Friday, April 17, 2026
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AIMO e Field Ready firmam parceria estratégica para impulsionar empregabilidade juvenil no sector industrial

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) e a organização internacional Field Ready formalizaram recentemente, um acordo de parceria estratégica, com vista a fortalecer a empregabilidade juvenil no sector industrial nacional. O acto teve lugar na sede da AIMO, na cidade de Maputo, e insere-se nos esforços conjuntos de promover o desenvolvimento económico e social do país.

A iniciativa prevê a implementação de soluções práticas de empregabilidade, com destaque para programas de capacitação técnica, treinamento especializado e apoio directo aos jovens à procura da sua primeira inserção no mercado de trabalho, particularmente na indústria.

Com este acordo, a AIMO passa a integrar oficialmente a Aliança Field Ready como membro institucional, juntando-se a um leque de parceiros empenhados em reduzir o défice de competências profissionais em Moçambique.

Momento da assinatura do MoU: Director-geral da Field Ready, Gaspar Buque e Presidente da AIMO, Paulo Chibanga.

Falando na ocasião, o director-geral da Field Ready, Gaspar Buque, manifestou satisfação pela parceria, sublinhando que a mesma representa uma oportunidade para ampliar o impacto do trabalho desenvolvido pela organização. “Estamos entusiasmados com esta parceria transformadora com a AIMO. Este entendimento irá ajudar-nos a alcançar mais jovens e a dotá-los das competências necessárias para prosperarem no sector industrial”, afirmou.

Por seu turno, o presidente da AIMO, Paulo Chibanga, destacou a relevância do acordo para responder aos desafios actuais do sector. “Esta parceria aborda a lacuna de habilidades e vem reforçar os nossos compromissos de fornecer aos nossos associados acesso a soluções de empregabilidade de elevada qualidade”, disse.

A cooperação entre as duas entidades tem como horizonte impulsionar o crescimento económico, aumentar as oportunidades de emprego para a juventude e consolidar o papel estratégico da indústria no desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Instituto Nacional de Petróleo cancela concurso para aquisição de dados sísmicos

O Instituto Nacional de Petróleo (INP), instituição tutelada pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia, anunciou recentemente, na sua página oficial, o cancelamento do 3º concurso para a aquisição de dados geológicos e geofísicos.

A comunicação foi feita igualmente às empresas de prestação de serviços que haviam manifestado interesse no 3º Concurso Limitado para Aquisição de Dados Sísmicos e Potenciais, lançado a 08 de Novembro de 2024, com a justificativa da necessidade de revisão e aprimoramento dos termos de referência.

O concurso em alusão, surgiu na sequência da necessidade de cobertura em dados relevantes para as áreas que foram adjudicadas à luz do 6º Concurso de concessão de áreas e da aquisição de dados que serão posteriormente usados na contínua avaliação de potencial petrolífero e próximos concursos de concessão de áreas.

Detalhando os motivos do cancelamento, o INP refere que a decisão visa assegurar uma maior eficiência e alinhamento estratégico do concurso, tendo em vista “ampliar o escopo do concurso, de modo a incluir áreas que, embora não contempladas inicialmente, revelaram-se de interesse estratégico para a expansão da cobertura de dados potenciais.

Outro motivo tem a ver com a necessidade de “reforçar a divulgação e promoção do concurso, com vista a atrair um grupo mais diversificado de investidores nacionais e internacionais e clarificar os termos relacionados aos benefícios para as comunidades locais.”

Refira-se que, recentemente, o INP anunciou reformas legislativas, tendo como objectivo central a criação de um ambiente mais favorável ao investimento e a promoção de uma participação mais activa de cidadãos e entidades nacionais ao longo de toda a cadeia de valor da indústria petrolífera.

A visão do instituto, é consolidar os ganhos do Estado, assegurar benefícios concretos para as comunidades, reforçar as atribuições do Instituto Nacional de Petróleo e fortalecer o papel da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do INP, Nazário Bangalane, a complexidade e volatilidade da indústria petrolífera, aliadas às constantes reconfigurações geopolíticas e comerciais, bem como os crescentes desafios internos de desenvolvimento socio-económico tornam imperativa a adopção de medidas ajustadas à nova realidade do sector, forçando a revisão do actual quadro legal.

