Saturday, June 20, 2026
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Business Forum — August 07 to 08, 2024

Fórum de negócios

On August 7 and 8, the city of Matola will be the center of discussions on business opportunities, during a forum that promises to bring together entrepreneurs, investors and professionals from various fields. Starting at 7am, the event will be an essential platform for those looking to expand their networks and explore new possibilities for growth.

The business forum will offer a series of lectures, panel discussions and workshops, all focused on current and relevant themes for the economic and business landscape. Experts and industry leaders will share their experiences and insights, addressing issues such as innovation, sustainability, market strategies and much more.

Governo inicia manutenção de quase 5 mil quilómetros de estradas nacionais

Governo inicia manutenção de quase 5 mil quilómetros de estradas nacionais

O Ministério dos Transportes anunciou o início dos trabalhos de manutenção em aproximadamente 5 mil quilómetros de estradas regionais e nacionais, numa iniciativa que visa melhorar significativamente a transitabilidade e segurança das vias em todo o País. Este esforço engloba tanto as principais rodovias como as estradas terciárias, reflectindo um compromisso abrangente com o desenvolvimento das infra-estruturas rodoviárias nacionais.

De acordo com o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, a manutenção rotineira abrangerá um total de vinte mil quilómetros de estradas. Este projecto tem como objectivo principal assegurar a melhoria contínua das condições de circulação, contribuindo para o desenvolvimento económico e social do País.

“Estamos a mobilizar fundos para garantir que os trabalhos prossigam sem interrupções,” afirmou o ministro. “Além da manutenção, os recursos financeiros serão destinados à reabilitação de 4787 quilómetros de estradas regionais e nacionais.”

A notícia refere ainda que 14 pontes beneficiarão de trabalhos de manutenção, enquanto a reabilitação de outras três será concluída. Adicionalmente, está prevista a construção de 12 novas pontes para melhorar a conectividade entre diferentes regiões. Carlos Mesquita destacou também que o Executivo pretende iniciar obras de asfaltagem em 1200 quilómetros de estradas de acesso, o que facilitará a mobilidade nas áreas mais remotas.

No sector dos recursos hídricos, três barragens serão reabilitadas: a barragem de Locómuè, na província de Niassa, e a barragem de Gorongosa, em Sofala. Além disso, será iniciada a construção da barragem de Moamba-Major, no distrito de Moamba, província de Maputo, bem como a construção de oitenta pequenas infra-estruturas hidráulicas e reservatórios escavados.

O ministro indicou que, na província de Maputo, está em curso a reabilitação e alargamento da estrada no troço do Novar Shopping Center ao cruzamento de Tchumene, cobrindo uma extensão de aproximadamente 10 quilómetros. As obras de construção de serviços nesta área já resultaram numa melhoria significativa da transitabilidade, reduzindo o congestionamento nos principais cruzamentos. Outros projectos em andamento incluem a manutenção periódica na estrada N2, Boane-Namaacha, e a melhoria da ponte sobre o rio Incomáti, em Moamba.

Relativamente ao abastecimento de água e saneamento, o ministro destacou a inauguração de seis sistemas de abastecimento de água nas localidades de Pontia e Massango, no distrito de Magude; Bedjile e Nsime, em Matutuíne; e Muzele e Bandoia, em Moamba. Foi também inaugurada a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Infulene.

Em Gaza, os esforços estão focados na reabilitação das estradas de atravessamento N1-Praia de Xai-Xai, cobrindo uma extensão de 10 quilómetros, e na melhoria da estrada Ndonga-Ndindiza, no âmbito do Plano de Ação de Emergência (CERC). Ainda nesta província, estão em curso trabalhos de reabilitação e elevação dos diques de proteção de Xai-Xai e Chókwè, abrangendo as secções do Centro de Saúde de Xai-Xai, Chilaulene, Matuba, Chissime, Machua e Chalucuane, respectivamente.

Government begins maintenance of almost 5,000 kilometers of national roads

Governo inicia manutenção de quase 5 mil quilómetros de estradas nacionais

The Ministry of Transport has announced the start of maintenance work on approximately 5,000 kilometers of regional and national roads, in an initiative aimed at significantly improving the passability and safety of roads throughout the country. This effort encompasses both the main highways and tertiary roads, reflecting a comprehensive commitment to the development of national road infrastructures.

