A TotalEnergies está a suspender todos os seus subcontratos com empresas baseadas na península de Afungi, na província de Cabo Delgado. As empresas já foram instruídas para cessar as actividades e os contratos com milhares de trabalhadores.
A CCS Joint Venture (Chiyoda, McDermont e Saipem) por exemplo, já recebeu a ordem da multinacional francesa para avançar com a medida. Tudo está suspenso até nova comunicação.
Outras subcontratadas que continuavam a operar em Afungi, mesmo depois da suspensão do projecto da TotalEnergies, incluíam a portuguesa Gabril Couto, a sul-africana WBHO, a italiana Renco, e a mauritana International Facility Services (IFS), refere um texto publicado pela AI.
A informação encontra as autoridades moçambicanas de surpresa, dado que numa entrevista recente, a 05 de Fevereiro, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, mostrou optimismo para retoma do projecto.
O CEO havia demonstrado satisfação com as actuais questões de segurança na área de Afungi, mercê da presença de forcas ruandesas.
Recorde-se que, em Abril de 2021, a TotalEnergies evocou Força Maior para projecto depois de um ataque terrorista às suas instalações. De lá há alguns meses, se dizia que a retoma do projecto estava condicionada
às questões de segurança. No entanto, outro condicionalismo tem que ver com o facto de alguns investidores terem recuado seus investimentos por conta das questões ambientais. Até então, a TotalEnergies não tem budget necessário para, pelo menos, iniciar com a exploração de gás natural liquefeito.
Pouyanné está expectante que o Exim Bank dos Estados Unidos da América aprove, no curto prazo, garantias financeiras para o projecto. Mas parece que a falta de um horizonte temporal mais preciso é que terá precipitado, agora, a suspensão com as subcontratadas.
TotalEnergies is suspending all its subcontracts with companies based in the Afungi peninsula, in Cabo Delgado province. The companies have already been instructed to cease their activities and terminate contracts with thousands of workers.
CCS Joint Venture (Chiyoda, McDermott, and Saipem), for instance, has already received instructions from the French multinational to proceed with the measure. Everything is suspended until further notice.
Other subcontractors that continued operating in Afungi even after the suspension of TotalEnergies’ project included the Portuguese Gabriel Couto, the South African WBHO, the Italian Renco, and the Mauritanian International Facility Services (IFS), according to a text published by AI (Amnesty International).
This information has caught Mozambican authorities by surprise, as in a recent interview on February 5, TotalEnergies’ CEO, Patrick Pouyanné, expressed optimism about the resumption of the project.
The CEO had previously shown satisfaction with the current security conditions in the Afungi area, thanks to the presence of Rwandan forces.
It is worth recalling that in April 2021, TotalEnergies invoked Force Majeure for the project after a terrorist attack on its facilities. For months, the company’s official stance was that the project’s resumption was contingent on security improvements.
However, another challenge emerged, as some investors withdrew their funding due to environmental concerns. As a result, TotalEnergies currently lacks the necessary budget to initiate the liquefied natural gas (LNG) exploration.
Pouyanné remains hopeful that the Export-Import Bank of the United States (Exim Bank) will approve financial guarantees for the project in the near future. However, it seems that the lack of a clear timeline for these approvals has now led to the suspension of subcontractor operations.
Produção e novas encomendas caem pelo terceiro mês consecutivo
Custos mais baixos e uma fraca procura resultam em preços de venda reduzidos
Emprego e aquisições registam uma melhoria
O PMI® do Standard Bank Moçambique assinalou uma contração adicional na economia do setor privado em Janeiro. Os níveis de produção e as novas carteiras de encomendas desceram pelo terceiro mês consecutivo, à medida que os protestosncontinuaram a comprometer as condições económicas.
No entanto, o declínio foi menos grave quando comparado com o final do ano passado, a mesmo tempo que as expectativas para a produção futura melhoraram. Ocorreram igualmente novos aumentos na contratação de pessoal e nas aquisições, auxiliados por uma diminuição adicional dos preços dos meios de produção. É de salientar que os preços de venda também diminuíram da forma mais acentuada dos últimos três anos.
O principal valor calculado pelo inquérito é o Purchasing Managers’ Index TM (PMI). Indicadores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas em relação ao mês anterior, ao passo que indicadores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração.
Ao registar 47,5 em Janeiro, o índice básico indicou uma forte deterioração nas condições das empresas no início de 2025. O índice tem estado abaixo do valor de 50,0 nos últimos três meses, apesar de ter aumentado em relação aos 46,4 de Dezembro, o valor mais baixo dos últimos 52 meses.
