Friday, April 10, 2026
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Força maior no projecto Mozambique LNG pode ser levantada já na próxima semana

Fontes ligadas ao projecto confirmam que a declaração de força maior que suspendeu as obras do empreendimento Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies em Afungi (Palma, Cabo Delgado), deverá ser oficialmente levantada na próxima semana, com sinais apontando para o dia 2 de Outubro.

O mercado tem vindo a especular há meses sobre o calendário para a retoma dos trabalhos no projecto, orçado em cerca de 20 mil milhões de dólares e com capacidade prevista de 13 milhões de toneladas por ano de gás liquefeito. Em declarações anteriores, o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, admitira a possibilidade de levantamento da força maior já no período estival, enquanto o responsável da companhia em Moçambique, Maxime Rabilloud, disse à comunicação social local que “estamos a preparar o levantamento da força maior; estamos a trabalhar arduamente para reiniciar o projecto”.

A fonte ouvida pela Upstream afirmou de forma peremptória, “It’s happening”, confirmando que o levantamento da medida está, de facto, agendado para uma data concreta na próxima semana. Outra fonte próxima do Mozambique LNG confirmou ainda a expectativa do anúncio.

Segundo a mesma reportagem, a engenharia do projecto encontra-se cerca de 90% concluída. Turbinas de gás estão a ser fabricadas no estrangeiro e os componentes concluídos “deverão começar a chegar pouco depois do levantamento da força maior”, citou a agência estatal AIM. A concretização destas entregas é considerada central para o reinício operacional das obras.

Espera-se que a cerimónia de anúncio atraia figuras de relevo do sector, além de Patrick Pouyanné, estão previstos representantes de ExxonMobil (cujo projecto Rovuma LNG partilhará o sítio de Afungi) e da Eni, bem como delegações das principais empreiteiras envolvidas, entre as quais Saipem, Technip Energies, JGC e TechnipFMC. Estas empresas deverão também participar nas fases imediatas de reabilitação logística e retoma de actividades.

O Mozambique LNG foi colocado sob força maior no início de 2021, na sequência dos ataques armados que afectaram a localidade de Palma e áreas próximas de Afungi, quando as obras de construção das instalações de liquefacção tinham apenas começado. Desde então, e apesar da suspensão formal, milhares de trabalhadores, muitos deles locais, têm permanecido no local ou nas imediações, preparando o terreno para a retoma oficial.

A reportagem refere ainda que, após o levantamento da força maior, os grupos adjudicatários de contratos adjudicados há mais de cinco anos iniciarão progressivamente os trabalhos de reinício. A Saipem aparece como o principal contratista EPC (engineering, procurement and construction) para as duas linhas de liquefacção, enquanto empresas como McDermott e Chiyoda passam a assumir papéis menores face a dificuldades financeiras recentes.

A TotalEnergies foi contactada para comentários sobre o assunto, segundo o documento, e fontes do processo aguardam apenas a confirmação final do governo, referido no texto como o governo do Presidente Daniel Chapo, para oficializar o calendário e permitir a chegada a Moçambique de representantes do sector, fornecedores e investidores para o que deverá ser considerado um evento de grande simbolismo económico. UPSTREAM ONLINE

Millennium Challenge Corporations regressa a Moçambique

A Embaixada dos Estados Unidos de América em Moçambique confirma, através de um comunicado de imprensa, a retoma do financiamento do programa Millennium Challenge corporations, avaliado em mais de 500 milhões de dólares de financiamento ao país, em vários programas de reconstrução e transformação social.

O programa havia sido suspenso pela administração Trump, no âmbito da reestruturação feita no início do ano, e que culminou com a retirada de vários projectos de apoio ao continente africano. 

De acordo com o documento, a decisão de manter o programa em Moçambique foi tomada pelo Conselho de Administração da Millennium Challenge Corporation (MCC) durante uma reunião que teve lugar em Agosto, que recomendou o avanço do Compacto de Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique, no âmbito da revisão da assistenciais externa.