“A legislação que rege o sector petrolífero deve, de facto, evoluir para se tornar mais atractiva, transparente, previsível e estável, de modo a responder às exigências do mercado global e, ao mesmo tempo, salvaguardar os interesses do povo moçambicano”, sublinhou Bangalane.

Assim, a legislação a ser aprovada deverá também promover um ambiente favorável à competitividade, fomentar a participação de investidores nacionais e estrangeiros, assegurar uma distribuição justa dos benefícios, garantir a protecção ambiental, em consonância com a agenda global de transição energética, e contribuir para um desenvolvimento socio-económico inclusivo e sustentável.

Preços de bens e serviços aumentaram 4% em Maio passado

Tomando como referência os dados recolhidos em Maio findo, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, o país registou uma queda de preços na ordem de 0,36%, quando comparados com os do mês anterior. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir com cerca de -0,39 pontos percentuais (pp) negativos. Contudo, em comparação com igual período de 2024, os preços aumentaram em 4%.

Analisando a variação mensal por produto, o Instituto Nacional de Estatística (INE) destacou a queda dos preços do tomate (17,7%), de portagens (24,8%), do milho em grão (10,9%), da couve (6,4%), do carapau (1,9%), da alface (11,3%) e do peixe seco (1,6%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,52pp negativos.

“Contudo, alguns produtos com destaque para o pão de trigo (6,3%), as refeições completas em restaurantes (1,0%), as sandes de queijo e ovo (3,6%), a cebola (3,9%), o carvão vegetal (1,7%), a galinha morta em pedaços (2,1%) e os cobertores e mantas (2,5%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,27pp positivos no total da variação mensal”, observou a Autoridade Estatística.

Relativamente a igual período do ano anterior, o INE calculou que os preços do mês Maio passado registaram um aumento na ordem de 4,00%, influenciados pelas divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 8,73% e 8,35%, respectivamente.

Em termos acumulados, de Janeiro a Maio do ano em curso, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,28%, influenciado pelas divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, que foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,55 pp e 0,41 pp positivos, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços de refeições completas em restaurantes, do pão de trigo, do arroz em grão, do feijão manteiga, do sabão em barra, da farinha de milho e de sumos naturais. Estes comparticiparam com cerca de 0,94 pp positivos no total da variação acumulada.

Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no país, o INE notou que, em Maio último, todos os pontos registaram queda de preços, sendo de destacar a Cidade de Quelimane com -0,74%, seguida da Província de Inhambane com -0,71%, das Cidades de Xai-Xai com -0,56%, de Tete com -0,44%, de Chimoio com -0,37%, de Nampula com -0,40%, de Maputo com -0,17% e da Beira com 0,07%.

Relativamente à variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Província de Inhambane registou o maior aumento de preços com cerca de 5,98%, seguida das Cidades de Tete com 5,84%, de Xai-Xai com 4,93%, da Beira com 4,45%, de Chimoio com 3,95%, de Nampula com 3,76%, de Maputo com 3,42% e de Quelimane com 2,54%.

Revisão da Lei da indústria extractiva visa tornar o sector transparente e inclusivo

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, afirmou, na semana passada, que a reforma do quadro legal da indústria extractiva visa tornar o sector transparente e mais inclusivo, exortando para uma ampla participação no processo de reforma legal.

“Esta reforma é um passo decisivo para tornar o nosso sector extractivo mais inclusivo, transparente, mais eficiente e mais orientado para o bem-estar dos moçambicanos, sobretudo das comunidades locais”, afirmou Pale.

Segundo uma publicação do jornal Savana, o titular do pelouro falava no início da fase de socialização do quadro jurídico-legal das áreas de minas, petróleos e energia.

“Queremos escutar todas as vozes directa ou indirectamente afectadas e acolher o máximo de contributos para que a legislação, em revisão, possa efectivamente defender os interesses do País”, avançou Estevão Pale

Este é um exercício de soberania participada, para que todos sintam que os seus interesses sejam salvaguardados, prosseguiu.

A presente reforma legal inclui a elaboração da Lei de Conteúdo Local na área de petróleos e teve início a 29 de Março de 2025 com um processo interno conduzido por quadros séniores do sector, no activo e reformados, refere um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Seguiu-se a análise e validação pelo Conselho Técnico, tendo culminado com a sua aprovação pelo Conselho Consultivo do MIREME.

