Sunday, April 12, 2026
spot_img
Home Blog Page 143

M-pesa anuncia vencedores do Finckathon-2024

A Vodafone M-Pesa anunciou, na tarde de sexta-feira, em Maputo, os vencedores do concurso FINCKATHON realizado em parceria com a Financial Sector Deeping Moçambique (FSDMoç), a FinTech.MZ e a GSMA.

O evento reuniu 6 equipas provenientes de 3 universidades nacionais: Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Instituto Superior de Transportes e Comunicações (ISUTC) e Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM), com 2 equipas de cada instituição. O objectivo era identificar problemas e propor soluções financeiras para melhorar o desempenho, a segurança e promover a inclusão financeira em Moçambique.

A equipa “E-Safe” da UEM foi a primeira classificada e recebeu um prémio de 100 mil Meticais, com a proposta de uma plataforma para combater burlas financeiras em transacções de encomendas. O segundo lugar foi conquistado pela equipa “Bite Wizards”, também da UEM, enquanto a equipa “W Team” do ISUTC ficou em terceiro lugar, ganhando prémios de 50 mil e 25 mil Meticais, respectivamente.

Durante a sua intervenção, o director financeiro do M-pesa, Tawanda Gota, disse que este gesto demonstra o compromisso do M-pesa com as instituições de ensino em Moçambique, bem como a sua confiança nos jovens estudantes na identificação de desafios operacionais do sector financeiro e provisão de soluções que possam melhorar a oferta de produtos e serviços financeiros de forma mais adequada e segura no país.

Queremos ajudar os jovens estudantes a desenvolverem o seu potencial através da resolução de problemas com impacto positivo na sociedade, por isso, as propostas apresentadas hoje vão ser aperfeiçoadas para serem introduzidas no mercado, com a integração dos proponentes nas nossas equipas de trabalho”, disse.

Por sua vez, a directora executiva da Fundação Vodacom, Cristina de Azevedo, disse que a inclusão financeira anda de mãos dadas com a inclusão digital, um dos pilares operativos da Vodacom Moçambique pelo que, “apoiar o M-pesa numa iniciativa como essa, cruza os nossos objectivos de empoderamento económico”, comentou.

De acordo com a Presidente do Conselho de Administração do FSD, Esselina Macome, os níveis de inclusão financeira em Moçambique ainda não são satisfatórios, mas é preciso reconhecer a evolução e os esforços que estão a ser empreendidos por várias instituições como a Vodacom para que o país alcance os níveis mais apropriados.

 “Queremos, não apenas elevar os índices de inclusão financeira, como também acelerar a inclusão digital, com a massificação de alternativas tecnológicas e apostamos nas universidades porque acreditamos que é nelas onde está a inovação e o futuro”, concluiu João Gaspar, presidente da associação moçambicana das Fintechs.

Com esse concurso a Vodafone M-pesa pretende produzir propostas de soluções financeiras para melhorar o desempenho do sector financeiro em Moçambique, promover a Inclusão Financeira em preparação à realização da Conferência Fintalks.

Vulcan inicia construção da Central Térmica de 300 MW na mina de carvão moatize

A Vulcan realizou, na última quarta-feira, 17 de julho, a cerimónia de arranque das obras de construção da Central Térmica de 300 megawatts (MW), parte integrante do inovador Projecto de Transformação de Resíduos de Carvão em Energia, conhecido como “Waste To Energy”, na Mina de Carvão Moatize.

Este evento marca um momento histórico para a Vulcan e para a região, pois o projecto visa transformar mais de 20 milhões de toneladas de resíduos de carvão gerados anualmente na mina em energia eléctrica. Esta energia será utilizada tanto para alimentar as operações da mina quanto para beneficiar as comunidades locais.

O projecto está totalmente comprometido com o crescimento inclusivo, destacando-se pelos seus impactos social, económico e ambiental. A transformação de rejeitos de carvão em energia eléctrica não só promove a sustentabilidade ambiental ao reduzir a quantidade de resíduos, mas também impulsiona o desenvolvimento econômico local através da criação de emprego e fornecimento de energia sustentável para as comunidades circunvizinhas.