A Embaixada norte-americana garante que o programa “está plenamente alinhado com as prioridades da política externa dos EUA” e que “visa produzir benefícios concretos” para os dois povos.

O Acordo de Financiamento ao Compacto II foi assinado a 20 de Setembro de 2023 no Capitólio, em Washington e inclui uma nova ponte sobre o rio Licungo, na província da Zambézia, e uma circular integrada na mesma infra-estrutura.

Segundo a Embaixada, neste segundo, a aposta é melhorar as redes de transporte em áreas rurais, em sede do Projecto de Transportes e Estradas Rurais, onde se incluem a nova ponte sobre o rio Licungo e respectiva estrada de ligação, incentivar a agricultura comercial através de reformas políticas e fiscais (Projecto de Promoção de Investimentos e Reformas na Agricultura Comercial) e reforçar os meios de subsistência costeiros através de iniciativas de resiliência climática (Projecto Meios de Vida e Resiliência Climática) é igualmente parte das acções-chave do Compacto II para Moçambique.

Aos 500 milhões de dólares da MCC, somam-se 37,5 milhões de comparticipação do Estado moçambicano, conforme o Acordo de Financiamento.

A nível da África Austral, Moçambique e o único país que vai continuar a contar com a ajuda da MCC, dado que os outros países da região como Lesotho, Malawi e Zâmbia deixaram de beneficiar do apoio.

Seguros cobrem apenas 17% da população em Moçambique | Profile

Apenas 17% da população moçambicana está coberta por algum tipo de seguro, segundo o secretário de Estado para o Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, que falava durante a XXIV Conferência Anual da Associação de Supervisores de Seguros dos Países Lusófonos (ASEL), realizada em Maputo.

Com uma população superior a 30 milhões de habitantes, o número de pessoas com seguro ainda é considerado bastante reduzido, sendo os homens os que mais recorrem aos serviços disponíveis. Segundo Tivane, “nós somos uma população de cerca de 32 milhões de habitantes, e mais da metade é economicamente activa. Contudo, em 2022, apenas 31% dos adultos possuíam uma conta bancária, a cobertura de pensões abrangia somente 14% da nossa população adulta e apenas 17% tinham acesso a algum serviço de seguro, actualmente”.

A baixa adesão reflecte a escassez de conhecimento da importância dos seguros e a fraca penetração do sector na economia, com apenas 2% de contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB), comparativamente aos 4% registados, em média, nos países da CPLP. A meta do Governo moçambicano é atingir os 3% nos próximos anos.

A conferência também destacou o papel da tecnologia como elemento essencial para impulsionar o sector segurador. A presidente do Conselho de Administração da ASEL, Ester José, defendeu a inovação como caminho para a inclusão. “O desafio é, agora, aliar-se à tecnologia para criar produtos personalizados e acessíveis, garantindo que o consumidor os utilize de forma consciente”, afirmou.

Ester José sublinhou ainda que “a inteligência artificial revela ser uma força transformadora que tende a redefinir a subscrição de riscos e a gestão de sinistros, trazendo novos desafios regulatórios para a ASEL”.

Para Moçambique, um dos países mais vulneráveis do mundo a eventos climáticos extremos, a necessidade de mecanismos de protecção torna-se cada vez mais urgente.

“Precisamos de um sector de seguros robusto, inclusivo e preparado para enfrentar os desafios do presente e do futuro, com destaque para as mudanças climáticas, apostando nas novas estratégias tecnológicas e na gestão sustentável dos nossos recursos naturais”, apelou Tivane.

“A necessidade de seguros paramétricos e agrícolas tende a deixar de ser um discurso académico para se tornar uma prioridade política”, alertou Ester José, sublinhando o papel estratégico do sector segurador na resiliência das economias lusófonas.

A porta-voz do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), Francelina Sitoe, reconheceu que a falta de conhecimento e confiança nos seguros continua a ser uma barreira significativa. “Nem toda a população compreende a importância de assegurar a sua saúde e os seus bens, daí que precisamos de continuar a trabalhar para conquistar a confiança da população”, afirmou Sitoe.

