Saturday, June 20, 2026
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TotalEnergies signs security agreement with Rwandan company for project in Cabo Delgado

TotalEnergies assina acordo de segurança com empresa ruandesa para projecto em Cabo Delgado
Oil production into the sea from above.

A security firm backed by Rwanda’s ruling party has been hired to protect TotalEnergies’ gas project in Mozambique. The move comes three years after the Rwandan army helped suppress the Islamic insurgency in the region, TotalEnergies said on Wednesday, July 17.

According to the Financial Times, which quotes an anonymous source at the oil company, it is Isco Security – a joint venture between Rwanda’s Isco Global Limited and a local Mozambican company. Isco is providing unarmed security services in the development of the 1.2 billion meticais (20 billion dollars) liquefied natural gas (LNG) project in Cabo Delgado province.

The project was suspended in 2021 after an attack by insurgents on the nearby town of Palma, which resulted in the deaths of dozens of people, including foreign contractors. In response, Rwanda sent more than 4,000 troops to secure the region, with the support of an agreement between the presidents of Mozambique, Filipe Nyusi, and Rwanda, Paul Kagame.

Since then, Rwandan troops have been helping to restore security in the region. However, the costs of this deployment – estimated at hundreds of millions of dollars – have not been revealed.

Since then, Rwandan troops have been helping to restore security in the region. However, the costs of this deployment – estimated at hundreds of millions of dollars – have not been revealed.

In recent years, Rwanda has played a significant role on the continent, sending soldiers to other African countries on peace missions and bilateral agreements, such as in Mozambique and the Central African Republic. However, the presence of Rwandan companies following the army to these countries has sparked criticism, suggesting that the military deployments serve to advance Rwandan economic interests.

Veja as implicações dos novos acordos de dívidas ocultas para Moçambique

Veja as implicações dos novos acordos de dívidas ocultas para Moçambique

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou nesta Quarta-feira (17) que os custos dos novos acordos entre Moçambique e a banca para resolver o problema das dívidas ocultas poderão consumir 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024.

A entidade financeira, citada pela Bloomberg, explicou que as dívidas ocultas contraídas pelo país continuam a ser uma fonte de pressão para as finanças públicas. O FMI sublinhou a importância de Moçambique reformular suas declarações de activos e leis de conflitos de interesse para alinhá-las aos padrões internacionais.

O Fundo também destacou a necessidade de maior transparência nas compras públicas, considerando a relevância das empresas estatais moçambicanas para a economia, como medida preventiva contra a corrupção.

“Moçambique chegou a acordo com os credores para liquidar os restantes montantes pendentes da dívida divulgada em 2015. O acordo cobre cerca de 648 milhões de dólares de capital pendente (com um passivo total incluindo juros de 1,4 mil milhões de dólares) e implica um pagamento de 220 milhões de dólares, o correspondente a 1% do PIB em 2024”, afirmou o FMI.

No início do mês, o Governo anunciou um acordo extrajudicial com três bancos, incluindo o português BCP, no litígio em Londres, sobre as dívidas ocultas. Este acordo prevê a redução da “exposição do Estado” de 88,4 mil milhões de meticais para 13,9 mil milhões de meticais (de 1,4 mil milhões para 220 milhões de dólares).

“A resolução extrajudicial reduz a exposição do Estado para 13,9 mil milhões de meticais (220 milhões de dólares), ou seja, um corte de 84% do total da reivindicação dos bancos (e de 66% do capital)”, explicou o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela.

De acordo com Tonela, “a responsabilidade potencial do Estado neste processo, incluindo tanto o capital como os juros, situar-se-ia em 88,4 mil milhões de meticais (1,4 mil milhões de dólares), com juros a continuarem a acumular-se, além das custas estimadas em 3,9 mil milhões de meticais (63,2 milhões de dólares), na eventualidade de perder a causa”.