A central térmica de 300 MW é um passo significativo rumo a um futuro mais sustentável e próspero, reflectindo o compromisso da Vulcan com soluções inovadoras e sustentáveis que beneficiem a economia e o meio ambiente.

João Gaspar: “Antevê-se um crescimento significativo de Fintechs em 2024 e 2025”

Com mais de 30 anos de experiência nas áreas de IT e Telecomunicações bem como na definição implementação e suporte de serviços e negócios na área de sistemas de pagamentos, João Gaspar, cedeu uma entrevista exclusiva ao Profile, na qualidade de Presidente da Associação das Fintechs de Moçambique.

Durante a entrevista, Gaspar fala sobre o mercado das fintechs e faz uma apreciação a volta do ambiente regulatório no contexto moçambicano e destaca as mudanças regulatórias que acredita que são necessárias para fomentar o desenvolvimento do sector.

Profile Mozambique: Poderia nos contar sobre a história e a missão da Associação das Fintechs de Moçambique, destacando os principais marcos e objectivos da organização desde a sua criação?

João Gaspar: A Fintech MZ é uma associação legal criada em 2019 por 12 empresas e pessoas, que são os fundadores da associação. A missão da Fintech MZ é ser uma voz única que represente o sector das fintechs em Moçambique. Estas entidades não são bancos comerciais nem carteiras móveis, mas utilizam a tecnologia para prestar serviços financeiros, e esse é o foco principal da Fintech MZ.

Por um lado, a associação tem como objectivo atrair investimentos para o sector, por outro, divulgar o conceito de fintechs, e promover o conhecimento sobre o assunto através de participações em painéis, seminários, e outras iniciativas. Desde a sua criação, há cinco anos, a Fintech MZ organiza  anualmente a Fintech Week, uma semana dedicada às fintechs, tendo já realizado cinco edições até agora.

Ao longo do ano, a associação participa em diversos painéis, webinars, e eventos como o M-Pesa FINCKATHON e o FinTalk, apoiando a realização e organização desses encontros. Outro aspecto importante do trabalho da Fintech MZ é a proximidade com o regulador dos serviços financeiros, o Banco de Moçambique, representando os interesses das fintechs junto à entidade reguladora.

PM: Como vê o crescimento e o desenvolvimento do sector de fintechs em Moçambique nos últimos anos?

JG: Tem sido um processo lento que começou com a 5ª edição da Sandbox. Já passaram pela Sandbox mais de 35 empresas, tanto nacionais quanto estrangeiras, e agora começa-se a perceber e a ver a entrada dessas empresas no mercado moçambicano.

O processo de licenciamento tem sido demorado, pois as empresas precisam ser licenciadas como transferências internacionais de dinheiro ou como agregadores e prestadores de serviços de pagamento. Esse licenciamento não é rápido e leva tempo, o que tem condicionado o surgimento de mais soluções no mercado.

No entanto, acredito que em 2024 e 2025 começaremos a ver mais empresas com o selo de fintech a aparecer no mercado. É importante lembrar que uma empresa fintech não necessariamente atende apenas clientes finais; pode ser uma solução tecnológica utilizada por outras empresas.

Já temos empresas que, por exemplo, oferecem sistemas de KYC eletrónico, de gestão de identificação de pessoas, e que não têm clientes finais directamente. Essas soluções são licenciadas para bancos e outras companhias que as utilizam. Essas empresas também são consideradas fintechs.

PM: Quais são as principais áreas de inovação financeira que as fintechs locais têm estado a explorar?

JG: A grande maioria das fintechs tem-se centrado em pagamentos digitais e agregação de pagamentos. Temos algumas na área dos seguros digitais e uma empresa internacional, a Mukuru, especializada em transferências internacionais, do estrangeiro para Moçambique. Estas são as poucas áreas licenciadas pelo Banco Central e, portanto, representam as principais áreas de actuação das fintechs no país.

