Friday, April 10, 2026
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Rússia prepara investimento para instalação de fábrica de camiões em Moçambique

EMPRESÁRIOS da indústria automóvel da Federação da Rússia estão interessados em investir na instalação de uma fábrica de montagem de camiões de marca “Kamaz”, em Moçambique.
A iniciativa visa dinamizar as relações históricas de cooperação bilateral entre os dois países, bem como alavancar a geração de empregos, mobilidade e crescimento económico.

Esta intenção foi manifestada recentemente pelo novo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Federação da Rússia, designado para Moçambique, Vladmir Nicolaevich Taravov, durante o acto de apresentação de cartas credenciais ao Presidente da República, Daniel Chapo.

Sem indicar datas para o arranque desta iniciativa, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, falando à imprensa em nome do Presidente da República, explicou que, Moçambique já recebeu e usou camiões de marca “KAMAZ” para vários fins e a experiência foi muito boa devido a robustez do equipamento.

A chefe da diplomacia anotou ainda que a instalação da fábrica vai responder à necessidade de criação de mais empregos directos e indirectos, através da prestação e fornecimento de diversos serviços.

Fonte: Notícia

Estudantes universitários apresentam soluções de inclusão financeira

Em jeito de ilustração do momento FINCKATHON, as soluções inovadoras para responder aos desafios da inclusão financeira ganharam espaço na 3ª edição do M-Pesa FinTalks, que decorre no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. O painel relembrou as quatro soluções vencedoras da edição M-Pesa FINCKATHON 2025, que demonstram como a criatividade e a tecnologia podem impulsionar a transformação digital.

Foi nessa senda em que a conferência procedeu a uma sessão das soluções apresentadas pelos estudantes universitários e que estão em fase de incubação para serem integradas no M-Pesa, o primeiro chama-se “M-Guia”, solução apresentada pelos estudantes do ISUTC, torna o M-Pesa mais acessível através da inserção de línguas locais e do uso de voz, garantindo maior inclusão digital.

A outra proposta é o “Procura Já”, concebida pelo grupo estudantil da UEM, permite identificar os agentes M-Pesa com saldo disponível, evitando que os clientes percorram longas distâncias em busca de atendimento.

A Uni Zambeze apresentou o “M-Loda”, um sistema que promove a cooperação entre agentes para evitar a falta de recurso financeiros, permitindo transferências rápidas e garantindo maior fluidez na utilização do M-Pesa.

Por último, o ISCTEM trouxe o “M-Djo”, uma solução inclusiva que, através de um sistema de voz, possibilita que pessoas que não sabem ler nem escrever realizem transacções financeiras de forma autónoma.

Essas soluções demonstram o compromisso do M-Pesa em continuar a promover a inclusão financeira e digital, criando ferramentas que aproximam comunidades, fortalecem pequenos negócios e ampliam o acesso a serviços financeiros em Moçambique.

Playground é eleita Melhor Agência de Comunicação nos COMARP Awards 2025

A Playground Mozambique acaba de ser distinguida como Melhor Agência de Comunicação na edição 2025 dos COMARP Awards, prémio estabelecido em parceria com a Southern Africa Development Community Marketing Association (SADCMA), que reconhece a excelência no domínio da Comunicação, Marketing e Relações Públicas em Moçambique. A entrega da distinção ocorreu no âmbito do evento COMARP Awards, promovido pelo COMARP Forum, que decorre anualmente para premiar empresas e profissionais com desempenho de destaque no sector.

O COMARP Awards 2025 surge como uma plataforma de avaliação criteriosa, na qual agências, organizações e talentos individuais são avaliados com base em critérios como inovação, impacto, resultados de campanhas, criatividade e capacidade de gestão da comunicação corporativa.

Ser distinguido com esta categoria corporativa, “Melhor Agência de Comunicação”, representa para a Playground o reconhecimento público da sua capacidade estratégica de gerir marcas, campanhas, e da habilidade de produzir comunicações que ressoam junto do público e dos stakeholders.

Para além da categoria de “Melhor Agência de Comunicação”, o COMARP Awards 2025 distinguiu igualmente outras organizações de referência. A GOLO foi eleita Melhor Agência de Marketing, a FDS – Fim de Semana, Melhor Agência de Relações Públicas, a CAETSU – Create Moçambique e o Millennium BIM, pela Melhor Campanha de Marketing, e o Banco UBA, na categoria de Melhor Acção de Responsabilidade Social e Corporativa.