O escândalo das dívidas ocultas remonta a 2013 e 2014, quando o então ministro das Finanças, Manuel Chang, aprovou, sem o conhecimento do Parlamento, garantias estatais sobre os empréstimos da ProIndicus, Ematum e MAM aos bancos Credit Suisse e VTB.

Descobertas em 2016, as dívidas foram estimadas em 170,6 mil milhões de meticais (2,7 mil milhões de dólares), de acordo com números apresentados pelo Ministério Público.

O acordo anunciado com o Banco Comercial Português (BCP), que só participou no empréstimo à empresa MAM, com o VTB Capital Plc e com o antigo VTB Bank Europe, encerra um litígio que corre no Tribunal de Londres desde Fevereiro de 2019.

“O acordo extrajudicial oferece vantagens claras para o Estado, em comparação com uma decisão judicial incerta e possíveis consequências insustentáveis a curto e médio prazo. Além disso, evita recursos intermináveis e custos extremamente elevados, considerando os desafios económicos e fiscais actuais de Moçambique”, declarou Max Tonela.

Este é o segundo acordo extrajudicial no âmbito deste caso. Anteriormente, Moçambique anunciou que pagou 8,2 mil milhões de meticais (130 milhões de dólares) a instituições financeiras em um acordo extrajudicial com o Credit Suisse, encerrando uma disputa no Tribunal Comercial de Londres sobre as dívidas ocultas.

See the implications of the new hidden debt agreements for Mozambique

Veja as implicações dos novos acordos de dívidas ocultas para Moçambique

The International Monetary Fund (IMF) revealed on Wednesday (17) that the costs of the new agreements between Mozambique and the banks to resolve the problem of hidden debts could consume 1% of Gross Domestic Product (GDP) by 2024.

The financial organization, quoted by Bloomberg, explained that the hidden debts contracted by the country continue to be a source of pressure on public finances. The IMF stressed the importance of Mozambique reformulating its asset declarations and conflict of interest laws to bring them into line with international standards.

The Fund also highlighted the need for greater transparency in public procurement, considering the relevance of Mozambican state-owned companies to the economy, as a preventative measure against corruption.

“Mozambique has reached an agreement with its creditors to settle the remaining outstanding amounts of the debt disclosed in 2015. The agreement covers around 648 million dollars of outstanding principal (with a total liability including interest of 1.4 billion dollars) and implies a payment of 220 million dollars, corresponding to 1% of GDP in 2024,” said the IMF.

At the beginning of the month, the government announced an out-of-court settlement with three banks, including Portugal’s BCP, in the dispute in London over the hidden debts. This agreement provides for a reduction in “state exposure” from 88.4 billion meticais to 13.9 billion meticais (from 1.4 billion to 220 million dollars).

“The out-of-court settlement reduces the state’s exposure to 13.9 billion meticais (220 million dollars), i.e. a cut of 84% of the banks’ total claim (and 66% of the capital),” explained the Minister of Economy and Finance, Max Tonela.

According to Tonela, “the state’s potential liability in this case, including both the capital and the interest, would be 88.4 billion meticais (1.4 billion dollars), with interest continuing to accrue, in addition to the costs estimated at 3.9 billion meticais (63.2 million dollars), in the event of losing the case”.

The hidden debts scandal dates back to 2013 and 2014, when the then Finance Minister, Manuel Chang, approved, without Parliament’s knowledge, state guarantees on loans from ProIndicus, Ematum and MAM to the banks Credit Suisse and VTB.

Discovered in 2016, the debts were estimated at 170.6 billion meticais (2.7 billion dollars), according to figures presented by the Public Prosecutor’s Office.

The agreement announced with Banco Comercial Português (BCP), which only participated in the loan to the MAM company, VTB Capital Plc and the former VTB Bank Europe, brings to an end a dispute that has been running in the London Court since February 2019.