As empresas moçambicanas inquiridas referiram, na sua maioria, um impacto sustentado dos protestos políticos. Janeiro assistiu à diminuição da produção e das novas encomendas pelo terceiro mês consecutivo, embora em menor medida do que em Dezembro. Algumas empresas indicaram que as perturbações abrandaram, resultando, assim, num aumento do número de clientes.
Membros do painel indicaram novos esforços para aumentar a capacidade, assinalando mais uma vez que o impacto dos protestos sobre as empresas estava a diminuir. O emprego total aumentou ligeiramente em Janeiro, terminando um período de dois meses de cortes de pessoal. De igual modo, após um declínio acentuado em Dezembro, as aquisições de meios de produção cresceram pela primeira vez em três meses.
Os problemas logísticos foram também parcialmente solucionados, conferindo aos fornecedores uma maior flexibilidade com as suas entregas. Apesar de, no geral, os prazos de entrega terem continuado a piorar, este declínio foi apenas ligeiro e ao ritmo mais lento dos últimos três meses.
Consequentemente, os inventários de meios de produção nas empresas do setor privado expandiram ao ritmo mais elevado desde Agosto de 2024.
Com a persistência da fraca procura, as empresas processaram um maior volume de encomendas existentes no início do ano. As encomendas em atraso diminuíram ao ritmo mais elevado dos últimos oito meses. No que diz respeito aos preços, os dados do inquérito mais recente assinalaram uma nova diminuição dos encargos com a produção durante o mês de Janeiro. Além disso, o ritmo dos descontos acelerou em relação a Dezembro, tendo sido o mais acentuado dos últimos três anos. Os preços mais baixos foram associados ao efeito duplo da fraca procura e da queda nos custos. Relativamente a esta última, as empresas comunicaram uma queda nos custos dos meios de produção pelo terceiro mês consecutivo. De acordo com os membros do painel, a baixa procura de matérias-primas devido aos protestos resultou numa descida das tarifas dos fornecedores. Os preços de aquisição baixaram, ainda que apenas ligeiramente e ao ritmo mais lento dos últimos três meses. Os custos salariais também diminuíram depois de terem estabilizado em Dezembro. Quanto a isto, as empresas referiram que a fraca procura afetou os orçamentos para despesas salariais.
Em Janeiro, as expectativas empresariais para o próximo ano apresentaram um aumento, melhorando pelo segundo mês consecutivo, depois de terem atingido em Novembro o valor mais baixo dos últimos 49 meses. Diversas empresas esperam que um regresso às condições económicas normais venha a contribuir para uma subida da actividade, enquanto outras preveem umcrescimento da carteira de clientes e do desenvolvimento de produtos.
Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank Moçambique
Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank Moçambique, comentou: “O PMI do Standard Bank Moçambique aumentou de 46,4 em Dezembro para 47,5 (corrigido de sazonalidade) em Janeiro. Ocorreram contracções mensais consecutivas na produção, nas novas encomendas e nos prazos de entrega dos fornecedores. No entanto, foi sentida alguma recuperação no emprego e nos inventários.
Em Janeiro, o PMI manteve-se abaixo de 50 pelo terceiro mês seguido, implicando novas contracões mensais consecutivas na actividade económica. Apesar de os protestos pós-eleitorais terem diminuído em Janeiro, o ambiente político e social manteve-se tenso.
De acordo com o subíndice do PMI de expectativas empresariais para o futuro, o sentimento empresarial aumentou pelo egundo mês consecutivo em Janeiro, sendo que os inquiridos esperam uma produção mais elevada ao longo dos próximos 12 meses.
Ainda assim, o PMI sugere a atenuação das pressões sobre os preços em Janeiro, devido, em grande medida, à procura agregada moderada. Isto indica que a inflação poderá manter-se controlada a curto prazo, mas com a probabilidade de que a inflação sobre os alimentos venha a aumentar. Assim sendo, é esperado um aumento da inflação para 6,1%, em termos homólogos, em Dezembro de 2025, em relação aos 4,2%, em termos homólogos, em Dezembro de 2024.
As nossas estimativas de crescimento do PIB para 2024 de 2,5%, em termos homólogos, após os 5,4%, em termos homólogos, em 2023, reflectem uma contração de 1,6%, em termos homólogos, no crescimento do PIB no quarto trimestre de 2024 e implicam um crescimento do PIB, excluindo o sector extractivo (exploração mineira e GNL), que se situou abaixo de 1%, em termos homólogos, em 2024, representando uma descida dos 2,2%, em termos homólogos, em 2023. É esperado que a contração no crescimento do PIB se mantenha no primeiro trimestre de2025, nas deverá ocorrer uma recuperação nos trimestres subsequentes, consistente com a nossa previsão de crescimento do PIB de 3%, em termos homólogos, para 2025.