Existem também algumas fintechs que desenvolvem produtos para a gestão de grupos de poupança, os chamados “saving groups”, com sistemas de gestão das reuniões e que podem estar ou não ligadas a bancos para concessão de créditos. Estas são basicamente as áreas representadas na associação.

Há muitas oportunidades para expansão, especialmente se compararmos com outros países africanos que têm mais experiência no setor das fintechs. Em Moçambique, ainda há muito a ser feito. No entanto, a regulação deve acompanhar a inovação. Por exemplo, plataformas de crédito digital em tempo real ou sistemas de “Buy Now, Pay Later” precisam estar de acordo com a legislação vigente para serem implementados.

O nosso papel junto ao regulador tem sido apoiar fortemente as iniciativas da Sandbox e promover novas soluções. Vejo também um crescente interesse em tecnologias como o blockchain, que pode ser usada para além das criptomoedas, como em bases de dados distribuídas, oferecendo maior redundância, segurança e imutabilidade dos dados. Já temos pelo menos duas iniciativas em desenvolvimento com blockchain: uma delas está sendo desenvolvida por dois jovens na Sandbox, e a outra é a Avion, que utiliza tecnologia blockchain em seus produtos, embora não seja uma empresa moçambicana, já está presente no mercado.

No curto prazo, veremos outras inovações, como cartões bancários virtuais que funcionam em telemóveis, entre outras soluções que estão por surgir. Acreditamos que o setor de fintechs em Moçambique tem um enorme potencial de crescimento e inovação, desde que apoiado por uma regulação adequada e um ecossistema favorável.

PM: Que apreciação faz a volta do ambiente regulatório para as fintechs em Mocambique e quais são as mudanças regulatórias que acredita que são necessárias para fomentar o desenvolvimento do sector?

JG: A regulação precisa acompanhar a inovação. Além disso, não se pode regular ou licenciar modelos de negócio, uma vez que fintech é um conceito, um modelo de negócio. O que se licencia são empresas que precisam se enquadrar na legislação existente. Ainda há muito a ser feito. Por exemplo, a regulação do chamado “Tiered KYC” (Know Your Customer por níveis), que envolve diferentes níveis de exigência de conhecimento do cliente. Já existem algumas regulamentações para comerciantes e contas empresariais, mas a maioria da economia é composta por comerciantes informais que queremos trazer para o mercado formal. São pequenos comerciantes, portanto, as exigências de KYC e documentação precisam ser proporcionais ao tamanho desses comerciantes.

A regulação das fintechs deve ser proporcional ao risco que representam no mercado. Por exemplo, o M-Pesa é uma fintech e faz parte da nossa associação. Não podemos exigir o mesmo nível de compromisso e conformidade de uma empresa iniciante, como uma que desenvolve um produto para pagamentos em “chapas”, que exigimos do M-Pesa. As empresas iniciantes não têm a estrutura nem a capacidade financeira para suportar esse nível de conformidade.

A abordagem deve ser equilibrada, permitindo que as startups cresçam e inovem sem serem sobrecarregadas por regulamentos excessivamente rigorosos desde o início. É essencial criar um ambiente regulatório que incentive a inovação, ao mesmo tempo em que protege os consumidores e a estabilidade do mercado.

PM: E Associação tem colaborado com o governo ou outras entidades na criação de políticas favoráveis às fintechs?

JG: Temos colaborado estreitamente com o Banco Central, principalmente nesse sentido. Participamos na análise e parecer de leis e projectos de leis em elaboração pelo Banco Central. Ademais, fazemos parte de três grupos de trabalho que discutem temas importantes, como inclusão financeira, pontos de presença de sistemas financeiros e interoperabilidade.

Nossa contribuição é essencial para a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira. Esses grupos de trabalho são fundamentais para garantir que as políticas e regulamentações atendam às necessidades do setor e promovam um ambiente propício para o crescimento e inovação das fintechs em Moçambique.

PM: Como é que estas fintechs podem se beneficiar de colaborações com as instituições financeiras tradicionais?