“The out-of-court settlement offers clear advantages for the state, compared to an uncertain court decision and possible unsustainable consequences in the short and medium term. It also avoids endless appeals and extremely high costs, considering Mozambique’s current economic and fiscal challenges,” said Max Tonela.

This is the second out-of-court settlement in this case. Previously, Mozambique announced that it had paid 8.2 billion meticais (130 million dollars) to financial institutions in an out-of-court settlement with Credit Suisse, ending a dispute in the London Commercial Court over the hidden debts.

Veja como as variações nas commodities impactaram a economia

variações nas commodities

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) divulgou o relatório do mercado de commodities para Maio de 2024. Este estudo, revela tendências importantes nas cotações de energia, metais e alimentos, destacando as variações de preços e as perspectivas globais para essas commodities. A análise oferece uma visão abrangente das dinâmicas do mercado, essencial para entender os impactos económicos e as oportunidades para Moçambique. Confira a seguir as principais  previsões deste relatório.

Energia e metais: Variações de preços

  • Gás natural
    O gás natural dos EUA registou uma apreciação significativa de 33,49%, alcançando USD 2,13 por MMBtu. Este aumento é atribuído às perspectivas de diminuição da oferta. A U.S. Energy Information Administration (EIA) prevê uma queda de 1% na produção de gás natural comercializado nos EUA este ano, devido à redução das actividades de perfuração. Em contrapartida, o preço médio do gás natural na Europa subiu 11,42% para USD 10,12 por MMBtu, reflectindo os receios quanto às restrições no abastecimento decorrentes dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e na Europa.
  • Metais
    Os preços dos metais apresentaram uma subida de 5,5% em Maio, com destaque para o alumínio, que subiu 12,58%. As perspectivas de redução da oferta pelos principais produtores, como a mineradora Rio Tinto, impulsionaram essa alta. A empresa reduziu as exportações de alumínio devido à escassez de gás natural, exacerbando os receios em torno da oferta.

Commodities associadas a grandes projectos

  • Carvão mineral
    O preço médio do carvão mineral aumentou 5,22%, situando-se em USD 142,01 por tonelada métrica. A demanda crescente nos EUA, devido à revisão da previsão de consumo de electricidade pela EIA, e o aumento das importações de carvão pela China contribuíram para essa alta. Na Índia, a utilização de carvão para geração de electricidade aumentou significativamente no primeiro trimestre de 2024, devido ao crescimento económico e às elevadas temperaturas.
  • Petróleo
    Contrariamente, o preço médio do petróleo diminuiu, penalizado pelas expectativas de incremento da oferta global. A EIA prevê um aumento na produção global de petróleo e outros combustíveis líquidos em cerca de 1,0 milhão de barris por dia em 2024, compensando a redução prevista pela OPEP+.

Commodities de importação

  • Açúcar
    O preço médio do açúcar caiu 7,56%, devido às expectativas de aumento da oferta pelos principais produtores, como Brasil, Índia e Tailândia. A União Nacional da Bioenergia no Brasil relatou um aumento esperado na produção global de açúcar para a campanha 2024/2025.
  • Algodão
    O algodão também apresentou uma depreciação de 4,21%, com o preço médio situando-se em USD 1,91 por quilograma. As previsões do USDA indicaram um aumento na produção mundial, impulsionado por uma colheita maior na Índia e condições climáticas favoráveis nos EUA e Austrália.

