Sunday, April 12, 2026
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Lançada Linha de Financiamento Inovativo para o Agro-negócio avaliada em 45,5 milhões de euros

O Governo de Moçambique lançou esta quinta-feira, em Maputo, a Linha de Financiamento Inovativo para o Agro-negócio (FINOVA), um instrumento financeiro avaliado em 45,5 milhões de euros, disponibilizados pela Cooperação Financeira Alemã através do KfW – Banco Alemão de Desenvolvimento.

O acto foi dirigido pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do sector agroindustrial, apontando que a FINOVA visa impulsionar as empresas líderes das cadeias de valor e reforçar a capacidade produtiva dos pequenos agricultores, principais pilares do sistema alimentar nacional.

Segundo o governante, o novo mecanismo de financiamento apresenta condições altamente concessionais, com taxas de juro não superiores a 10% ao ano, períodos de carência ajustados e prazos de reembolso compatíveis com os ciclos agrícolas e industriais. Estas condições visam criar um ambiente favorável à expansão do investimento rural e à integração dos produtores nos mercados formais.

Os investimentos elegíveis abrangem actividades como preparação de terrenos, instalação de sistemas de irrigação, mecanização agrícola, construção de armazéns, unidades de processamento, aquisição de equipamentos de transporte e processos de certificação de qualidade.

A operacionalização da FINOVA será assegurada por cinco instituições financeiras nacionais, Absa Bank, BCI, Standard Bank, Gapi e Microbanco Confiança, sob coordenação técnica da Agência do Zambeze e do Banco de Moçambique.

A Agência do Zambeze assumirá a gestão das garantias de capital, coordenando os seguros agrícolas e promovendo a articulação técnica entre instituições financeiras e produtores, de modo a assegurar a eficácia do mecanismo.

O Director-geral da Agência do Zambeze, Celso Cunha, afirmou que a FINOVA representa “um avanço significativo na facilitação do acesso ao crédito agrícola”, ao permitir cobertura de garantias colaterais, seguro climático e assistência técnica contínua. Segundo explicou, o instrumento permitirá que os pequenos produtores tenham acesso ao financiamento e aos mercados de forma sustentável, minimizando riscos através de mecanismos de mitigação climática, uma abordagem considerada inovadora no contexto moçambicano.

A criação da FINOVA insere-se nos esforços do Governo de promover o desenvolvimento rural integrado, diversificar a base produtiva e acelerar o crescimento inclusivo no sector agrícola, considerado estratégico para a segurança alimentar e o relançamento económico nacional.

Vodacom lança Bombinha Touch 4G e amplia o acesso às plataformas online e a Internet

A Vodacom Moçambique lançou em Maputo, a primeira Bombinha Touch 4G, um dispositivo moderno e acessível concebido para democratizar o acesso à Internet e a plataformas digitais como o YouTube, TikTok, Facebook, WhatsApp e o serviço de música em streaming MyMuze.

Com este lançamento, a Vodacom reafirma o seu compromisso com a inclusão digital e o seu propósito de garantir que todos os moçambicanos possam aceder à tecnologia, à informação e às oportunidades do mundo digital  independentemente da sua condição económica ou localização geográfica.

De acordo com Linda Riwa, Directora de Negócio do Segmento Particular da Vodacom Moçambique, o novo Digit 4G Z1 foi desenvolvido para eliminar as barreiras financeiras que ainda limitam milhões de cidadãos no acesso ao ecossistema digital.

“Esta Bombinha foi criada para eliminar o custo como obstáculo ao acesso digital. Por apenas 1.499 meticais, qualquer moçambicano pode adquirir um dispositivo que permite navegar na Internet, comunicar através das redes sociais e utilizar aplicações de entretenimento como o MyMuze, uma plataforma de música em streaming desenvolvida em Moçambique”, afirmou Linda Riwa.

Em Moçambique, embora mais de 88% da população esteja coberta pela rede 4G, cerca de 70% ainda não tem acesso à Internet, sendo as principais limitações o baixo poder de compra e a fraca literacia digital, entre outros factores.