Apesar de a política monetária estar a tornar-se gradualmente menos restritiva, as condições de financiamento mantêm-se apertadas. A curto prazo, esta economia ainda se depara com pressões fiscais recorrentes, uma oferta insuficiente de divisas e um investimento reduzido nos sectores público e privado.”
Há cerca de uma semana, o Governo moçambicano anunciou a redução dos preços dos combustíveis, em vigor desde quinta-feira (24.02). A medida foi recebida com expectativa por parte da população, na esperança de que pudesse aliviar a pressão financeira sentida nos últimos meses. No entanto, os efeitos práticos ainda não se fazem sentir de forma significativa no custo de vida.
Vários cidadãos têm manifestado descontentamento, pois os preços de bens e serviços permanecem elevados, apesar de o custo dos produtos petrolíferos ter sofrido uma ligeira descida. Nos mercados, a reclamação é de que produtos como arroz, farinha, açúcar e óleo alimentar continuam a ser vendidos a preços altos, inviabilizando o acesso por parte das famílias de baixa renda.
Também os transportadores alegam dificuldades para reduzir as tarifas. A Associação dos Transportadores de Moçambique (ATROMO) reconhece que a baixa do preço dos combustíveis é um passo positivo, mas ressalva que outros fatores, como a inflação, a depreciação cambial, os custos de manutenção e os impostos, continuam a pesar na formação dos preços do transporte.
A recente decisão do Governo de reduzir o IVA de 17% para 16% é vista por alguns economistas como mais uma tentativa de mitigar a crise e travar a alta generalizada dos preços. Todavia, alertam que esta medida, por si só, pode não ser suficiente para estancar a escalada inflacionária.
“É preciso um conjunto de ações coordenadas que envolvam a produção interna, a estabilização cambial e a fiscalização dos preços, para que os moçambicanos sintam, de fato, um alívio no bolso”, afirma um dos especialistas ouvidos pelo nosso jornal.
Enquanto isso, o cidadão comum continua a aguardar por resultados concretos no seu dia a dia. Muitos dizem que a situação é “lamentável quanto antes”, pois a capacidade de compra segue em queda, ao mesmo tempo que o desemprego e o custo dos serviços básicos não param de aumentar.
Em alguns mercados informais da capital, o preço do quilograma de arroz subiu cerca de X meticais em relação ao mês anterior. O óleo alimentar, que chegou a registar um pico de preço em janeiro, mantém-se em valores ainda elevados, segundo os vendedores.
“Estamos a vender caro porque também compramos caro. A redução do combustível ajuda, mas ainda não se refletiu nos nossos fornecedores”, explica um comerciante entrevistado.
Para os consumidores, o cenário é desanimador. “Cada dia que passa, o salário não acompanha a subida dos preços. Vamos ao mercado com um valor e voltamos com poucos produtos. Não há mudanças palpáveis após o anúncio do Governo”, lamenta uma cidadã que preferiu não se identificar.
“A redução do IVA para 16% pode ter impacto a médio prazo, mas não resolve de imediato a alta de preços. É fundamental que se adote uma política económica mais ampla, que inclua incentivos à produção nacional, para reduzir a dependência das importações e a pressão sobre o metical.”
A população, por sua vez, clama por uma intervenção mais incisiva do Governo na regulação e fiscalização de preços, pois teme que as reduções anunciadas acabem por não chegar ao consumidor final.
“Anunciar redução de combustíveis e IVA é uma coisa, mas garantir que o efeito chegue às bancas e aos transportes é outra. Se não houver fiscalização, continuaremos a ver preços altos, e o custo de vida vai continuar a castigar as famílias”, defende um representante de uma associação de consumidores.
Assim, passados sete dias desde que as novas medidas entraram em vigor, o consenso é de que ainda há um longo caminho pela frente para que o custo de vida se torne efectivamente mais acessível à maioria dos moçambicanos. (Estrela Charles – Economista CIP)
Profile Mozambique:Para começarmos, poderia nos falar um pouco sobre o seu percurso profissional e a sua trajectória no mundo empresarial?
Kelver Inácio: O meu nome é Kelver Inácio Maxim, sou empresário há 25 anos. Comecei a minha jornada de empreendedorismo com o meu pai, aos 12 anos, ajudando na empresa dele, que fornecia lonas e tendas. Com o tempo, expandimos para a hotelaria, agricultura, pecuária e, mais recentemente, para a indústria de reciclagem.
Aos 25 anos, decidi fundar a minha primeira empresa, a DK Eventos. A motivação veio do facto de a empresa do meu pai alugar tendas e casas de banho para eventos, mas sem oferecer um serviço completo de gestão. Vi essa lacuna e passei a coordenar os eventos de forma informal. Com a crescente demanda, legalizei a empresa e expandi os serviços para gestão completa de eventos, fornecimento de mobiliário e assessoria.