Alimentos: incrementos moderados

  • Trigo
    O preço médio do trigo apreciou em 6,29%, atingindo USD 289,42 por tonelada métrica, impulsionado pelas previsões de redução da oferta. De acordo com o USDA, as perspectivas globais para a campanha 2024/2025 apontam para uma diminuição de 2,2 milhões de toneladas na oferta, resultando em um total de cerca de 1,05 mil milhões de toneladas. Esta redução é atribuída às menores reservas na China e na Rússia. A demanda global por trigo, por outro lado, deve aumentar em 2,0 milhões de toneladas, atingindo um máximo de 802,4 milhões, impulsionada por uma maior procura para fins alimentares, de plantio e industriais. No Brasil, as inundações registadas no Estado do Rio Grande do Sul também contribuíram para as perspectivas de diminuição da produção.
  • Arroz
    A cotação média do arroz aumentou em 6,08%, chegando a USD 628,00 por tonelada, devido às previsões de aumento do consumo global. Segundo o USDA, o consumo global para a campanha 2024/2025 deve atingir um máximo de 526,4 milhões de toneladas, principalmente por conta da maior demanda de países como Índia, Filipinas, Indonésia e Bangladesh, que deve compensar a redução na China. A Índia é esperada continuar como o maior exportador mundial, com 18,0 milhões de toneladas, um aumento de 2,0 milhões em relação à campanha 2023/2024, mas abaixo dos 22,0 milhões de toneladas registados na campanha 2021/2022 devido às restrições de exportação.

Perspectivas

O Banco de Moçambique prevê a estabilidade do preço do Brent e dos alimentos no médio prazo, alinhado com as expectativas de uma demanda global fraca, condicionada pelos actuais níveis de restritividade nas condições monetárias e pelos conflitos geopolíticos persistentes no Oriente Médio e na Europa. Essa perspectiva sugere um cenário de cautela para os próximos meses, com a necessidade de monitoramento constante das variações no mercado global de commodities.

Veja o estudo completo em: Relatório de mercados de commodities- BCI.

See how variations in commodities have impacted the economy

variações nas commodities

The Commercial and Investment Bank (BCI) has released its commodities market report for May 2024. This study reveals important trends in energy, metals and food prices, highlighting price variations and the global outlook for these commodities. The analysis offers a comprehensive view of market dynamics, essential for understanding the economic impacts and opportunities for Mozambique. Check out the main forecasts in this report below.

Energy and metals: Price changes
Natural gas
US natural gas saw a significant appreciation of 33.49%, reaching USD 2.13 per MMBtu. This increase is attributed to the prospects of a decrease in supply. The U.S. Energy Information Administration (EIA) forecasts a 1% drop in the production of marketed natural gas in the US this year, due to reduced drilling activities. In contrast, the average price of natural gas in Europe rose by 11.42% to USD 10.12 per MMBtu, reflecting fears about supply restrictions arising from geopolitical conflicts in the Middle East and Europe.

Metals
Metal prices rose by 5.5% in May, especially aluminum, which rose by 12.58%. The prospects of a reduction in supply by the main producers, such as the mining company Rio Tinto, drove this rise. The company has reduced aluminum exports due to a shortage of natural gas, exacerbating supply fears.
Commodities associated with major projects
Coal
The average price of mineral coal rose by 5.22% to USD 142.01 per metric ton. Growing demand in the US, due to the EIA’s revision of its electricity consumption forecast, and the increase in coal imports by China contributed to this rise. In India, the use of coal for electricity generation increased significantly in the first quarter of 2024, due to economic growth and high temperatures.

Oil

In contrast, the average price of oil fell, penalized by expectations of an increase in global supply. The EIA forecasts an increase in global production of oil and other liquid fuels of around 1.0 million barrels per day in 2024, offsetting the reduction forecast by OPEC+.
Import commodities.

Import commodities
Sugar
The average price of sugar fell by 7.56%, due to expectations of an increase in supply from the main producers, such as Brazil, India and Thailand. The National Bioenergy Union in Brazil reported an expected increase in global sugar production for the 2024/2025 campaign.

Cotton
Cotton also showed a depreciation of 4.21%, with the average price standing at USD 1.91 per kilogram. USDA forecasts indicated an increase in world production, driven by a larger harvest in India and favorable weather conditions in the USA and Australia.