O seguro automóvel continua a liderar a procura no país, mas, durante a pandemia da COVID-19, houve um crescimento expressivo dos seguros de vida, reflectindo uma mudança no comportamento dos consumidores moçambicanos.

O Governo e os operadores do sector comprometem-se a fortalecer a regulação, promover a inovação tecnológica e reforçar campanhas de educação financeira. A intenção é, não apenas aumentar a taxa de cobertura, mas também garantir que os seguros sejam ferramentas eficazes na protecção social e económica dos moçambicanos.

Contribuição fiscal da Sasol atinge 6,2 mil milhões de meticais | Profile

Sasol

A petrolífera sul-africana Sasol, que explora os poços de gás natural de Pande e Temane na província meridional de Inhambane, consolidou a sua posição de destaque na economia moçambicana, ao canalizar 6,2 mil milhões de meticais (cerca de 92 milhoes de dólares) em impostos em 2024, valor que a mantém entre os três maiores contribuintes fiscais no país.

Nos últimos cinco anos, a companhia já entregou perto de 25 mil milhões de meticais (391 milhoes de dólares) aos cofres do Estado, confirmando-se como parceiro estratégico para o desenvolvimento económico.

Segundo o director-geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, em entrevista a AIM, o cumprimento das obrigações fiscais é um dos compromissos centrais da empresa. “Estamos a cumprir rigorosamente o pagamento de todos os impostos devidos, desde o IRPC, com uma taxa de 32%, ao IVA, de 16%, royalties de 5% e o IRPS. Este compromisso já nos valeu várias distinções pela Autoridade Tributária”, afirmou.

Em 2024, a Sasol Petroleum Temane (SPT) foi reconhecida como terceiro maior contribuinte em IRPC. No ano anterior, em 2023, a empresa foi distinguida em duas categorias, maior contribuinte de IRPC e maior contribuição global no exercício económico.

A expectativa de receitas para Moçambique tende a crescer com a entrada em produção da licença o Projecto do Acordo de Partilha de Produção (PSA). Trata-se de um activo de desenvolvimento integrado que irá produzir gás natural, petróleo leve e gás de petróleo liquefeito (GPL), conhecido como gás de cozinha para serem comercializados em Moçambique prevista para o final de 2025.

Com um investimento de 760 milhões de dólares, este projecto vai representar uma mudança estrutural na matriz energética nacional, tendo em conta que, cerca de 60 por cento a 65 por cento do gás produzido será monetizado no mercado interno, contrastando com os 20 a 25 por cento actualmente consumidos no país pela licença Acordo de Produção de Petróleo (PPA), em vigor desde 2004.

Além disso, a Sasol já abastece cinco centrais termoeléctricas a gás em Moçambique, que juntas produzem 450 MW de energia, reforçando o papel da companhia na segurança energética nacional.

Outro marco do compromisso da Sasol é o aumento das compras locais, tendo despesa anual com fornecedores moçambicanos quase triplo em cinco anos, passando de 16,5 milhões de dólares em 2019 para 37 milhões em 2024. No mesmo período, os gastos com empresas de Inhambane multiplicaram-se por cinco, atingindo 13,2 milhões de dólares.

“Estamos a investir em Moçambique há mais de 20 anos, mesmo em contextos de instabilidade, porque acreditamos no potencial do país. Hoje, estamos a criar um mercado interno para o gás natural e a preparar oportunidades para os jovens e empresas locais no sector do oil & gas”, destacou Rodolfo.

A Sasol reforça ainda o seu impacto social através de acordos de envolvimento local, programas de geração de renda e investimentos em educação e comunidades, iniciativas que, segundo o director-geral, têm “virado a página” na relação com as populações das áreas de operação.