O sucesso da DK Eventos levou-me a entrar no sector de catering, suprindo as necessidades dos clientes que reclamavam da qualidade dos serviços prestados por terceiros. Assim, fui identificando necessidades e criando soluções empresariais. Hoje, gero cerca de 15 empresas em diferentes sectores, sempre focado na resolução de problemas e no fornecimento de serviços estruturados.
PM:O que motivou a criação da Feira Internacional da Indústria e Comércio (Finduco)?
KI: A Finduco nasceu dentro da PAEMO com o objectivo de promover a interação entre empresas e fomentar o crescimento dos sectores de indústria e comércio, que são grandes impulsionadores da economia moçambicana. A feira busca conectar empreendedores, promover networking e impulsionar o setor B2B e B2C.
PM:Quando e onde será realizada a Finduco?
KI: O evento acontecerá de 7 a 9 de agosto, no Conselho Municipal de Maputo. Contamos com o apoio de diversas instituições, incluindo a CTA e organizações internacionais. Esperamos receber representantes de toda a região da SADC e outros países.
PM:Qual a estrutura da feira e quais são os sectores contemplados?
KI: A feira contará com exposição de empresas de indústria, comércio e serviços, incluindo restauração, entretenimento e networking. Teremos conferências, debates e workshops, proporcionando um espaço rico para aprendizado e troca de experiências. Esperamos atrair cerca de 20 mil visitantes por dia.
PM:Como as emprdem participar da Finduco?
KI: A participação é simples. Basta entrar em contacto com a PAEMO por meio das nossas redes sociais e portal online. Temos uma ficha de inscrição onde os interessados escolhem o tamanho do stand conforme suas condições financeiras. Também facilitamos a contratação de serviços de terceiros, especialmente na área gráfica, para a construção e decoração dos stands.
PM:O que diferencia a Finduco de outras feiras em Moçambique?
KI: A Finduco é a primeira feira organizada por uma entidade privada em pleno centro da cidade de Maputo, proporcionando maior mobilidade aos expositores e visitantes. Ademais, nossos preços são acessíveis, permitindo maior inclusão de pequenas e médias empresas.
Temos capacidade para receber até 5 mil empresas expositoras e queremos garantir uma feira inclusiva e acessível a todos.
PM:A Finduco será um evento anual? Existem outros workshops planeados?
KI: Sim, a Finduco é um evento anual e faz parte de um portfólio maior de feiras segmentadas que organizamos. Temos a Translog (Feira Internacional de Transporte e Logística), a Telecom (Feira de Telecomunicações e Tecnologia) e a Feira da Banca (sector financeiro e seguros), entre outras. Algumas delas ocorrerão ainda este ano, enquanto outras estão programadas para 2026.
PM:Como a PAEMO contribui para o crescimento dos empreendedores moçambicanos?
KI: A PAEMO é uma plataforma que apoia micro, pequenas e médias empresas, ajudando-as a se formalizar e a crescer de forma sustentável. Acreditamos que a falta de organização é um dos principais entraves para o crescimento empresarial. Por isso, oferecemos treinamentos, suporte legal e networking para ajudar os empreendedores a profissionalizar seus negócios.
KI:Que conselhos ou livros você recomendaria para os empreendedores que desejam desenvolver suas competências?
KI: O principal conselho é que não há crescimento sem organização. É fundamental ter um plano de longo prazo, estruturar o negócio de forma profissional e estar em conformidade com a legislação. Empresas bem organizadas têm maior potencial de crescimento e podem, no futuro, até mesmo ser cotadas na bolsa de valores.
Recomendo alguns livros essenciais para empreendedores:
Profile Mozambique: To begin, could you tell us a bit about your professional journey and your trajectory in the business world?
Kelver Inácio: My name is Kelver Inácio Maxim, and I have been an entrepreneur for 25 years. I started my entrepreneurial journey with my father at the age of 12, helping in his company that supplied tarpaulins and tents. Over time, we expanded into hospitality, agriculture, livestock, and more recently, into the recycling industry.
At 25, I decided to found my first company, DK Eventos. The motivation came from the fact that my father’s company rented tents and bathrooms for events but did not offer a complete management service. I saw this gap and started coordinating events informally. With the growing demand, I formalized the company and expanded the services to full event management, furniture supply, and consultancy.
The success of DK Eventos led me to enter the catering sector, meeting the needs of clients who complained about the quality of services provided by third parties. Thus, I identified needs and created business solutions. Today, I manage about 15 companies in different sectors, always focused on problem-solving and providing structured services.
PM: What motivated the creation of the International Industry and Commerce Fair (Finduco)?
