Monday, May 4, 2026
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João Das Neves: “O turista distribui a sua receita em vários sectores da economia”

Na visão do Secretário-geral da AVITUM, João Das Neves, a oferta de serviços turísticos em Moçambique aumentou exponencialmente, nos últimos 20 anos,  para um número de turistas que, por diversas razões, reduziu.

“As oportunidades no sector de turismo foram diluídas, remetendo aos que apostaram neste sector numa situação muito difícil”, lamentou, acrescentando que há cada vez mais operadores turísticos a abandonarem os seus empreendimentos por insustentabilidade e a tentar procurar uma reforma compulsiva nos seus países de origem.

Das Neves é da opinião que o sector do turismo consegue mexer com tudo, principalmente com uma boa parte do sector informal. Sucede que as estatísticas acabam não refletindo na contabilidade fiscal e macroeconómica do país pela sua natureza.

Contudo, Das Neves refere ainda que a chegada de um turista implica, pelo menos, a actividade de 10 trabalhadores ou mais, directamente envolvidos ou beneficiados no processo, desde os serviços de táxi, o artesanato, o comerciante de pequenas refeições, entre outros.

A nossa fonte considerou ainda que Moçambique tem cerca de 60% da economia focada no sector informal, o que a seu ver também reflecte-se no turismo, portanto assumiu não ter uma indicação efectiva, mas sabe que turismo contribui em cerca de 5% do PIB.

“Há aspectos que ultrapassam os números, pois não é só a questão do valor que o turista gastou, mas é o impacto a quem gastou e como gastou. O turista, mal sai do aeroporto, começa a comprar amendoim, depois uma peça de artesanato, ou seja, o turista distribui permanentemente a sua receita em vários sectores da economia”, disse.

Eclosão da Covid-19 e o papel da AVITUM

No entendimento de João Das Neves, em Moçambique, muito antes da eclosão da Covid-19, o turismo já estava a atravessar momentos difíceis e revelou ainda que neste momento  mais de 90% dos complexos, desde a Ponta do Ouro até às Quirimbas estão “literalmente às moscas”.

“Para mim, o maior problema não é o facto de as estâncias turísticas estarem de rastos, mas sim a falta de rumo, este é o maior desafio”, disse, avançando que a sua conclusão é resultado das interações que mantém com os empresários do sector.

“A decisão de um turista visitar um certo país é um processo muito lento e essa decisão é tomada é detrimento de 1001 opções que tem, por isso é importante que haja algo apelativo que consigamos oferecer e que seja melhor que outros destinos”, afirmou.

“O nosso posicionamento como AVITUM é de fazer uma constante troca de informações e acompanhamento dos colegas para encontrar um rumo”, garantiu.

Búzi Hidrocarbonetos seeks buyers of natural gas

Búzi Hidrocarbonetos is already looking for buyers for the natural gas of Búzi, confirmed through researches made by the Indonesian company EMP. Even though the identification of the existing natural gas potential in the Búzi Basin, in Sofala, is still pending, Búzi Hidrocarbonetos already knows that the resource is marketable.

On the sidelines of a visit made by a delegation of Mozambican businessmen to the headquarters of the holding company, of which the petrochemical company is part, in Jakarta, the Indonesian capital, the CEO of Búzi Hydrocarbons, Taufan Rotorasiko, said that “we found two boreholes with gas and now we are working with a third one, in which we expect to confirm good quantities of resources.

However, as announced this year by the Council of Ministers, the definitive results about the natural gas potential in that region can only be known in 2024.

Gas research drilling in the region began in 2019, in a partnership between Búzi Hidrocarbonetos, with 75%, and the Mozambican state, with 25%, represented by Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos. It is still necessary to ascertain the quantities of the resource.

“We expect to invest about $15 million first, but we also plan to invest about $120 million to build the platform. So, it is a big investment for the country, and we hope that it will create great opportunities for us and for Mozambique,” added the CEO of Búzi Hidrocarbonetos.