JG: Eu sou defensor de um processo colaborativo e não competitivo, no sentido verdadeiro da palavra. Vejo, de facto, cada vez mais a necessidade de haver colaboração entre as fintechs. Algumas focam-se em seguros, outras em vendas ou pagamentos digitais, outras em KYC. Não faz sentido que cada uma tente reinventar a roda sozinha. A colaboração é fundamental.

Essa colaboração não deve ocorrer apenas entre fintechs, mas também com a banca tradicional. As fintechs não vêm substituir os bancos; elas vêm para melhorar processos bancários ou transformar modelos de negócio, tornando-os mais ágeis e rápidos de implementar. No entanto, a banca tradicional continuará a desempenhar um papel fundamental.

Portanto, é essencial promover processos colaborativos entre fintechs e bancos tradicionais, para que juntos possam inovar e oferecer melhores soluções aos clientes.

PM: Qual conselho daria para empreendedores em fase inicial neste sector?

JG: Com o licenciamento ou com a capacidade de lançar autonomamente essas soluções no mercado, é fundamental que as fintechs inovem e se aproximem das empresas, bancos e outras fintechs já estabelecidas. Mostrem essas soluções e busquem parcerias para acelerar a sua implementação no mercado.

Se tentarem cumprir toda a legislação de forma independente, o processo será mais moroso, não apenas em termos de tempo, mas também devido à complexidade envolvida. A colaboração pode facilitar a conformidade regulatória e agilizar o lançamento das soluções, permitindo que as fintechs se concentrem na inovação e no desenvolvimento de novos produtos.

Visita da ExxonMobil ao Parque Industrial de Beluluane sinaliza novas oportunidades de crescimento económico

A MozParks teve a honra de receber uma delegação de executivos seniores da ExxonMobil Moçambique no Parque Industrial de Beluluane (BIP). Recebida pelo Director Geral da MozParks, Onório Manuel, a visita sublinhou o papel crucial da empresa na economia local e no desenvolvimento sustentável.

O Parque Industrial de Beluluane recebeu Suleimane Meguegy, Assessor Socioeconómico Sénior da ExxonMobil Moçambique, Armando Afonso, Gestor de Assuntos Públicos e Governamentais, e Adel Abumasser, Gestor Socioeconómico. Esta visita seguiu-se à mesa redonda de investimento realizada em maio, que se centrou no potencial de desenvolvimento da província de Cabo Delgado e representa uma continuação das discussões sobre as suas oportunidades de crescimento.

A delegação visitou sete empresas proeminentes do BIP, incluindo a ETG Steel Solution, Sunshine Nuts, Bosch Rexroth, Raxio Data Centre, Dendustri Technical, Laresh International e Duys Moçambique. Estas empresas exemplificam o modelo de industrialização avançada da MozParks, impulsionando o desenvolvimento, a criação de emprego e promovendo economias circulares na comunidade.

Adel Abunasser, da ExxonMobil, expressou a sua admiração pela interconexão das empresas dentro do parque. Ele observou que esta sinergia permite que as empresas acedam a recursos internamente, destacando o apoio vital da MozParks para o sucesso do parque.

Marco Correia, Director da Duys Moçambique, destacou a importância estratégica de parques industriais como Beluluane. Ele observou, “A Duys está em Topuito para o projecto âncora Kenmare, Beluluane para a Mozal, e considerando Cabo Delgado para petróleo e gás.” Isto reflecte a estratégia da MozParks, permitindo que as empresas prosperem em vários locais com base nas exigências da indústria.

Iniciativa dos Parques de Cabo Delgado

Na Mesa Redonda de Investimento organizada pela província de Cabo Delgado recentemente, Onorio Manuel apresentou o modelo e as vantagens dos Parques de Cabo Delgado. Esta rede de parques industriais nos distritos de Montepuez, Balama, Ancuabe e Palma, tem uma base logística em Pemba. Operada pela MozParks, esta iniciativa visa acelerar o desenvolvimento económico, promover o emprego dos jovens e desenvolver a economia verde.