O Digit 4G Z1 surge, assim, como uma solução inclusiva e inovadora, pensada para o uso diário com uma tecnologia eficiente, duradoura e fácil de utilizar, que permite que mais moçambicanos se liguem e beneficiem dos serviços digitais.

O lançamento deste dispositivo está alinhado com a estratégia da Vodacom de expandir a conectividade e impulsionar a transformação digital, contribuindo para o aumento das taxas nacionais de penetração tecnológica e de inclusão financeira.

A Vodacom é líder em telecomunicações e serviços digitais, comprometida com a transformação tecnológica e social de Moçambique. Através das suas iniciativas de inclusão digital, financeira e social, a empresa continua a ligar pessoas, comunidades e empresas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.

XX CASP: Maputo acolhe em Novembro o maior encontro de negócios e investimento país

O Governo de Moçambique, em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), realiza de 12 a 14 de Novembro de 2025, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, a 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), sob o lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”.

Considerado o maior fórum de diálogo público-privado do país, o evento visa promover a concertação entre o Governo, o sector empresarial e os parceiros de cooperação, com enfoque na melhoria do ambiente de negócios, atracção de investimento e aceleração da retoma económica.

A edição deste ano contará com quatro componentes principais: o Diálogo Público-Privado, espaço central de discussão sobre políticas económicas e reformas estruturais, o Fórum de Promoção de Parcerias Bilaterais, destinado ao fortalecimento da cooperação empresarial entre Moçambique e os seus principais parceiros comerciais, o Fórum de Promoção de Investimentos e Oportunidades de Negócios, que reunirá investidores nacionais e estrangeiros interessados em sectores estratégicos, e a Mozambique Home EXPO 2025, mostra empresarial dedicada à inovação, indústria, comércio e serviços.

A CASP 2025 reafirma-se como uma plataforma de referência para o reforço da competitividade do sector privado, proporcionando acesso a informações de mercado, oportunidades de financiamento e networking com decisores e investidores.

As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas através do link de pré-inscrição: https://forms.gle/HnwQyhZnCfBFTZnLA.

Para mais informações, os interessados podem contactar o secretariado da conferência através do email casp@cta.org.mz ou do telefone +258 87 225 2188.

Depósitos de poupança dos moçambicanos cresceram 12,5 % em 2024

Os depósitos de poupança dos moçambicanos aumentaram 12,5% em 2024, para um recorde de 37,8 milhões de meticais (504 milhões de euros) por cada 1.000 adultos, segundo um relatório do banco central a que a Lusa teve acesso.

Este aumento reflecte uma tendência de fortalecimento da confiança dos cidadãos no sistema bancário e uma maior procura por instrumentos financeiros de acumulação segura em momentos de volatilidade económica.

Embora o relatório revelado pela Lusa não apresente o valor absoluto dos depósitos no período base, o incremento percentual sinaliza uma significativa mobilização de recursos internos, podendo reforçar a intermediação financeira e criar espaço para maior crédito doméstico.

Analistas destacam que este ritmo de expansão, se mantido nos próximos anos, poderá contribuir para a estabilidade macroeconómica, reduzir a dependência de capitais externos e fomentar investimentos locais, sobretudo se as taxas de juro reais forem mantidas competitivas.

Ainda assim, ressalta-se que para consolidar este crescimento será necessário um ambiente regulatório favorável, solidez institucional no setor bancário e promoção de produtos de poupança atrativos, que compartilhem rentabilidade razoável com segurança para os depositantes.

FMI confirma participação na CASP

A CTA manteve um encontro, recentemente, com o representante-residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olamide Harrison, para discutir os desafios do sector privado moçambicano. Durante o encontro, a CTA convidou o FMI a participar como parceiro estratégico na 20ª CASP, a ter lugar nos dias 12 e 13 de Novembro de 2025, subordinada ao lema “Reformar para Competir: Traçando Caminhos para o Relançamento Económico”.