Búzi Hidrocarbonetos procura compradores de gás natural

A Búzi Hidrocarbonetos já está à procura de compradores para o gás natural de Búzi, confirmado através de pesquisas feitas pela empresa indonésia EMP. Mesmo faltando a identificação do potencial de gás natural existente na Bacia do Búzi, em Sofala, a Búzi Hidrocarbonetos já sabe que o recurso é comercializável.

À margem de uma visita feita por uma delegação de empresários moçambicanos à sede da holding, da qual a petroquímica faz parte, em Jakarta, capital da Indonésia, o CEO da Búzi Hydrocarbons, Taufan Rotorasiko avançou que “encontramos dois furos com gás e, agora, estamos a trabalhar com um terceiro, em que esperamos confirmar boas quantidades de recursos”.

No entanto, tal como anunciado este ano pelo Conselho de Ministros, os resultados definitivos sobre o potencial de gás natural naquela região só poderão ser conhecidos em 2024.

As perfurações de pesquisa de gás na região iniciaram-se em 2019, numa parceria entre a Búzi Hidrocarbonetos, com 75%, e o Estado moçambicano, com 25%, representado pela Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos. Ainda é preciso apurar as quantidades do recurso.

“Esperamos investir, primeiramente, cerca de 15 milhões de dólares, mas também planeamos investir cerca de 120 milhões de dólares para construir a plataforma. Então, é um grande investimento para o país, e esperamos que o mesmo crie grandes oportunidades para nós e para Moçambique”, acrescentou o CEO da Búzi Hidrocarbonetos.

Sofala projects first eco-friendly charcoal production plant

The factory will have the capacity to produce 2,500 tons of ecological charcoal per year, using as raw material the sawdust that has been wasted by the local lumber industry.

The initiative is from the company LevasFlor and is awaiting the results of environmental impact studies to get off the ground.

According to Radio Mozambique, the general director of the firm, Nils von Sydow, says that the ecological charcoal is very sought after in the international market, where a ton currently costs 800 dollars.

“Most of the charcoal will be exported to Europe and the United States of America. It means that the charcoal has environmental certification and a good international price,” he said.

PR invites UAE entrepreneurs to invest in the country

These meetings are part of the first official visit that the Head of State is making to this country, at the invitation of his Emirati counterpart, Sheik Muhammad bin Zayed Al-Nahyan.

These personalities expressed satisfaction with the openness and encouragement they received from the President of the Republic, pointing out, mainly, the Government’s commitment to create conditions conducive to the flexibility of economic cooperation, a fact that underlines Mozambique’s position as a safe destination for investments.

In the spirit of cordiality that dominated the meetings, the businessmen showed interest in investing, in the area of agriculture for the production of soy, corn and rice, to supply the national market and export the surplus.

Sofala projecta primeira fábrica de produção de carvão vegetal ecológico

A fábrica terá capacidade de produzir 2.500 toneladas de carvão vegetal ecológico por ano, usando como matéria-prima a serradura que tem sido desperdiçada pela indústria madeireira local.

A iniciativa é da empresa LevasFlor e aguarda pelos resultados dos estudos de impacto ambiental para sair do papel.

Segundo a Rádio Moçambique, o director-geral da firma, Nils von Sydow, diz que o carvão vegetal ecológico é muito procurado no mercado internacional, onde uma tonelada custa actualmente 800 dólares.

“A maior parte do carvão vai ser exportado para a Europa e Estados Unidos da América. Significa que o carvão tem certificação ambiental e um bom peço internacional ”, disse.

PR convida empresários dos Emirados Árabes Unidos a investirem no país

Estes encontros estão inseridos na primeira visita oficial que o Chefe do Estado realiza a este país, a convite do seu homólogo dos Emirados, Sheik Muhammad bin Zayed Al-Nahyan.