O evento contou com a participação de representantes de empresas multinacionais que operam em Cabo Delgado, incluindo a Twigg Exploration and Mining, a ExxonMobil, a TotalEnergies Mozambique e a ENI Rovuma Basin. Todas elas expressaram o seu apoio à formação da economia moçambicana, proporcionando emprego e formação às comunidades locais para impulsionar o crescimento no norte do país.

Fórum de Negócios — 07 a 08 de Agosto de 2024

Fórum de negócios

Nos dias 7 e 8 de Agosto, a cidade da Matola será o centro de discussões sobre oportunidades de negócios, durante um fórum que promete reunir empresários, investidores e profissionais de diversas áreas. Com início às 07h, o evento será uma plataforma essencial para aqueles que buscam expandir suas redes de contactos e explorar novas possibilidades de crescimento.

O fórum de negócios oferecerá uma série de palestras, painéis de discussão e workshops, todos focados em temas actuais e relevantes para o cenário económicos e empresarial. Especialistas e líderes do sector compartilharão suas experiências e insights, abordando questões como inovação, sustentabilidade, estratégias de mercado e muito mais.

Business Forum — August 07 to 08, 2024

Fórum de negócios

On August 7 and 8, the city of Matola will be the center of discussions on business opportunities, during a forum that promises to bring together entrepreneurs, investors and professionals from various fields. Starting at 7am, the event will be an essential platform for those looking to expand their networks and explore new possibilities for growth.

The business forum will offer a series of lectures, panel discussions and workshops, all focused on current and relevant themes for the economic and business landscape. Experts and industry leaders will share their experiences and insights, addressing issues such as innovation, sustainability, market strategies and much more.

Governo inicia manutenção de quase 5 mil quilómetros de estradas nacionais

Governo inicia manutenção de quase 5 mil quilómetros de estradas nacionais

O Ministério dos Transportes anunciou o início dos trabalhos de manutenção em aproximadamente 5 mil quilómetros de estradas regionais e nacionais, numa iniciativa que visa melhorar significativamente a transitabilidade e segurança das vias em todo o País. Este esforço engloba tanto as principais rodovias como as estradas terciárias, reflectindo um compromisso abrangente com o desenvolvimento das infra-estruturas rodoviárias nacionais.

De acordo com o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, a manutenção rotineira abrangerá um total de vinte mil quilómetros de estradas. Este projecto tem como objectivo principal assegurar a melhoria contínua das condições de circulação, contribuindo para o desenvolvimento económico e social do País.

“Estamos a mobilizar fundos para garantir que os trabalhos prossigam sem interrupções,” afirmou o ministro. “Além da manutenção, os recursos financeiros serão destinados à reabilitação de 4787 quilómetros de estradas regionais e nacionais.”

A notícia refere ainda que 14 pontes beneficiarão de trabalhos de manutenção, enquanto a reabilitação de outras três será concluída. Adicionalmente, está prevista a construção de 12 novas pontes para melhorar a conectividade entre diferentes regiões. Carlos Mesquita destacou também que o Executivo pretende iniciar obras de asfaltagem em 1200 quilómetros de estradas de acesso, o que facilitará a mobilidade nas áreas mais remotas.

No sector dos recursos hídricos, três barragens serão reabilitadas: a barragem de Locómuè, na província de Niassa, e a barragem de Gorongosa, em Sofala. Além disso, será iniciada a construção da barragem de Moamba-Major, no distrito de Moamba, província de Maputo, bem como a construção de oitenta pequenas infra-estruturas hidráulicas e reservatórios escavados.

O ministro indicou que, na província de Maputo, está em curso a reabilitação e alargamento da estrada no troço do Novar Shopping Center ao cruzamento de Tchumene, cobrindo uma extensão de aproximadamente 10 quilómetros. As obras de construção de serviços nesta área já resultaram numa melhoria significativa da transitabilidade, reduzindo o congestionamento nos principais cruzamentos. Outros projectos em andamento incluem a manutenção periódica na estrada N2, Boane-Namaacha, e a melhoria da ponte sobre o rio Incomáti, em Moamba.

