizou Augusta Maíta pela sua recente nomeação como directora-executiva do Millennium Challenge Account (MCA) Moçambique, conforme anunciado nesta Quinta-feira, 25 de Julho.

De acordo com a Lusa, a nomeação de Maíta foi aprovada pelo Conselho de Ministros em 23 de julho de 2024. Maíta, que anteriormente ocupou o cargo de Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, assumirá a liderança do MCA Moçambique, uma instituição responsável pela gestão de um apoio financeiro norte-americano de 31,7 mil milhões de meticais (500 milhões de dólares).

O comunicado da Embaixada destaca que a nomeação de Augusta Maíta resultou de um “processo de recrutamento competitivo e transparente”, envolvendo painéis de entrevista com representantes dos sectores público e privado, bem como da Millennium Challenge Corporation (MCC) e do Governo dos EUA. A posição foi uma das vinte vagas abertas no início do ano, atraindo mais de 4500 candidaturas.

Em Março, o Governo anunciou a criação de uma nova instituição para gerir um montante total de 33,9 mil milhões de meticais (537 milhões de dólares), dos quais 31,7 mil milhões de meticais (500 milhões de dólares) são provenientes do MCC. Esta nova entidade funcionará como uma instituição temporária pelos próximos sete anos.

O Compacto II, assinado em 20 de Setembro no Capitólio em Washington, na presença do Presidente Filipe Nyusi, inclui projectos significativos, como a construção de uma nova ponte sobre o rio Licungo, na província da Zambézia, e a criação de uma nova circular na mesma província, que tem sido severamente afectada por ciclones nos últimos anos.

US congratulates Augusta Maíta on her appointment as director of MCA Mozambique

directora do MCA Moçambique

The Embassy of the United States of America (USA) in Maputo congratulated Augusta Maíta on her recent appointment as executive director of the Millennium Challenge Account (MCA) Mozambique, as announced on Thursday, July 25.

According to Lusa, Maíta’s appointment was approved by the Council of Ministers on July 23, 2024. Maíta, who previously held the position of Minister of the Sea, Inland Waters and Fisheries, will take on the leadership of MCA Mozambique, an institution responsible for managing US financial support of 31.7 billion meticais (500 million dollars).

The Embassy statement highlights that Augusta Maíta’s appointment was the result of a “competitive and transparent recruitment process”, involving interview panels with representatives from the public and private sectors, as well as the Millennium Challenge Corporation (MCC) and the US government. The position was one of twenty openings at the beginning of the year, attracting more than 4,500 applications.

In March, the government announced the creation of a new institution to manage a total amount of 33.9 billion meticais (537 million dollars), of which 31.7 billion meticais (500 million dollars) comes from the MCC. This new entity will function as a temporary institution for the next seven years.

Compact II, signed on September 20 at the Capitol in Washington in the presence of President Filipe Nyusi, includes significant projects such as the construction of a new bridge over the Licungo River in Zambézia province and the creation of a new ring road in the same province, which has been severely affected by cyclones in recent years.

Concorrência desleal: CTA reage ao regulamento de obras públicas

Concorrência desleal: CTA reage ao regulamento de obras públicas

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) expressou a preocupação com o recém-aprovado Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, que, segundo a organização, beneficia desproporcionalmente os concorrentes estrangeiros.

Em uma conferência de imprensa realizada em Maputo nesta Quinta-feira, 25 de Julho, Bento Machaila, presidente da Federação dos Empreiteiros na CTA, destacou que o regulamento apresenta falhas na fiscalização prévia dos contratos no Tribunal Administrativo, especialmente no que diz respeito aos concorrentes internacionais.

De acordo com Machaila, o regulamento permite que a entidade contratante verifique, se julgar necessário, a autenticidade dos documentos apresentados por empresas estrangeiras. No entanto, a falta de clareza sobre os procedimentos de verificação pode resultar na contratação de empresas não qualificadas.

“É necessário que as autoridades definam claramente os documentos exigidos e os procedimentos de verificação,” afirmou Machaila.

O Presidente da FME, também mencionou que as leis n.º 13/2024 e n.º 14/2014, que regulamentam a organização e o funcionamento das secções de contas públicas no Tribunal Administrativo, precisam ser revisadas para garantir sua eficácia.

Machaila sugeriu que o artigo 72 da lei n.º 13/2024 inclua uma nova alínea, “C-1”, para que a fiscalização prévia se aplique também aos contratos financiados por agências de cooperação ou organismos financeiros multilaterais.

Manter a legislação actual, segundo Machaila, coloca os concorrentes locais em desvantagem, pois os contratos estrangeiros não estão sujeitos ao visto do Tribunal Administrativo e são isentos de taxas administrativas.

Novo projecto solar de 100 MW em Manica recebe financiamento de 2,5 milhões de dólares do BAD

Novo projecto solar de 100 MW em Manica recebe financiamento de 2,5 milhões de dólares do BAD

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai financiar a construção de uma central solar flutuante com capacidade para 100 megawatts (MW) na albufeira de Chicamba, na província de Manica. O projecto, desenvolvido pela Electricidade de Moçambique (EDM), contará com um investimento de 158,2 milhões de meticais (2,5 milhões de dólares), disponibilizado através do SEFA (Sustainable Energy for Africa), de acordo com a Lusa.

“O financiamento não só possibilita a construção da central, como também apoia a EDM na implementação de um sistema de armazenamento da energia produzida. Este empreendimento será edificado na albufeira da barragem de Chicamba, construída no período colonial no distrito de Sussundenga,” informou a empresa estatal em comunicado.

O documento refere que o Estudo de Impacto Ambiental do projecto está em consulta pública até Agosto, permitindo a participação e contribuição da sociedade no desenvolvimento sustentável do projecto.

Actualmente, Moçambique possui projectos para centrais solares que totalizam 125 MW, dos quais 80 MW já estão ligados à rede eléctrica. No primeiro trimestre deste ano, a produção de electricidade em parques solares no país cresceu quase 14%, embora ainda represente menos de 0,5% da produção total.

“A produção de electricidade em seis grandes parques solares do país e outras centrais menores atingiu 19.688 megawatts-hora (MWh), comparado com 17.328 MWh nos primeiros três meses de 2023. Apesar deste crescimento, a produção solar foi superada pelos aproveitamentos hidreléctricos, que lideraram com 84,6%, principalmente devido à Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, que, sozinha, representou 82,2% da produção total de electricidade até Março,” destaca o relatório da execução orçamental de Janeiro a Março.

Até 2030, o Executivo planeia avançar com a construção de centrais solares em pelo menos cinco locais, com o objectivo de adicionar 1000 MW de capacidade eléctrica à rede nacional. Esta iniciativa faz parte da Estratégia de Transição Energética (ETS), que prevê investimentos de cerca de 5 mil milhões de meticais (80 mil milhões de dólares) até 2050, visando uma “verdadeira revolução solar” no país.

A estratégia propõe o desenvolvimento de pelo menos 1000 MW de nova capacidade solar fotovoltaica e entre 200 a 500 MW de energia eólica ‘onshore’ até 2030. O objectivo até 2050 é alcançar uma capacidade instalada de 7,5 GW de energia solar fotovoltaica e até 2,5 GW de energia eólica, garantindo a satisfação da crescente demanda de electricidade no país de forma sustentável.