Dado o papel preponderante que o FMI tem desempenhado nos processos de estabilização macroeconómica e na recuperação financeira de Moçambique, a CTA considera relevante a sua participação activa na CASP, não só como orador, mas também como parceiro estratégico do evento, particularmente nas áreas ligadas à política fiscal, cambial e à estabilidade macroeconómica.

“Vivemos um momento delicado. A escassez de divisas, as pressões cambiais e a necessidade de implementar reformas estruturais tornaram-se desafios centrais. O sector privado, em particular, tem enfrentado enormes dificuldades no acesso a moeda externa, situação que afecta directamente a importação de insumos, matérias-primas e equipamentos. Estes constrangimentos comprometem seriamente a produtividade e a competitividade da economia nacional”, destacou o presidente da CTA, Álvaro Massingue.

Durante o encontro com o FMI, a CTA manifestou preocupação com a elevada carga tributária, actualmente situada em 36,1%, tendo defendido uma reforma fiscal profunda, baseada na redução dos impostos, alargamento da base tributária e promoção da equidade e previsibilidade do sistema.

O presidente da CTA reafirmou o compromisso da instituição com a agenda de reformas económicas visando a estabilidade macroeconómica. Sobre esta preocupação, o representante- residente do FMI em Moçambique reconheceu a legitimidade e apontou que esta instituição financeira internacional está a trabalhar em conjunto com o Governo para solucionar as preocupações do sector empresarial, incluindo a questão de carga tributária.

Olamide Harrison apontou algumas soluções, com ênfase para a redução da despesa pública, que actualmente se situa nos 34% do PIB, que é alto da média da África Subsaariana, contra 27% da capacidade de arrecadação de receitas.

“O Governo de Moçambique está a tentar reduzir a pressão da dependência externa, aumentando a receita, sem contudo olhar para a redução de despesas.

Para financiar estas despesas, ao mesmo tempo reduzindo a pressão de dependência externa, terá que recorrer à tributação”, destacou o representante do FMI.

Galp vende participação de gás em Moçambique

A Galp irá receber 100 milhões de dólares (85,4 milhões de euros ao câmbio atual) no quarto trimestre deste ano após ter sido assinada a decisão final de investimento no projeto offshore de gás natural Coral Norte, em Moçambique, indica esta terça-feira a petrolífera portuguesa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em março deste ano, a Galp concluiu a venda à XRG, subsidiária da ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, dos seus ativos de gás natural na Área 4, em Moçambique. Na altura, a empresa portuguesa embolsou 881 milhões de dólares, aos quais acresceriam os 100 milhões agora confirmados e ainda 400 milhões de dólares referentes ao projeto de Rovuma, ainda pendentes da decisão final de investimento.

A Galp revela também que “face a uma divergência, não resolvida até ao presente, quanto à tributação de mais-valias relativa ao processo de alienação da participação na Área 4 da Bacia do Rovuma, a Galp informa, ainda, que notificou formalmente o Estado de Moçambique sobre a existência de um diferendo, ao abrigo de acordos sobre a promoção e proteção recíproca internacional de investimentos. A carta remetida para o efeito abre a possibilidade para um período de discussão entre a Galp e o Estado Moçambicano tendo em vista a resolução do diferendo previamente a um processo de arbitragem internacional destinado a proteger os investimentos realizados pela Galp em Moçambique”.

“A Galp tem demonstrado total disponibilidade para cumprir com todas as obrigações fiscais e para encontrar uma via de entendimento. O recurso a mecanismos legais, nacionais e internacionais, é um passo que a empresa se vê obrigada a dar, mas que sempre procurou evitar, privilegiando um diálogo construtivo com as autoridades moçambicanas com vista ao esclarecimento do assunto”, reforça.

“A empresa entende, contudo, que não pode ser exigido o pagamento de impostos sem fundamento na legislação aplicável”, conclui.

PMI do Standard Bank destaca desaceleração da actividade empresarial em Setembro

A actividade empresarial em Moçambique registou uma ligeira desaceleração em Setembro, marcando o primeiro declínio nas vendas em três meses, segundo o índice PMI de Moçambique, medido pelo Standard Bank Moçambique, destacando queda para 49,4 pontos em Setembro, depois de 49,9 pontos em Agosto.