Relativamente ao abastecimento de água e saneamento, o ministro destacou a inauguração de seis sistemas de abastecimento de água nas localidades de Pontia e Massango, no distrito de Magude; Bedjile e Nsime, em Matutuíne; e Muzele e Bandoia, em Moamba. Foi também inaugurada a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Infulene.

Em Gaza, os esforços estão focados na reabilitação das estradas de atravessamento N1-Praia de Xai-Xai, cobrindo uma extensão de 10 quilómetros, e na melhoria da estrada Ndonga-Ndindiza, no âmbito do Plano de Ação de Emergência (CERC). Ainda nesta província, estão em curso trabalhos de reabilitação e elevação dos diques de proteção de Xai-Xai e Chókwè, abrangendo as secções do Centro de Saúde de Xai-Xai, Chilaulene, Matuba, Chissime, Machua e Chalucuane, respectivamente.

Government begins maintenance of almost 5,000 kilometers of national roads

Governo inicia manutenção de quase 5 mil quilómetros de estradas nacionais

The Ministry of Transport has announced the start of maintenance work on approximately 5,000 kilometers of regional and national roads, in an initiative aimed at significantly improving the passability and safety of roads throughout the country. This effort encompasses both the main highways and tertiary roads, reflecting a comprehensive commitment to the development of national road infrastructures.

According to the Minister of Public Works, Housing and Water Resources, Carlos Mesquita, routine maintenance will cover a total of twenty thousand kilometers of roads. The main aim of this project is to ensure the continuous improvement of traffic conditions, contributing to the country’s economic and social development.

“We are mobilizing funds to ensure that the work continues without interruption,” said the minister. “In addition to maintenance, the funds will be used to rehabilitate 4,787 kilometers of regional and national roads.”

The report also states that 14 bridges will benefit from maintenance work, while the rehabilitation of three others will be completed. In addition, 12 new bridges are to be built to improve connectivity between different regions. Carlos Mesquita also pointed out that the Executive intends to start asphalting work on 1,200 kilometers of access roads, which will facilitate mobility in the most remote areas.

In the water resources sector, three dams will be rehabilitated: the Locómuè dam in Niassa province and the Gorongosa dam in Sofala. In addition, construction will begin on the Moamba-Major dam, in the district of Moamba, Maputo province, as well as the construction of eighty small hydraulic infrastructures and excavated reservoirs.

The minister said that, in Maputo province, the rehabilitation and widening of the road from the Novar Shopping Center to the Tchumene junction is underway, covering a length of approximately 10 kilometers. The works to build services in this area have already resulted in a significant improvement in passability, reducing congestion at the main junctions. Other ongoing projects include periodic maintenance on the N2 road, Boane-Namaacha, and the improvement of the bridge over the Incomáti River in Moamba.

With regard to water supply and sanitation, the minister highlighted the inauguration of six water supply systems in the towns of Pontia and Massango, in the district of Magude; Bedjile and Nsime, in Matutuíne; and Muzele and Bandoia, in Moamba. The Infulene Wastewater Treatment Plant was also inaugurated.

In Gaza, efforts are focused on rehabilitating the N1-Praia crossing roads in Xai-Xai, covering a length of 10 kilometers, and improving the Ndonga-Ndindiza road, as part of the Emergency Action Plan (CERC). Also in the province, work is underway to rehabilitate and raise the protection dykes in Xai-Xai and Chókwè, covering the sections of the Health Center in Xai-Xai, Chilaulene, Matuba, Chissime, Machua and Chalucuane, respectively.