A Electricidade de Moçambique (EDM) arrecadou o prémio de Melhor Estratégia de Gestão de Crises de Comunicação, enquanto a Emotion foi distinguida em Comunicação Interna e Cultura Organizacional. Por outro lado, a Coca-Cola conquistou o título de Melhor Publicidade Comercial, a Karingana brilhou em Campanha de Relacionamento com a Media, a Be Girl destacou-se em Mudança de Comportamento Social e, por fim, a EMOSE foi reconhecida em Campanha de Promoção e Seguros.

Playground Named Best Communication Agency at COMARP Awards 2025

Playground Mozambique has been distinguished as Best Communication Agency at the 2025 edition of the COMARP Awards – an accolade established in partnership with the Southern Africa Development Community Marketing Association (SADCMA), which recognizes excellence in the fields of Communication, Marketing, and Public Relations in Mozambique. The award was presented during the COMARP Awards ceremony, promoted by the COMARP Forum, an annual event that honors companies and professionals who demonstrate outstanding performance in the sector.

The COMARP Awards 2025 stands as a platform of rigorous evaluation, where agencies, organizations, and individual talents are assessed based on criteria such as innovation, impact, campaign results, creativity, and corporate communication management capacity.

At the same event, the book “The Integrated Power of Communication, Marketing and Public Relations” was also launched. This launch underscores the event’s commitment not only to celebrating excellence but also to fostering academic and practical reflection on the possible synergies between communication, marketing, and public relations.

Being recognized in this corporate category of Best Communication Agency represents for Playground a public acknowledgment of its strategic ability to manage brands and campaigns, as well as its capacity to deliver communications that resonate with both audiences and stakeholders.

In addition to the Best Communication Agency award, the COMARP Awards 2025 also recognized excellence in other areas, such as Best Digital Strategy, Best Institutional Campaign, Best Public Relations Professional, Best Brand Management, and Best Corporate Social Responsibility Project, reinforcing its commitment to valuing the diversity and impact of the communication sector in Mozambique.

Alongside Playground’s recognition, several other organizations of reference were also distinguished. GOLO was named Best Marketing Agency, FDS – Fim de Semana, Best Public Relations Agency, CAETSU – Create Moçambique and Millennium BIM, Best Marketing Campaign, and UBA Bank, Best Social and Corporate Responsibility Action.

Electricidade de Moçambique (EDM) won the award for Best Crisis Communication Management Strategy, while Emotion was distinguished in Internal Communication and Organizational Culture. Meanwhile, Coca-Cola earned the title of Best Commercial Advertising, Karingana shone in Media Relationship Campaign, Be Girl stood out in Social Behavior Change Campaign, and finally, EMOSE was recognized for Best Promotion and Insurance Campaign.

Novas soluções digitais revolucionam o uso e acesso a serviços financeiros

Foram destaque desta edição da Conferência Fintalks a apresentação de histórias reais de inclusão financeira como ferramenta para impulsionar a mudança geracional e o auto-emprego, tal como aconteceu na intervenção de Gabriela Rosales, líder de equipa e responsável pela componente de Acesso aos Serviços Financeiros do Programa GIZ-VAMOZ Competir.

Na sequência, foram apresentadas soluções de diversos segmentos financeiros que já estão a gerar impacto concreto, nomeadamente o Solar Gas Energy, Com investimento em kits de biogás que transformam resíduos agrícolas e esterco em energia limpa, gás de cozinha, iluminação e biofertilizantes, a iniciativa WE FINANCE CODE, que reforça a necessidade das instituições financeiras criarem produtos e políticas mais inclusivas, garantindo maior acesso a financiamento para mulheres empreendedoras e o M-Pesa que a solução “Txova”, um serviço de microcrédito automático que vem responder a uma das maiores limitações enfrentadas pelos clientes: a falta de pequenos valores monetários para completar transacções essenciais do dia-a-dia.

PRIMEIRO PAINEL DE DEBATE:

Do Acesso ao Impacto: Como a Inclusão Financeira Pode Remodelar as Dinâmicas do Mercado de Trabalho em Moçambique. O primeiro Painel de Discussão na 3ª edição da Conferência M-Pesa FinTalks esteve subordinado ao tema Do Acesso ao Impacto: Como a Inclusão Financeira Pode Remodelar as Dinâmicas do Mercado de Trabalho em Moçambique.