Este desempenho reflecte uma deterioração da actividade económica face ao mês anterior, enquanto valores acima desse limiar apontam para expansão, sinalizando uma nova contracção nas condições de negócio do sector privado.

Durante o período em análise, o relatório explica que as empresas inquiridas reportaram uma redução das novas encomendas e das vendas, o que limitou o crescimento da produção.

“O mês de Setembro representou mais um período de fraco desempenho para a economia do sector privado”, refere o documento, ressalvando que “várias empresas enfrentaram uma situação de falta de encomendas e dificuldades de tesouraria, enquanto outras registaram ligeiros aumentos na procura, com o sector dos serviços e o comércio por grosso e a retalho a contribuírem mais para a queda das vendas”.

Entretanto, o relatório aponta ainda que apesar desta desaceleração, o emprego continuou a manter-se em alta pelo quarto mês consecutivo e as pressões sobre os custos permaneceram moderadas, apoiadas por um ambiente de fornecimento mais estável.

Comentando os resultados, o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, citado no relatório, afirmou que a economia moçambicana tem vindo a registar contracções anuais do Produto Interno Bruto (PIB) desde o último trimestre de 2024 até ao segundo trimestre de 2025, reflectindo uma recuperação lenta dos efeitos provocados pelas perturbações pós-eleitorais.

“Não ficaríamos surpreendidos se os dados do PIB do terceiro trimestre mostrarem que a economia ainda se encontra em recessão. As nossas projecções indicam, no entanto, que o País deverá sair desse ciclo negativo no quarto trimestre de 2025, apoiado essencialmente por efeitos de base favoráveis”, assinalou.

Italiana Eni vai construir central térmica de 75 megawatts em Temane

A petrolífera italiana Eni vai construir a Central Térmica com capacidade para gerar 75 MegaWatts de energia, no Posto Administrativo de Temane, distrito de Inhassoro, província de Inhambane, anunciou, ontem, em Maputo, o Presidente da República.

“Este empreendimento reforçará a capacidade nacional de geração de energia, contribuindo para a segurança energética e para a dinamização da nossa economia”, considerou o Daniel Chapo.

A infra-estrutura está orçada em cerca de 130 milhões de dólares, e o projecto será implementado pela Electricidade de Moçambique (EDM).

Chapo falava durante a cerimónia de assinatura da Decisão Final do Investimento (DFI) documento que viabiliza a aplicação de cerca de 7,2 mil milhões de dólares na construção da FLNG, por um consórcio liderado pela Eni, desta vez para ser ancorado no Coral Norte, na bacia do Rovuma.

A Eni vai ainda investir no desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis, através do fomento da produção agrícola.

“Estamos convictos de que este esforço contribuirá para diversificar a matriz energética de Moçambique, fortalecer a nossa agricultura e criar novas oportunidades económicas para as nossas comunidades locais” referiu.

A Central Térmica de Temane a ser construída pela Eni, vai se juntar a outra na fase de conclusão no mesmo posto administrativo, com uma capacidade de 450 MW, orçado em 650 milhões de dólares, acoplado à refinaria de gás de cozinha. A empresa inglesa Globelec, lidera o projecto, que também tem a participação da petroquímica sul-africana Sasol e da EDM.

BAD aprova 22,8 milhões de dólares para fortalecer produção de arroz | Profile

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou a aprovação de uma subvenção no valor de 22,8 milhões de dólares para reforçar a cadeia de valor do arroz em Moçambique e melhorar a resiliência climática, beneficiando 30 mil pequenos agricultores em quatro províncias do país.

Este financiamento destina-se ao Projecto da Cadeia de Valor do Arroz e Resiliência Climática (RIVACREP), cuja meta é aumentar a autossuficiência de arroz de Moçambique de 50% para 75% até 2030, enfrentando, assim, desafios críticos de segurança alimentar numa das nações africanas mais vulneráveis nesse aspecto.