Noruega financia projectos de segurança alimentar e educação em Moçambique

Noruega financia projectos de segurança alimentar e educação em Moçambique
xr:d:DAF1pJJqg_0:33,j:4059280026823944428,t:23113021

Em parceria com o Governo, o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) está a implementar um projecto de 208 milhões de meticais (3,3 milhões de dólares), financiado pelo Governo da Noruega, com o objetivo de reforçar os sistemas alimentares adaptados às alterações climáticas e expandir os programas de alimentação escolar nas províncias de Inhambane e Gaza, no Sul do País. Segundo o comunicado do PAM, tornado público na sexta-feira, 19 de Julho, o objectivo do projecto é melhorar a segurança alimentar e nutricional dos pequenos agricultores e suas famílias em seis distritos das províncias de Gaza e Inhambane e apoiar o acesso equitativo ao ensino básico e aos programas de alimentação escolar em áreas onde o acesso à educação é fraco devido à insegurança alimentar.

“A segurança alimentar, resiliência e adaptação climática são uma prioridade-chave da cooperação entre a Noruega e Moçambique”, disse Haakon Gram-Johannessen, embaixador da Noruega, sublinhando que “o Governo norueguês tem a honra de fazer parceria com uma das agências mais confiáveis da Organização das Nações Unidas (ONU) para fornecer o tão necessário reforço da segurança alimentar e nutricional”. No âmbito da contribuição, e em coordenação com as delegações provinciais e distritais do Ministério da Educação, Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Ministério da Saúde, o PAM vai apoiar 500 pequenos agricultores a diversificar a produção agrícola, melhorando simultaneamente as suas capacidades de gestão pós-colheita e de negócios. “Cerca de 17 mil crianças do ensino primário terão maior acesso a refeições nutritivas para melhorar a frequência escolar a partir de um modelo de alimentação escolar caseira que promove a compra de legumes frescos aos agricultores locais, o que também ajuda a impulsionar as economias locais”, lê-se na nota.

Para Antonella D’Aprile, directora nacional do PAM em Moçambique, “ao aumentar a programação integrada de gestão do risco climático com ligações de apoio ao mercado agrícola dos pequenos agricultores, beneficiamos tanto os produtores que fornecem produtos frescos às escolas, como as crianças em idade escolar e as suas famílias, que receberão refeições nutritivas”. Desde 2020, a Noruega contribuiu com 884 milhões de meticais (14 milhões de dólares) para as operações do PAM em Moçambique. O financiamento norueguês ao Programa tem sido canalizado para actividades de resposta a emergências, alimentação escolar e meios de subsistência. A Noruega é também um dos principais doadores que fornece financiamento flexível ao PAM a nível mundial, incluindo em Moçambique.

Engie Energy fornece energia solar a mais de 220 mil famílias em Moçambique

Engie Energy fornece energia solar a mais de 220 mil famílias em Moçambique

Mais de 220 mil famílias em Moçambique já estão ligadas à energia solar gerada através de um projecto desenvolvido pela empresa francesa Engie Energy Access. O investimento, que ultrapassa 1,2 mil milhões de meticais (19,9 milhões de dólares), foi anunciado esta Quinta-feira, 18 de Julho, pela companhia.

Segundo a agência Lusa, que cita um comunicado da empresa, o número de agregados familiares abrangidos pela operação da Engie Energy Access corresponde a mais de 1,2 milhões de pessoas, em dez das 11 províncias do país. “A firma iniciou a sua actividade em 2019 e é o único operador de energia renovável no país que oferece soluções energéticas fora da rede, de ponta a ponta, incluindo sistemas solares domésticos e mini-redes”, informou a empresa.

Para consolidar sua presença no território nacional, a Engie Energy Access lançará na Sexta-feira (19), em Maputo, um “sistema solar doméstico de grandes dimensões, com maior capacidade para alimentar televisores de 32 polegadas e até oito lâmpadas, proporcionando energia renovável aos clientes”. Gillian-Alexandre Huart, director-executivo da Engie Energy Access, afirmou que a actividade da empresa em Moçambique está em um momento decisivo. Ele destacou que as recentes revisões legislativas do governo e os próximos incentivos fiscais serão fundamentais para atrair mais investimentos para o sector e acelerar o acesso à energia para todas as famílias até 2030.

O governo de Moçambique tem apontado as energias renováveis como um factor crucial para alcançar a meta de acesso universal à energia até 2030, promovendo soluções fora da rede nacional.