KI: Finduco was born within PAEMO with the aim of promoting interaction between companies and fostering the growth of the industry and commerce sectors, which are major drivers of the Mozambican economy. The fair seeks to connect entrepreneurs, promote networking, and boost the B2B and B2C sectors.
PM: When and where will Finduco be held?
KI: The event will take place from August 7 to 9, at the Maputo City Council. We have the support of various institutions, including the CTA and international organizations. We expect to receive representatives from across the SADC region and other countries.
PM: What is the structure of the fair, and which sectors are covered?
KI: The fair will feature exhibitions from companies in industry, commerce, and services, including catering, entertainment, and networking. We will have conferences, debates, and workshops, providing a rich space for learning and exchange of experiences. We expect to attract about 20,000 visitors per day.
PM: How can interested companies participate in Finduco?
KI: Participation is simple. Just contact PAEMO through our social media and online portal. We have a registration form where interested parties choose the size of the stand according to their financial conditions. We also facilitate the hiring of third-party services, especially in the graphic area, for the construction and decoration of the stands.
PM: What differentiates Finduco from other fairs in Mozambique?
KI: Finduco is the first fair organized by a private entity in the heart of Maputo city, providing greater mobility for exhibitors and visitors. Moreover, our prices are affordable, allowing greater inclusion of small and medium-sized enterprises. We have the capacity to host up to 5,000 exhibiting companies, and we want to ensure an inclusive fair accessible to all.
PM: Will Finduco be an annual event? Are there other workshops planned?
KI: Yes, Finduco is an annual event and is part of a larger portfolio of segmented fairs that we organize. We have Translog (International Transport and Logistics Fair), Telecom (Telecommunications and Technology Fair), and the Banking Fair (financial and insurance sector), among others. Some of them will take place later this year, while others are scheduled for 2026.
PM: How does PAEMO contribute to the growth of Mozambican entrepreneurs?
KI: PAEMO is a platform that supports micro, small, and medium-sized enterprises, helping them to formalize and grow sustainably. We believe that the lack of organization is one of the main barriers to business growth. Therefore, we offer training, legal support, and networking to help entrepreneurs professionalize their businesses.
KI: What advice or books would you recommend to entrepreneurs who wish to develop their skills?
KI: The main advice is that there is no growth without organization. It is essential to have a long-term plan, structure the business professionally, and comply with legislation. Well-organized companies have greater growth potential and can, in the future, even be listed on the stock exchange.
I recommend some essential books for entrepreneurs:
A ExxonMobil Moçambique, Limitada, na qualidade de Operador Delegado do Midstream para a Área 4 do Projeto da Bacia do Rovuma, assinou esta quarta-feira (26), um Memorando de Entendimento (MoU) com a Field Ready, num esforço conjunto e dedicado para aumentar as oportunidades de emprego dos moçambicanos no setor de Petróleo & Gás.
A cerimónia de assinatura, realizada no Hotel Polana, em Maputo, marcou o compromisso da ExxonMobil e dos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento da força de trabalho moçambicana, através da disponibilização de recursos e métricas de relatório de dados na Plataforma de Empregabilidade de Moçambique.
Em parceria com a Field Ready, está previsto o desenvolvimento de uma série de programas e iniciativas para capacitar jovens para futuras oportunidades, incluindo a disponibilização gratuita de conteúdo de aprendizagem para todos os participantes registados na Plataforma de Empregabilidade de Moçambique (MEP).
O acordo também proporciona aos parceiros da Área 4 dados detalhados e métricas sobre formação, investimento e emprego por parte dos contratantes e da cadeia de fornecimento de talentos moçambicanos.
Falando sobre o impacto do MoU, Frank Kretschmer, Presidente da ExxonMobil Moçambique, afirmou: “Estamos entusiasmados por firmar esta parceria com a Field Ready, que já é um parceiro do Governo de Moçambique. O desenvolvimento de programas para preparar a força de trabalho local para futuras operações no Rovuma será fundamental para o sucesso do país.”
O responsavel afirmou ainda que o programa vai abranger cerca de 7 mil jovens de todo o Moçambique, e “tem como objectivo principal, dotá-los de farramentas e habilidades para além daquelas que eles possam ter.”
A Field Ready é uma parceria Público-Privada, anteriormente apoiada pelo Secretário de Estado para o Ensino Técnico e Profissional (SEETP) e pelo Secretário de Estado para a Juventude e Emprego (SEJE), agora sob a gestão do Ministério da Educação e Cultura. A iniciativa está presente em Moçambique desde 2017.
Durante a assinatura, Phil Andrews, representante da Field Ready, destacou que “este acordo vai apoiar diretamente os jovens moçambicanos na sua integração bem-sucedida no mercado de trabalho do país, proporcionando conhecimentos, competências e qualificações adicionais para atender às exigências do projeto Rovuma Área 4.”