Com planos de expandir as actividades a jusante e contribuir para a transição energética, a Sasol reafirma-se como actor-chave não apenas no sector extractivo, mas também na construção de um futuro energético sustentável para Moçambique. AIM-Paulino Checo/sg

Grindrod assinala dois anos da Campanha de Cultura de Segurança Bassopa e lança “The Grindrod Way”

A Grindrod celebrou esta semana, em Maputo, o segundo aniversário da sua Campanha de Cultura de Segurança Bassopa, com a participação de mais de 300 pessoas entre colaboradores, contratados e parceiros num evento dinâmico que incluiu actuações culturais, partilhas de histórias pessoais e a entrega de prémios que reconheceram aqueles que vivem a segurança diariamente e que vão além dos valores da empresa.

Durante o evento, a Grindrod apresentou The Grindrod Way, uma estrutura recém-criada com foco no crescimento do negócio e na eficácia operacional através de uma abordagem centrada nas pessoas. Kwazi Mabaso, CEO da Divisão Bulk da Grindrod, afirmou: “Temos orgulho em apresentar The Grindrod Way, um modelo integrado que visa impulsionar tanto a excelência do cliente como a excelência operacional, dando sempre prioridade à segurança, aos padrões éticos e ao nosso propósito organizacional.”

Pedro Poh Quong, COO da Grindrod Bulk Moçambique, acrescentou: “O que começou como uma campanha é agora a nossa cultura. As equipas avaliam riscos rotineiramente, expressam as suas preocupações e apoiam-se mutuamente. A verdadeira conquista é todos regressarem a casa em segurança. Com o The Grindrod Way, estamos a incutir o mesmo cuidado, disciplina e excelência em todas as nossas operações.”

Desde o seu lançamento em 2023, a campanha Bassopa contribuiu para avanços significativos em segurança, incluindo uma redução de 62% em Acidentes com Perda de Tempo (LTI) e uma melhoria de 47% na Taxa de Frequência de Acidentes com Perda de Tempo (LTIFR). Estes resultados foram alcançados através de medidas proactivas como a promoção da comunicação aberta, a resolução de quase acidentes, a implementação de procedimentos estruturados de encerramento de turnos e a disponibilização de coaching entre pares.

The Grindrod Way abrange Segurança, Valores e Ética, Excelência no Cliente, Excelência Operacional e Reconhecimento, define indicadores-chave de desempenho (KPIs) claros, promove a resolução de problemas na sua raiz e reforça os princípios STIAD: Safely (Segurança), Think (Pensar), Identify (Identificar), Assess (Avaliar), Do (Fazer). Esta abordagem foi concebida para cultivar um ambiente que permita aos colaboradores alcançar alto desempenho, apoiar o sucesso dos clientes e garantir que o propósito da Grindrod seja constantemente refletido em todas as operações.

Unidade de processamento de gás de cozinha inaugurada em Novembro

O Ministro dos Recursos Minerais e Energias, Estevão Pale, que a vai ser inaugurada em Novembro deste ano a unidade de processamento de gás de cozinha localizada no distrito de Inhassoro, província de Inhambane.

“No próximo dia 13 de Novembro, iremos inaugurar infra-estrutura de processamento de hidrocarbonetos em Inhassoro. Esta unidade permitirá a produção integrada de gás natural, GPL, geralmente conhecido como gás de cozinha e petróleo leve, ampliando a capacidade nacional de refinação” disse.

A infra-estrutura foi projectada para produzir 30 mil toneladas anuais de gás natural liquefeito, 53 milhões de megajoules de gás natural por ano, e quatro mil baris de petróleo leve por dia, e vai operacionalizar a central térmica de Temane.

“Queremos que o mesmo se observe na área de combustíveis e de electricidade. Criar um ambiente competitivo para a participação do sector privado, mas garantir, em simultâneo, maior regulação e fiscalização pelo Estado” disse o Ministro, citado pela TVM.

A nova unidade de processamento vai permitir a produção integrada de gás natural e petróleo leve, ampliando a capacidade nacional de refinação, bem como assegurar maior disponibilidade de gás de cozinha para o mercado doméstico.