Food: moderate increases
Wheat
The average price of wheat appreciated by 6.29% to USD 289.42 per metric ton, driven by forecasts of reduced supply. According to the USDA, the global outlook for the 2024/2025 marketing year points to a decrease of 2.2 million tons in supply, resulting in a total of around 1.05 billion tons. This reduction is attributed to lower reserves in China and Russia. Global demand for wheat, on the other hand, is expected to increase by 2.0 million tons, reaching a maximum of 802.4 million, driven by greater demand for food, planting and industrial purposes. In Brazil, the floods recorded in the state of Rio Grande do Sul also contributed to the prospects of lower production.

Rice
The average price of rice rose by 6.08% to USD 628.00 per ton due to forecasts of increased global consumption. According to the USDA, global consumption for the 2024/2025 marketing year is expected to reach a maximum of 526.4 million tons, mainly due to higher demand from countries such as India, the Philippines, Indonesia and Bangladesh, which should offset the reduction in China. India is expected to continue as the world’s largest exporter, with 18.0 million tons, an increase of 2.0 million tons compared to the 2023/2024 marketing year, but below the 22.0 million tons recorded in the 2021/2022 marketing year due to export restrictions.
Outlook

Banco de Moçambique expects Brent and food prices to remain stable in the medium term, in line with expectations of weak global demand, conditioned by the current tightening of monetary conditions and persistent geopolitical conflicts in the Middle East and Europe. This outlook suggests a cautious scenario for the coming months, with the need for constant monitoring of variations in the global commodities market.

See the full study at: BCI Commodity Markets Report.

Kenmare anuncia progresso na produção do 2º Trimestre e 1º Semestre de 2024

A Kenmare Resources Plc anunciou resultados positivos no progresso da sua produção no segundo trimestre e no primeiro semestre de 2024. A empresa conseguiu manter a trajectória correcta para cumprir as suas previsões anuais, terminando a primeira metade do ano com um fluxo de caixa líquido de $57,1 milhões.

Michael Carvill, Director Executivo da Kenmare, através da página ofocial da Kenmare, afirmou: “No final da primeira metade do ano, seguimos a trajectória correcta para cumprir as nossas previsões de 2024 em todas as métricas indicadas. Esperamos que teores mais elevados de minério no segundo semestre fortifiquem a produção e que os embarques também aumentem. A procura por todos os nossos produtos mantém-se robusta e os preços de ilmenite no primeiro semestre foram superiores às nossas expectativas, impulsionados pelo aumento da produção global de pigmentos.”

Este desempenho destaca a resiliência e a capacidade de adaptação da Kenmare, que continua a consolidar a sua posição no mercado global de mineração. A empresa espera que a segunda metade do ano traga ainda mais melhorias na produção e um aumento significativo nos embarques, reforçando a sua estratégia de crescimento sustentável e de longo prazo.

Com uma procura robusta por todos os seus produtos, a Kenmare está bem posicionada para enfrentar os desafios futuros e continuar a fornecer valor aos seus accionistas. O aumento dos preços do ilmenite, impulsionado pela maior produção global de pigmentos, contribuiu significativamente para os resultados positivos do primeiro semestre, superando as expectativas da empresa.

A Kenmare continua a investir em tecnologia e inovação para melhorar a eficiência das suas operações, garantindo um impacto positivo nas comunidades onde opera e promovendo práticas de mineração sustentáveis.

FMI ajusta a previsão do crescimento da economia mundial para 3,3% em 2025

economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ajustou ligeiramente para cima sua previsão de crescimento da economia mundial para 3,3% em 2025, alertando, entretanto, sobre os riscos de uma inflação elevada manter as taxas de juros altas por mais tempo. A informação foi divulgada nesta Terça-feira, 16 de Julho, pelo portal Notícias ao Minuto.

Segundo o FMI, a previsão de crescimento económico global para este ano permanece em 3,2%, conforme a actualização do relatório World Economic Outlook divulgada hoje.

A instituição financeira destaca que a persistência dos preços elevados nos serviços dificulta a normalização da política monetária, especialmente quando a Reserva Federal dos EUA ainda não reduziu os juros, ao contrário do Banco Central Europeu.