Recentemente, o governo moçambicano anunciou um conjunto de medidas destinadas a revitalizar o sector privado, especialmente as empresas afectadas por desastres naturais e instabilidades económicas.
Em entrevista ao Profile, Eduardo Sengo, Director Executivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), partilhou as suas reflexões sobre estas iniciativas, destacando tanto os seus méritos como os desafios inerentes à sua implementação.
Linhas de financiamento: Uma resposta necessária, mas insuficiente
Entre as medidas anunciadas, destaca-se a criação de uma linha de financiamento de 10 mil milhões de meticais, aproximadamente 150 milhões de dólares. Este fundo, com uma taxa de juro fixa de 15% no primeiro ano, visa apoiar empresas em dificuldades. Sengo reconhece a importância deste montante, considerando-o “bastante significativo” para auxiliar na recuperação das empresas afectadas.
No entanto, alerta que as condições associadas, como a taxa de juro, podem não ser as mais adequadas para um cenário de resgate empresarial. “15% é muito boa para uma vida normal, mas para o resgate pode não ser o mais adequado”, observa.
Adequação dos critérios de elegibilidade
Outro ponto de reflexão prende-se com os critérios que definem o que constitui uma pequena ou média empresa. A legislação actual classifica empresas com mais de 100 funcionários como grandes, o que pode não reflectir a realidade de sectores como a agricultura.
Sengo sublinha a necessidade de rever estes parâmetros para garantir que as empresas realmente necessitadas possam beneficiar das medidas propostas.
Desafios na implementação: Burocracia e prazos apertados
A operacionalização destas linhas de crédito enfrenta desafios significativos. O período estipulado para a submissão e aprovação dos pedidos, de 1 de março a 30 de setembro, pode ser insuficiente, dado o actual ritmo dos processos bancários. “Os processos de aprovação dos créditos bancários, ultimamente, têm sido muito lentos”, afirma Sengo, sugerindo que os bancos aumentem a frequência dos seus conselhos de crédito para responder à potencial procura.
Reestruturação de empréstimos existentes: Uma neecessidade urgente
Para além do novo financiamento, muitas empresas já possuem empréstimos em curso e foram severamente impactadas por crises recentes. A possibilidade de reestruturar estas dívidas é vista como crucial.
No entanto, Sengo destaca a importância de o Banco Central aliviar ou não exigir o reforço das provisões por parte dos bancos comerciais durante este processo, de modo a tornar a reestruturação mais viável e menos onerosa para as instituições financeiras.
Segurança: O pilar fundamental para a recuperação económica
A estabilidade e a segurança são essenciais para qualquer esforço de recuperação económica. Sengo sublinha que, para que as medidas de apoio sejam eficazes, é imperativo restabelecer condições de segurança no país. “Para estas linhas, estes apoios todos funcionarem, é preciso que, de facto, esta situação se observe”, reforça, referindo-se à necessidade de um ambiente estável para que as empresas possam operar e prosperar.
A Necessidade de fontes de financiamento alternativas
Embora as iniciativas atuais representem um passo positivo, Sengo sugere que soluções adicionais, provenientes de fundos alternativos, poderiam oferecer condições mais favoráveis às empresas em recuperação.
A experiência anterior com linhas de crédito a taxas mais baixas, como durante a pandemia de COVID-19, demonstra que é possível estruturar pacotes de apoio mais acessíveis quando se mobilizam recursos de diferentes fontes.
Notas finais
As medidas anunciadas pelo governo moçambicano reflectem um compromisso com a revitalização do sector privado. No entanto, a eficácia destas iniciativas dependerá da sua implementação prática, da adequação dos critérios de elegibilidade e da criação de um ambiente seguro e estável para os negócios.
A colaboração contínua entre o governo, as instituições financeiras e o sector privado será crucial para superar os desafios e promover uma recuperação económica sustentável em Moçambique.
Recently, the Mozambican government announced a set of measures aimed at revitalizing the private sector, especially companies affected by natural disasters and economic instabilities. In an interview with Profile, Eduardo Sengo, Executive Director of the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA), shared his insights on these initiatives, highlighting both their merits and the inherent challenges in their implementation.
Financing Lines: A Necessary but Insufficient Response
Among the announced measures is the creation of a financing line of 10 billion meticais, approximately 150 million dollars. This fund, with a fixed interest rate of 15% in the first year, aims to support companies in difficulty. Sengo acknowledges the significance of this amount, considering it “quite significant” to assist in the recovery of affected companies. However, he warns that the associated conditions, such as the interest rate, may not be the most suitable for a business rescue scenario. “15% is very good for normal life, but for rescue it may not be the most appropriate,” he observes.