Moçambique emitiu até Junho mais de 1800 títulos mineiros

O Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) emitiu, durante o primeiro semestre do presente ano, 1 858 títulos mineiros, correspondendo a 69% dos pedidos pendentes até 2024, o que reduziu o congestionamento no sistema de licenciamento mineiro devolvendo credibilidade ao processo.‎

Os dados foram avançados durante a abertura do X Conselho Coordenador do MIREME pelo ministro Estêvão Pale, tendo salientado na ocasião que como resultado destas acções em curso, e em estreita coordenação com a Autoridade Tributária, foram arrecadados 301,3 milhões de meticais em receitas através da recuperação de dívidas fiscais.

‎Segundo o MIREME, “foram ainda identificados 223,4 milhões de meticais em cauções executáveis, que serão revertidas a favor do Estado para apoiar a reabilitação e encerramento de minas abandonadas”. ‎

Na área de hidrocarbonetos destacam-se os ganhos do Projecto Coral Sul FLNG, cuja produção iniciou em 2022 e já consolidou o seu sucesso com a exportação de 120 embarques de Gás Natural Liquefeito e 17 de condensado para o mercado internacional, gerando mais de 235 milhões de dólares norte-americanos em receitas e reafirmando Moçambique como um actor global no fornecimento de energia limpa.‎

(Foto DR)

Coral Norte: DFI da ENI Rovuma Basin previsto para Outubro

A Decisão Final de Investimento (DFI) para o projecto Coral Norte FLNG da ENI Rovuma Basin, está prevista para a primeira semana do próximo mês de Outubro, avançou, ontem, em Nova Iorque, nos EUA, o Presidente da República.

“Moçambique tem gás. Tem uma das maiores descobertas de gás, do mundo. Neste momento, estamos a explorar e a exportar gás com a ENI, que é italiana, onde o investimento foi de cerca de sete bilhões de dólares. Na primeira semana de Outubro vamos fazer o lançamento do segundo projecto, Decisão Definitiva do Investimento. Também são cerca de sete bilhões de dólares” adiantou Daniel Chapo.

Recorde-se que o Governo aprovou o projecto Coral Norte FNLG em 8 de Abril passado, para o desenvolvimento e produção de 3,5 milhões de toneladas durante 30 anos, Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Falando durante a Reunião da Aliança para a Energia Global, à margem da 80ª sessão de Alto Nível da Assembleia-geral da ONU, o Chefe de Estado recordou que o país hospeda o projecto de gás liderado pela francesa TotalEnergies, avaliado em 15 bilhões de dólares, e o projecto liderado pela americana a ExxonMobil, avaliado em 20 bilhões de dólares.

Krypton Chemicals apresenta solução inovadora para prolongar vida útil de infra-estruturas no país

A Krypton Chemicals, multinacional presente em 75 países, estreia-se no mercado moçambicano durante a 10.ª Cimeira de Gás e Energia, em Maputo, trazendo consigo a poliureia, um produto revolucionário que promete reduzir custos, aumentar a segurança e prolongar a vida útil das infra-estruturas industriais e marítimas.

O lançamento oficial da marca no país está previsto para 2026.

Segundo os representantes da empresa, a poliureia é uma solução já utilizada em mercados desenvolvidos, mas inédita em Moçambique, capaz de responder a um dos maiores desafios da indústria, a corrosão de infra-estruturas e equipamentos.

“As pinturas convencionais usadas em plataformas marítimas, mesmo com certificação C5, duram no máximo dois anos. A nossa poliureia cria uma camada protectora que pode garantir até 20 anos de durabilidade, resistindo ao sal, ao sol e à pressão da água”, destacou a fonte da empresa em entrevista a AIM.

Com uma aplicação vasta, em condutas de gás e petróleo, fundações de betão, silos de fertilizantes e maquinaria pesada. No sector do gás e petróleo, a tecnologia é particularmente relevante, pois permite proteger tubagens por dentro, prevenindo fugas e prolongando a vida útil dos sistemas.

“No oil & gas, conseguimos proteger condutas internas com um revestimento robusto, que evita perdas e aumenta a rentabilidade dos projectos. É um avanço em termos de eficiência e segurança, com custos muito mais baixos quando comparados às soluções tradicionais”, sublinhou.