“Os riscos ascendentes para a inflação aumentaram, elevando assim a perspectiva de taxas de juro mais altas por um período de tempo ainda mais longo, no contexto da subida das tensões comerciais e da crescente incerteza política”, afirmou a instituição em comunicado.

Para gerir esses riscos e preservar o crescimento, o FMI recomenda uma combinação de políticas cuidadosamente sequenciada para alcançar a estabilidade de preços e repor os amortecedores diminuídos.

O relatório do FMI indica que a actividade económica está evoluindo de maneiras diferentes entre as maiores economias: no primeiro trimestre do ano, houve surpresas negativas nos Estados Unidos e no Japão, enquanto na Europa e na China foram observados alguns sinais de recuperação.

A previsão do FMI para a economia dos EUA em 2024 é de um crescimento de 2,6%, uma revisão em baixa em comparação com os números de Abril, enquanto a previsão para a Zona Euro permanece em 0,9%.

IMF adjusts world economic growth forecast to 3.3% in 2025

economia

The International Monetary Fund (IMF) has slightly adjusted upwards its forecast for world economic growth to 3.3% in 2025, while warning of the risks of high inflation keeping interest rates high for longer. The information was published on Tuesday, July 16, by Notícias ao Minuto.

According to the IMF, the global economic growth forecast for this year remains at 3.2%, according to the updated World Economic Outlook report released today.

The financial institution points out that the persistence of high prices in services makes it difficult to normalize monetary policy, especially when the US Federal Reserve has yet to cut interest rates, unlike the European Central Bank.

“The upside risks to inflation have increased, thus raising the prospect of higher interest rates for an even longer period of time, in the context of rising trade tensions and growing political uncertainty,” the institution said in a statement.

To manage these risks and preserve growth, the IMF recommends a carefully sequenced policy mix to achieve price stability and restore diminished buffers.

The IMF report indicates that economic activity is evolving in different ways among the major economies: in the first quarter of the year, there were negative surprises in the United States and Japan, while in Europe and China there were some signs of recovery.

The IMF’s forecast for the US economy in 2024 is for growth of 2.6%, a downward revision compared to April’s figures, while the forecast for the Eurozone remains at 0.9%.

Presidentes de municípios moçambicanos pedem seriedade nos fundos para estradas

estradas

Os presidentes dos 65 municípios de Moçambique expressaram preocupações sobre a insuficiência e a demora na disponibilização de fundos para a reabilitação e melhoria das vias de acesso, conforme informou a Agência de Informação de Moçambique nesta Terça-feira, 16 de Julho.

Historicamente, o Governo, através do Fundo de Estradas, liberava recursos financeiros de maneira faseada para esses fins. No entanto, este ano, dos 706,4 milhões de meticais orçamentados para os 65 municípios, apenas 240,3 milhões foram desembolsados, correspondendo a 29% do orçamento executado no primeiro semestre.

Os fundos são distribuídos de acordo com a categoria de cada cidade e vila, variando de sete milhões de meticais para vilas até 26 milhões para a cidade de categoria A. No entanto, esses valores são considerados insuficientes, especialmente devido aos atrasos nos desembolsos, comprometendo as obras de manutenção das vias.

João Ferreira, presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), defendeu a uniformização e maior celeridade na disponibilização dos fundos para garantir a realização das actividades programadas. “O valor de 7 ou 13 milhões de meticais, por exemplo, é muito para o cidadão singular, mas para um município não significa nada. Temos o problema dos desembolsos que, por vezes, têm sido tardios, o que compromete os trabalhos na base”, afirmou Ferreira durante a primeira Sessão do Conselho Nacional da ANAMM, realizada na cidade de Chimoio, província de Manica.

Ferreira destacou a frustração dos munícipes que desejam ver as promessas de campanha eleitoral cumpridas. A demora na chegada dos fundos ao município é pouco compreendida pela população, que espera resultados imediatos.