Embora o arroz constitua um alimento básico, Moçambique produz apenas metade das 600 mil toneladas que consome anualmente, dependendo das importações para suprir um défice de 300 mil toneladas, uma situação que pressiona as reservas cambiais e agrava a pobreza rural.

Macmillan Anyanwu, representante residente do BAD em Moçambique, afirmou que a subvenção se concentra nas populações mais vulneráveis, destacando que 70% dos beneficiários são mulheres e 30% jovens. “Ao focar em tecnologias climaticamente inteligentes, esta iniciativa terá um impacto duradouro na segurança alimentar e nos meios de subsistência rurais”, sublinhou Anyanwu, enfatizando que o projecto está alinhado com a estratégia nacional de desenvolvimento do país.

O RIVACREP tem como objectivo quadruplicar a produção de arroz, passando de uma tonelada por hectare para quatro, e aumentar o rendimento anual das famílias de cerca de 590 para 1000 dólares. Os resultados iniciais do projecto deverão gerar um acréscimo de 6.000 toneladas de arroz por ano, uma contribuição que, embora represente apenas 2% do défice total do país, estabelece as bases para um aumento futuro da produção e uma menor dependência das importações.

O projecto prevê a reabilitação de 1.000 hectares de infraestruturas de irrigação, principalmente na província de Gaza, além da criação de cinco fábricas de moagem de pequena escala e 10 centros agregadores, através de uma parceria público-privada.

Entre as principais intervenções estão a reabilitação de sistemas de irrigação, o nivelamento do solo, melhorias na drenagem e a construção de instalações de armazenamento resistentes às alterações climáticas. Além disso, será promovida a introdução de variedades de arroz resistentes à seca e às inundações, em colaboração com instituições de investigação internacionais.

Estas acções são esperadas para reduzir as perdas pós-colheita em mais de metade, passando de 26% para 12%. “Ao construir infraestruturas resilientes e integrar atores do setor privado, o RIVACREP permitirá a Moçambique reduzir a dependência das importações, criar valor acrescentado interno e estabelecer as bases para um sector de arroz industrializado e climaticamente inteligente”, concluiu Anyanwu.

Arrancam estudos geotécnicos e geofísicos do projecto Mphanda Nkuwa

Arrancam ainda este mês os estudos geotécnicos e geofísicos no âmbito do desenvolvimento do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, uma das iniciativas consideradas estratégicas para a expansão da matriz energética nacional.

Com duração prevista de três meses, os trabalhos serão conduzidos pelas empresas Geomechanics PTY Ltd e Open Ground Resources, e terão como objectivo aferir as condições geotécnicas e geofísicas das rochas onde será implantada a futura barragem.

Como parte das actividades preparatórias, foram já realizadas cerimónias tradicionais, a pedido das comunidades locais, em respeito pelos usos e costumes da região. Os rituais abrangeram as comunidades de Chirodzi Nsanangue, Chacocoma, Nwana Ngombe, no distrito de Marara, e Luzinga Mussafa, no distrito de Chiuta.

Paralelamente, decorrem os trabalhos de montagem do acampamento e de toda a logística necessária para o arranque dos estudos. Ao mesmo tempo, avança o processo de compensação às famílias cujas machambas se encontram abrangidas pelo projecto, medida que será implementada de forma faseada, acompanhando o progresso das actividades no terreno.

O início dos estudos técnicos representa um passo determinante rumo à concretização de Mphanda Nkuwa, empreendimento que se destaca por assentar em energia limpa, renovável e sustentável, e que se encontra inscrito entre os grandes projectos de impacto económico e social do país.

Emprego e dinamização local

A realização dos estudos vai criar pelo menos 40 oportunidades de emprego para membros das comunidades locais. Esta medida enquadra-se na política de conteúdo local do projecto e tem como objectivo assegurar a participação directa das populações no processo, ao mesmo tempo que contribui para dinamizar a economia nas zonas abrangidas.

Embora a duração esteja fixada em três meses, o prazo dos trabalhos poderá ser estendido por mais um mês, dependendo da evolução das actividades técnicas no terreno.