Sob moderação de Vânia Nhaúle, o painel esteve composto por Jaime Comisse, representante da Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), Dário Camal, académico, diplomata e activista social e Carlos Mondle, vice presidente da FintechMZ.

Durante o debate, Dário Camal referiu que os desafios da inclusão financeira em Moçambique vão além do uso e acesso aos serviços financeiros, destacando a necessidade de uma colaboração multissectorial para um investimento na literacia tecnológica e financeira, incluído a agenda da literacia financeira nos currículos escolares. Além disso, Camal defende que a inclusão financeira requer a criação de produtos financeiros acessíveis e adaptáveis à realidade socioeconómica do país.

Por sua vez, Carlos Mondle abordou os desafios relacionados com a criação, licenciamento e investimento nas soluções financeiras digitais em Moçambique tendo destacado a morosidade do processo de incubação dos serviços junto do regulador, políticas não adaptáveis à dimensão do investimento, escassez de mão-de-obra qualificada ou especializada, entre outros.

Baseado na sua vasta experiência na UNIDO, Jaime comiche falou da importância da colaboração multissectorial e resiliência na consolidação de soluções digitais tendo como exemplo o Balcão de Atendimento Único (Baú) e o seu impacto na racionalização, modernização e simplificação de processos administrativos.

SEGUNDO PAINEL DE DEBATE:

Como Comunidades, Bancos, Fintechs, Reguladores e Governo podem, LIGADOS, Impulsionar a Mudança

Desde 2015, o número de contas móveis em Moçambique registou um crescimento expressivo, passando de 28% para 109% em poucos anos. Esse aumento reflecte a adesão massiva de milhares de pessoas ao uso de sistemas financeiros digitais. Contudo, a medida que a inclusão financeira avança, surge também a necessidade de criar complementaridade entre os diferentes sectores.

Foi com base nessa reflexão que o último painel de debate da 3ª edição da Conferência M-Pesa FinTalks destacou a urgência de se garantir um ecossistema mais integrado, onde as comunidades, os bancos, as fintechs, os reguladores e o governo caminhem lado a lado na promoção da mudança.

A mensagem central foi clara: o futuro da inclusão financeira não depende apenas da tecnologia, mas da capacidade de criar pontes de confiança, colaboração e inovação entre todos os actores envolvidos.

Os intervenientes sublinharam ainda que a consolidação deste caminho exige políticas robustas, soluções inovadoras que respondam à realidade local e maior literacia financeira para que os cidadãos não apenas tenham acesso às plataformas, mas possam utilizá-las de forma consciente e inclusiva.

Este painel foi moderado pelo economista Egas Daniel e composto por Elda Monteiro, directora do gabinete de Inclusão Financeira do Banco de Moçambique, Casimiro Chicuava, representante da Associação Moçambicana de Bancos, Felix Kamenga, Director Comercial da M-Pesa Africa.

M-Pesa debate uso de soluções financeiras digitais na Transição Geracional e promoção de Auto-emprego

A Vodafone M-Pesa Moçambique realizou, em Maputo a 3ª edição da Conferência M-Pesa Fintalks, sob o lema: “Inclusão Financeira como Pilar para a Transição Geracional e o Auto-emprego Sustentável”. O evento é organizado em parceria com o Financial Sector Deeping Moçambique (FSDMoç), Associação Moçambicana das Fintechs (FinTech.MZ), a Associação GSM (GSMA), M-Pesa Africa, Agência Internacional de Cooperação Alemã (GIZ), Fundação Vodacom e a New Faces, New Voices (NFNV).

A conferência Fintalks deste ano contou com a participação de líderes de vários sectores da economia, incluindo representantes do Governo ao nível do regulador, o Banco de Moçambique, a Associação Moçambicana de Bancos, Instituições Financeiras, ONGs, Comunidade Académicas e o corpo directivo do Grupo Vodacom a nível nacional e continental.

Durante o seu discurso de abertura, o Presidente do Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa Salimo Abdula, afirmou que o lema desta 3ª edição é relevante no contexto actual de Moçambique, que enfrenta os desafios relacionados com os elevados índices de desemprego, a escassez de oportunidades económicas e uma crescente vulnerabilidade financeira.