A actual fase será marcada por um processo de auscultação pública e harmonização interinstitucional.

Para o efeito, os anteprojectos foram já remetidos a todos os ministérios para apreciação e emissão de pareceres e serão igualmente partilhados por várias associações profissionais ligadas aos respectivos sectores.

Os documentos encontram-se igualmente disponíveis nos Serviços Provinciais de Infraestruturas em todas as províncias.

Paralelamente, será promovido um processo participativo, que incluirá a realização de seminários, mesas-redondas e sessões de debate, envolvendo comunidades locais administrações de localidade, distritais e provinciais, empresariado local, titulares de direitos, concessionários, representantes da sociedade civil, instituições académicas e outros grupos de interesse.

Moçambique e Angola reforçam cooperação para integração de Conteúdo Local no sector energético

A Autoridade Reguladora de Petróleo e Gás de Angola (ANPG) recebeu recentemente, em Luanda, uma delegação da Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM), liderada pelo seu presidente, Elthon Chemane, num encontro de carácter estratégico destinado a promover o fortalecimento das políticas de Conteúdo Local no sector energético da região.

O encontro serviu de plataforma para a partilha de experiências entre os dois países, tendo Moçambique apresentado os principais desafios e progressos registados na implementação de medidas que visam assegurar maior participação de empresas e profissionais nacionais na cadeia de valor da indústria petrolífera e de gás.

Por seu turno, Angola, representada pela ANPG, partilhou recomendações práticas e exemplos de sucesso resultantes da sua vasta experiência na matéria, reforçando o compromisso daquele organismo em apoiar iniciativas que impulsionem o desenvolvimento sustentável do sector energético africano.

Entre os temas discutidos destacaram-se as estratégias para maximizar a participação local em projectos de energia, mecanismos de regulamentação eficazes, incentivos à capacitação de pequenas e médias empresas (PMEs) e modelos de integração económica adoptados no contexto angolano.

Falando no final do encontro, o presidente da ACLM sublinhou a importância da cooperação regional e do intercâmbio entre países africanos na construção de uma indústria energética inclusiva e sustentável. “Aprender com a experiência de Angola é fundamental para que Moçambique continue a consolidar políticas sólidas e eficazes de Conteúdo Local”, afirmou Elthon Chemane.

A realização deste encontro marca um passo relevante na consolidação das relações institucionais entre Moçambique e Angola, bem como na criação de sinergias regionais para o crescimento e fortalecimento do Conteúdo Local no sector energético.

Mozambique and Angola Strengthen Cooperation on Local Content Integration in the Energy Sector

The National Oil, Gas and Biofuels Agency of Angola (ANPG) yesterday hosted a delegation from the Local Content Association of Mozambique (ACLM), led by its President, Elthon Chemane, in Luanda, in a strategic meeting aimed at promoting the strengthening of local content policies within the region’s energy sector.

The meeting served as a platform for sharing experiences between the two countries, with Mozambique presenting its main challenges and achievements in implementing measures to ensure greater participation of local companies and professionals in the oil and gas industry’s value chain.

For its part, Angola, through the ANPG, provided practical recommendations and success stories based on its extensive experience in the sector, reaffirming its commitment to supporting initiatives that drive sustainable development in Africa’s energy industry.

Among the topics discussed were strategies to maximize local participation in energy projects, effective regulatory mechanisms, incentives for the training of small and medium-sized enterprises (SMEs), and economic integration models adopted in the Angolan context.

Speaking at the end of the meeting, the ACLM President emphasized the importance of regional cooperation and the exchange of experiences among African countries in building an inclusive and sustainable energy industry. “Learning from Angola’s experience is essential for Mozambique to continue consolidating solid and effective local content policies,” said Elthon Chemane.

This meeting marks a significant step in strengthening institutional relations between Mozambique and Angola, as well as in fostering regional synergies for the growth and reinforcement of local content in the energy sector.

Selagem de bebidas importadas fora do país lesa ao Estado cerca de 17,2 milhões de dólares

A obrigatoriedade de selagem de bebidas alcoólicas fora de Moçambique, para o caso de bebidas importadas, está a ter impacto negativo no desempenho da empresa Cervejas de Moçambique (CDM), bem como perdas fiscais para o Estado.