O presidente do Conselho Municipal da Maxixe, Hélder Namburete, mencionou que obras na sua área estão atrasadas devido à falta de fundos. “Temos obras malparadas e a sua conclusão depende do Fundo de Estradas”, disse Namburete.

Shafee Sidat, edil de Marracuene, na província de Maputo, criticou a ausência de representantes do Fundo de Estradas a nível central no encontro, salientando a importância de uma explicação clara sobre o processo de desembolso dos valores para as autarquias. “A situação das estradas é complicada. Não podemos discutir isso com alguém de nível provincial. O assunto é muito sério e não podemos comprometer os nossos currículos por causa de promessas que fizemos à população e que devem ser materializadas”, afirmou Sidat.

Robat Jane, representante do Fundo de Estradas na província de Manica, reconheceu a gravidade do problema e prometeu encaminhar as preocupações aos seus superiores, afirmando que as questões seriam esclarecidas dentro dos procedimentos legais.

No encontro, a ANAMM também debateu temas como os balanços da execução do Fundo de Estradas para as autarquias no período de 2023-24, o estágio e as perspectivas de colaboração entre a empresa Electricidade de Moçambique (EDM) e os municípios, além do balanço da missão de intercâmbio e cooperação entre os municípios de Moçambique e Brasil.

Mozambican mayors call for seriousness in road funding

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The presidents of Mozambique’s 65 municipalities have expressed concerns about the insufficiency and delay in making funds available for the rehabilitation and improvement of access roads, the Mozambican Information Agency reported on Tuesday, July 16.

Historically, the government, through the Road Fund, released financial resources in phases for these purposes. However, this year, of the 706.4 million meticais budgeted for the 65 municipalities, only 240.3 million were disbursed, corresponding to 29% of the budget executed in the first half of the year.

The funds are distributed according to the category of each city and town, ranging from seven million meticais for towns to 26 million for category A cities. However, these amounts are considered insufficient, especially due to delays in disbursements, jeopardizing road maintenance works.

The funds are distributed according to the category of each town and village, ranging from seven million meticais for villages to 26 million for category A towns. However, these amounts are considered insufficient, especially due to delays in disbursements, compromising road maintenance works.

João Ferreira, president of the National Association of Mozambican Municipalities (ANAMM), advocated standardization and greater speed in making funds available to ensure that planned activities are carried out. “The value of 7 or 13 million meticais, for example, is a lot for the individual citizen, but for a municipality it means nothing. We have the problem of disbursements, which have sometimes been late, which compromises work at the grassroots,” said Ferreira during the first session of ANAMM’s National Council, held in the city of Chimoio, Manica province.

Ferreira highlighted the frustration of residents who want to see election campaign promises fulfilled. The delay in the arrival of funds in the municipality is little understood by the population, who expect immediate results.

The president of the Maxixe Municipal Council, Hélder Namburete, mentioned that work in his area has been delayed due to the lack of funds. “We have works that are behind schedule and their completion depends on the Road Fund,” said Namburete.

Shafee Sidat, the mayor of Marracuene, in Maputo province, criticized the absence of representatives from the central Road Fund at the meeting, stressing the importance of a clear explanation of the process for disbursing funds to the municipalities. “The road situation is complicated. We can’t discuss it with someone at provincial level. The matter is very serious and we can’t compromise our CVs because of promises we made to the population that must be materialized,” said Sidat.

Robat Jane, the representative of the Road Fund in Manica province, acknowledged the seriousness of the problem and promised to forward the concerns to his superiors, saying that the issues would be clarified within the legal procedures.

At the meeting, ANAMM also discussed issues such as the balance of the implementation of the Road Fund for municipalities for the period 2023-24, the stage and prospects for collaboration between the company Electricidade de Moçambique (EDM) and the municipalities, as well as the balance of the exchange and cooperation mission between the municipalities of Mozambique and Brazil.