Friday, May 1, 2026
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Clávio Macuácua: “A Logística pode ser o futuro de Moçambique”

Nas próximas linhas, o Director Comercial da Agility faz uma análise minuciosa da actividade portuária em Moçambique.

“Sou da opinião que a logística pode ser o futuro de Moçambique, pela localização geográfica e todos os meios de que dispomos. Moçambique está próximo a um dos maiores portos, não só da região, mas também do continente africano, o Porto de Durban, África do Sul, um porto que  por si é congestionado por abastecer vários pontos ao nível da região”,  concluiu.

Para Clávio, o sector portuário em Moçambique tem altas potencialidades, porém o maior “calcanhar de aquiles”, continuam a ser as taxas portuárias. “Há um trabalho de base que tem que ser feito pelo Governo, stakeholders e todos os players envolvidos de modo a tornarmo-nos mais competitivos e, consequentemente, atractivos do que o porto de Durban”, rematando que  o custo-benefício é o ponto principal da tomada de decisão de qualquer importador ou comerciante.

Clávio apontou um crescimento de 9.5 para 14.5 metros de profundidade no Porto de Maputo, um número que a seu ver, atrai navios designados panamax, defendendo ainda que o Porto de Maputo devia concentrar-se mais no manuseio de cargas contentorizadas em detrimento de cargas a granel.

O Director Comercial da Agility justifica o seu posicionamento afirmando que notou-se uma subida de 75000 para 100000 TEU’s por ano, sendo esta uma grande subida em termos de manuseamento.

Nesta ordem de ideias, Macuácua congratulou as alfândegas pelas melhorias no transit time das importações e das cargas em trânsito, revelando que as mercadorias já não levam uma semana como se assistia há três anos, passando neste momento para 24 à 48 horas para a efectivação do desembaraço.

 O Porto da Beira é o coração da África Austral

“Costumo dizer que o Porto da Beira é o coração da África Austral, mas este tem grandes problemas waiting time. Se formos a reparar, este porto manuseou em média  250.000 TEU´s só de importação, ou seja, manuseou mais contentores que Maputo, Nacala e Quelimane juntos”, comparou.

Porém, por causa do preço, Clávio Macuácua disse que os importadores preferem subir para o Porto de Dar es Salaam, em vez da Beira.

Já sobre o Porto de Nacala, Macuácua não duvida que seja um dos maiores corredores do mudo em termos de profundidade, não obstante estar ser pouco explorado, beneficiando a Vale que recebe navios de grande porte.

“Não estamos a fazer um grande uso da infraestrutura. São aspectos que colocariam o país mais exposto e bem colocado no ranking da logística mundial”, disse.

Agility – Soluções de armazenagem e logística

Clávio Macuácua considera que a empresa acredita que as soluções ligadas à logística estejam fora do porto e não no seu interior, sendo o papel deste apenas fazer o manuseamento de carga.

“Olhamos o nosso parque como uma solução de armazenagem, fora do porto e é onde deverá acontecer a logística. Veja que nós estamos situadas a 90 quilômetros de Ressano Garcia e existe necessidade de termos armazéns do padrão que temos”, descreveu.

Cash inflows and outflows: CTA says measures do not affect economy

“The measure taken by the Bank of Mozambique does not affect the economy. In fact, as far as I know, the institution has revised upwards the amount, from the previous 5 thousand Meticais or Dollars to the current 10 thousand”, said Paulino Cossa, President of the Labor Policy Department at CTA.

About the advantages of the measure, Cossa said that the decision of the Central Bank is advantageous because it allows people to effectively have more purchasing power. In addition, the source pointed out that the measure also aims to combat money laundering and terrorism financing.

The decision of the Bank of Mozambique was based on the terms of Law No. 11/2009 of 11 March – Foreign Exchange Law and complementary foreign exchange legislation in force.

Under this law, the institution issued an alert early last week, in which it informed: “the physical entry and exit of foreign banknotes and coins in national territory, in the amount exceeding the equivalent to USD 10,000.00 (ten thousand US dollars) or 10,000.00 MT (ten thousand Meticais), must be declared and the bearer must present the document of legitimate possession”.

In addition to coins, the Central Bank note also states that the import and export of gold (in bar, ingot or other unworked form), silver, platinum and other precious metals and minerals, the bearer must present, in addition to the import documents, the respective authorization bulletin issued by the Bank of Mozambique.