According to the Minister of Public Works, Housing and Water Resources, Carlos Mesquita, routine maintenance will cover a total of twenty thousand kilometers of roads. The main aim of this project is to ensure the continuous improvement of traffic conditions, contributing to the country’s economic and social development.

“We are mobilizing funds to ensure that the work continues without interruption,” said the minister. “In addition to maintenance, the funds will be used to rehabilitate 4,787 kilometers of regional and national roads.”

The report also states that 14 bridges will benefit from maintenance work, while the rehabilitation of three others will be completed. In addition, 12 new bridges are to be built to improve connectivity between different regions. Carlos Mesquita also pointed out that the Executive intends to start asphalting work on 1,200 kilometers of access roads, which will facilitate mobility in the most remote areas.

In the water resources sector, three dams will be rehabilitated: the Locómuè dam in Niassa province and the Gorongosa dam in Sofala. In addition, construction will begin on the Moamba-Major dam, in the district of Moamba, Maputo province, as well as the construction of eighty small hydraulic infrastructures and excavated reservoirs.

The minister said that, in Maputo province, the rehabilitation and widening of the road from the Novar Shopping Center to the Tchumene junction is underway, covering a length of approximately 10 kilometers. The works to build services in this area have already resulted in a significant improvement in passability, reducing congestion at the main junctions. Other ongoing projects include periodic maintenance on the N2 road, Boane-Namaacha, and the improvement of the bridge over the Incomáti River in Moamba.

With regard to water supply and sanitation, the minister highlighted the inauguration of six water supply systems in the towns of Pontia and Massango, in the district of Magude; Bedjile and Nsime, in Matutuíne; and Muzele and Bandoia, in Moamba. The Infulene Wastewater Treatment Plant was also inaugurated.

In Gaza, efforts are focused on rehabilitating the N1-Praia crossing roads in Xai-Xai, covering a length of 10 kilometers, and improving the Ndonga-Ndindiza road, as part of the Emergency Action Plan (CERC). Also in the province, work is underway to rehabilitate and raise the protection dykes in Xai-Xai and Chókwè, covering the sections of the Health Center in Xai-Xai, Chilaulene, Matuba, Chissime, Machua and Chalucuane, respectively.

Noruega financia projectos de segurança alimentar e educação em Moçambique

Noruega financia projectos de segurança alimentar e educação em Moçambique
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Em parceria com o Governo, o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) está a implementar um projecto de 208 milhões de meticais (3,3 milhões de dólares), financiado pelo Governo da Noruega, com o objetivo de reforçar os sistemas alimentares adaptados às alterações climáticas e expandir os programas de alimentação escolar nas províncias de Inhambane e Gaza, no Sul do País. Segundo o comunicado do PAM, tornado público na sexta-feira, 19 de Julho, o objectivo do projecto é melhorar a segurança alimentar e nutricional dos pequenos agricultores e suas famílias em seis distritos das províncias de Gaza e Inhambane e apoiar o acesso equitativo ao ensino básico e aos programas de alimentação escolar em áreas onde o acesso à educação é fraco devido à insegurança alimentar.

“A segurança alimentar, resiliência e adaptação climática são uma prioridade-chave da cooperação entre a Noruega e Moçambique”, disse Haakon Gram-Johannessen, embaixador da Noruega, sublinhando que “o Governo norueguês tem a honra de fazer parceria com uma das agências mais confiáveis da Organização das Nações Unidas (ONU) para fornecer o tão necessário reforço da segurança alimentar e nutricional”. No âmbito da contribuição, e em coordenação com as delegações provinciais e distritais do Ministério da Educação, Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Ministério da Saúde, o PAM vai apoiar 500 pequenos agricultores a diversificar a produção agrícola, melhorando simultaneamente as suas capacidades de gestão pós-colheita e de negócios. “Cerca de 17 mil crianças do ensino primário terão maior acesso a refeições nutritivas para melhorar a frequência escolar a partir de um modelo de alimentação escolar caseira que promove a compra de legumes frescos aos agricultores locais, o que também ajuda a impulsionar as economias locais”, lê-se na nota.