Adequacy of Eligibility Criteria
Another point of reflection concerns the criteria that define what constitutes a small or medium-sized enterprise. Current legislation classifies companies with more than 100 employees as large, which may not reflect the reality of sectors such as agriculture. Sengo emphasizes the need to review these parameters to ensure that companies truly in need can benefit from the proposed measures.
Implementation Challenges: Bureaucracy and Tight Deadlines
The operationalization of these credit lines faces significant challenges. The stipulated period for submission and approval of applications, from March 1 to September 30, may be insufficient given the current pace of banking processes. “The approval processes for bank loans have been very slow lately,” says Sengo, suggesting that banks increase the frequency of their credit committees to respond to potential demand.
Restructuring Existing Loans: An Urgent Need
In addition to new financing, many companies already have ongoing loans and have been severely impacted by recent crises. The possibility of restructuring these debts is seen as crucial. However, Sengo highlights the importance of the Central Bank alleviating or not requiring the reinforcement of provisions by commercial banks during this process, in order to make restructuring more viable and less burdensome for financial institutions.
Security: The Fundamental Pillar for Economic Recovery
Stability and security are essential for any economic recovery effort. Sengo emphasizes that for support measures to be effective, it is imperative to restore security conditions in the country. “For these lines, all these supports to work, it is necessary that, in fact, this situation is observed,” he reinforces, referring to the need for a stable environment for companies to operate and thrive.
The Need for Alternative Funding Sources
While current initiatives represent a positive step, Sengo suggests that additional solutions from alternative funds could offer more favorable conditions to recovering companies. Previous experience with lower-interest credit lines, such as during the COVID-19 pandemic, demonstrates that it is possible to structure more accessible support packages when resources are mobilized from different sources.
Final Notes
The measures announced by the Mozambican government reflect a commitment to revitalizing the private sector. However, the effectiveness of these initiatives will depend on their practical implementation, the adequacy of eligibility criteria, and the creation of a safe and stable environment for businesses. Continuous collaboration between the government, financial institutions, and the private sector will be crucial to overcoming challenges and promoting sustainable economic recovery in Mozambique.
Kátia Agostinho, economista e empreendedora, é CEO e fundadora do MãeBiz Super App, uma plataforma inovadora que centraliza soluções para equilibrar maternidade, trabalho e negócios. Com uma carreira dedicada à inclusão financeira e ao empoderamento feminino, é também Membro da Direção Executiva da New Faces New Voices Moçambique, onde actua no pelouro de Inclusão Financeira.
A sua trajectória inclui a certificação Gender ChangeMakers pelo Digital Frontiers Institute, experiência que impulsionou a criação do MãeBiz, tornando-se uma referência no apoio a mães empreendedoras em Moçambique.
Profile Mozambique: Como é que surgiu a ideia do MãeBiz Super App e qual foi a inspiração por detrás deste projecto?
Kátia Agostinho: Minha experiência com a maternidade foi o ponto de partida para a Mãebiz. Em 2018, com o nascimento da minha primeira e única filha, minha rotina mudou radicalmente, social e profissionalmente. Sendo natural de Quelimane, onde minhas raízes permanecem, percebi a necessidade de um apoio que fosse além do familiar, oferecendo um serviço dedicado às mães. Em 2020, após concluir a certificação Gender ChangeMakers pelo Digital Frontiers Institute, desenvolvi um projecto final que evoluiu rapidamente para a Mãebiz, culminando no lançamento do Mãebiz Super App.
PM: Quais são as funcionalidades principais do app que o distinguem das restantes soluções digitais disponíveis no mercado?
KA: O processo criativo de desenvolvimento da app tomou em consideração, a rotina do seguemento mulher e mãe desde o momento que ela acorda, e as suas necessidades como saúde, cuidado com a casa, gerir negócios, acesso a informação, entre outros. O MãeBiz integra a gestão de compras, inventário e orçamento, incorporando ainda diversos aspectos ligados à saúde desde a gestão do ciclo menstrual, gravidez e cuidados com os bebés até ao acesso facilitado a serviços. Ademais, a plataforma apresenta um módulo familiar que permite a participação de todos, e não apenas da mulher, nesta inovação.
Ao centralizar uma variedade de funções num único app, o MãeBiz elimina a necessidade de múltiplas interfaces, combinando conveniência e flexibilidade para responder aos desafios de cada área da vida da mãe.
Complementarmente, estamos ainda aa trabalhar para o aplicativo trazer a componente de apoio social, integrando comunidades de mães, actualmente actuantes no WhatsApp, para promover a partilha de experiências, mentoria e parcerias entre mães e profissionais, com acesso exclusivo para mulheres. Além disso, a app oferece uma oportunidade de empoderamento económico das usuárias oferecendo várias oportunidades como o market place para diversos produtos e serviços.