In this context, the Bank of Mozambique recommends the use of alternative means of payment to bank notes and coins, such as bank cards and telegraphic transfers, to avoid the risk of theft or robbery. (Evaristo Chilingue)

Entrada e saída de dinheiro: CTA diz que medidas não afectam a economia

“A medida tomada pelo Banco de Moçambique não afecta a economia. Aliás, pelo que saiba, a instituição reviu em alta o montante, dos anteriores 5 mil Meticais ou Dólares para os actuais 10 mil”, afirmou Paulino Cossa, Presidente do Pelouro de Política Laboral na CTA.

Sobre as vantagens da medida, Cossa disse que a decisão do Banco Central é vantajosa porque permite que as pessoas possam efectivamente, no âmbito dos seus objectivos, ter mais capacidade de aquisição. Além disso, a fonte apontou que a medida visa igualmente combater o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

A decisão do Banco de Moçambique encontrou fundamento nos termos da Lei n.º 11/2009, de 11 de Março – Lei Cambial e da legislação cambial complementar em vigor.

No âmbito da referida lei, a instituição emitiu um alerta no princípio da semana passada, no qual informava: “a entrada e saída física de notas e moedas estrangeiras em território nacional, no montante superior ao equivalente a USD 10.000,00 (dez mil dólares norte-americanos) ou 10.000,00 MT (dez mil Meticais), deve ser declarada e o portador deve apresentar o documento de posse legítima”.

Além de moedas, a nota do Banco Central refere ainda que a importação e exportação de ouro (em barra, lingote ou outra forma não trabalhada), prata, platina e outros metais e minerais preciosos, o portador deve apresentar, para além dos documentos de importação, o respectivo boletim de autorização emitido pelo Banco de Moçambique.

Nesse contexto, o Banco de Moçambique recomenda o uso de meios de pagamento alternativos às notas e moedas, como é o caso de cartões bancários e transferências telegráficas, para se evitar o risco de furto ou roubo. (Evaristo Chilingue)

Visabeira defends financing facilities for energy sector entrepreneurs

With several investments in Mozambique, especially in hotels and telecommunications, Visabeira says that the country also has enormous opportunities in the energy sector, which is one of the areas in which it operates. But there are challenges in this sector.

“The important thing is to have conditions for companies to be able to expand their energy transportation networks, not only for self-consumption in Mozambique, but also for export,” said Fernando Daniel Nunes, a Visabeira administrator, to then say that the same energy sector needs transportation infrastructure, which expands business investment opportunities. And… Visabeira has already come forward.

“For this (transportation infrastructures), there is a memorandum of understanding that we signed with companies with recognized experience and know-how, such as HCB (Hidroeléctrica de Cahora Bassa), REN (Rede Eléctrica Nacional), from Portugal, and EDM (Electricidade de Moçambique), which aims exactly at working in the construction and maintenance of energy transportation infrastructures,” Nunes detailed.

The Visabeira director was speaking on Friday at the Maputo International Fair, FACIM, in which the Portuguese multinational participated.

Visabeira defende facilidades de financiamento aos empresários do sector de energia

Com vários investimentos em Moçambique, com destaque para hotelaria e telecomunicações, a Visabeira diz que o país tem enormes oportunidades também no sector de energia, que, aliás, é uma das áreas em que actua. Mas há desafios neste sector.

“O importante é haver condições para que as empresas consigam expandir as suas redes de transporte de energia, não só para o auto-consumo de Moçambique, mas também para exportação”, disse Fernando Daniel Nunes, administrador da Visabeira, para depois dizer que o mesmo sector de energia precisa de infra-estruturas de transporte, o que amplia as oportunidades de investimentos do empresariado. E… a Visabeira já se adiantou.

“Para isso (infra-estruturas de transporte), surge um memorando de entendimento que assinámos com empresas com uma experiência e know-how reconhecidos, como a HCB (Hidroeléctrica de Cahora Bassa), a REN (Rede Eléctrica Nacional), de Portugal, e a EDM (Electricidade de Moçambique), que visa exactamente trabalhar na construção e manutenção das infra-estruturas de transporte de energia”, detalha Nunes.