Para Antonella D’Aprile, directora nacional do PAM em Moçambique, “ao aumentar a programação integrada de gestão do risco climático com ligações de apoio ao mercado agrícola dos pequenos agricultores, beneficiamos tanto os produtores que fornecem produtos frescos às escolas, como as crianças em idade escolar e as suas famílias, que receberão refeições nutritivas”. Desde 2020, a Noruega contribuiu com 884 milhões de meticais (14 milhões de dólares) para as operações do PAM em Moçambique. O financiamento norueguês ao Programa tem sido canalizado para actividades de resposta a emergências, alimentação escolar e meios de subsistência. A Noruega é também um dos principais doadores que fornece financiamento flexível ao PAM a nível mundial, incluindo em Moçambique.

Engie Energy fornece energia solar a mais de 220 mil famílias em Moçambique

Engie Energy fornece energia solar a mais de 220 mil famílias em Moçambique

Mais de 220 mil famílias em Moçambique já estão ligadas à energia solar gerada através de um projecto desenvolvido pela empresa francesa Engie Energy Access. O investimento, que ultrapassa 1,2 mil milhões de meticais (19,9 milhões de dólares), foi anunciado esta Quinta-feira, 18 de Julho, pela companhia.

Segundo a agência Lusa, que cita um comunicado da empresa, o número de agregados familiares abrangidos pela operação da Engie Energy Access corresponde a mais de 1,2 milhões de pessoas, em dez das 11 províncias do país. “A firma iniciou a sua actividade em 2019 e é o único operador de energia renovável no país que oferece soluções energéticas fora da rede, de ponta a ponta, incluindo sistemas solares domésticos e mini-redes”, informou a empresa.

Para consolidar sua presença no território nacional, a Engie Energy Access lançará na Sexta-feira (19), em Maputo, um “sistema solar doméstico de grandes dimensões, com maior capacidade para alimentar televisores de 32 polegadas e até oito lâmpadas, proporcionando energia renovável aos clientes”. Gillian-Alexandre Huart, director-executivo da Engie Energy Access, afirmou que a actividade da empresa em Moçambique está em um momento decisivo. Ele destacou que as recentes revisões legislativas do governo e os próximos incentivos fiscais serão fundamentais para atrair mais investimentos para o sector e acelerar o acesso à energia para todas as famílias até 2030.

O governo de Moçambique tem apontado as energias renováveis como um factor crucial para alcançar a meta de acesso universal à energia até 2030, promovendo soluções fora da rede nacional.

Engie Energy supplies solar energy to more than 220,000 families in Mozambique

Engie Energy fornece energia solar a mais de 220 mil famílias em Moçambique

More than 220,000 families in Mozambique are already connected to solar energy generated through a project developed by the French company Engie Energy Access. The investment, which exceeds 1.2 billion meticais (19.9 million dollars), was announced this Thursday, July 18, by the company.

According to the Lusa news agency, which quotes a statement from the company, the number of households covered by Engie Energy Access’ operation is more than 1.2 million people, in ten of the country’s 11 provinces. “The firm began operating in 2019 and is the only renewable energy operator in the country offering off-grid, end-to-end energy solutions, including solar home systems and mini-grids,” the company said.

To consolidate its presence in the national territory, Engie Energy Access will launch a “large domestic solar system on Friday (19) in Maputo, with greater capacity to power 32-inch TVs and up to eight light bulbs, providing renewable energy to customers”. Gillian-Alexandre Huart, CEO of Engie Energy Access, said that the company’s activity in Mozambique is at a turning point. He pointed out that the government’s recent legislative revisions and upcoming tax incentives will be key to attracting more investment to the sector and accelerating energy access for all households by 2030.

The Mozambican government has pointed to renewable energies as a crucial factor in achieving the goal of universal access to energy by 2030, promoting solutions outside the national grid.

Empresários defendem ajustes no PAE para impulsionar economia moçambicana

Empresários defendem ajustes no PAE para impulsionar economia moçambicana

O Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE) foi lançado em Agosto de 2022 pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento dos sectores-chave da economia, através da melhoria do ambiente de negócios, da transparência e da governação.