A Krypton garante ainda que a tecnologia terá impacto directo na economia moçambicana, criando oportunidades de emprego e reduzindo custos de manutenção de empresas locais. Contentores com os primeiros lotes do produto já estão a caminho de Moçambique, vindos da fábrica em Espanha, e a empresa prevê iniciar as primeiras demonstrações práticas ainda este ano.

“Estamos em contra-ciclo, quando muitos investidores retraíram-se devido aos desafios de segurança. Nós acreditamos que Moçambique tem um enorme potencial, não apenas nos megaprojetos do gás em Cabo Delgado, mas também em sectores como construção civil, portos e logística”, afirmou a empresa.

A multinacional lembra a sua experiência em mercados exigentes, como o offshore europeu, onde a poliureia já provou reduzir custos de manutenção em até 50%. Em Moçambique, a expectativa é replicar este sucesso.

“Queremos transformar contactos em negócios já em 2026. Acreditamos que este é o produto certo, no país certo e no momento certo”, concluiu o representante.

Com soluções que se destacam pela durabilidade, baixo custo e segurança, a Krypton Chemicals posiciona-se como um novo actor-chave no desenvolvimento industrial e energético de Moçambique.

Inovação digital acelera transformação económica em África | Profile

A revolução tecnológica em curso em África está a redesenhar o panorama económico do continente, com a inovação digital a impulsionar crescimento sem precedentes em sectores que vão das finanças digitais à agricultura. De soluções de mobile money que ultrapassaram o sistema bancário tradicional a técnicas agrícolas apoiadas por inteligência artificial, empreendedores africanos não se limitam a seguir tendências globais: criam soluções que o mundo começa agora a replicar.

Nos últimos dez anos, o ecossistema tecnológico africano registou uma transformação notável, alterando de forma estrutural o funcionamento dos negócios em várias geografias. Esta revolução digital vai além dos grandes centros urbanos, chegando às comunidades rurais e criando oportunidades onde, até há pouco tempo, a falta de infra-estruturas era barreira intransponível. O impacto traduz-se, assim, num catalisador para a diversificação económica e o crescimento inclusivo.

Leia também: ENI prevê beneficiar 3,5 milhões de moçambicanos com fogões ecológicos

Mobile como porta de entrada

A telefonia móvel é o pilar desta mudança. Com mais de 650 milhões de subscritores no continente, os smartphones tornaram-se a principal porta de acesso a serviços digitais. As taxas de penetração continuam a crescer, permitindo que milhões de pessoas tenham, pela primeira vez, acesso a serviços de banca, educação e saúde. Este fenómeno criou terreno fértil para soluções inovadoras adaptadas aos desafios locais.

Fintech como caso de sucesso

O sector financeiro digital é o exemplo mais visível desta transformação. Empresas como a M-Pesa, no Quénia, e a Flutterwave, presente em vários mercados, provaram que os serviços financeiros digitais podem promover inclusão financeira em larga escala. Estas plataformas processaram já milhares de milhões de dólares em transacções, demonstrando que soluções africanas podem escalar globalmente. Em consequência, investidores internacionais aplicaram mais de dois mil milhões de dólares em startups fintech africanas nos últimos anos.

Agricultura e tecnologia

Também a agricultura está a colher benefícios da inovação digital. Plataformas electrónicas ligam directamente pequenos agricultores a compradores, eliminando intermediários e aumentando os rendimentos. Paralelamente, o recurso a imagens de satélite e a análises baseadas em IA permite optimizar colheitas e gerir recursos de forma mais eficiente. Estas inovações contribuem para enfrentar desafios de segurança alimentar, ao mesmo tempo que geram meios de subsistência sustentáveis para milhões de famílias.

Perspectivas

O ritmo da transformação digital em África mostra-se irreversível. Iniciativas governamentais de apoio à expansão das infra-estruturas digitais, somadas ao crescente interesse de fundos de capital de risco, apontam para uma trajectória de expansão contínua. O futuro da revolução tecnológica no continente deverá, por isso, acelerar o crescimento económico e posicionar África como polo global de inovação nas próximas décadas.

Fonte: FURTHER AFRICA