Salimo Abdula referiu ainda que em Moçambique a maioria dos jovens enfrentam dificuldades em transitar para empregos estáveis, bem como para o empreendedorismo, devido ao acesso limitado ao capital financeiro, à insuficiente literacia financeira e à escassez de soluções digitais adaptadas às suas necessidades.

Diante disso, o dirigente assume que é neste cenário que a inclusão financeira digital torna-se uma oportunidade e um catalisador de transformação social e económica, servindo como ponte para o desenvolvimento do potencial dos jovens e mulheres na criação de negócios sustentáveis, na conquista da autonomia e na garantia de uma transição geracional mais harmoniosa da economia.

Por sua vez e na mesma senda, o director geral da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes, explicou que a inclusão financeira pode ser explorada de forma a abrir caminhos para que mais jovens participem activamente na economia, impulsionem a inovação e encontrem no auto-emprego sustentável, uma oportunidade real de transformação das suas vidas e das suas comunidades. “Ao escolher a Inclusão Financeira como Pilar para a Transição Geracional e a Criação do AutoEmprego Sustentável como tema central desta 3.ª edição do FinTalks, reafirmamos a necessidade de capacitar a juventude para assumir um papel central no crescimento económico de Moçambique”, explicou Sérgio Gomes.

No momento derradeiro do evento, a Directora Executiva do FSD Moç, Esselima Macome, disse que futuro da inclusão financeira está dependente da colaboração intersectorial, tendo destacado que a inclusão financeira deve ser entendida também como um direito humano, por devolver dignidade a milhões de moçambicanos que, durante anos, viveram com limitações económicas e sem acesso a serviços financeiros formais.

M-Pesa Discusses the Use of Digital Financial Solutions in Generational Transition and Promotion of Self-Employment

Vodafone M-Pesa Mozambique held the 3rd edition of the M-Pesa Fintalks Conference in Maputo, under the theme: “Financial Inclusion as a Pillar for Generational Transition and Sustainable Self-Employment.”
The event was organized in partnership with Financial Sector Deepening Mozambique (FSDMoç), the Mozambican FinTech Association (FinTech.MZ), the GSM Association (GSMA), M-Pesa Africa, the German International Cooperation Agency (GIZ), the Vodacom Foundation, and New Faces, New Voices (NFNV).

This year’s Fintalks conference brought together leaders from various sectors of the economy, including government representatives at the regulatory level, the Bank of Mozambique, the Mozambican Banking Association, financial institutions, NGOs, academic communities, and the executive management of the Vodacom Group at both national and continental levels.

During his opening speech, Vodafone M-Pesa Chairman of the Board Salimo Abdula stated that the theme of this 3rd edition is particularly relevant in the current context of Mozambique, which faces challenges such as high unemployment rates, a lack of economic opportunities, and growing financial vulnerability.
Salimo Abdula further noted that most young people in Mozambique face difficulties transitioning to stable employment and entrepreneurship due to limited access to financial capital, insufficient financial literacy, and a shortage of digital solutions tailored to their needs.

In this scenario, the executive highlighted that digital financial inclusion becomes both an opportunity and a catalyst for social and economic transformation, serving as a bridge for developing the potential of young people and women in creating sustainable businesses, achieving autonomy, and ensuring a smoother generational transition within the economy.

Similarly, Vodafone M-Pesa CEO Sérgio Gomes explained that financial inclusion can be leveraged to create pathways for greater youth participation in the economy, foster innovation, and provide sustainable self-employment as a real opportunity to transform their lives and their communities.
“By choosing Financial Inclusion as a Pillar for Generational Transition and Sustainable Self-Employment as the central theme of this 3rd edition of Fintalks, we reaffirm the need to empower young people to play a central role in Mozambique’s economic growth,” Sérgio Gomes stated.

At the closing of the event, FSD Moç Executive Director Esselima Macome emphasized that the future of financial inclusion depends on intersectoral collaboration, highlighting that financial inclusion should also be regarded as a human right, as it restores dignity to millions of Mozambicans who, for years, have lived with economic limitations and without access to formal financial services.

Inhambane prepara a 1.ª conferência internacional de turismo agendada para Novembro

A província de Inhambane vai acolher, em Novembro, a primeira conferência Internacional de Turismo, um evento que promete reunir especialistas, investidores e operadores do sector para traçar caminhos concretos de crescimento sustentável.