Quase dois anos após o lançamento do PAE, o sector privado aponta que ainda há muito trabalho a ser feito para que as medidas tragam os ganhos almejados e comecem a surtir um efeito verdadeiramente positivo.

O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Agostinho Vuma, defendeu que alguns pontos do PAE devem ser reajustados com base no cenário actual. Durante a Reunião do Grupo Interministerial de Remoção de Barreiras ao Investimento (GIRBI), realizada nesta Quarta-feira, 17 de Julho, Agostinho Vuma apresentou algumas propostas de ajustes:

Inclusão da Aquacultura na Isenção do IVA: Vuma sugeriu que o sector da aquacultura seja inserido na medida 2 do PAE, que aborda a isenção do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na importação para as áreas da agricultura e electricidade.

Revisão da Mistura de Combustíveis: O presidente do CTA, recomendou que o Governo revisse a medida 10, que introduz a obrigatoriedade de mistura de combustíveis importados com biocombustíveis. Vuma destacou a importância de se considerar a produção primária e a existência de indústrias processadoras de matérias-primas como cana-de-açúcar, milho e mapira.

Extensão do Período de Redução do IRPC: O presidente da CTA sugeriu a extensão do período de vigência da medida de redução do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC) para 10%, devido à sua complexidade e impacto na economia.

Fora das sugestões, Vuma alertou que algumas reformas previstas no PAE não são implementáveis de forma isolada e devem estar em sintonia com a legislação actual e os desafios existentes. Ele ressaltou a necessidade de criar condições prévias, como a regulamentação das leis de Trabalho e de Investimento Privado, para que a implementação das reformas seja eficaz.

O ministro da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno, afirmou a importância de um trabalho conjunto entre o sector privado e o Governo para melhorar o ambiente de negócios em Moçambique. Ele convidou os parceiros e a Confederação das Associações Económicas a conferirem um melhor alinhamento e responsabilidade de ambas as partes nas propostas de acções conjuntas.

Businesspeople advocate adjustments to the SAP to boost Mozambique’s economy

Empresários defendem ajustes no PAE para impulsionar economia moçambicana

The Package of Economic Acceleration Measures (PAE) was launched in August 2022 by the President of the Republic, Filipe Nyusi, with the aim of contributing to the development of key sectors of the economy by improving the business environment, transparency and governance.

Almost two years after the launch of the PAE, the private sector points out that there is still a lot of work to be done if the measures are to bring the desired gains and begin to have a truly positive effect.

The president of Mozambique’s Confederation of Economic Associations (CTA), Agostinho Vuma, argued that some points of the SAP should be readjusted based on the current scenario. During the meeting of the Interministerial Group for the Removal of Barriers to Investment (GIRBI), held on Wednesday, July 17, Agostinho Vuma presented some proposals for adjustments:

Inclusion of Aquaculture in the VAT Exemption: Vuma suggested that the aquaculture sector be included in measure 2 of the SAP, which deals with the exemption of Value Added Tax (VAT) on imports for the areas of agriculture and electricity.

Review of the Fuel Mix: The president of the CTA recommended that the government review measure 10, which introduces the obligation to mix imported fuels with biofuels. Vuma stressed the importance of considering primary production and the existence of industries that process raw materials such as sugar cane, corn and mapira.

Extension of the Corporate Income Tax Reduction Period: The CTA president suggested extending the period of validity of the measure to reduce Corporate Income Tax (IRPC) to 10%, due to its complexity and impact on the economy.

Aside from the suggestions, Vuma warned that some of the reforms set out in the SAP are not implementable in isolation and must be in line with current legislation and existing challenges. He stressed the need to create preconditions, such as the regulation of the Labor and Private Investment laws, for the implementation of the reforms to be effective.

The Minister of Industry and Commerce (MIC), Silvino Moreno, stated the importance of joint work between the private sector and the government to improve the business environment in Mozambique. He called on the partners and the Confederation of Economic Associations to ensure better alignment and responsibility on both sides in proposing joint actions.