Estas personalidades manifestaram satisfação com a abertura e o encorajamento que receberam do Presidente da República, apontando, principalmente, o compromisso do Governo de criar condições conducentes à flexibilização da cooperação económica, facto que sublinha a posição de Moçambique como um destino seguro para investimentos.

No espírito de cordialidade que dominou os encontros, os empresários manifestaram interesse em investir, na área de agricultura para a produção de soja, milho e arroz, para  abastecer o mercado nacional e exportar os excedentes.

Mozambique and United Arab Emirates sign economic cooperation agreements

Filipe Nyusi’s four-day visit to the United Arab Emirates began on Sunday and comes at the invitation of his counterpart, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, Tiago Castigo, Mozambique’s ambassador to the United Arab Emirates told the media in Abu Dhabi.

As part of the visit, according to the source, the parties will at least sign an agreement for economic and technical cooperation, but there are two other memorandums of understanding still being drafted on defense cooperation and on the fight against terrorism.

“There are also contacts to establish a visa waiver agreement on diplomatic and service passports, and we want this agreement to be extended to normal passports as well. It is also our concern that there is a direct air connection between the two countries and the Minister of Transport and Communication, Mateus Magala, is here and will hold meetings in this scope”, explained the Ambassador of Mozambique in the United Arab Emirates.

Latest data released by CTA – Confederation of Economic Associations of Mozambique pointed the United Arab Emirates as the fifth among the main trading partners of Mozambique, with the volume of trade between the two countries reaching about US$550 million (559 million euros) in 2019.

Telecommunications sector lose 2.5% of turnover

Turnover in mobile telephony recorded a negative variation of about 2.5% compared to the previous year,” reads the new statistical bulletin dedicated to the transport and telecommunications sector.

In 2020, the year of greatest impact of the covid-19 pandemic, turnover had grown 3.1% to 33.9 billion meticais (540 million euros).

The biggest swings were recorded in the postpaid subscriber range: it had increased 130% in 2020 to about 672,000, and in 2021 it fell 85% to about 100,000, below the 2019 figure, INE said.

The data, provided by Mozambique’s National Telecommunications Institute (INCM), also indicates that the sector lost 28% of staff in service between 2020 and 2021, to total 2,761 workers.

In another chapter, the INE bulletin indicates that transport in Mozambique recovered in 2021 part of the passengers and cargo lost because of covid-19, but still fell short of pre-pandemic values.

“In 2021, freight transport recorded an increase of 19.8%, while passengers transported had a growth of 3.7%,” the document reads.

Still, the numbers place 2021 among the worst of the last six (from 2017 to here) only surpassed by the 2020 drop – and still no known data for this year.

On the other hand, “the average fares of the main services did not observe variations, remaining constant” in all types of transport.

Moçambique e Emirados Árabes Unidos assinam acordos de cooperação económica

A visita de quatro dias de Filipe Nyusi aos Emirados Árabes Unidos começou no domingo e surge a convite do seu homólogo, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, declarou à comunicação social em Abu Dhabi Tiago Castigo, embaixador de Moçambique nos Emirados Árabes Unidos.

No âmbito da visita, segundo a fonte, as partes vão pelo menos assinar um acordo para cooperação económica e técnica, mas há outros dois memorandos de entendimento ainda em elaboração sobre a cooperação no domínio da defesa e sobre o combate contra o terrorismo.

“Há também contactos para se estabelecer um acordo de supressão de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço e queremos que este acordo também se alargue para passaportes normais. É preocupação nossa também que haja uma ligação aérea direta entre os dois países e o ministro dos Transportes e Comunicação, Mateus Magala, está aqui e vai manter encontros neste âmbito”, explicou o embaixador de Moçambique nos Emirados Árabes Unidos.

Dados mais recentes divulgados pela CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique apontavam os Emirados Árabes Unidos como o quinto entre os principais parceiros comerciais de Moçambique, tendo o volume de comércio entre os dois países atingido cerca de 550 milhões de dólares (559 milhões de euros) em 2019.