A conferência é vista pelo governo provincial como uma oportunidade única de colocar Inhambane no centro das atenções nacionais e internacionais, mostrando ao mundo o vasto potencial turístico que a província possui, de forma a atrair investimentos capazes de gerar receitas, criar empregos e impulsionar o desenvolvimento económico e social.

Numa publicação do jornal “O País”, o governador de Inhambane, Francisco Pagula, explicou que a conferência, marcada para Novembro, na cidade de Vilankulo, nasceu da necessidade de criar um mecanismo estruturado de engajamento entre os diferentes investidores nacionais e internacionais.

“Não tínhamos outro caminho senão encontrar este espaço de convergência, e é por isso que abraçamos este sonho. O patrono da conferência será Sua Excelência o Presidente da República, o que demonstra a importância que o evento assume para o país. Mais do que uma conferência, trata-se de um momento histórico, em que vamos mostrar ao mundo aquilo que Inhambane tem para oferecer”, afirmou Pagula.

O governador destacou que já existem confirmações de presenças de grandes players do turismo mundial, incluindo grupos internacionais de referência como o Singita e operadores vindos do Botsuana.

“Queremos que o mundo saiba que Inhambane é a única província do país com quatro parques de conservação. Foi por isso que lançamos recentemente uma revista intitulada ‘Investir em Inhambane’, que destaca as potencialidades das nossas áreas de conservação. Mas o que torna a província ainda mais singular é o facto de ser um dos poucos lugares no mundo onde, num único dia, é possível ver os cinco maiores animais do mar e também os cinco maiores animais da terra. É esta combinação única que pode transformar Inhambane num dos destinos turísticos mais importantes do planeta”, sublinhou o governador.

“Queremos que o turismo esteja na linha da frente da produção global da província, porque só assim ele poderá criar empregos e estimular outras indústrias, como a agrícola, a de processamento e até a do gás natural que temos na região.”

Para o Governo provincial, a expectativa é que o evento marque o início de uma nova etapa para Inhambane, consolidando a província como um destino turístico de classe mundial e transformando o setor numa alavanca de desenvolvimento económico, social e cultural.

Nos últimos cinco anos, foram aprovados na província, mais de 190 projectos ligados à hotelaria e ao turismo, representando um volume de investimento estimado em 600 milhões de dólares.

Foto (DR)

Sonatrach e ENH reforçam cooperação no sector de hidrocarbonetos

O Presidente do Conselho de Administração e Director-Geral da Sonatrach, Rachid Hachichi, reuniu-se no sábado, na sede da empresa em Argel, com a Presidente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH), Ludovina Bernardo, no quadro da Feira de Comércio Intra-Africana (IATF 2025), que decorre de 4 a 10 de Setembro, na capital argelina.

O encontro serviu para reafirmar a solidez das relações entre as duas companhias e identificar novas oportunidades de cooperação, particularmente nas áreas de exploração e produção de hidrocarbonetos.

Em paralelo, Hachichi manteve igualmente contactos com responsáveis de outras empresas internacionais presentes no certame, como o Vice-Presidente de Vendas da canadiana SpaceBridge, Jamil Joseph, com quem discutiu possibilidades de colaboração no domínio das comunicações por satélite e soluções digitais inovadoras de apoio ao sector energético.

Segundo a Sonatrach, estas reuniões integram a estratégia da empresa de reforço da cooperação africana, privilegiando parcerias baseadas na inovação, na partilha de experiências e no objectivo comum de desenvolver a indústria energética continental, assegurando ao mesmo tempo uma matriz de segurança sustentável.

Fonte: Algeria Press Service – APS

Rubis e areias pesadas sustentam exportações, enquanto grafite enfrenta incertezas no segundo semestre de 2025

Moçambique apresenta um sector mineiro a duas velocidades, enquanto fileiras exportadoras consolidadas, como as areias pesadas e os rubis, registam sinais claros de dinamismo e crescimento, a indústria do grafite enfrenta interrupções operacionais e persistentes incertezas no mercado.

Nos minerais pesados, a Kenmare Resources, que opera a mina de Moma (ilmenite, zircão e rutilo), reportou que a produção do primeiro semestre decorreu em linha com o plano anual, reforçando o papel do corredor norte na balança de exportações do país e mitigando a volatilidade de preços internacionais. A empresa antecipou a sua actualização de produção de Q2/H1 2025, sustentando guidance anual e indicando disciplina operacional mesmo num contexto de custos logísticos e energéticos pressionados.