Kenmare regista receita de 58,5 milhões de dólares no primeiro semestre de 2024

Kenmare regista receita de 58,5 milhões de dólares no primeiro semestre de 2024

A Kenmare Resources, responsável pela exploração da mina de titânio de Moma, localizada na costa Nordeste de Moçambique, anunciou  que está no “caminho certo” para atingir suas metas de produção para o ano de 2024 em todas as métricas declaradas. A empresa divulgou um documento de actualização comercial referente ao primeiro semestre.

O Director-geral da mineradora, Michael Carvill, destacou que a expectativa é de que a extracção de minérios com maiores teores no segundo semestre resulte em uma produção ainda mais forte. “A demanda por todos os nossos produtos continua robusta, e os preços da ilmenita no primeiro semestre superaram nossas expectativas, impulsionados pelo aumento da produção global de pigmentos”, afirmou Carvill, citado pela Engineering News.

A empresa encerrou o período com uma receita de 58,5 milhões de dólares. Desse total, 34,4 milhões de dólares foram destinados ao pagamento de dividendos, quotas e algumas dívidas. Carvill acrescentou que a Kenmare está “bem” capitalizada para financiar a actualização e a transição da planta concentradora húmida (WCP) A, além de continuar gerando retornos aos accionistas.

Até 30 de junho, a Kenmare reportou uma taxa de frequência de acidentes com afastamento (LTIFR) de 0,09 por 200 mil horas trabalhadas, uma melhoria significativa em relação aos 0,18 do período anterior.

Em termos de produção, a mineradora registou 342.600 toneladas de concentrado de minerais pesados, um aumento de 7%, impulsionado por um crescimento de 8% nos volumes de minério escavado e maiores recuperações de minerais pesados. A produção de ilmenita aumentou 8% para 238.600 toneladas, enquanto a produção de zircão cresceu 12% para 13 mil toneladas. No entanto, as remessas totais de produtos acabados totalizaram 234.700 toneladas, uma queda de 18% devido a condições climáticas adversas e à manutenção operacional adicional, que limitaram o tempo de embarque. Durante o primeiro semestre, a empresa experimentou condições de mercado encorajadoras, com uma forte demanda por ilmenita e um robusto livro de pedidos. A Kenmare está confiante em sua capacidade de continuar a atender à demanda e expandir suas operações conforme planeado.

TotalEnergies assina acordo de segurança com empresa ruandesa para projecto em Cabo Delgado

TotalEnergies assina acordo de segurança com empresa ruandesa para projecto em Cabo Delgado
Oil production into the sea from above.

Uma empresa de segurança apoiada pelo partido no poder no Ruanda foi contratada para proteger o projecto de gás da TotalEnergies em Moçambique. A medida vem três anos após o exército ruandês ajudar a suprimir a insurgência islâmica na região, informou a TotalEnergies nesta Quarta-feira, 17 de Julho.

De acordo com o Financial Times, que cita uma fonte anónima da petrolífera, trata-se da Isco Segurança – uma joint venture entre a Isco Global Limited do Ruanda e uma empresa local moçambicana. A Isco está fornecendo serviços de segurança desarmada no desenvolvimento do projeto de gás natural liquefeito (GNL) de 1,2 bilhões de meticais (20 bilhões de dólares) na província de Cabo Delgado.

O projecto foi suspenso em 2021 após um ataque de insurgentes à cidade vizinha de Palma, que resultou na morte de dezenas de pessoas, incluindo contratantes estrangeiros. Em resposta, o Ruanda enviou mais de quatro mil tropas para garantir a segurança da região, com o apoio de um acordo entre os presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi, e do Ruanda, Paul Kagame.

Desde então, as tropas ruandesas têm ajudado a restaurar a segurança na região. No entanto, os custos desse destacamento – estimados em centenas de milhões de dólares – não foram revelados.

Nos últimos anos, o Ruanda tem desempenhado um papel significativo no continente, enviando soldados para outros países africanos em missões de paz e acordos bilaterais, como em Moçambique e na República Centro-Africana. Contudo, a presença de empresas ruandesas seguindo o exército para esses países tem gerado críticas, sugerindo que os destacamentos militares servem para avançar interesses económicos ruandeses.