PM: Pode explicar-nos como funciona a ferramenta de gestão pessoal e familiar integrada no app e que benefícios concretos as utilizadoras podem esperar?
KA: O MãeBiz ajuda mulheres a equilibrar a gestão da família, casa e trabalho com funcionalidades integradas em um único app. Ela pode registar tarefas, distribuir responsabilidades entre os membros da família e sincronizar agendas no Calendário Familiar.
O módulo de orçamento é restrito a ela e ao pai da casa, enquanto listas de compras e inventário permitem um controlo eficiente dos itens domésticos.
Em breve, será possível gerir trabalhadores domésticos, organizando contratos e tarefas e também sugerir receitas com base no inventário e ajudar a planear refeições com a integração da AI no app. A integração de AI está sendo feira não só na componente de refeiçoes mas também em todos outros atalhos do app. No Gestor de Saúde, em breve será possível acompanhar o ciclo menstrual, a gravidez, ter acesso a rede de saúde como hospitais, farmácias, e marcar consultas médicas. O MãeBiz centraliza tudo para mais praticidade e cuidado com a saúde da família.
PM: Que tipo de informações e recursos o app disponibiliza e de que forma estes suportam as decisões e o crescimento dos negócios das suas utilizadoras?
KA: Embora estejamos a viver em uma era em que há muita informaçao, estas encontram-se dispersas e o acesso é moroso , e a plataforma refletiu sobre como a mulher tem o seu dia organizado e como seria mais conveniente receber e ter acesso a diversos tipos de informação
O InfoHub do MãeBiz organiza e centraliza informações relevantes para mães, empreendedoras e trabalhadoras, incluindo documentos públicos, oportunidades de capacitação, financiamento, vagas de emprego e eventos. As informações são notificadas instantaneamente no celular e ficam organizadas no app, evitando perdas em WhatsApp e e-mails.
Isso economiza tempo e capacita as mulheres a tomarem decisões informadas. Essa solução responde a uma das maiores barreiras à inclusão financeira feminina: o difícil acesso à informação.
PM: Quais são os elementos inovadores da interface do MãeBiz que facilitam a sua utilização, mesmo para as utilizadoras com menor familiaridade tecnológica?
KA: O MãeBiz adopta uma interface intuitiva para facilitar a experiência de utilizadoras com pouca familiaridade tecnológica. O menu é organizado para fácil navegação, com a tela inicial exibindo tarefas e eventos do dia, além de atalhos para outras funções. Com a integração da AI estes atalhos devem reflectir as ferramentas mais usadas por cada utilizador, para facilitar ainda mais a navegabilidade e para acesso rápido. As notificações são claras e objectivas. Em breve, o app terá um assistente virtual para suporte em tempo real e tutoriais interativos para orientação visual.
PM: De que forma o MãeBiz Super App contribui para melhorar a gestão do tempo e promover um equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional?
KA: O MãeBiz organiza o dia a dia de forma prática, centraliza tarefas e compromissos pessoais e profissionais em um só lugar. Permite a definição de prioridades, automatiza tarefas repetitivas e facilita a delegação de actividades de maneira rápida. Com diversas ferramentas de produtividade integradas em uma única plataforma, elimina a necessidade de alternar entre diferentes aplicativos. Acessível pelo celular, oferece flexibilidade e conveniência. Em breve, contará com conteúdos educativos e cursos para apoiar o crescimento pessoal e profissional.
PM: Que dados ou estatísticas pode partilhar sobre a aceitação do app no mercado e como o feedback das utilizadoras tem influenciado as futuras atualizações?
KA: O lançamento foi feito de forma silenciosa, sem evento oficial ou cobertura da mídia, e em menos de 30 dias alcançou 100 downloads. O feedback tem sido positivo, temos recebido várias sugestões de como pode ser melhorado e o que mais seria interessante acrescentar.
PM: Quais os planos de desenvolvimento e expansão para o MãeBiz Super App nos próximos anos, e que parcerias estratégicas estão a ser exploradas para potenciar a plataforma?
Estão em desenvolvimento módulos voltados para saúde, negócios, comunidade e newsletter. A colaboração com as utilizadoras vai além do uso da ferramenta, oferecendo oportunidades de negócios. Parcerias com provedores de produtos e serviços também estão em curso visando agragar mais valor aos utilizadores e trazer mais oportunidades. Sem revelar detalhes, Também procuramos parcerias que possam viabilizar o desenvolvimento dos novos módulos e expandir a presença geográfica como actividades de literacia digital pois é importante para que o seguimento mulher esteja mais familiarizada com as ferramentas digitais a adira a inovação.