O administrador da Visabeira falava, sexta-feira, na Feira Internacional de Maputo, FACIM, na qual participou a multinacional portuguesa.

Absa Bank joins IPEME to support women and young entrepreneurs

The partnership between Absa and IPEME was established through the signing of a memorandum of understanding, on the sidelines of the launch of MOZYWEB, in an event witnessed by several personalities, including the Minister of Industry and Trade, Silvino Moreno.

Under the partnership, Absa and IPEME will support the improvement of businesses focused on technology and innovation, which have signed service contracts with anchor clients of the Bank.

The support also consists in enabling young and female entrepreneurs to capture the opportunities arising from the implementation of mega-projects in the country, especially in the area of oil and gas.

This partnership will also trigger initiatives aimed at boosting local entrepreneurship, generating employment and income, creating wealth with a view to a balanced and inclusive development of the communities.

Absa Bank junta-se ao IPEME para apoiar mulheres e jovens empreendedores 

A parceria entre o Absa e o IPEME foi concretizada através da assinatura de um memorando de entendimento, à margem do lançamento do MOZYWEB, num evento testemunhado por diversas personalidades, com destaque para o Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

À luz da parceria, o Absa e o IPEME vão apoiar o aprimoramento de negócios virados à componente tecnológica e inovação, que tenham celebrado contratos de serviços com clientes âncora do Banco.

O apoio consiste, igualmente, em capacitar os jovens e mulheres empreendedores a captarem as oportunidades decorrentes da implementação de mega-projectos no país, sobretudo na área de petróleo e gás.

Esta parceria vai, também, desencadear iniciativas direccionadas a impulsionar o empreendedorismo local, geração de emprego e renda, criando riqueza com vista a um desenvolvimento equilibrado e inclusivo das comunidades.

António Costa impressed with Mozambique’s potential

“Those who visit this fair understand very well the excellence of the products that Mozambique produces and that we would also like to consume. Therefore, besides being able to invest, we can also import products of excellent quality from this country”, appreciated António Costa.

Costa believes that, besides balancing Portugal’s trade balance, we could develop Mozambique, which is of mutual interest. “I was curious to try the varieties of coffee that Mr. President [Nyusi] was showing me,” he emphasized.

He added that among the 100 largest companies in Mozambique, a quarter has Portuguese capital and that there are 1500 Portuguese companies exporting to Mozambique.

“As we can see in this fair, Mozambique’s economic potential is enormous. And the political will of the Mozambican Government to count on Portuguese companies in the development process of this country is unequivocal”, he concluded.

António Costa impressionado com as potencialidades de Moçambique

“Quem visita esta feira percebe muito bem a excelência dos produtos que Moçambique produz e que gostaríamos também de consumir. Portanto, para além de podermos investir, podemos importar também produtos de excelente qualidade deste país”, apreciou António Costa.

Costa acredita que, para além de equilibrar a balança comercial de Portugal, podia-se desenvolver Moçambique, o que é de interesse mútuo. “Fiquei curioso em experimentar as variedades de café que o senhor Presidente [Nyusi] foi me mostrando”, enfatizou.

Acrescentou que entre as 100 maiores empresas em Moçambique, um quarto tem capital português e que há  1500 empresas lusas a exportar para Moçambique.

“Como podemos constatar nesta feira, o potencial económico de Moçambique é enorme. E a vontade política do Governo moçambicano de contar com as empresas portuguesas no processo de desenvolvimento deste país é inequívoco”, concluiu.

SEJE presents 350 candidates cleared for the Emprega program

The ceremony will be attended by the 350 candidates selected for the stage of training in transforming ideas into business, materialized through the acquisition of skills in human resource management, financial management, taxation and management of production processes.

The candidates selected for this pilot stage are from the City and Province of Maputo, and it is expected that by next November, the program will be implemented on a national scale.

Promoting employment for young Mozambicans

Agora Emprega is one of the components of the Emprega program with the objective of promoting employment in Mozambique, aimed at young people who have a business idea or a project in a startup, micro, small or medium existing company, and who need support and guidance to make it a reality.

It is a window to help micro, small and medium enterprises to grow and create employment opportunities for young Mozambicans, as well as, help young entrepreneurs with a business idea, to create a sustainable business.

Emprega is a Mozambican government program implemented by the Secretariat of State for Youth and Employment (SEJE) through the National Youth Institute.