No rubi, a Montepuez Ruby Mining (MRM), controlada pela Gemfields, iniciou 2025 com resultados robustos em leilões de gemas em Bangkok, o certame de Abril somou mais de 68 milhões de dólares, com uma taxa de venda de praticamente 100%, confirmando a resiliência da procura e a retoma operacional após constrangimentos de segurança em Cabo Delgado. Estes encaixes fortalecem receitas fiscais e parafiscais da cadeia extractiva, e ajudam a compensar ciclos menos favoráveis noutros minérios.

Entretanto, no grafite, mineral crítico para baterias, o quadro é misto. A Twigg Exploration (subsidiária da Syrah Resources) detém a operação de Balama, uma das maiores reservas mundiais, mas a empresa reportou paralisações intermitentes em 2025 devido a protestos comunitários e condições de mercado, com suspensão das actividades em Abril e avaliação de um reinício faseado condicionado à procura e ao ambiente local. Mesmo com o activo de classe mundial, o negócio segue exposto a ciclos de preço, concorrência asiática e desafios de licenciamento social. Em paralelo, continuam movimentos corporativos: em Fevereiro, a canadiana Global Li-Ion Graphite assinou um MoU exclusivo para adquirir 100% do projecto Montepuez Graphite, sinalizando apetite por activos em Moçambique apesar da volatilidade sectorial.

No carvão metalúrgico e térmico de Tete, a Vulcan Mozambique (que assumiu os activos da Vale em Moatize e no Corredor de Nacala) mantém o foco em eficiência e expansão de capacidade logística. Em 2025, a empresa e autoridades moçambicanas discutem o aumento do escoamento ferroviário e melhorias de segurança operacional, com a Vulcan a sublinhar a importância do activo para empregos e exportações e a AIM a assinalar o compromisso do Governo em destravar gargalos e atrair novo investimento no cluster mineiro de Tete. Em paralelo, a Jindal reafirmou a intenção de alongar a vida útil da mina e modernizar operações, inserida numa estratégia de maior integração logística.

No plano regulatório, o Executivo avançou em Maio com a apresentação pública do ante-projecto da Lei de Conteúdo Local, proposta que abrange também a mineração e visa maximizar encadeamentos com a economia nacional por via de quotas de bens e serviços, transferência de competências e metas de emprego. A revisão pretende conciliar competitividade com maior valor acrescentado doméstico, tema sensível para as províncias mineiras onde a pressão por benefícios tangíveis é elevada. A par disso, o Instituto Nacional de Minas (INAMI) prossegue a digitalização do cadastro mineiro, instrumento central para previsibilidade regulatória, transparência na atribuição de títulos e monitoria ambiental e social.

Do lado das finanças públicas e da transparência, a plataforma da Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas (EITI) indica que a mineração, a par de hidrocarbonetos, continua a ser uma fonte material de receitas e exportações, com relatórios recentes a documentarem pagamentos, receitas e beneficiários efectivos, elementos que informam a discussão sobre repartição de benefícios e governação local. Para 2025, a expectativa do Governo e de parceiros é consolidar a conformidade EITI, integrando dados fiscais e parafiscais e reforçando a prestação de contas ao nível provincial.

Em síntese, o semestre arranca com três eixos claros. Primeiro, continuidade operacional nas cadeias de rubis e areias pesadas, com leilões fortes e produção estável a sustentar receitas e emprego. Segundo, necessidade de estabilizar o grafite,  activo estratégico para a transição energética, por meio de diálogo comunitário, competitividade e contratos de longo prazo, num mercado global sujeito a excesso de oferta e políticas industriais de grandes economias.

Terceiro, agenda regulatória e institucional a ganhar tracção (conteúdo local, cadastro digital, padrões EITI), condição para atrair capital paciente e mitigar riscos ESG. A equação para o resto de 2025 passa por executar projectos com disciplina, reduzir fricções logísticas e sociais e garantir que cada novo dólar investido em mineração gere mais encadeamentos na economia real, da logística à metalomecânica, da formação técnica à tecnologia de monitoria ambiental.

Fonte: Proactive InvestorsTwigg Exploration & Mining LimitadaJunior Mining Network

Fonte: Global Energy MonitorBloomberg

Fonte: Syrah Resources