Esta medida, segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da CDM, Tomáz Salomão, “provocou uma redução de 87% na disponibilidade de marcas importadas, além de perdas fiscais acumuladas, que se estimam em mais de 1.100 milhões de meticais (17,2 milhões de USD) para o Estado”.

A CDM defende que o processo de selagem de cerveja importada seja realizado em território nacional, para que possa beneficiar tanto a empresa e seus accionistas, bem como as finanças públicas.

Salomão falava semana finda na Assembleia Geral Ordinária anual da CDM, reunindo accionistas maioritários e minoritários, bem como membros do Conselho de Administração, numa sessão marcada pela apresentação e discussão sobre o desempenho da empresa no exercício de 2024.

Por sua vez, Galo Rivera, director-geral da CDM, citado num comunicado de imprensa da empresa recebido pela AIM, mencionou outro constrangimento enfrentado pela empresa em 2024. Trata-se das manifestações registadas no último trimestre de 2024.

“A instabilidade verificada neste período de pico das vendas, causou uma contracção da receita em 2,5%. Não obstante esta contracção, o lucro operacional cresceu 13% (+326 milhões de meticais que em 2023) impulsionado pelo crescimento das exportações para a África do Sul e pela optimização das operações”, afirmou.

Rivera destacou, ainda, um crescimento de 1.100 milhões do lucro líquido do exercício, “positivamente impactado pela redução de custos financeiros”.

Como resultado deste desempenho, a Assembleia Geral aprovou a distribuição, pelos accionistas, de um dividendo bruto de 1.295,9 milhões de meticais, o que corresponde a 8,15 meticais por cada uma das acções da sociedade.

A CDM possui cerca 3.000 accionistas e continua a posicionar-se como um parceiro estratégico no desenvolvimento económico nacional, reafirmando o seu compromisso com as melhores práticas de gestão, transparência e respeito pela legalidade, colaborando estreitamente com as autoridades moçambicanas.

EMOSE regista lucros de 368 milhões de meticais e lidera mercado segurador nacional

A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), maior seguradora do país, encerrou o exercício económico de 2024 com um lucro líquido de 368,1 milhões de meticais, o equivalente a 5,7 milhões de dólares norte-americanos à taxa de câmbio actual.

O desempenho representa um crescimento expressivo face ao ano anterior, período em que os resultados líquidos da companhia se fixaram em apenas 43,4 milhões de meticais, correspondente a cerca de 673,2 mil dólares.

Segundo um comunicado divulgado pela instituição, o robustecimento dos indicadores financeiros resulta de um conjunto de acções estratégicas implementadas ao longo do exercício, com destaque para a gestão prudencial rigorosa, criteriosa selecção de riscos, redução de custos operacionais e informatização de processos.

Os resultados alcançados foram considerados “confortantes e promissores” pelo presidente do Conselho de Administração da EMOSE, Janfar Abdulai, citado no documento. “Os números obtidos estão alinhados com os objectivos estratégicos definidos pela empresa e reforçam a sua liderança no mercado nacional”, afirmou.

De acordo com o Relatório do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), a EMOSE manteve-se na dianteira do sector segurador nacional durante o ano transacto, consolidando a sua posição como referência do segmento.

No entanto, a companhia reiterou recentemente que as suas apólices não cobrem danos resultantes de manifestações motivadas por eventos políticos, à luz do actual quadro legal e contratual. “O contexto do sector segurador exige uma actuação proactiva e ajustada estrategicamente às dinâmicas do mercado”, sublinhou Abdulai.

Com uma trajectória de décadas no mercado, a EMOSE reafirma a aposta na inovação e robustez financeira como pilares fundamentais para sustentar o crescimento e confiança dos seus clientes.

Eni aposta em 150 mil hectares para produzir 130 mil toneladas de óleo vegetal e criar 120 mil empregos em Moçambique

A multinacional petrolífera italiana Eni, operadora do empreendimento Coral Sul, Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG, sigla em inglês) na bacia do Rovuma, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, tenciona também apostar na agricultura industrial.

Trata-se de um projecto que, inicialmente, poderá ocupar uma área de 150 mil hectares, com uma diversidade de produção estimada de 130 mil toneladas por ano e um potencial para criar mais de 120 mil empregos.

O facto foi avançado pelo director executivo da Eni, Claudio Descalzi, no briefing à imprensa, minutos após uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, hoje (11) em Maputo.

“Também temos outro ponto muito importante para o país, que é a agricultura. O que significa que na agricultura tambem vamos produzir óleo vegetal”, disse.

“Normalmente”, explicou Descalzi, “trabalhamos com 150 mil hectares e produzimos em torno de 130 mil toneladas por ano; mas essa quantidade de terra e produção de agricultura pode impactar em um nível de 120 mil empregos. É enorme, o que significa que se você está trabalhando com 300 mil hectares, você pode criar cerca de 300 mil empregos. É uma revolução”.

Aliás, o director executivo da Eni tranquiliza e garante que toda a cadeia de produção de óleos para a biorefinação e biocarburantes não vai competir ou interferir com a cadeia de alimentos. Aliás, a Eni já está a desenvolver projectos similares, em mais de nove países do mundo, seis dos quais do continente africano, incluindo a Costa do Marfim, Angola, Congo, Argélia, Líbia e Egipto.

“Um aspecto muito importante dessa actividade é o trabalho intensivo. Então, produz-se um enorme número de empregos”, afirmou.

Um enorme investimento cria uma diversidade de serviços especializados, no qual podem surgir mil a duas mil empresas, mas com o sector agrário, segundo Descalzi, os resultados podem ascender a mais de 100 mil pessoas.

Por isso, segundo Descalzi, a Eni tem aliado projectos de Gás Natural com agricultura.

“O gás e a agricultura”, disse, “são duas pernas que devem andar juntas e que permitirão a Moçambique não só andar, mas correr”, sublinhando de seguida que durante o encontro, Chapo mostrou-se uma pessoa muito concreta e concentrada em criar empregos para os moçambicanos.

Sobre o FLNG do Coral Norte, que o Conselho de Ministros aprovou o seu Plano de Desenvolvimento em início de Abril último, Descalzi manifestou a sua satisfação, tendo assegurado que o projecto transformou-se em realidade.

“O Presidente [da República] trouxe notícias muito interessantes e importantes porque obtivemos a autorização para o Plano de Desenvolvimento, com todos os termos concordados. Isso significa que o Coral Norte é uma coisa real agora”.

Localizado na Área 4, da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, o Coral Norte vai produzir o Gás Natural Liquefeito (GNL) calculado em 3,5 milhões de toneladas por ano (mtpa).

Orçado em 7,2 biliões de dólares, a FLNG do Coral Norte, separado há 10 quilómetros do Coral Sul, poderá iniciar a produção no segundo trimestre de 2028, e deverá operar durante 30 anos.

Ruby Mining denuncia venda de rubis ilegais aos turistas na cidade de Pemba

A empresa Montepuez Ruby Mining (MRM), que opera no posto administrativo de Namanhumbir, distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, apelou aos turistas baseados na capital da província, Pemba, para deixarem de comprar rubis a vendedores ilegais.

Em comunicado, a empresa afirma que os vendedores ilegais de rubis estão a trabalhar em pontos turísticos de Pemba e cooperam com turistas estrangeiros “vendendo-lhes rubis extraídos ilegalmente, em hotéis bem conhecidos de Pemba”.

“Para além do pagamento excessivo de rubis de má qualidade e extraídos ilegalmente, há relatos de certos membros cúmplices das autoridades que extorquem dinheiro aos turistas ao ameaçá-los por comprarem rubis ilegais”, lê-se no documento, citado pela AIM.

De acordo com a nota, este assunto já foi partilhado com as autoridades a nível distrital, provincial e nacional “na esperança de que sejam tomadas medidas mais proactivas contra aqueles que estão a financiar, facilitar e encorajar o comércio ilegal de rubis moçambicanos”.

“A venda ilegal de rubis prejudica a economia de Moçambique e o seu povo, uma vez que priva o país das tão necessárias receitas fiscais provenientes dos recursos minerais”, acrescenta o documento.

A Montepuez Ruby Mining é detida em 75% pela empresa britânica Gemfields e em 25% pelo seu parceiro moçambicano, a Mwiriti Limitada.

No ano passado, o Governo ordenou a retirada de licenças mineiras em Cabo Delgado, porque algumas empresas, a quem foram concedidas licenças há anos, não estão a investir. A província tinha 595 títulos mineiros, mas por não terem sido utilizados, pelo menos 200 licenças foram retiradas.